Comércio varejista paranaense cresce 4,1% de janeiro a maio, o dobro da média nacional

O comércio varejista do Paraná cresceu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, ritmo duas vezes superior à média nacional, que ficou em 2% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dizem respeito aos índices da receita nominal e vendas no comércio varejista.

O resultado mostra a continuidade do crescimento das vendas no Estado e foi impulsionado principalmente pelos segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico, que registraram alta de 12,5% no acumulado do ano em comparação com os cinco primeiros meses de 2025. Também contribuíram para o desempenho positivo o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 5,7%, e o comércio de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que avançou 5%.

Outro setor que também apresentou expansão no período foi o de móveis e eletrodomésticos, com alta de 4,8%. Na outra ponta, o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou retração de 9,3%.

A pesquisa também apontou crescimento das vendas de materiais de construção no Paraná. O segmento acumulou alta de 2,5% entre janeiro e maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a média nacional registrou queda de 0,7%. O resultado é o quarto melhor entre os estados brasileiros, atrás apenas de Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, refletindo o aquecimento da construção civil e dos investimentos realizados no Estado.

Na comparação entre abril de 2026 e o mesmo mês do ano passado, tanto a receita nominal como o volume de vendas do comércio paranaense cresceram acima da média nacional, com alta de 4,6% e 1,7%, respectivamente, ante 4,2% e 1,7% do País.

Já no comparativo com março deste ano, considerando os dados com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista recuou 2% no Paraná. O movimento acompanhou a tendência nacional, que registrou queda de 1,5% no período. Entre os fatores que influenciaram o resultado mensal estão oscilações pontuais em segmentos como combustíveis e artigos de uso pessoal.

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