A música e as flautas andinas fazem parte da cultura inca e agora também integram o cotidiano de estudantes dos Campos Gerais. Idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui, o projeto ‘Flautas ancestrais indígenas: resgate e valorização’, permite que os estudantes entrem em contato com a cultura inca através de apresentações musicais e oficinas para confecção de panflute, como são conhecidas as flautas tradicionais andinas. Nesta terça-feira (2), a iniciativa esteve no Colégio Estadual Professora Julia Wanderley, em Carambeí; e, na segunda-feira (1), passou pela Escola Municipal Professora Maria Elvira Justus Schimidt, no distrito de Guaragi, em Ponta Grossa. O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Governo Federal) e conta com a produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais. Para o professor Carlos Alberto Rodrigues de Souza, do Colégio Estadual Professora Júlia Wanderley, ter contato com a cultura inca e com elementos musicais como as flautas andinas é extremamente enriquecedor para os alunos. “Muitas vezes, trabalhamos em sala de aula conteúdos que ficam apenas no campo teórico, e experiências como essa aproximam os estudantes de realidades culturais diversas, despertando curiosidade, respeito e sensibilidade. Além disso, conhecer manifestações culturais diferentes amplia a visão de mundo, fortalece a identidade latino-americana e ajuda os jovens a compreenderem que a diversidade cultural é um patrimônio valioso”, enfatiza. Ele acrescenta que a presença de projetos culturais na escola é fundamental para fortalecer o aprendizado dos alunos. “Eles complementam o trabalho pedagógico, tornam o ambiente escolar mais dinâmico e estimulam os alunos por meio de vivências práticas. Quando a escola abre espaço para iniciativas como essa, ela reconhece a cultura como elemento essencial da formação humana. Além disso, esses projetos contribuem para desenvolver habilidades socioemocionais, promovem inclusão e tornam o processo de aprendizagem mais significativo”, destaca. Confecção de panflute Javier é natural do Peru e explica que a panflute é um instrumento tradicional inca formado por um conjunto de tubos fechados, ligados uns aos outros lado a lado. Ele comenta que um dos diferenciais do projeto é permitir que os alunos aprendam a confeccionar as suas próprias flautas durante as oficinas. “Por mais que pareça algo simples ou pequeno, é dessa forma que a gente recebe as nossas tradições e transmite o nosso legado cultural. Primeiro, a gente aprende a confeccionar os instrumentos e, logo depois, ensinam a gente a tocar as flautas da mesma forma como eu estou fazendo através das oficinas. Então, eu estou oportunizando para os alunos um pouco da nossa vivência cultural de forma direta”, argumenta. Além de compartilhar a cultura andina e deixar um legado para os estudantes, o projeto também tem como objetivo desconstruir essa ideia de que os povos indígenas são um grupo e que todos têm os mesmos costumes. “Essa interação faz com que os alunos percebam que existem outras nações e que cada etnia tem sua própria tradição, sua própria cultura e suas próprias crenças. Acredito que a partir das nossas apresentações e oficinas, o olhar deles para com esses povos vai ser totalmente diferente e marcar muito na vida deles de forma positiva”, afirma. Ao todo, o projeto vai percorrer escolas públicas de dez municípios dos Campos Gerais com palestras sobre os instrumentos tradicionais indígenas, apresentações de músicas folclóricas e oficinas para confecção da panflute. As ações educativas acontecerão nos municípios de Ipiranga, Ivaí, Tibagi, Piraí do Sul, Palmeira, Porto Amazonas, São João do Triunfo, Castro, Ponta Grossa e Carambeí.
Estado e Seara anunciam R$ 475 milhões para impulsionar cadeia produtiva de frango no Paraná
O Governo do Paraná e a Seara anunciaram um amplo pacote de investimentos que soma R$ 475 milhões para impulsionar a cadeia produtiva do frango no Estado. O montante é composto de um novo Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Agronegócio (FIDC Paraná II), no valor de R$ 300 milhões, estruturado em parceria com a Fomento Paraná, instituição financeira do Governo Estadual, e pelo programa Rota do Progresso, que prevê R$ 175 milhões em aportes diretos no município de Cerro Azul, no Vale da Ribeira. O FIDC Paraná II é destinado a viabilizar investimentos em aviários de frango de corte e de matrizes. O patrimônio total do fundo é de R$ 300 milhões, sendo R$ 60 milhões aportados pela Fomento Paraná e R$ 240 milhões pela Seara. Os recursos serão aplicados da seguinte forma: A gestão do fundo é de responsabilidade da Suno Gestora de Recursos e o modelo segue o formato do FIDC Agro Paraná, que tem a Fomento Paraná como cotista sênior. O prazo é de dez anos, com carência de 24 meses e taxas de juros ao produtor em torno de 9% ao ano, em linha com o Plano Safra. Com a entrada da Seara como cotista subordinada do FIDC, serão liberados R$ 240 milhões em créditos acumulados de ICMS. O sistema de integração adotado pela Seara é um modelo de parceria que conecta a agroindústria a milhares de produtores rurais em todo o país. Nesse sistema, a empresa fornece os insumos, a assistência técnica e o suporte necessário, enquanto os produtores entram com a estrutura e a mão de obra para criação dos animais. Essa cooperação garante previsibilidade e estabilidade de renda ao produtor, assegura qualidade e biossegurança ao processo produtivo e estimula o desenvolvimento econômico nas comunidades onde está presentes. “Esses novos investimentos reforçam o modelo virtuoso de desenvolvimento da integração. Ao garantir que o destino certo para a produção, estimula o produtor rural a investir, gerando prosperidade nas regiões onde atuamos. Estamos promovendo desenvolvimento econômico, oportunidades de renda e qualidade de vida para milhares de famílias do Estado”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. “O FIDC Agro Paraná é uma alternativa de crédito formatada para oferecer condições mais adequadas aos produtores rurais e à agroindústria paranaense, permitindo investir em qualidade e aumento de produção. Isso significa novos negócios, empregos, renda e, mais adiante, tributos que retornam em infraestrutura e benefícios sociais para a população”, afirma Claudio Stabile, diretor-presidente da Fomento Paraná. “O fundo já está plenamente capitalizado e a originação está avançando em bom ritmo. Já analisamos e aprovamos diversas operações e, pelas CPRs emitidas até agora, conseguimos perceber que havia uma demanda reprimida importante entre os produtores. No ritmo atual, devemos empenhar uma parcela relevante do fundo nos próximos meses, sempre com rigor técnico e foco no enquadramento”, afirma Vitor Duarte, CIO da Suno Asset. ROTA DO PROGRESSO — Além disso, também foi anunciado o investimento adicional da Seara de R$ 175 milhões por meio do programa Rota do Progresso, no município de Cerro Azul. O valor será aplicado na construção de um complexo de granjas de avós, destinado à produção dematrizes que irão suprir integralmente a demanda da Seara no Estado. Em contrapartida a esse investimento, o Governo do Paraná liberará R$ 175 milhões em créditos acumulados de ICMS. O Rota do Progresso é uma iniciativa do Governo do Paraná e consiste em uma estratégia coordenada de ações governamentais duradouras para impulsionar o desenvolvimento de 80 municípios com baixos índices socioeconômicos. O programa prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos, com foco em geração de empregos, renda e qualidade de vida através de eixos que incluem infraestrutura, crédito tributário, saneamento básico e capacitação profissional.
Lula conversa com Trump sobre retirada de sobretaxa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, nesta terça-feira (2), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que deseja “avançar rápido” nas negociações para retirada da sobretaxa de 40% imposta pelo governo norte-americano, que ainda vigora sobre alguns produtos brasileiros. Lula e Trump também conversaram sobre cooperação para o combate ao crime organizado. Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que a conversa entre os líderes foi “muito produtiva” e durou 40 minutos. No dia 20 de novembro, a Casa Branca anunciou a retirada de 238 produtos da lista do tarifaço, entre eles, café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. De acordo com o governo, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda permanecem sujeitas às sobretaxas. No início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionais. Na conversa com Trump, Lula indicou ter sido muito positiva a decisão do governo estadunidense, mas destacou que “ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”. Tarifaço O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Mas, em 14 de novembro, o país norte-americano também isentou determinados produtos agrícolas brasileiros dessas tarifas recíprocas. Já em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. As decisões dos EUA, de revogar parte das tarifas, foi influenciada pelo diálogo recente entre Trump e o presidente Lula, durante encontro na Malásia, em outubro, e outros contatos telefônicos que foram seguidos de negociações entre as equipes dos dois países. Tratativas O Brasil busca avançar nas tratativas para retirar novos produtos da lista de itens tarifados. Após algum alívio para o agronegócio, o governo avalia que os produtos industriais permanecem como foco de preocupação. Parte desses segmentos, especialmente bens de maior valor agregado ou fabricados sob encomenda, têm mais dificuldade para redirecionar exportações para outros mercados. Temas não tarifários também seguem na pauta de discussão, incluindo áreas como terras raras, big techs, energia renovável e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). Crime organizado Durante a conversa com Trump nesta terça-feira, o presidente Lula ainda falou sobre “a urgência” em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. O brasileiro destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal para “asfixiar financeiramente” o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior. Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também afirmou a importância de um diálogo direto para coibir crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Segundo ele, os criminosos usam o estado de Delaware, nos Estados Unidos, como paraíso fiscal para tirar ilegalmente dinheiro do Brasil e depois trazê-lo de volta “lavado”. A última operação foi de R$ 1,2 bilhão de envio para esses fundos em Delaware. “O presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas”, diz o comunicado do Palácio do Planalto. “Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas”, acrescenta.
Novembro é marcado por três tornados e chuva acima da média no Paraná
O balanço dos dados consolidados das estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em novembro de 2025 aponta que, na maior parte do Estado, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica para o período. Já o volume acumulado de chuvas ficou dentro ou acima da média para o mês em quase todo o Paraná. O mês foi marcado pela passagem de três tornados e por tempestades típicas de primavera, com muita ocorrência de granizo. A temperatura média no mês passado ficou dentro a ligeiramente abaixo da média, com destaque para arredores de Antonina, Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo, que tiveram a temperatura média em novembro entre 1,1°C e 1,2°C abaixo da média. Em Joaquim Távora, Ibaiti e Telêmaco Borba, e também na região ao redor de Guaíra, Assis Chateaubriand, Cascavel e Foz do Iguaçu, as mínimas ficaram entre 1°C e 1,5°C abaixo da média histórica para o mês. No resto do Estado, ficaram dentro da média. Já as temperaturas máximas ficaram abaixo da média em 1°C a 2°C no Litoral e em praticamente todo o Oeste e Noroeste, com exceção de Guaíra, Altônia e Foz do Iguaçu, que tiveram as máximas dentro da média histórica para o mês de novembro. Cândido de Abreu teve a média das temperaturas máximas de 30,8°C em novembro, acima da média histórica para o mês, que é de 29,5°C. No restante do Estado, as máximas se mantiveram dentro da média. A última semana do mês teve temperaturas acima dos 35°C em várias cidades por, pelo menos, quatro dias seguidos, o que elevou o resultado final da média de temperaturas máximas em novembro de 2025. CHUVA – Apenas nove das 41 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação tiveram volume de chuvas abaixo da média histórica para novembro: são as duas estações de Antonina, a de Fazenda Rio Grande, de Francisco Beltrão, Palmas, Paranaguá, Guaraqueçaba e União da Vitória. O volume de chuvas em novembro de 2025 foi acima da média histórica para o mês no restante do Estado, com destaque para Apucarana, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cianorte, Cornélio Procópio, Guaratuba, Londrina, Santa Helena e Ubiratã, onde o volume ultrapassou a média em mais de 100 mm. Em Cianorte, Santa Helena e Campo Mourão, a média de chuvas de todo o mês já foi superada nos dois primeiros dias. Foram muitas as tempestades ao longo do mês acompanhadas de raios, rajadas de vento acima de 50 km/h e precipitação de granizo em várias cidades. “A primavera é uma estação característica de tempestades, mas a Oscilação Antártica na sua fase negativa também favoreceu para que os sistemas frontais fossem mais frequentes sobre o Sul do país em novembro”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. Em Guaratuba, 108,8 mm de chuva foram registrados em apenas um dia, no domingo, 21 de novembro. Cornélio Procópio contabilizou o volume de chuvas mais alto da série histórica, ou seja, desde a instalação da estação meteorológica no município, em 2018. Em Apucarana, Cândido de Abreu, Campo Mourão, Cianorte, Guaratuba, Lapa, Londrina e Santa Helena, foi o novembro com maior acumulado de chuva desde 2015. No caso de Campo Mourão e Cianorte, que tiveram novas estações meteorológicas instaladas em 2017 e 2016, respectivamente, é o volume mais alto da série histórica. Em Cerro Azul, foi o novembro com maior acumulado de chuva desde 2020 e em Palotina, o maior acumulado desde 2017. Em Pinhão e em Telêmaco Borba foi o maior acumulado desde 2019. TORNADOS – A ocorrência mais grave do mês foi no dia 7. O ramo frio de um ciclone extratropical formado sobre o Sul do Brasil favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade de forte intensidade sobre o Paraná. Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodinâmica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de supercélulas, com características de rotação em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e úmido foram cruciais para a evolução das tempestades. Duas dessas supercélulas foram responsáveis pela ocorrência de três tornados em municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná. A primeira supercélula gerou o Tornado 1, que passou por Quedas do Iguaçu em categoria F1, por Espigão Alto do Iguaçu (F1), Nova Laranjeiras (F1), Rio Bonito do Iguaçu em categoria F4, Porto Barreiro (F3), Laranjeiras do Sul (F3), por Virmond (F2), e por Cantagalo em categoria F1. O Tornado 1 percorreu aproximadamente 75 km, com uma área de impacto estimada em 12.426 hectares. Sua largura variou de 750 metros em Quedas do Iguaçu para 3.250 metros na região de maior intensidade, em Rio Bonito do Iguaçu, que foi arrasada pelo fenômeno, com 90% das edificações afetadas, muitas completamente destruídas. Esta mesma supercélula também gerou o Tornado 2, que passou por Candói em categoria F2 e pelo Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em categoria F4. A supercélula percorreu aproximadamente 270 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 80 km/h. O Tornado 2 percorreu cerca de 44 km, com uma área de impacto estimada em 2.301 hectares. Apresentou larguras mais homogêneas, variando entre 500 metros e 1.160 metros. Uma segunda supercélula percorreu aproximadamente 230 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 85 km/h, e gerou o Tornado 3, que passou sobre Turvo em categoria F2. Ele teve o percurso mais curto, com 12 km de extensão e uma área de impacto de 570 hectares. Sua largura variou entre 400 metros e 675 metros, com uma média estimada de 525 metros. O laudo técnico emitido pela equipe de meteorologia e de geointeligência do Simepar, após duas semanas de trabalho ininterrupto, incluindo entrevistas nos municípios, sobrevoos nas áreas atingidas e análise de imagens e dados de satélite e radares, traz a conclusão que este evento pode ser considerado um dos maiores desta categoria no Paraná nos últimos 30 anos, levando em conta os aspectos relacionados à quantidade de tornados no mesmo evento, pessoas atingidas e
Prefeitos da AMCG se reúnem em Castro nesta quarta-feira
A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) realiza, nesta quarta-feira (3), mais uma reunião ordinária com prefeitos, prefeitas e lideranças regionais e estaduais. O encontro, aberto à imprensa, será realizado no município de Castro, a partir das 08h30, no Clube União, localizado na Praça Manoel Ribas, no Centro. A programação terá início com a participação de deputados e demais autoridades. A pauta inclui temas estratégicos para os municípios, como agricultura, meio ambiente e ações regionais integradas. Agricultura e meio ambienteÀs 10h, o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, fará uma apresentação sobre as ações e programas conduzidos pela pasta. Em seguida, às 10h30, o representante do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa Souza, abordará o atendimento de animais silvestres e domésticos nos municípios da AMCG, ação que visa ampliar a capacidade de resposta ambiental na região. Na sequência, às 11h, também serão discutidos outros assuntos referentes à Associação. Fortalecimento regionalPara a presidente da AMCG, Dayane Sovinski, a reunião reforça o papel da entidade na integração das políticas públicas e no diálogo contínuo entre os municípios.“A AMCG tem avançado porque atua de forma colaborativa. Cada encontro é uma oportunidade para que os prefeitos debatam demandas reais, alinhem estratégias e construam soluções conjuntas para a nossa região. Estamos honrados em realizar esta reunião em Castro, um município que tem sido parceiro e protagonista no desenvolvimento dos Campos Gerais. Contamos com a presença das nossas lideranças. Agradecemos também ao secretário Márcio Nunes por toda a atenção às nossas cidades”, afirmou. Castro como anfitriãoO prefeito de Castro, Dr. Reinaldo Cardoso, destaca a importância de receber os gestores municipais para um encontro voltado ao desenvolvimento regional.“É uma satisfação receber os colegas prefeitos e autoridades para tratar de temas tão relevantes. Castro tem uma história de liderança nos Campos Gerais e segue comprometida com ações que beneficiem toda a região. Seguimos nos consolidando como um polo regional de desenvolvimento. A reunião da AMCG reforça nossa união e o compromisso com políticas públicas eficientes e integradas”, disse. A AMCG reúne 19 municípios e atua como uma das principais instâncias de articulação regional no Paraná, buscando fortalecer a gestão pública e promover o desenvolvimento dos Campos Gerais.
Estado incentiva empresários do turismo a concorrer ao Prêmio Embratur Visit Brasil
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Embratur Visit Brasil, que vai reconhecer destinos, organizações, campanhas e profissionais ligados à área do turismo que se destacam na promoção do País no Exterior. É uma oportunidade para que empresas e pessoas ligadas ao trade turístico do Paraná sejam reconhecidas por suas ações no setor. O prêmio é organizado pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), junto da Revista Exame. O objetivo é reconhecer destinos, empresas, entidades e profissionais da área do turismo que atuam na construção de uma imagem positivo e consistente do turismo no Exterior. Em suas categorias, serão reconhecidas a qualidade e o sucesso de iniciativas; campanhas; ativações de marca; cooperação com influenciadores e formadores de opinião, além de parcerias estratégicas com operadoras, companhias aéreas e outros. Ao todo, são oito categorias que podem ser disputadas: Destino em destaque; Companhia Aérea; Aeroporto; Convention & Visitors Bureau; Hotelaria; Prática Sustentável ou Turismo Regenerativo; Solução Tecnológica; e Liderança Feminina. “O Paraná concorre enquanto destino, mas é importante que profissionais do trade, iniciativa privada e IGRs também participem. Temos diversos potenciais ao redor dos nossos Territórios Turísticos, e inscrevê-los será uma forma de mostrar como o setor paranaense está unido e se destaca na recepção de estrangeiros”, disse o secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos. Serão valorizadas ações voltadas ao turista estrangeiro, com inteligência mercadológica e direcionadas de forma segmentada, considerando perfis de público, nichos prioritários e diferenciais competitivos dos destinos. “Já recebemos mais de 888 mil turistas estrangeiros neste ano. Isso é fruto dos esforços da iniciativa privada e do Poder Público, que, juntos, fazem do setor paranaense uma das referências nacionais na recepção e atendimento de viajantes de outros países”, explicou Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado a Secretaria do Turismo (Setu-PR). “Para consagrar esse trabalho, é muito importante que hotéis, empresas e profissionais, concorram na premiação”, acrescentou. As inscrições para o Prêmio Embratur Visit Brasil são gratuitas e ficam abertas até o dia 24 de janeiro de 2026. Para concorrer, basta clicar AQUI.
Polícia Civil prende homem por violência doméstica e tráfico de drogas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, nesta segunda-feira, um homem de 37 anos em Piraí do Sul pelos crimes de violência doméstica e tráfico de drogas. A ação ocorreu após a companheira do suspeito relatar que havia sido ameaçada e que o homem tentou agredi-la. Durante o atendimento da ocorrência, a vítima também informou aos agentes o local onde o companheiro guardava entorpecentes. Com base nas indicações, os policiais localizaram pequenas porções de cocaína e maconha, além de uma balança de precisão, material que caracteriza tanto o consumo quanto a possível comercialização das drogas. O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de violência doméstica e tráfico, sendo posteriormente encaminhado à Cadeia Pública de Castro, onde permanece à disposição da Justiça. A PCPR reforça a importância de que vítimas de violência doméstica busquem apoio e denunciem situações de risco, permitindo a atuação imediata das forças de segurança.
Estado mantém desconto de 6% do pagamento à vista e IPVA 2026 pode cair pela metade
A redução de 45,7% no valor da alíquota não será a única economia que os paranaenses terão em relação ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026. Além dela, quem fizer o pagamento à vista do imposto contará com um desconto adicional de 6%. Dessa forma, a economia pode chegar a 49% — praticamente metade do valor pago no IPVA 2025. Um carro popular avaliado em R$ 50 mil e que pagou R$ 1.750 de IPVA em 2025, por exemplo, pagará somente R$ 950 em 2026 graças à nova alíquota de 1,9%. Com o pagamento à vista, o valor total fica ainda menor: apenas R$ 893. De acordo com a Receita Estadual, mais de 68% dos veículos paranaenses estão dentro dessa faixa de valor. Para o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, o desconto de 6% no pagamento à vista é uma forma de incentivar o cidadão a quitar o imposto o quanto antes. “É um desconto que beneficia diretamente o cidadão, mas que também é vantajoso para o Estado. Com valores mais acessíveis, a tendência é que o índice de inadimplência caia e isso reforça a arrecadação”, afirmou. Segundo ele, a redução histórica da alíquota do IPVA de 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos é uma conquista do Governo do Paraná. “O corte de impostos é reflexo de todo o nosso trabalho para tornar o Estado cada vez mais eficiente. Com as contas em dia, conseguimos fazer com que o paranaense pague menos impostos”, explica. “Inclusive, mantivemos o desconto para o pagamento à vista, o que torna a redução ainda mais expressiva”. PARCELAMENTO – Para quem optar pelo parcelamento, poderá dividir o IPVA 2026 em cinco cotas — ou seja, entre os meses de janeiro e maio. Nestes casos, não serão oferecidos descontos adicionais. Assim, no exemplo citado, o imposto ficaria em R$ 950 dividido em cinco vezes de R$ 190. Com a alíquota de 3,5%, as parcelas seriam de R$ 350. Em relação ao calendário de pagamento do IPVA 2026, a Sefa e a Receita Estadual devem divulgar as datas já nos próximos dias. As guias de pagamento poderão ser emitidas a partir de janeiro. NORMAS – A alíquota de 1,9% do IPVA 2026 incide sobre o valor venal de automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores. Além disso, as motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a realizar a conversão. A Receita Estadual utiliza estudos regionalizados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com dados específicos do Paraná para calcular o valor do IPVA a ser lançado. IPVA – O IPVA é uma das principais fontes de arrecadação tributária do Paraná, ficando atrás apenas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). O Estado destina 50% do valor arrecadado com o imposto para custear os gastos públicos, como educação, saúde, segurança e transporte dos municípios.
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões
As seis dezenas do concurso 2.946 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Polícia Civil recupera carteira e parte do dinheiro de casal de idosos na região
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 43ª Delegacia Regional de Polícia de Castro, recuperou na tarde desta segunda-feira (1º) uma carteira contendo documentos, cartões e parte do dinheiro pertencente a um casal de idosos, de 69 e 70 anos, moradores da região do Cercado, distrito do Socavão. O casal procurou a Delegacia para registrar boletim de ocorrência após perceber que havia deixado cair uma sacola por volta das 11h30. Dentro dela estavam documentos pessoais, cartões bancários e R$ 1.060,00 provenientes da aposentadoria. A equipe de investigação iniciou imediatamente a análise de imagens de monitoramento da região, que registraram o momento em que um homem encontra a sacola e recolhe os pertences. Com base nas características identificadas, os policiais localizaram o indivíduo — um morador de rua natural de Telêmaco Borba — no terminal de transportes da cidade. Com ele foram encontrados a carteira e R$ 668,00, que foram imediatamente restituídos às vítimas. O homem confessou ter utilizado parte do dinheiro antes de ser abordado pelos policiais. Segundo a PCPR, o indivíduo não foi autuado em flagrante, pois a conduta se enquadra no crime de apropriação de coisa achada (Art. 169, inciso II, do Código Penal). Para que haja flagrante, é necessário que o objeto não seja entregue ao proprietário ou à autoridade policial no prazo de 15 dias. Devido à perda do horário do ônibus em razão do ocorrido, os idosos receberam apoio do Município para retornar à residência na zona rural.