A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de janeiro do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (19) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,8 milhões de famílias receberão o benefício neste mês. Os beneficiários de nove estados receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais.O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Auxílio Gás Neste mês, não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Com 20,6 mil vagas abertas, Agências do Trabalhador ajudam paranaenses no início do ano
O Paraná começa a semana com 20.664 vagas de emprego com carteira assinada disponíveis nas Agências do Trabalhador e postos avançados em todo o Estado. As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais. As vagas estão concentradas principalmente nos setores industrial, comercial, de serviços e agropecuário. O cargo com maior número de oportunidades é o de alimentador de linha de produção, com 4.487 vagas, seguido por abatedor (1.186), cobrador interno (871) e operador de caixa (714). Na Região Metropolitana de Curitiba, estão disponíveis 4.319 vagas, com destaque para cobrador interno (871), alimentador de linha de produção (362), operador de caixa (268) e atendente de lojas e mercados (162). O volume expressivo reforça a importância da região como um dos principais polos de geração de empregos do Estado. Somente na Agência do Trabalhador de Curitiba, são 543 vagas abertas, principalmente para atendente de lojas e mercados (42), faxineiro (41), auxiliar nos serviços de alimentação (33) e pedreiro (32), contemplando diferentes perfis e níveis de experiência. Entre os núcleos regionais do Interior, Cascavel concentra um dos maiores volumes de oportunidades, com 5.788 vagas, impulsionadas principalmente pela indústria de alimentos e pelo setor agropecuário. Os principais cargos são alimentador de linha de produção (1.574), abatedor (925), trabalhador volante da agricultura (205) e operador de caixa (183). O Núcleo Regional de Campo Mourão registra 2.439 vagas, com destaque para alimentador de linha de produção (411), magarefe (322), abatedor (191) e trabalhador volante da agricultura (185). Já Foz do Iguaçu soma 2.699 oportunidades, principalmente para alimentador de linha de produção (700), vendedor do comércio varejista (595), repositor de mercadorias (102) e operador de caixa (99). Outras regiões também apresentam números relevantes. Londrina contabiliza 1.349 vagas, com forte presença da indústria e do comércio, enquanto Maringá soma 936 oportunidades, com destaque para alimentador de linha de produção, magarefe e operador de caixa. Em Paranaguá, são 837 vagas, especialmente para açougueiro, operador de caixa, repositor de mercadorias e atendente de lojas e mercados. Os núcleos de Pato Branco (556 vagas), Ponta Grossa (301) e Umuarama (837) reforçam a capilaridade da rede de atendimento das Agências do Trabalhador, ampliando o acesso às oportunidades e fortalecendo a geração de emprego local em atividades industriais, agrícolas e de serviços gerais. Além das vagas operacionais, o levantamento aponta 62 oportunidades para cargos técnicos e de nível superior, incluindo técnico de enfermagem, eletricista, analista contábil, assistente administrativo, advogado, engenheiro mecânico, farmacêutico, professores, analistas de marketing e recursos humanos, entre outros. Também há vagas de estágio, principalmente para estudantes das áreas de direito, engenharia civil e áreas administrativas. Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o volume de vagas confirma o aquecimento do mercado e a importância das políticas públicas de empregabilidade. “Os números mostram que o Paraná segue gerando oportunidades em todas as regiões. Nosso trabalho é garantir que essas vagas cheguem à população de forma organizada, transparente e eficiente, fortalecendo o desenvolvimento econômico e a renda das famílias paranaenses”, afirma. O secretário também reforça a orientação aos trabalhadores. “Quem está em busca de uma colocação deve procurar a Agência do Trabalhador mais próxima ou utilizar os canais digitais oficiais. A intermediação pública é gratuita, segura e conecta quem quer trabalhar com quem precisa contratar”, completa. Os interessados devem comparecer à Agência do Trabalhador mais próxima, munidos de documentos pessoais, ou acessar os canais digitais oficiais para consultar as vagas disponíveis e realizar o encaminhamento.
Carambeí anuncia vagas de emprego atualizadas nesta segunda-feira
Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, a Agência do Trabalhador de Carambeí anuncia novas vagas de emprego em diversas áreas. As oportunidades reforçam o compromisso do município em facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho e apoiar quem busca recolocação profissional. Entre as vagas abertas hoje estão: ATENDIMENTO – Agência do Trabalhador de Carambeí / Endereço: Rua do Bronze, 227, esquina com a Rua dos Lírios, Centro Cívico – Carambeí, PR. Documentos necessários • RG • CPF • Carteira de Trabalho IMPORTANTE – informações sobre vagas não são fornecidas por telefone. As vagas são atualizadas diariamente, permitindo que os candidatos acompanhem as novas oportunidades disponíveis no município.
Secretaria da Saúde alerta sobre cuidados para quem frequenta áreas de mata no verão
Com as altas temperaturas e o período de férias, o turismo de natureza em trilhas e cachoeiras está entre as principais opções de lazer no Paraná. Para garantir que o passeio não termine em aborrecimentos inesperados, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça cuidados fundamentais, desde o planejamento do roteiro até a prevenção contra doenças infecciosas e acidentes com animais peçonhentos. A segurança começa antes de sair de casa. A orientação principal é nunca fazer trilhas sozinho. O ideal é estar em grupo e avisar amigos ou familiares sobre o roteiro e o horário previsto de retorno. É recomendado priorizar roupas leves, mas com calças compridas e mangas longas (preferencialmente com proteção UV), assim como usar calçados antiderrapantes e se possível perneiras. Na mochila, levar itens como kit de primeiros socorros, lanterna de cabeça, apito, manta térmica e reserva extra de água e alimentos energéticos. “O Paraná possui uma riqueza natural imensa que atrai milhares de pessoas nesta época do ano, mas o lazer em áreas de mata exige responsabilidade”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “O planejamento não é apenas uma questão de logística, é uma medida de saúde pública. Quando orientamos sobre o uso de roupas adequadas e o acompanhamento de guias, o objetivo é evitar que um momento de descontração se transforme em um internamento hospitalar ou algum infortúnio”. REPELENTES – O uso correto de repelentes é uma barreira eficaz contra doenças como a febre amarela, dengue, leishmanioses e febre maculosa. A Sesa destaca que apenas produtos aprovados pela Anvisa com princípios ativos específicos são eficazes: – Icaridina: Oferece proteção de até 10 horas e é indicado para adultos e crianças a partir de 2 anos. – DEET (N,N-dietil-meta-toluamida): Seguro para adultos e gestantes, mas exige atenção na concentração (máximo 10%) para crianças entre 2 e 12 anos. – IR3535 ou EBAAP (Ethyl butylacetylaminopropionate): Indicado inclusive para bebês a partir de seis meses. A Sesa alerta que produtos naturais à base de citronela ou o uso de Vitamina B não possuem comprovação científica de eficácia como repelentes. Para a febre amarela, a recomendação principal é a vacinação. O imunizante está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do Estado e deve ser tomado pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de mata por quem ainda não é vacinado. ATENÇÃO AO CARRAPATO – De acordo com as diretrizes da Vigilância Ambiental da Sesa, a atenção ao carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, deve ser constante em ambientes de mata. Como o parasita precisa de algumas horas fixado à pele para transmitir a bactéria (geralmente de 4 a 6 horas), a recomendação técnica é que se faça uma inspeção no corpo a cada 2 horas durante a atividade. O uso de roupas claras facilita a visualização do inseto. Em casos de picada, a orientação é remover o carrapato com uma pinça, de forma firme e suave, sem esmagar ou queimar o animal, e lavar o local da picada com água e sabão logo em seguida. A Vigilância classifica áreas com presença de capivaras, cavalos e antas como locais de alerta máximo, por serem os hospedeiros preferenciais do carrapato, vetor da doença. Em caso de febre ou manchas avermelhadas na pele nos 15 dias subsequentes ao passeio, o cidadão deve procurar atendimento médico imediato e informar sobre o histórico de contato com áreas de mata ou cachoeiras e da picada por carrapato. FAUNA – Ao entrar em regiões de mata, o respeito aos animais silvestres é vital. Não se deve tocá-los, vivos ou mortos, ou alimentá-los, para evitar doenças como a raiva e febres hemorrágicas. Para evitar acidentes com animais peçonhentos (que injetam veneno, como cobras, aranhas e escorpiões) ou venenosos (que liberam toxinas passivamente, como alguns sapos), o uso de botas e luvas é a melhor prevenção. Em caso de picadas ou mordeduras: – Lavar o local com água e sabão; – Procurar imediatamente o serviço médico mais próximo; – Se possível, leve uma foto do animal para facilitar a identificação e a aplicação do soro específico. Segundo Beto Preto, o importante é, diante de qualquer sintoma após uma trilha, procurar o serviço médico e relatar o histórico do passeio. “Essa agilidade no diagnóstico salva vidas”, ressaltou o secretário.
Veículo de Carambeí se envolve em acidente com três feridos na PR-170
Um acidente de trânsito envolvendo um veículo com placas de Carambeí foi registrado na manhã deste domingo (18), por volta das 9h, na rodovia PR-170, no km 395, no município de Guarapuava. A ocorrência, do tipo colisão transversal, envolveu um VW Fox, emplacado em Carambeí, e uma caminhonete GM Montana, com placas de Pinhão (PR). Conforme informações apuradas no local, a Montana trafegava no sentido Entre Rios a Pinhão quando colidiu com o Fox, que realizava o contorno no trevo. O condutor do VW Fox, de 71 anos, sofreu ferimentos moderados. Já no outro veículo, o motorista, de 40 anos, teve ferimentos leves, enquanto a passageira, de 18 anos, sofreu ferimentos moderados. As três vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para atendimento médico. A Polícia Rodoviária Estadual realizou a sinalização da via até a retirada dos veículos, que foram liberados por não apresentarem pendências administrativas. As circunstâncias do acidente serão investigadas.
Mega-Sena acumula para R$ 50 milhões; sorteio será na terça (20)
Sem apostadores que acertassem seis dezenas no concurso 2961, o prêmio da Mega-Sena acumulou na noite de sábado (17), segundo a Caixa Econômica Federal. O próximo concurso, na terça-feira (20), poderá pagar R$ 50 milhões. Os números sorteados neste fim de semana foram 10, 13, 55, 56, 59 e 60. Um total de 74 apostas conseguiu acertar cinco dezenas e levou o prêmio de R$ 29.835,57. Mais 4.863 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 748,36. Novas apostas podem ser feitas até as 19h de terça-feira. Às 20h, ocorrerá o sorteio no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Eduardo Costa e Edson & Hudson reúnem 165 mil pessoas em noite sertaneja na praia de Caiobá
O sertanejo voltou a mostrar o forte vínculo com a população do Paraná na noite deste sábado (17), quando cerca de 165 mil pessoas ocuparam a faixa de areia da praia de Caiobá, em Matinhos, para acompanhar os shows da dupla Edson & Hudson e do cantor Eduardo Costa no Verão Maior Paraná. A estimativa de público é da Polícia Militar do Paraná. Foram quase quatro horas de música, com grande adesão do público desde o início da programação até o encerramento perto da meia-noite. Edson & Hudson subiram ao palco por volta das 20h, abrindo a noite sertaneja em sua primeira participação no Verão Maior Paraná. A dupla apresentou um repertório marcado por sucessos românticos e pela sonoridade que mistura sertanejo, country e rock, características que ajudaram a consolidar a identidade dos irmãos ao longo da carreira. Durante entrevista, Hudson destacou o papel da dupla na renovação do gênero. “Quando começamos, os artistas não encaravam o instrumento de frente como a gente faz hoje. A gente trouxe uma proposta diferente, misturando o country com o rock, mas com um romantismo muito forte. Isso acabou criando um estilo próprio e abrindo portas para muita gente depois”, afirmou. Edson também ressaltou a experiência de tocar no litoral paranaense e a dimensão do festival. “É surreal estar aqui. A gente chegou sobrevoando a região e ficou impressionado. Isso aqui é um paraíso. Para nós, é um privilégio fazer parte de um evento dessa magnitude”, disse. PRESENÇA – A empolgação do público seguiu intensa durante toda a apresentação da dupla e se manteve quando, já passadas das 22h, Eduardo Costa deu continuidade à noite no palco principal. O cantor, que é um dos nomes mais presentes na história do Verão Maior Paraná, voltou a ser recebido por uma multidão em Matinhos, reforçando a relação especial que construiu com o público do Estado. Eduardo Costa participou da primeira edição do festival, em 2020, em Guaratuba, e retornou na temporada 2024/2025, quando fez dois shows no litoral: um em Matinhos, com público estimado em 85 mil pessoas, e outro em Pontal do Paraná, que reuniu cerca de 28 mil. Naquela ocasião, o show em Matinhos já havia se tornado o maior público de sua carreira, segundo o próprio cantor. Neste sábado, porém, ele quase dobrou essa marca, agora somando forças com Edson & Hudson para levar 165 mil pessoas à praia de Caiobá. “O maior público da minha vida já era aqui em Matinhos e voltou a ser. O Paraná tem uma história muito forte comigo, inclusive porque foi em Curitiba que eu gravei a música de maior sucesso da minha carreira”, afirmou Eduardo Costa. “Eu fico muito feliz de fazer parte de um povo tão maravilhoso quanto o povo paranaense.” O artista também fez questão de destacar o impacto social e econômico de eventos como o Verão Maior Paraná, considerado o maior festival gratuito do Brasil. “Entretenimento não é dinheiro jogado fora. Entretenimento é geração de emprego. É o pessoal do hotel, da alimentação, da estrutura, da segurança. Isso aqui movimenta a economia e devolve muito mais do que foi investido”, argumentou. FÃS ENGAJADOS – Entre o público, a presença de fãs vindos de diferentes regiões reforçou o alcance do festival. A professora Denise dos Santos, de Porto União (SC), contou que viajou especialmente para assistir ao show de Edson & Hudson. “Sempre sonhei em ver eles ao vivo, mas os shows costumam ser muito caros. Aqui é gratuito e com uma estrutura incrível. É um sonho sendo realizado”, contou. “A gente vive muito a rotina da sala de aula, então estar aqui, na praia, com um evento desse tamanho, é maravilhoso”. De União da Vitória, Sandra Maria destacou a valorização do público e a identidade do sertanejo com o Estado. “É a melhor coisa que foi feita para o povo do Paraná. Um palco desse tamanho, som de qualidade e tudo gratuito. O sertanejo combina com o Paraná e com o nosso jeito”, disse. Segundo ela, a programação estimula o retorno ao litoral em outras temporadas. “Saber que todo ano tem shows assim dá vontade de voltar sempre”. Já Rosane dos Santos, de Curitiba, contou que viu Eduardo Costa ao vivo pela primeira vez. “Sou fã dele desde os 15 anos. É o meu primeiro show e um sonho realizado. A estrutura está maravilhosa e dá para curtir tranquilo com a família. Todo mundo está muito empolgado”, disse. Também da Capital paranaense, Gabrielle Eduarda destacou a expectativa para a apresentação. “Nunca tinha visto um show dele ao vivo. As músicas têm animação, romantismo, é um equilíbrio. A estrutura está sensacional, tudo muito bem organizado. É um evento que faz a gente querer voltar todo ano”, comentou. PROGRAMAÇÃO – A programação musical do Verão Maior Paraná segue intensa na próxima semana em Matinhos, com atrações de diferentes gerações da música brasileira. Toda a programação do Verão Maior Paraná pode ser acompanhada no site exclusivo.
Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19
Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19. Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia. A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas: “Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo”. “ Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “ Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac. Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional. A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente. Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021. Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente. Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas. Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas. Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira.Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas. Atrasos No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos. A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época. “A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”. “Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”. A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país. Foto: Alex Pazuello/Semcom/Arquivo Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021. “Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”. A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu. “A aquisição de
Acidente na PR-151 deixa três feridos no trecho entre Carambeí e Castro
Um acidente de trânsito foi registrado na tarde deste sábado (17), por volta das 15h30, na PR-151, no km 296, no município de Castro. A ocorrência foi atendida pelo Posto Policial Rodoviário de Ponta Grossa. O acidente envolveu um caminhão Volvo FH, atrelado a um semirreboque Metanox, ambos com placas de Birigui (SP), e um veículo Citroën C3, com emplacamento de Quatro Barras (PR). De acordo com informações colhidas no local, os veículos seguiam no mesmo sentido da rodovia, de Carambeí para Castro, quando houve um abalroamento lateral. Na sequência, o Citroën C3 acabou capotando. O condutor do carro, um jovem de 21 anos, sofreu ferimentos moderados. Dois passageiros, de 13 e 11 anos, também ficaram feridos — um com ferimentos moderados e outro com ferimentos leves. Todos foram encaminhados a uma unidade hospitalar para atendimento médico. O motorista do caminhão, de 63 anos, não se feriu. As causas do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.
Em duas semanas, mais de 1 milhão de pessoas assistem aos shows do Verão Maior Paraná
1,014 milhão de pessoas. Esse é o público que já assistiu aos shows do Verão Maior Paraná no Litoral do Estado nesta temporada, número recorde para menos de duas semanas completas de festival. A marca foi alcançada nesta sexta-feira (16), após os públicos de 105 mil de Gipsy Kings e 36 mil de Gustavo Mioto e Jiraya Uai lotarem as arenas de shows de Matinhos e Pontal do Paraná. É apenas o segundo final de semana de atrações da edição 2026 do Verão Maior Paraná, mas a quantidade de pessoas já bateu toda a temporada de 2024, quando 995 mil assistiram 23 shows gratuitos, e mais da metade do total de 2025, que registrou público de 1,8 milhão em 33 atrações. Neste ano, 13 artistas já subiram ao palco, do total de quase 40 atrações, e nesta edição com dois diferenciais: shows internacionais pela primeira vez no Verão Maior Paraná, e três dias de shows por semana em Matinhos, com apresentações nas quintas-feiras e domingos. A expectativa é superar dois milhões de público em 2026. ABERTURA – Em Matinhos, DJ Alok, que abriu a temporada em 9 de janeiro com um show para 338 mil pessoas, é responsável por cerca de 30% de todo o público que já assistiu alguma das atrações do Verão Maior neste ano. Ele dobrou o até então recorde de Luan Santana em 2025, que levou 164 mil pessoas para Caiobá. No dia seguinte (10), Zé Neto & Cristiano e Jiraya Uai registraram o segundo maior público da história, com 167 mil, e Belo e Jeito Moleque fecharam o primeiro fim de semana no domingo (11), com 152 mil pessoas. Na última quinta-feira (15), o grupo Roupa Nova reuniu 151 mil pessoas, mais que o dobro do público que a banda levou em 2024 para Matinhos, de 60 mil. Naquele ano, eles também se apresentaram em Pontal do Paraná, com público de 20 mil pessoas. Mesmo somados, não batem o número de 2025. Nesta sexta (16), Gipsy Kings, o primeiro show internacional do Verão Maior Paraná, levou o melhor da rumba catalã para 105 mil pessoas. Os shows continuam neste sábado (17), com Edson & Hudson e Eduardo Costa subindo ao palco de Matinhos, tocando diversos sucessos da música sertaneja. Tanto a dupla quanto o cantor solo são veteranos do Verão Maior, com a primeira se apresentando em 2020, e o segundo retornando após levar 113 mil pessoas em dois shows em 2025. PONTAL DO PARANÁ – O palco do Centro de Eventos Marissol, em Pontal, também começou esse ano com públicos gigantes. A abertura ficou com Country Beat e Luan Pereira, na sexta-feira (09), assistidos por 31 mil pessoas. No sábado (10), o pagode de Atitude 67 e Kamisa 10 arrastou ainda mais gente, 34 mil, o segundo maior público da história desse palco, atrás apenas de É o Tchan, com 42 mil em 2024. No segundo final de semana, também com show em dose dupla, Gustavo Mioto e Jiraya Uai bateram 36 mil pessoas. A programação continua no sábado (17), com os sertanejos Luiz Cláudio & Giuliano e o pagode romântico de Dilsinho. VEM MAIS POR AÍ – Ao todo, serão cinco finais de semana de shows gratuitos, até 8 de fevereiro, com quase 40 atrações nas areias de Caiobá, em Matinhos, e no Centro de Eventos Marissol, em Pontal do Paraná. Passam ainda pelas arenas do Verão Maior Paraná grandes nomes da música nacional e internacional, como Gusttavo Lima, Ana Castela, Inner Circle, Paralamas do Sucesso, Fernandinho, Gian & Giovani, Zezé di Camargo & Luciano, Raça Negra, entre outros. A programação completa está disponível no site do Verão Maior Paraná.