Um caminhoneiro levou um grande susto enquanto rodava pela PR-151 em Carambeí na madrugada deste sábado (9); o veículo em que ele estava, um caminhão Volvo VM, saiu da pista e tombou próximo ao Cemitério Municipal de Carambeí. A situação foi atendida por equipes da Concessionária que administra o trecho, EPR – Litoral Pioneiro. Segundo informações apuradas, o caminhão transportava uma carga de pepino.
Com apoio do Estado, usina de produção de biometano é inaugurada em Carambeí
Uma nova usina de produção de biometano foi inaugurada nesta sexta-feira (08) em Carambeí, na região dos Campos Gerais. O projeto foi realizado com apoio dos programas RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense, do Governo do Estado. O investimento no sistema supera R$ 1 milhão e permite a filtragem do biogás e produção de biometano, que irá abastecer a frota de caminhões de uma empresa de transportes com atuação nacional. O suinocultor Eduardo Dykstra já produzia biogás para geração de energia elétrica com os dejetos de 6,5 mil suínos. O sistema implantado com apoio dos programas do Governo do Estado, e que entra em operação agora, adequa a produção de biogás para geração de energia elétrica e promove a filtragem para biometano, que será vendido à empresa Coopecarga, dando mais uma opção econômica ao produtor rural. Os programas do governo estadual reduziram os custos de implantação do sistema para obtenção de biometano devido à equalização das taxas de juros dos financiamentos. A previsão é produzir até 60 metros cúbicos de biometano por hora, suficiente para abastecer, inicialmente, quatro caminhões que atuam na rota São Paulo – Rio Grande do Sul. A capacidade da planta é de 35 mil metros cúbicos de biometano por mês. “Vi a oportunidade de ter um rendimento a mais na atividade. Além de agregar valor na propriedade, estarei vendendo biometano, que é quase dez vezes o valor da energia elétrica, e com certeza, reduzindo os custos que eu tenho. É um mercado promissor”, conta. PROCESSO INTELIGENTE – O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou que o Paraná abate 13 milhões de suínos por ano e deve chegar a 17 ou 18 milhões até o fim da década. Também produz 9 milhões de frangos por dia. “Isso gera dejetos. Tantas outras indústrias podem iniciar um processo inteligente de produção de biogás. Precisamos mudar a realidade. Nossa agricultura está indo para um caminho mais natural”. De acordo com o coordenador do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o projeto em Carambeí é o início de um processo que deve avançar. “Para garantir o abastecimento com biometano da frota, a empresa transportadora deve investir em pontos de abastecimento de também em Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, afirma. “O RenovaPR é um esforço do governo e da sociedade para geração de energias renováveis, o que tem sido muito benéfico para a geração de renda e para o meio ambiente”, disse o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.
Sanepar e Frísia firmam novo Termo de Cooperação Técnica para proteção de mananciais
A Sanepar e a Cooperativa Frísia assinaram nesta sexta-feira (8), em Carambeí, nos Campos Gerais, um novo Termo de Cooperação Técnica, por meio do Programa Fundo Azul, da Companhia. O objetivo é a elaboração de um estudo técnico, com vistas ao afastamento dos resíduos armazenados em esterqueiras instaladas em áreas de mananciais de abastecimento dos municípios de Ponta Grossa e Castro. O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, destacou a parceria, lembrando que a partir do trabalho de proteção das áreas de bacias hidrográficas surgem outras iniciativas importantes que podem contribuir para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e fortalecer a economia circular. “Começamos pela Frísia, que nos acolhe para fazer este trabalho, mas a ideia é expandi-lo, evitando que estes dejetos poluam as águas, e que possam gerar subprodutos, como o biofertilizante e o biogás”. O termo marca a terceira fase do Programa Fundo Azul em parceria entre a Sanepar e a Frísia Cooperativa. Na segunda fase, concluída em 2023, foram instaladas esterqueiras em 17 propriedades, adequando o destino dos efluentes de bovinos de pequenos produtores de leite de áreas de mananciais em Castro, Carambeí, Prudentópolis, Teixeira Soares, Palmeira, Imbituva e Irati. Com o manejo adequado, o programa contribuiu para preservar a qualidade da água dos rios ao adequar a destinação de uma média diária de 47 mil litros de efluentes nos rios. A primeira fase do Programa, entre 2019 e 2021, atendeu 15 pequenas propriedades nas bacias hidrográficas dos rios Piraizinho, São João, São Cristóvão e Represa de Alagados. A instalação das esterqueiras permitiu reduzir o aporte de matéria orgânica nestes mananciais de abastecimento público, em cerca de 42 mil litros diários de efluentes. SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE – A parceria atende à aplicação do Plano de Segurança da Água, do Ministério da Saúde. As iniciativas do programa Fundo Azul protegem a água, o solo e a biodiversidade do ecossistema como um todo. Para os produtores, a inciativa contribui para a regularização das pequenas propriedades, estimulando a economia e o desenvolvimento sustentável. O diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, destacou que, nos seus quase 100 anos, a Cooperativa sempre teve a preocupação em ser sustentável. “Para a Frísia é um orgulho ter esta parceria, pela preocupação que o Estado e a Sanepar têm com a qualidade da água, bem como o apoio aos produtores na responsabilidade que todos temos em cuidar do meio ambiente e promover a sustentabilidade na cadeia produtiva como um todo”, disse. O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, que participou da solenidade, enfatizou a satisfação pelo projeto. “Estamos felizes em acompanhar este momento, esperando que tenhamos de fato a possibilidade de que, aprendendo com este modelo inicial, possamos levar para outras regiões, contribuindo para esta visão mais conservacionista. São os efeitos positivos que a gente espera de uma ação como esta”. PRESENÇAS – O evento também teve a participação do diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalício Risden Jr; do presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz Souza; do presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Natalino Avance de Souza; do superintendente da Cooperativa Frísia, Mário Dykstra; de gerentes da Sanepar, da equipe da Frísia e cooperados beneficiados pelo Programa Fundo Azul.
Paraná propõe ao governo federal Plano Safra 2024/25 com R$ 568 bilhões
O Paraná está propondo ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) a liberação para todo o País de R$ 568 bilhões para o Plano Safra 2024/25. Esse montante abrange a agricultura empresarial e a familiar, com recursos destinados a custeio, comercialização e investimento. No período 2023/24, o ministério liberou R$ 435,9 bilhões. O documento Proposta para o Plano Safra 2024-2025 foi enviado nesta sexta-feira (08) com a assinatura dos titulares da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), IDR-Paraná, Federação da Agricultura (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e Sistema Ocepar. A contribuição paranaense, com propostas que envolvem, entre outros itens, investimentos, custeio e comercialização, ocorre todos os anos. “A agropecuária paranaense conquistou uma posição de respeito tanto no Brasil quanto no exterior, por isso temos o dever de apresentar as propostas que consideramos mais justas e adequadas para o momento, com base no conhecimento das coisas do campo e participação dos agricultores por meio de suas entidades representativas”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. O ofício que os órgãos representativos dos produtores enviaram aos ministros Carlos Fávaro e Luiz Paulo Teixeira, acompanhando o documento com as propostas, destaca o impacto que as culturas da safra 2023/24 sofreram em razão do comportamento do clima. “Com o avanço das colheitas é possível reavaliar as estimativas de produção, concluindo-se que as perspectivas de obtermos uma safra cheia não serão alcançadas. Esse fator, se configurado, trará consequências diretas sobre a capacidade de pagamento dos produtores e a realização de novos investimentos ao longo do ano em curso”, afirma o documento. As entidades lembram que os insumos para a atual safra foram adquiridos em período de preços elevados, mas os valores do produto final, particularmente o milho e soja, sofreram redução significativa. “A soma desses fatores está pressionando fortemente as margens de renda, em especial no primeiro elo da cadeia produtiva”, constatam. No entanto, elas acentuam que o setor continua a contribuir para minimizar os impactos negativos da inflação no país e assegurar a segurança alimentar, tanto a nível nacional quanto global. “A produção agropecuária não apenas impulsiona a economia, mas promove investimentos no setor, que resultam em aumento de produtividade e geração de empregos”, afirmam. CRÉDITO RURAL – O documento preparado pelos representantes do agro paranaense salienta ser crucial que a formulação da política de crédito rural priorize atividades, produtores e empreendimentos que gerem benefícios sociais e ambientais. Nesse sentido, propõem a concessão de créditos para pequenos e médios produtores, e para investimentos em tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis. Eles lembram que desde o ciclo 2017/18 o Estado tem enfrentado sucessivas quebras de safra, sobretudo em razão das condições climáticas. De outra parte, os custos de produção aumentaram, com preços elevados de insumos e reduções significativas no momento da venda da produção. “É fundamental que o sistema de crédito rural apoie os produtores neste momento, oferecendo condições de repactuar suas dívidas e garantir o volume de recursos necessários”, salientam. Dos R$ 568 bilhões sugeridos para o Plano Safra, o Paraná destaca que R$ 383 bilhões seriam para créditos de custeio e comercialização e R$ 185 bilhões para investimentos. Do destinado a custeio e comercialização, a proposta é que R$ 45 bilhões sejam direcionados para linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com taxas de juros de 0,5% a 4,5% ao ano. A proposta é que o limite seja elevado de R$ 250 mil para R$ 500 mil para custeio. Para esse público também é pedido aumento em recursos de investimento, passando de R$ 30 bilhões para R$ 45 bilhões. Os limites também devem ser elevados de R$ 210 mil para R$ 350 mil. No caso de algumas atividades, como suinocultura, avicultura, fruticultura e bovinocultura de leite, passaria de R$ 420 mil para R$ 1 milhão. A ideia é que os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) tenham R$ 71 bilhões para custeio e comercialização, com taxas de juros de 7%. Em investimentos do Pronamp, foram sugeridos R$ 14 bilhões. Aos demais produtores propõe-se sejam destinados R$ 267 bilhões como custeio, com juros de 8%, e R$ 126 bilhões para investimentos.
Pedágios de rodovias federais poderão ser pagos com PIX
O Ministério dos Transportes publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (8) portaria instituindo a política de incentivo à diversificação dos meios de pagamento de pedágios em rodovias federais administradas por concessionárias privadas. A medida entrará em vigor em 90 dias. Assinada pelo ministro Renan Filho, dos Transportes, a Portaria n° 241 estabelece a obrigatoriedade de as empresas responsáveis por operar as praças de pedágio disponibilizarem aos usuários a opção de pagar a tarifa usando o PIX ou outros meios de pagamento semiautomático. Segundo o ministério, a medida visa a reduzir as filas e facilitar a vida dos motoristas, garantindo a eficiência e a praticidade na cobrança das tarifas. “Publicamos nesta manhã, no DOU [Diário Oficial], a portaria que regulamenta o pagamento por PIX em todas as praças [de pedágio] do país. A medida visa garantir a eficiência e encurtar o tempo de parada, além de promover praticidade na cobrança, facilitando para os motoristas”, escreveu o ministro Renan Filho em uma rede social. Regulamentação A portaria ministerial estabelece que caberá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) regulamentar, posteriormente, as cabines por praça de pedágio que deverão obrigatoriamente aceitar ao menos uma das operações de débito, por meio de cartão bancário ou aplicativos para dispositivos móveis. A Agência Brasil entrou em contato com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (Abcr) para ouvir a entidade sobre a medida e aguarda retorno.
20ª edição da Expoturismo Paraná reforça protagonismo do Estado no setor
O crescimento do turismo no Paraná e a importância da parceria entre os órgãos públicos e a iniciativa privada para ações voltadas ao setor foram destaques na abertura da 20ª edição da Expoturismo Paraná, nesta quinta-feira (07), em Curitiba. Organizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens do Paraná (ABAV-PR), ela conta com o apoio do Governo do Estado e reúne mais de 1,4 mil agentes de viagens. Devem circular pelo espaço 4,2 mil pessoas até sexta-feira (08). “O setor turístico cresceu 10% em 2023 e outros dados, como a geração de 6,7 mil novos empregos, mostram um panorama muito positivo no Paraná”, disse o vice-governador Darci Piana, na abertura do evento. “Isso demonstra que estamos no caminho certo ao trabalhar em conjunto com a iniciativa privada para fortalecer a capacitação e a divulgação dos nossos atrativos”. Outro indicador positivo recente do turismo paranaense é o crescimento de 51% no número de visitantes estrangeiros que desembarcaram no Paraná em 2023. Foram 522.832 em 2022 e 791.504 no ano passado. “Quando falamos do turismo internacional pela malha aérea, o aumento foi de 203% no número de estrangeiros que entraram no Estado pelos aeroportos”, complementou o secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes. Na abertura, o Governo do Estado e a prefeitura de Curitiba também assinaram um protocolo de intenções para desenvolver, junto com outras instituições, o produto turístico “Inverno em Curitiba”. O objetivo é gerar mais fluxo na Capital, contribuir para ampliar a maior permanência do turista na cidade, e fomentar a atividade nos segmentos cultural e da economia criativa. “O inverno de Curitiba reflete toda nossa pujança cultural. Temos gastronomia, música, teatro, parques e diversos eventos”, afirmou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. CAPACITAÇÃO – Antes da solenidade, a Secretaria do Turismo realizou uma capacitação para os gestores municipais da área, através do programa Qualifica Setu. O tema foi gestão de eventos. FEIRA – A programação da Expoturismo conta com ações de capacitação e rodadas de negócios, além da 18ª Mostra das Regiões Turísticas do Paraná e atrações para os representantes de entidades do turismo regional e nacional. “Os agentes de viagens encontrarão muitas oportunidades de aprendizagem”, destacou o presidente da ABAV-PR, João Alceu Rigon Filho. PRESENÇAS – Também participaram da solenidade de abertura o secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel; o diretor-superintendente do Sebrae-PR, Vitor Tioqueta; o vice-presidente da Fecomércio, Paulo Naiuári; a presidente do Instituto de Turismo de Curitiba, Tatiana Turra; a presidente do Curitiba Conventions & Visitors, Gislaine Queiroz; e o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes. A programação completa do evento pode ser consultada AQUI.
Exportações do Paraná avançam 13,6% no 1º bimestre de 2024 e chegam a US$ 3,49 bilhões
As exportações paranaenses totalizaram US$ 3,49 bilhões (R$ 17,2 bilhões na cotação atual) no primeiro bimestre deste ano, superando em 13,6% o valor registrado nos primeiros dois meses de 2023, quando as vendas externas estaduais somaram US$ 3,07 bilhões (R$ 15,1 bilhões). Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Os grandes impulsionadores das exportações são os produtos do agronegócio, com a soja respondendo por praticamente um quarto das vendas externas no período. O volume de vendas do grão somou US$ 865,9 milhões, 24,8% do total exportado. Na sequência estão a carne de frango in natura, com US$ 524,1 milhões (15%); farelo de soja, com US$ 318,4 milhões (9,1%); e cereais, com US$ 144,6 milhões (4,1%). Mas além dos produtos agropecuários e agroindustriais, também são relevantes os negócios envolvendo as mercadorias de maior valor agregado, como os automóveis e os óleos e combustíveis, que contabilizaram exportações acima de US$ 50 milhões no acumulado do primeiro bimestre de 2024. O principal mercado dos produtos paranaenses é a China, que foi o destino de 26,1% das exportações estaduais, com aquisições da ordem de US$ 912 milhões. Em seguida estão os Estados Unidos (US$ 230 milhões), Argentina (US$ 127 milhões) e México (US$ 117 milhões). No total, os produtos paranaenses desembarcaram em 186 países no primeiro bimestre de 2024, superando o número de 181 mercados registrado no mesmo intervalo de 2023. Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, os números demonstram que os bens produzidos no Estado abastecem praticamente todo o mercado global, como resultado da qualidade e da competitividade das mercadorias paranaenses. “Os produtos do Paraná são direcionados não somente aos grandes mercados asiáticos, europeus e americanos, alcançando também economias pequenas, como as do Togo, Timor-Leste e Namíbia, somente para citar alguns exemplos”, afirma. BALANÇA COMERCIAL – A balança comercial do Estado também fechou em alta no primeiro bimestre, com um superávit de US$ 641,7 milhões (R$ 3,7 bilhões). As importações paranaenses somaram US$ 2,85 bilhões no período, com destaque para adubos e fertilizantes (US$ 254,9 milhões), óleos e combustíveis (US$ 186,2 milhões), produtos químicos orgânicos (US$ 179,4 milhões) e autopeças (US$ 175,9 milhões). RECORDES – O Paraná fechou 2023 com recorde nas exportações, com o comércio exterior somando US$ 25,3 bilhões (R$ 124,8 bilhões) em vendas no ano passado, 14,5% a mais do que no ano anterior. A movimentação pela Portos do Paraná também bateu recorde histórico em 2023, com 65,4 milhões de toneladas movimentadas no ano. Além do crescimento no comércio exterior no primeiro bimestre, o Estado registrou o maior volume de exportações para janeiro da sua história. Os dados atualizados do MDIC apontam para US$ 1,88 bilhão em receitas de vendas ao mercado internacional no primeiro mês do ano. Já fevereiro, as exportações somaram US$ 1,61 bilhão em vendas. Confira o boletim informativo de exportações e importações AQUI .
Ninguém acerta Mega-Sena e prêmio acumula para R$ 7,5 milhões
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.697 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quinta-feira (7), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 7,5 milhões. As dezenas sorteadas foram 10 – 11 – 13 – 25 – 27 – 42 A quina teve 98 ganhadores e cada um vai receber R$ 18.712,71. Os 4.663 acertadores da quadra terão um prêmio de R$ 561,82. As apostas para o próximo sorteio, no sábado (9), podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Primeira copiloto mulher da Casa Militar tem brevê para guiar aviões e helicópteros
Desde adolescente, Jenifer Formanquevski já tinha em mente a carreira que queria seguir na vida: a de policial militar. Filha de um capitão da Polícia Militar do Paraná (PMPR), que hoje está na reserva, ela costumava acompanhar o pai no trabalho, e na época de prestar o vestibular não teve dúvidas. Escolheu o Curso de Formação de Oficiais da PM. Desde 2011 na PMPR, ela passou por diferentes funções na Corporação, mas sua carreira na polícia alçaria voos mais altos. Em 2024, com 31 anos de idade, a tenente se tornou a primeira mulher copiloto da Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná. Formada primeiramente como piloto de helicóptero, ela seguiu os estudos na área da aviação para tirar também o brevê para pilotar aviões. “Eu não achava que ser piloto era um sonho possível. Pensava que era preciso fazer uma faculdade específica, que tinha que começar muito cedo, se dedicar por muito tempo”, conta. “Quando vi que essa oportunidade era possível, um amigo meu, que é piloto, me convidou para fazer um voo experimental. Eles me colocaram em um voo para ver como era, e foi ali que apaixonei”. Essa primeira paixão, pelo helicóptero, fez com que enxergasse além e a motivou a ir atrás do brevê para aviões. Assim, ela iniciou novamente o processo para se formar primeiro como piloto privado, depois como piloto comercial e então multimotor, que a tornou apta a trabalhar com as aeronaves da Casa Militar. “Com um tempinho de experiência com o helicóptero, comecei a me apaixonar pelo avião, então comecei tudo de novo para tirar a carteira de piloto privado, dando sequência até concluir a formação para piloto comercial e multimotor. Somando todo esse processo, desde a primeira até a última carteira, foram dois anos de cursos”, conta. As aulas práticas e teóricas, feitas no Aeroclube de Ponta Grossa, exigem conhecimento técnico em aeronaves, em meteorologia, regulamento de tráfego aéreo e navegação aérea. Para ter a licença de piloto privado em mãos, o aluno precisa fazer pelo menos 40 horas de aulas práticas. Já o brevê para piloto comercial exige, no mínimo, 150 horas de voo. TRANSPORTE AÉREO – Criada há 96 anos, a Casa Militar tem como missão garantir a segurança do governador, do vice-governador e de todas as autoridades que visitam o Paraná, além de gerir o transporte aéreo do Estado. Com uma frota de quatro aeronaves – três aviões e um helicóptero – a Divisão de Transporte Aéreo é responsável pelos voos executivos das autoridades estaduais, mas também dá suporte a ações de segurança pública e Defesa Civil e ao transporte de órgãos para transplante. Somente no ano passado, as aeronaves da Casa Militar voaram 128 vezes para captar e entregar com agilidade órgãos para serem transplantados e salvarem vidas no Paraná, o maior número de operações desse tipo em um ano. Com esse trabalho, que é feito de forma conjunta com a Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde e com uma rede de hospitais credenciados, o Paraná é destaque nacional na doação de órgãos e tecidos. Para atender as demandas do transporte aéreo, a divisão conta com uma equipe de pilotos, copilotos e de apoio de solo, com profissionais tanto civis quanto militares. Além da parte operacional dos voos, a equipe toda também trabalha na área administrativa, se dividindo em turnos para que as aeronaves estejam aptas a voar sempre que acionadas. A tenente Jenifer é copiloto da aeronave Grand Caravan C208B, um avião monomotor turboélice que tem capacidade de transportar até oito pessoas por voo, incluindo os dois tripulantes. “Como copiloto, meu papel é auxiliar o comandante em todas as etapas do voo, realizando os cálculos de performance, peso e balanceamento e plano de voo”, explica. “A aviação tem uma estrutura de comunicação via rádio, e o copiloto também assume essa função, para deixar a carga de trabalho do comandante um pouco mais leve”. A profissional também é responsável pelas inspeções de pré-voo, entre voo e pós-voo. Durante o voo propriamente dito, a copiloto faz as comunicações via rádio, configura e monitora os instrumentos e parâmetros da aeronave, interagindo ativamente com o comandante para a divisão da carga de trabalho e desenvolvimento de um voo seguro. Além das atividades compartilhadas, ela pode substituir o comandante numa eventual indisponibilidade durante o voo. PIONEIRISMO – Entre os quadros da PMPR, a tenente Jenifer foi a primeira a ter brevê para pilotar aviões e a segunda apta a pilotar helicópteros. Quem abriu caminhos na aviação foi a tenente Maitê Baldan, que em 2019 se tornou a primeira mulher piloto do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), participando de missões policiais, além de resgates e salvamentos. “A capitã Baldan foi uma inspiração para mim. Eu a vi e pensei o quanto aquela mulher era dedicada, me inspirou muito. Eu comecei no helicóptero, como ela, e agora sou a primeira piloto de avião da PMPR atuando nessa área”, destaca Jenifer. E além da inspiração, o acolhimento e o incentivo que recebeu dos colegas a motivam a voar cada vez mais alto. “A equipe da Casa Militar tem um carinho e respeito muito grande pelas mulheres. Sempre me senti muito acolhida, é uma unidade pela qual sou apaixonada. São pessoas maravilhosas, que me fizeram entender que eu poderia alcançar a função que eu ocupo hoje”, arremata.
Usina de produção de biometano será inaugurada nesta sexta-feira em Carambeí
Com o apoio do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater), através do programa RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense mais um sistema de geração de combustível através do biogás/biometano entrará em operação. A inauguração será nesta sexta-feira, 08, em Carambeí, região dos Campos Gerais e conta com a participação do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Anacleto Ortigara. Com investimento superior a R$ 1 milhão será implantado sistema de filtragem do biogás e produção de biometano para abastecimento da frota de caminhões de uma empresa de transportes local com atuação nacional. O produtor Eduardo Dykstra já produzia biogás para geração de energia elétrica com os dejetos de 6500 suínos em sistema de terminação. O projeto adequou a produção de biogás e promoveu a filtragem para biometano, dando mais uma opção econômica ao produtor rural com a venda do biometano. O projeto prevê a produção de até 60 metros cúbicos de biometano por hora, suficiente para abastecer, inicialmente, quatro caminhões que atuam na rota São Paulo – Rio Grande do Sul. De acordo com o coordenador do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, o abastecimento em Carambeí no Paraná é o início de um processo que deve avançar. “Para garantir o abastecimento com biometano da frota, a empresa transportadora deve investir em pontos de abastecimento de biometano também em Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, afirma. Sustentabilidade – O biometano é o resultado da filtragem do biogás com a obtenção de metano em alta concentração – mais de 93% – que pela legislação brasileira na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) adquire a equivalência ao GNV (Gás Natural Veicular) que é fóssil. Porém o biometano, por ser de origem de decomposição de materiais orgânicos, é considerado uma energia renovável. A sustentabilidade dos processos logísticos é um caminho que os operadores logísticos buscam no país e no mundo para poderem ter conformidade com as políticas de reduções de emissões e suas estratégias ESG. Economia – Em Toledo os proprietários Emílio e Maria Angst investiram em produção de biometano em setembro de 2023 para o abastecimento de um caminhão da cooperativa agropecuária local. Com uma propriedade de apenas três hectares já dão conta de abastecer quatro caminhões da cooperativa que já prepara investimentos de mais de R$ 30 milhões em reconversão de frota, geração própria de biometano e incentiva a produção de outros associados para obter mais 80 caminhões novos com o uso desse combustível.