O boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), referente ao período de 20 a 26 de janeiro, aponta um cenário climático marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e ocorrência de chuvas irregulares, fatores que influenciaram diretamente o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26 em todo o Estado. As informações climáticas são baseadas nos dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). O Deral é vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Segundo o relatório, nos dias 20 e 21 de janeiro as regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste registraram elevação das temperaturas, enquanto o Leste e o Centro-sul tiveram maior nebulosidade e clima mais ameno. Entre os dias 22 e 24, o tempo permaneceu quente e relativamente estável, com sol entre nuvens e pouca chuva entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral. Já no dia 25, o Interior manteve temperaturas elevadas, com pancadas fracas e aumento do risco de incêndios florestais, enquanto no dia 26 o forte aquecimento favoreceu a ocorrência de chuvas típicas de verão no período da tarde. Nesse cenário, a soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, com predomínio das fases de frutificação, enchimento de grãos e início de maturação. Ainda conforme o boletim, apesar do bom desenvolvimento em diversas regiões, há contrastes climáticos significativos: enquanto a umidade do solo sustentou o crescimento em algumas áreas, a estiagem e as altas temperaturas provocaram estresse hídrico em outras, especialmente em solos mais leves, com possível redução do potencial produtivo. A colheita iniciou de forma pontual e deve se intensificar nas próximas semanas. Já o milho da primeira safra encontra-se majoritariamente nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, apresentando bom aspecto geral das lavouras. Em algumas regiões, o ciclo foi alongado em função das condições climáticas, o que tem retardado o início da colheita, mas as perspectivas seguem positivas. O plantio do milho de segunda safra avança conforme a liberação das áreas e a disponibilidade de umidade no solo. O feijão da primeira safra está com a colheita em fase final ou já encerrada em parte do Estado, com resultados variáveis e impacto dos preços sobre a rentabilidade dos produtores. Entre outras culturas acompanhadas pelo Deral, a batata da primeira safra avança para o fim da colheita, com boa qualidade dos tubérculos, porém enfrenta dificuldades de comercialização devido à ampla oferta no mercado. A cana-de-açúcar segue em pleno desenvolvimento vegetativo, enquanto a mandioca mantém colheita contínua, impulsionada pelo retorno das indústrias, apesar dos preços considerados baixos. A fruticultura apresenta colheita ativa e qualidade satisfatória, e as pastagens seguem com bom volume de massa verde, refletindo as condições favoráveis de temperatura e umidade observadas no período.
Prefeitura de Tibagi divulga programação oficial do Carnaval 2026
A Prefeitura de Tibagi divulga a programação oficial do Carnaval Tibagi 2026, que acontece entre os dias 13 e 17 de fevereiro, na Praça Edmundo Mercer, em frente à Prefeitura, e encerramento com uma tardezinha especial na Orla. A programação reúne atrações musicais, matinês, corso carnavalesco e shows nacionais e locais. A abertura oficial ocorre na sexta-feira, dia 13, com roda de samba e o show do Negritude Júnior, marcando o início das festividades. No sábado, dia 14, a programação inclui matinê infantil durante a tarde e atrações musicais à noite, em dois palcos. O domingo, dia 15, conta com matinê da melhor idade, apresentações artísticas, além do tradicional Corso, que percorre as ruas do município. A segunda-feira, dia 16, segue com shows e apresentações musicais. O encerramento acontece na terça-feira de Carnaval, dia 17, com uma tardezinha na Orla, com samba e pagode. O prefeito Rildo Leonardi destacou que o Carnaval foi planejado para atender diferentes públicos e fortalecer a nossa história. “O Carnaval de Tibagi é um evento pensado para toda a população, com organização, segurança e uma programação diversificada. É um momento de lazer, cultura e integração, que movimenta a cidade e valoriza nossos espaços públicos.” A secretária municipal de Turismo, Kellin Ramos, ressaltou a importância da programação estendida e do encerramento na Orla. “A Orla já se consolidou como um espaço de convivência e lazer, e a tardezinha de Carnaval é uma forma de valorizar esse ponto turístico, além de ampliar as opções para moradores e visitantes até o último dia do feriado.” A vice-prefeita Helynez Ribas enfatizou o caráter familiar do evento. “O Carnaval de Tibagi reúne crianças, jovens, adultos e idosos em uma programação pensada com responsabilidade. É uma festa popular, acessível e que fortalece o sentimento de pertencimento da nossa comunidade.” A Prefeitura reforça que a programação foi organizada para garantir segurança, estrutura adequada e opções de entretenimento para todos os públicos durante os cinco dias de Carnaval. Programação – Carnaval Tibagi 2026 Sexta-feira | 13 de fevereiro21h – Roda de Samba Léo e Convidados22h – Abertura oficial22h30 – Continuação da roda de samba23h30 – Show Negritude Júnior Sábado | 14 de fevereiroPalco I15h – Matinê Infantil22h – DJ23h30 – Banda show Palco II23h – Resenha dos Amigos Domingo | 15 de fevereiroPalco I15h – Matinê da Melhor Idade22h – DJ23h30 – Banda show Palco II15h – Brenda Brezze23h – Ziriguidum Corso19h – Concentração20h – Desfile do Corso Segunda-feira | 16 de fevereiroPalco I22h – DJ23h30 – Banda show Palco II15h – Samba da Roh23h – THD10 Terça-feira | 17 de fevereiro – Tardezinha na Orla15h – Edson16h30 – Samba Léo18h – Samba da Roh
PRF orienta motoristas sobre cuidados em trecho em obras na BR-376, em Ponta Grossa
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta os motoristas que trafegam pela BR-376, em Ponta Grossa, para redobrarem a atenção no trecho entre os quilômetros 493 e 494, que foi parcialmente interditado e deve permanecer em obras por até seis meses, de acordo com a concessionária PRVias, em razão da implantação de uma base de apoio de um viaduto que integra a obra de duplicação da PR-151. Os trabalhos são de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e impactam os dois sentidos da rodovia. Para garantir a continuidade do tráfego, foi implantado um desvio no local, com circulação concentrada em uma única faixa da BR-376. As vias marginais estão sendo utilizadas como apoio para aliviar o fluxo de veículos, se necessário. Diante das mudanças, a PRF reforça a importância de alguns cuidados essenciais por parte dos condutores. A principal orientação é reduzir a velocidade ao se aproximar da área em obras, respeitando os limites estabelecidos e a sinalização temporária instalada no local. Manter distância segura do veículo à frente é fundamental, assim como evitar ultrapassagens e manobras bruscas, que podem provocar sinistros de trânsito. A PRF também recomenda que os motoristas planejem suas viagens com antecedência, especialmente nos horários de maior movimento, e considerem rotas alternativas sempre que possível. Em períodos de chuva ou baixa visibilidade, a atenção deve ser ainda maior, devido às alterações na pista e ao aumento do risco de colisões traseiras. A Polícia Rodoviária Federal seguirá monitorando o trecho para garantir a segurança viária e orienta que, em caso de emergência ou necessidade de apoio, os usuários acionem o telefone 191. A colaboração dos motoristas é essencial para que as obras sejam realizadas com segurança e para que todos cheguem ao seu destino sem incidentes.
Polícia Ambiental aplica R$ 17 mil em multas por crime ambiental na região
Na última segunda-feira (26), uma equipe da Polícia Militar Ambiental concluiu o atendimento de uma denúncia de crime contra a flora na localidade de Cardoso, no município de Contenda, na Região Metropolitana Sul do Paraná. Durante a vistoria técnica no local denunciado, os policiais constataram danos ambientais em duas áreas distintas. A primeira refere-se a uma floresta em estágio médio de regeneração, pertencente ao Bioma Mata Atlântica, em uma área aproximada de 0,17 hectare. Já a segunda área afetada corresponde a 0,19 hectare de Área de Preservação Permanente (APP), incluindo mata ciliar de córrego e vegetação do entorno de uma nascente. De acordo com a Polícia Ambiental, o proprietário do imóvel não apresentou qualquer autorização do órgão ambiental competente para a realização das intervenções constatadas. Diante da irregularidade, foram lavrados dois Autos de Infração Ambiental, que somam o valor de R$ 17 mil em multas. Além das penalidades administrativas, a área foi embargada e o responsável responderá criminalmente pelo crime ambiental, com o caso sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil da Lapa para as providências legais cabíveis.
Governo prorroga até março prazo para pedido de ressarcimento do INSS
O governo federal decidiu prorrogar até 20 de março o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, a decisão pretende garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segunda-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS. O prazo original se encerraria em 14 de fevereiro. Em nota, o INSS informou que mantém contato diário com a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, cobrando explicações e providências. A Dataprev comunicou ao INSS que fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis a partir desta terça-feira (27) até domingo, 1º de fevereiro. De acordo com o balanço mais recente do INSS, cerca de 4,2 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões, de um total de R$ 6,2 milhões de contestações de cobranças. O governo estima, no entanto, que ainda existam 850 mil aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução. O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril. A prorrogação busca assegurar que todos os lesados pelo esquema possam recuperar os valores de forma simplificada e sem necessidade de ação judicial. Como pedir a devolução Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:
Capotamento na PR-151 deixa mulher ferida em Carambeí
Um capotamento registrado na manhã desta terça-feira (27) deixou uma mulher ferida na PR-151, no município de Carambeí. O acidente aconteceu por volta das 9h40, no km 301, no trecho que liga Castro a Carambeí. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual, o veículo envolvido, um Fiat Uno com placas de Castro, seguia no sentido Castro–Carambeí quando a condutora, uma mulher de 62 anos, perdeu o controle da direção e acabou se envolvendo em um capotamento. Com o impacto, o automóvel sofreu danos materiais e a motorista teve ferimentos moderados. Ela recebeu atendimento no local e foi encaminhada ao pronto atendimento médico de Carambeí pela ambulância da concessionária EPR. Ainda conforme a polícia, o veículo apresentava irregularidades, mas foi liberado no local após a quitação dos débitos pendentes. As causas do acidente serão apuradas.
Paraná entra na rota de cruzeiros da MSC para a temporada 2026/2027
O Porto de Paranaguá está na rota dos cruzeiros da MSC para a temporada 2026/2027. O anúncio ocorreu após reuniões entre a Portos do Paraná e a empresa. Ao todo, serão 14 escalas com o navio MSC Lirica, que já atracou no litoral paranaense na temporada 2023/2024. A primeira escala está prevista para o dia 12 de dezembro, seguida de atracações semanais, sempre aos sábados, até o dia 13 de março. O Receptivo do Rocio será a base para os embarques e desembarques dos cruzeiristas. “Estamos elaborando todo o planejamento para executar com eficiência as operações de atracação e desatracação do navio de passageiros, desde a entrada no canal de acesso até o cais, com a mesma eficiência, segurança e zelo adotados com as demais embarcações”, declarou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. A Guarda Portuária já trabalha na elaboração de um amplo sistema de fiscalização no cais e no trajeto de deslocamento entre a área portuária e o receptivo, que ficará ao lado do Santuário de Nossa Senhora do Rocio. Ao todo, serão 20 câmeras de monitoramento instaladas em pontos estratégicos, que farão o acompanhamento constante da operação. Também haverá fiscalizações com a utilização de cães farejadores e escolta dos ônibus entre o Receptivo do Rocio e o cais, no berço onde o navio estará atracado, para garantir o controle de acesso à área alfandegada. “Tudo tem o objetivo de trazer mais segurança aos passageiros e à operação no cais”, explicou o gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária, major César Kamakawa. Estudos mostram que cada cruzeirista deixa na cidade, em média, R$ 500, valor que influencia positivamente a geração de empregos e a ampliação da renda da população litorânea durante a temporada. “A nova temporada é uma notícia muito positiva para o turismo do Paraná. Esses cruzeiros trazem turistas que conhecem nossa cultura, nossos atrativos naturais e impulsionam diretamente a economia local”, destacou o secretário de Estado do Turismo, Leonaldo Paranhos. Recentemente, o Governo do Paraná filiou-se à Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA), instituição de relevância internacional no setor, com o objetivo de fortalecer o crescimento do Estado nesse segmento. “Muitos visitantes acabam voltando para conhecer melhor o litoral paranaense”, declarou o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes. CAPACITAÇÃO – Para atender os cruzeiristas, comerciantes da Ilha do Mel participaram de dois cursos gratuitos de inglês oferecidos pela Portos do Paraná. As aulas orientaram sobre a divulgação de serviços e produtos, além do atendimento inicial ao cliente. A capacitação foi realizada em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio), o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). TEMPORADAS ANTERIORES – Entre as temporadas de 2023 e 2025, foram realizadas 24 escalas de navios, que trouxeram mais de 58 mil pessoas ao litoral paranaense. Já entre 2025 e 2026, o Porto de Paranaguá recebeu apenas atracações pontuais de navios de cruzeiro, sem embarque ou desembarque de passageiros. MSC LIRICA – O navio possui capacidade para 2.648 passageiros e conta com 721 tripulantes. São 988 cabines no total. A embarcação pesa 65 mil toneladas e possui 274,9 metros de comprimento, 28,8 metros de largura e 54 metros de altura. O MSC Lirica conta com teatro, piscinas, academia de ginástica, clube de cinema para adolescentes, cassino, bares, lounges e área de compras. Os pacotes com saídas de Paranaguá incluem três rotas. A primeira segue para Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Búzios e Ilha Grande. A segunda é realizada exclusivamente no período do Ano Novo e integra Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Búzios, Ilha Grande e Copacabana. A terceira ocorre apenas no fim de semana do dia 23 de janeiro e segue para Itajaí, Ilhabela, Rio de Janeiro, Ilha Grande e Búzios.
Saúde alerta sobre prevenção contra o bicho-barbeiro para evitar a doença de Chagas
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta a população sobre os cuidados necessários e o monitoramento da doença de Chagas no Paraná. A doença é considerada um dos agravos de maior impacto global com estimativa aproximada de infecção de 6 milhões de pessoas e incidência de 30 mil casos novos por ano. Recentemente, a fase crônica da doença de Chagas passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil. O bicho-barbeiro (Triatoma infestans) é o principal causador da doença de Chagas, e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil. Essa atualização no protocolo nacional permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a enfermidade, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde. “A doença de Chagas exige um olhar atento e constante. O fato de termos mais notificações crônicas hoje nos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde e prevenindo complicações severas que a doença pode causar ao longo dos anos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. PANORAMA NO PARANÁ – De acordo com balanço da Sesa, baseado em dados preliminares, no Paraná foram 499 notificações de doença de Chagas crônica entre os anos de 2020 e 2025. Somente no último ano, foram 266 casos confirmados no Estado. O monitoramento mostra que a maioria desses pacientes, cerca de 78%, possui mais de 69 anos, o que evidencia infecções ocorridas no passado. Porém, há 37 casos confirmados da doença de Chagas crônica em pacientes com menos de 40 anos de idade, demonstrando diagnóstico inoportuno. Quanto aos casos agudos, entre os anos de 2021 e 2025, ocorreram 241 notificações no Paraná, sendo que atualmente o Estado mantém apenas um caso sob investigação para o fechamento do ano de 2025. No que diz respeito à vigilância do vetor, a população encaminhou 114 insetos para análise laboratorial ao longo de 2025, sendo 61 confirmados como triatomíneos (barbeiro). Desses barbeiros analisados, 18% estavam infectados com o parasito Trypanosoma cruzi e a grande maioria, 77%, foi capturada no intradomicílio, o que reforça a necessidade de atenção nas residências. A doença de Chagas apresenta tratamento e o quanto antes for tratada possibilita chances de cura e não agravamento da doença. TRANSMISSÃO E CUIDADOS – A principal forma de transmissão é o contato com as fezes do inseto infectado com o protozoário T. cruzi sendo carreadas para mucosas, olhos ou o local da picada. O monitoramento desses barbeiros é fundamental, pois sinaliza a proximidade deles com a população. A orientação da Sesa é que a população colabore ativamente no encaminhamento desses insetos para identificação. Ao encontrá-lo, o morador não deve esmagar o inseto, mas sim capturá-lo com as mãos protegidas por luvas ou sacola plástica e levá-lo vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos (PIT) mais próximo, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde ou a própria vigilância em saúde do município. Essa análise laboratorial é essencial para decidir se os moradores do imóvel precisam passar por exames e se haverá necessidade de intervenção química ou ambiental no local. SINTOMAS E FASES – A doença de Chagas apresenta duas fases distintas. A aguda pode apresentar febre prolongada, dor de cabeça e fraqueza, mas muitas vezes é assintomática. Na fase crônica, o parasito pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestório se não houver o acompanhamento médico adequado. A medicação para tratamento é fornecida gratuitamente pelo SUS, dentro de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Sociedades Médicas. Pode ser realizada tanto na fase aguda quanto na crônica. Preferencialmente, deve ser diagnosticada oportunamente para tratamento na fase aguda. Na fase crônica, é ofertada a possibilidade do tratamento que deve ser analisado caso a caso. CONDIÇÃO GLOBAL – A doença de Chagas integra o grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), enfermidades transmissíveis que prevalecem em países tropicais e subtropicais e afetam mais de um bilhão de pessoas mundialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 30 de janeiro para ampliar a visibilidade e mobilizar esforços globais no controle dessas patologias. Conforme o Relatório Global sobre DTNs, publicado pela OMS em outubro de 2025, houve avanços significativos no setor, embora desafios permanentes ainda persistam. No caso da doença de Chagas e de outras doenças transmitidas por vetores, o progresso na redução de mortes ainda é considerado lento pela organização, o que reforça o compromisso do Paraná em manter a rede de vigilância e o fornecimento gratuito de medicação pelo SUS sempre ativos.
Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% a partir desta terça
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27). A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos. Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14. No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa informa que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,50 ─ um recuo de 26,9%, já considerando a inflação do período. A última mudança no preço do combustível havia sido em 21 de outubro de 2025, quando ficou 4,9% mais barata. Preço nas bombas O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que a gasolina é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial. Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos. Diesel A Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do óleo combustível vendido às distribuidoras é de 36,3%, considerando a inflação do período.
Alimentação escolar no Paraná alia tradições, pesquisa e segurança nutricional
Tendo em vista atender a preservação das tradições alimentares das comunidades escolares espalhadas pelo Paraná, o Governo do Estado adota políticas públicas que observam a manutenção destas práticas, também quando o assunto é a merenda. Para tanto, garantir a oferta de ingredientes que componham a base alimentar destas comunidades é fundamental. Como é o caso da banha suína que, na culinária indígena, integra a lógica tradicional de aproveitamento integral dos alimentos e de autonomia alimentar. O ingrediente, viabilizado por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), é um dos que fazem parte dos itens ofertados pelo Governo do Estado às escolas indígenas, e a demanda pelo produto segue crescente. Somente em 2025, por exemplo, foram distribuídas cerca de 15 toneladas do produto às unidades escolares, volume quase duas vezes maior do que o registrado no início do atendimento, em 2019, em razão da alta aceitabilidade e do uso regular do ingrediente pelas comunidades atendidas. A iniciativa integra a política estadual de alimentação escolar e está alinhada ao compromisso do Paraná com o respeito aos hábitos culturais e alimentares de povos e comunidades tradicionais, sem abrir mão da segurança alimentar e nutricional dos estudantes. Atualmente, 62 escolas indígenas e quilombolas são atendidas, oferecendo aproximadamente 9.800 servimentos. Para a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o cardápio escolar vai além da oferta de refeições. “No Paraná, a alimentação escolar é pensada como parte do processo educativo. Respeitar a cultura alimentar das comunidades também é uma forma de promover educação e garantir uma nutrição adequada, que contribui diretamente para a aprendizagem e para o futuro dos estudantes”, afirma. ESTUDO APROFUNDADO – Como respaldo técnico da iniciativa, o Fundepar fez uma pesquisa voltada à cultura alimentar indígena, que analisou, entre outros aspectos, a preferência das comunidades pelo uso da banha suína em comparação ao óleo vegetal. O levantamento confirmou práticas já observadas no cotidiano das escolas e fundamentou a inclusão do ingrediente no cardápio destinado a esse público. A oferta da banha suína é resultado de um processo desenvolvido ao longo do tempo. Segundo a responsável técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na Fundepar, Andréa Bruginski, a demanda já era percebida de forma recorrente junto às comunidades, ainda que inicialmente sem registros formais. “A gente sabia empiricamente que a banha era um pleito que aparecia em diferentes momentos e lugares, mesmo sem um pedido oficial estruturado”, afirma. Por meio do estudo junto às comunidades escolares, ficou evidente a relação do ingrediente com práticas alimentares tradicionais. Entre os povos indígenas, há preparações típicas que utilizam exclusivamente a banha suína, como o tipá, uma massa semelhante a um pão, frita nesse tipo de gordura. Além disso, a preferência pela carne suína e pelo uso da banha está também associada a hábitos históricos, anteriores à introdução de óleos industrializados na alimentação cotidiana. “A banha é uma gordura tradicional, obtida de forma natural, enquanto o óleo é um produto mais recente e industrializado”, diz Andréa. Inicialmente destinada às escolas indígenas, a oferta foi posteriormente estendida às escolas quilombolas. A ampliação ocorreu a partir do diálogo com a comunidade escolar, quando uma diretora de escola quilombola, integrante do Conselho de Alimentação Escolar, identificou que o hábito alimentar também estava presente nessas comunidades. Atualmente, duas escolas quilombolas são atendidas pela política, em Adrianópolis e Palmas. SAÚDE ALIMENTAR – A política está alinhada às diretrizes do PNAE, que estabelece como requisito a oferta de alimentação saudável e adequada, respeitando os hábitos alimentares e as tradições culturais dos estudantes. “Respeitar o hábito alimentar não é um complemento, é um requisito. Quando falamos em hábitos alimentares, falamos também de cultura, de tradição e de identidade. Por isso, o respeito às especificidades culturais é uma base da política pública de alimentação escolar, especialmente no atendimento a povos e comunidades tradicionais”, destaca Andrea. A pesquisa sobre a cultura alimentar das comunidades indígenas foi feita em 2017 e orientou a adoção da política. A partir desse levantamento, a banha suína passou a integrar o cardápio das escolas indígenas e, posteriormente, das escolas quilombolas. Ainda de acordo com a responsável técnica, a banha suína integra as remessas de alimentos não perecíveis, distribuídas a partir de uma central logística da Fundepar. Há uma pauta específica para o envio de gêneros alimentícios às escolas indígenas e quilombolas, o que permite destinar o produto exclusivamente a essas unidades, respeitando suas particularidades alimentares. “A banha suína, quando utilizada de forma equilibrada, pode ser uma alternativa mais natural em relação a gorduras vegetais altamente processadas. Trata-se de uma gordura tradicional, menos industrializada, que faz parte da alimentação histórica dessas comunidades”, acrescenta. INVESTIMENTO PARANAENSE – O Governo do Paraná investe mais de R$ 500 milhões por ano na alimentação escolar. O Estado garante o direito à alimentação de cerca de 1,3 milhão de estudantes em 2.088 escolas, com cardápios variados que valorizam ingredientes locais e preservam tradições regionais. Além do volume de investimento, o Paraná se destaca por práticas inovadoras na gestão da alimentação escolar. Um diferencial é o sistema centralizado de compras, no qual o próprio Governo do Estado adquire os alimentos e promove a distribuição às escolas. Nesse modelo, a alimentação é calculada por servimento, o que permite que os estudantes repitam as refeições.