Os produtores rurais do Paraná terão mais tempo para se adequar à Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual prorrogaram o prazo para que agricultores e pequenos pecuaristas adotem o documento digital. Com o novo adiamento, os produtores terão até o dia 5 de janeiro de 2026 para se adequar às novas regras. A nova data foi estabelecida pela Norma de Procedimento Fiscal nº 32/2025 publicada no Diário Oficial do Estado de terça-feira (01). Com isso, os produtores ganham quase seis meses para se adequar ao novo formato. A NFP-e é um documento exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, destinado a registrar transações que envolvam a circulação de mercadorias para fins fiscais. Ao substituir o documento em papel, a NFP-e (modelo 55) possui as mesmas atribuições e validade jurídica que a Nota Fiscal de Produtor (modelo 4), que será gradualmente substituída pelo ambiente eletrônico. MAIS EFICIÊNCIA – Desde 1º de janeiro de 2021, os produtores rurais com faturamento anual superior a R$ 200 mil já estavam obrigados a utilizar a NFP-e em operações interestaduais. A partir de 2026, porém, essa obrigatoriedade se estenderá para todas as operações, tanto internas quanto interestaduais, independente do valor em questão. A principal vantagem da NFP-e é a praticidade. Além de reduzir os erros de escrituração, a nota eletrônica também representa um significativo ganho de tempo para o produtor. Com ela, o documento fiscal pode ser emitido de qualquer lugar pela internet, evitando a necessidade de ir às prefeituras para buscar ou entregar as notas fiscais. Ela também garante mais agilidade e eficiência por parte da Receita Estadual, já que a nota eletrônica é gerada e autorizada imediatamente. A medida também reduz o consumo de papel e diminui os gastos públicos. COMO EMITIR – A NFP-e pode ser emitida de três formas: pelo Portal Receita PR, pelo Nota Fiscal Fácil (NFF) ou mesmo por um software adquirido de terceiros que seja cadastrado para este fim.
PCPR prende homem investigado por extorsões em série no PR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um homem de 43 anos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e munições. Ele é investigado por extorsão na cobrança de dívidas. A ação aconteceu nesta quinta-feira (3), em Curitiba. Os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão nos bairros Tatuquara, Umbará, Sítio Cercado e Cajuru. Durante as buscas, foram localizadas duas armas de fogo, 26 munições calibre 9mm, um par de algemas, um facão e uma faca tática. O indivíduo que estava em posse do armamento foi autuado em flagrante. Também foram apreendidas folhas de cheques vencidas totalizando R$ 30,5 mil, uma balança de precisão e um celular. A ação é resultado de uma investigação, iniciada em 2024, sobre a atuação de um grupo contratado por credores para realizar cobranças de dívidas. Segundo relatos das vítimas, os suspeitos usavam de intimidações e ameaças para forçar o pagamento de valores devidos, o que configura o crime de extorsão. “Em um dos casos, comerciantes foram coagidos para o pagamento de uma dívida de R$ 100 mil. Em outra situação, um homem foi abordado para que quitasse um débito de R$ 130 mil”, conta o delegado Fabiano Oliveira. A PCPR segue em investigação a fim de identificar outros envolvidos no grupo criminoso, bem como suas possíveis vítimas. O homem preso foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões
As seis dezenas do concurso 2.883 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Polícia Militar recupera caminhonete roubada horas antes na região
Na manhã desta quarta-feira (2), a Polícia Militar de Ponta Grossa recuperou uma caminhonete GM/Chevrolet C10, de cor vermelha e ano 1973, que havia sido roubada durante a madrugada no bairro Órfãs. Após a denúncia recebida pela Central de Emergências (190), as equipes da PM iniciaram buscas imediatas e conseguiram localizar o veículo em movimento no bairro Cara-Cara. O motorista foi abordado, preso em flagrante, e encaminhado à delegacia junto com o veículo recuperado. Com essa ação, a Polícia Militar contabiliza 109 veículos recuperados em Ponta Grossa somente em 2025. A atuação rápida e eficiente das equipes reflete diretamente nos bons indicadores da segurança pública no município, com índices de furto e roubo de veículos abaixo das metas nacionais e estaduais, conforme os Planos de Segurança Pública e Defesa Social. A PM reforça a orientação à população para adotar medidas de segurança com seus veículos, como estacionar em locais iluminados, manter portas trancadas e vidros fechados, não deixar objetos de valor à mostra e, sempre que possível, instalar alarmes e rastreadores. Em caso de suspeitas ou emergências, a orientação é ligar imediatamente para o 190.
Programa do Paraná atraiu R$ 57 bilhões em investimentos privados em seis anos
O Paraná atraiu mais de R$ 57,9 bilhões em investimentos privados ao longo dos últimos anos por meio do Paraná Competitivo. Entre 2019 e 2025, o programa do Governo do Estado que oferece incentivos e benefícios para empresas que desejam se instalar ou expandir operações no Estado assinou 467 contratos de parceria para implantação e ampliação de parques industriais. O número não só gerou milhares de empregos em todo o Estado (cerca de 51 mil) como colocou o Paraná no mapa das grandes indústrias nacionais e internacionais. Criado em 2011 com o objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos, o programa teve justamente ao longo dos últimos seis anos o seu maior boom de contratos firmados. Ele saltou de 24 em 2019 para 115 em 2024. Em 2025, foram 40 apenas nos cinco primeiros meses do ano — incluindo o investimento de R$ 6,7 bilhões com da XBRI Pneus com a multinacional chinesa Linglong Tire, o segundo maior valor da história recente paranaense. Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, esse crescimento expressivo de parcerias no período reflete o sucesso do programa e o cenário de estabilidade econômica do Estado. “Esse é um número que evidencia o bom momento atual do Paraná como um ambiente propício para negócios. Temos uma economia forte, estável e bastante consolidada que transmite segurança – algo que qualquer empresa do Brasil e do mundo procura”, explica. “A boa gestão é reconhecida pelo setor privado, o que se converte em mais investimentos e mais empregos”. O acordo assinado com a XBRI Pneu e a chinesa Linglong é um exemplo disso. As empresas vão instalar uma nova fábrica de pneus em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e foi justamente essa segurança transmitida ao setor produtivo que as fizeram escolher o Paraná como destino de seu investimento bilionário. “É mais do que um apoio fiscal: é a confirmação de que o Estado está comprometido com a industrialização de alto valor agregado, geração de empregos e sustentabilidade. O Paraná se posiciona como um hub industrial estratégico para a América do Sul”, destacou o diretor comercial da XBRI Pneus, Samer Nasser. Outra parceira histórica do Paraná é com a Klabin, que aportou cerca de R$ 13 bilhões via Paraná Competitivo para expandir sua operação na cidade de Ortigueira, também nos Campos Gerais, a partir dos projetos Puma e Puma II. Juntos, eles são até hoje os maiores investimentos privados da história do Paraná, liderando esse boom de parcerias atraídas pelo Governo Estadual com o programa. “O Programa Paraná Competitivo tem sido um parceiro estratégico essencial para a Klabin, impulsionando a execução eficiente e bem-sucedida dos projetos, gerando resultados positivos para a companhia e para o Estado do Paraná”, celebra o diretor-geral da companhia, Cristiano Teixeira. Para o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o crescimento no total de investimentos privados firmados ao longo dos últimos anos reflete tanto a evolução de programas de atração, como o Paraná Competitivo, como a própria maturidade conquistada pelo Estado ao agilizar processos e realmente oferecer ao setor produtivo um ambiente de negócios facilitado e atraente. Segundo ele, o Paraná desenvolveu um know-how único no País para simplificar processos e reduzir burocracias – o que, para a indústria, é tão ou ainda mais importante que os próprios incentivos fiscais. O programa é coordenado pela Secretaria da Fazenda do Paraná em parceria com a Invest Paraná. Os incentivos pleiteados devem atender a legislação estadual e são avaliados de forma técnica. Eles levam em consideração o setor econômico, número de empregos, impactos econômicos, sociais e de meio ambiente, adensamento da cadeia produtiva e grau de inovação. “As empresas estão vindo para cá em busca de oportunidades que vão além dos incentivos oferecidos. É a velocidade, é a forma como damos as respostas e soluções que faz com que elas nos procurem”, explica Bekin. “Da conexão com as secretarias de Estado ao diálogo com as prefeituras, o Paraná criou uma habilidade competitiva muito importante e que tem atraído cada vez mais empresas para cá”. Ao mesmo tempo, os benefícios oferecidos também são um atrativo importante. As empresas enquadradas no programa podem pleitear incentivos fiscais sustentados pela legislação e sem configurar em renúncia fiscal. “A essência do Paraná Competitivo é conceder incentivos fiscais para projetos futuros, mas isso não quer dizer que o Estado está abrindo mão de receita”, explica o coordenador do programa, Francisco Inocêncio. “São receitas novas que, sem esses investimentos, não se concretizaram”. A prova de que isso tudo gera um ambiente perfeito para o setor industrial é que criou-se uma espécie de ecossistema em que um investimento atrai o outro, criando uma cadeia que se conecta e que tem o Paraná como ponto central. “Em 2024, por exemplo, a Renault do Brasil firmou um acordo de investimento bilionário e que gerou um efeito multiplicador que resultou na recente vinda da XBRI”, descreve Inocêncio. “São negócios que se conversam e o Paraná criou um cenário perfeito que permite essa interligação entre elas”.
Dólar cai para R$ 5,42 e fecha no menor valor desde 19 de agosto
Em mais um dia de euforia no câmbio, o dólar aproximou-se de R$ 5,40 e atingiu o menor valor desde agosto do ano passado. Pressionada por ações de bancos, a bolsa de valores teve pequena queda, mas manteve os 139 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,421, com queda de R$ 0,04 (-0,75%). A cotação abriu próxima da estabilidade, mas caiu com força a partir do início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 16h45, chegou a R$ 5,41. Com o desempenho desta quarta, a moeda norte-americana está no menor nível desde 19 de agosto. A divisa cai 1,13% na semana e acumula queda de 12,28% em 2025. O mercado de ações teve um dia de ajustes. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.051 pontos, com queda de 0,36%. Apesar da alta de papéis de petroleiras e de mineradoras, investidores aproveitaram ganhos recentes para vender papéis, principalmente de grandes bancos. Sem grandes notícias econômicas no Brasil, o mercado financeiro foi dominado pelo exterior. Assim como ontem (1º), os investidores externos continuaram a repercutir dados que mostram a desaceleração do mercado de trabalho norte-americano. A desaceleração na criação de empregos nos Estados Unidos abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) comece a reduzir os juros da maior economia do planeta antes do previsto. Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais financeiros para países emergentes. Além disso, a valorização de commodities (bens primários com cotação internacional) beneficiou países exportadores de matérias-primas, como o Brasil. *Com informações da Reuters.
Gratidão, amor e esperança: a mensagem do Pe. Wilson na Missa Jubilar de Carambeí
Na noite desta terça-feira (2), a Paróquia Imaculada Conceição de Carambeí viveu um momento de profunda emoção e fé com a celebração de mais uma Missa do Ano Jubilar, que marca os 50 anos de história da paróquia. A igreja estava lotada, com fiéis, amigos e familiares reunidos para acompanhar a missa presidida pelo Padre Wilson Morais, que está em missão na Itália há quatro anos. O sacerdote, que atualmente cumpre missão religiosa em Roma, está de férias no Brasil e retorna em breve para mais três anos de missão no exterior. A sua presença no altar da paróquia onde já atuou como padre foi motivo de grande comoção. Logo no início da celebração, Pe. Wilson se emocionou ao ver tantos rostos conhecidos, entre familiares, amigos e antigos paroquianos. Durante a homilia, o padre compartilhou uma mensagem especial inspirada nas palavras do Papa Francisco, dirigindo-se diretamente aos fiéis da paróquia Imaculada Conceição. “Quero dizer três coisas que o Papa nos ensina e que quero deixar no coração de vocês: gratidão pelo passado, amor pelo presente e esperança para o futuro”, afirmou emocionado. As palavras tocaram profundamente os presentes, que acompanharam cada momento com atenção e carinho. A celebração foi mais do que uma missa; foi um reencontro de histórias, afetos e fé vivida em comunidade. A Missa Jubilar, celebrada todo dia 2 de cada mês, é parte das comemorações do Jubileu de Ouro da paróquia, e a edição de julho ficará marcada na memória dos paroquianos pela presença de um padre tão querido, que mesmo longe fisicamente, demonstrou estar espiritualmente sempre presente.
Boletim registra 1.116 novos casos e 88 óbitos por síndromes respiratórias no Paraná
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (2) o novo Informe Epidemiológico com dados atualizados sobre os vírus respiratórios que circulam no Paraná. O boletim apresenta um panorama geral da situação no Estado com o objetivo de reforçar a vigilância e o monitoramento da Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O informe desta semana mostra 1.116 novos casos de SRAG, o que eleva para 15.752 o total de registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados mais 88 óbitos. O total do período chega agora a 829 mortes, 12% a mais em comparação ao boletim anterior, que apresentava acumulado de 741 óbitos. As informações são referentes a pessoas que apresentaram sintomas entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025. Entre os casos confirmados, 2.272 foram por Influenza; 573 por Covid-19; 4.022 por outros vírus respiratórios; 6.083 como SRAG não especificada; 74 por outros agentes etiológicos e 2.728 ainda estão em investigação. Entre os 829 óbitos, 236 (28,5%) foram confirmados para Influenza; 82 (9,9%) para Covid-19; 93 (11,2%) para outros vírus respiratórios; 19 (2,3%) para outros agentes etiológicos, e 385 (46,4%) foram registrados como SRAG não especificada. Outras 14 mortes seguem em investigação. Também foram notificadas 374 óbitos por outras causas, que não se enquadram nos critérios de SRAG . Em relação às síndromes gripais, que têm monitoramento por amostragem, foram contabilizados 1.677 casos. MAIS ATINGIDOS – A faixa etária mais afetada é a de crianças menores de seis anos, seguida pelos idosos. Do total de notificações de SRAG por vírus respiratórios, 6.201 casos e 390 óbitos apresentavam algum fator de risco identificado. VACINAÇÃO – Com relação à vacinação, os dados mostram que 4.793 pessoas (77,3%) com fatores de risco internados por SRAG por vírus respiratórios não haviam tomado a vacina contra a gripe. Entre os que morreram, 273 também não estavam vacinados (70%). SINTOMAS – Entre os principais sintomas das SRAGs estão febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou do rosto. Esses sintomas são característicos das síndromes gripais que evoluíram para quadros graves. Os principais causadores desse cenário são os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, que continuam predominantes no Estado. Confira AQUI o Informe epidemiológico e neste LINK mais informações sobre a Influenza (gripe).
PMPR apreende 3 toneladas de maconha ao suspeitar de caminhão com placa suja de barro
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu um caminhão com 3,36 toneladas de maconha por volta das 4h30 da madrugada desta quarta-feira (2). A apreensão aconteceu próximo ao município de Rondon, na PR-492, região Norte do Estado. A ação foi realizada pelo Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) que deu ordem de parada a um caminhão Ford/F4000 que estava com a placa traseira totalmente coberta de barro, o que impossibilitava a identificação do veículo. Após receber a ordem de parada dos policiais do BPRv, o motorista não obedeceu e tentou fugir. Os policiais iniciaram então a perseguição e o motorista do caminhão seguiu por uma estrada de terra sem saída. Após uma curta perseguição, o motorista abandonou o veículo e tentou fugir a pé, sendo alcançado pelos policiais, detido e levado em seguida à delegacia da Polícia Civil de Cianorte. Durante a vistoria no caminhão, além de 140 fardos de maconha, totalizando aproximadamente 3,36 toneladas da substância entorpecente, foram constatados indícios de adulteração nos sinais identificadores do veículo, indicando de que possa ser oriundo de furto ou roubo. APREENSÕES – De janeiro a maio deste ano, as forças integrantes da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná já apreenderam cerca de 220 toneladas de maconha. No mesmo período do ano passado foram 145 toneladas, com um aumento de mais de 50%. Comparativamente aos primeiros cinco meses de 2019, quando foram aprendidas 40 toneladas de maconha, 2025 representa um crescimento de quase 460%.
Secretaria da Agricultura orienta produtores do Paraná sobre mudanças no Plano Safra
O governo federal anunciou nesta semana o Plano Safra 2025/26. São R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, destinados a médios e grandes produtores, volume 1,5% superior aos R$ 508,6 bilhões liberados no ciclo passado, e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. Em termos de disponibilidade de recursos, o custeio foi privilegiado com oferecimento de R$ 414,7 bilhões (no exercício anterior tinha sido R$ 401,3 bilhões). Para investimento houve corte, com o montante passando de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões. Em período de alta na taxa Selic, que está em 15%, os juros oferecidos aos agricultores subirão até 2 pontos porcentuais. Os médios produtores terão os custeios balizados em 10%, enquanto os demais têm taxa de 14%. Os investimentos variam entre 8,5% e 13,5%. O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou que, diante desse cenário, o Paraná tem se colocado à frente na boa oferta de crédito aos agricultores do Estado. Em 2020, por exemplo, foi lançado o Banco do Agricultor Paranaense. O governo concede subvenção econômica a produtores rurais, cooperativas e associações de produtores com vistas a fortalecer as cadeias produtivas do Estado. As subvenções de juros variam de 5% até 100% dependendo da categoria do produtor e da finalidade da operação de investimento. “Os benefícios oferecidos pelo Banco do Agricultor Paranaense visam ajudar na tomada de decisão para investimentos que agreguem valor aos produtos e mais ganho aos produtores”, reforçou Marcio Nunes. Desde sua criação, o Banco do Agricultor Paranaense já possibilitou investimentos superiores a R$ 1,092 bilhão em 8.404 projetos. O Estado equalizou cerca de R$ 311,2 milhões. Nunes destacou, ainda, que o Paraná também criou, em abril deste ano, o Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), primeiro instrumento nesses moldes no Brasil. O objetivo é alavancar até R$ 2 bilhões para o financiamento de projetos estruturantes no campo. A proposta é impulsionar o agronegócio com apoio direto ao cooperativismo, à modernização tecnológica e ao fortalecimento da renda em regiões produtoras. O Fundo já recebeu o primeiro aporte, no valor de R$ 261 milhões. A operação foi formalizada pela Fomento Paraná, instituição estadual responsável pela estruturação do fundo, em parceria com a cooperativa C.Vale e o Sicredi. Os juros oferecidos são equivalentes aos do Plano Safra e os prazos se estendem até dez anos para pagamento, possibilitando que pequenos e médios produtores possam investir em tecnologia, infraestrutura e na geração de renda. Os recursos da primeira operação destinam-se à construção de 96 aviários, tanques de piscicultura e matrizeiros para a criação de aves reprodutoras. AGRICULTURA FAMILIAR – No Paraná, a agricultura familiar representa cerca de 80% dos 371.051 estabelecimentos agropecuários, levantados no Censo Agro 2017 pelo IBGE. Pelo anúncio do governo federal, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) receberá R$ 78,2 bilhões. Se somar outros programas, como garantia-safra, assistência técnica, Proagro Mais, compras públicas e SocioBio Mais, o valor chega a R$ 89 bilhões. Ele terá juros entre 0,5% e 8% ao ano. Algumas linhas, no entanto, mantiveram as taxas do ciclo anterior, como a de produção de alimentos da cesta básica, que ficou em 3%. O governo federal aposta também na oferta de R$ 6,5 bilhões em linhas equalizadas para os agricultores que produzirem arroz, feijão, mandioca, leite, ovos, trigo e tomate. Foi criada faixa de custeio para produtores de milho, café, uva e frutas de inverno, com juros de 6,5% ao ano. A oferta é de R$ 4,9 bilhões em linhas de equalização. A produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade seguirá com 2% ao ano para o Pronaf e disponibilidade de R$ 150 milhões. Todas as linhas de custeio têm teto de R$ 250 mil por beneficiário. Quando se trata de investimento para compra de máquinas de pequeno porte, a taxa de juro permanece em 2,5%. Mas o limite saiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil destinado a família com renda anual de até R$ 150 mil. O governo colocou R$ 500 milhões nessa linha. Colheitadeiras, tratores e implementos de até R$ 250 mil poderão ser comprados com juros de 5% ao ano. AGRICULTURA EMPRESARIAL – Como no ano passado, o governo decidiu incorporar ao Plano Safra R$ 185 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR). Essa modalidade foi criada em 1994 e passou a integrar o Plano Safra a partir do ciclo 2024/25. Dentro da agricultura empresarial, destinada a médios e grandes produtores, o total de recursos de crédito, no ciclo 2025/26, é de R$ 516,2 bilhões. Para os custeios de lavouras estão previstos R$ 414,7 bilhões, enquanto os investimentos ficam em R$ 101,5 bilhões. Em relação aos beneficiários, a previsão é que os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) tenham R$ 69,1 bilhões, com taxa de juros de 10%. Houve ampliação do limite de renda para enquadramento, de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano. Já os demais produtores e cooperativas devem receber R$ 447 bilhões. O governo decidiu unificar o Moderagro, considerado fundamental pelas entidades do agro paranaense, visto apoiar e fomentar a produção, beneficiamento, industrialização e armazenamento de produtos rurais, e o Inovagro, que tem proposta de incentivar a inovação tecnológica. Com a unificação, espera-se simplificar o acesso ao crédito. Dessa forma houve aumento no limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal. O volume de recursos é de R$ 6,8 bilhões, com taxa de juro de 12,5% ao ano. Já o programa de modernização da frota de tratores contará com R$ 9,5 bilhões e taxa de juros em 13,5%. O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas. Para essa modalidade estão destinados R$ 3,7 bilhões, com juros de 8,5%. O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas