O Paraná alcançou em 2024 a sua maior participação da história na produção nacional de suínos segundo dados mais recentes da Pesquisa Trimestral de abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último ano, os produtores paranaenses abateram 12,4 milhões de porcos, o equivalente a 21,5% de todos os abates ocorridos no Brasil no período. Na última década, os produtores paranaenses de suínos mantiveram um ritmo constante de crescimento, o que fez com que a produção absoluta saltasse de 6,9 milhões em 2014 para os atuais 12,4 milhões em 2024. O aumento foi de 79% no período, acima da média nacional, que registrou uma variação positiva de 55%. Em termos proporcionais, são cinco anos seguidos em que o Paraná amplia a sua participação nacional, que passou de 19,9% em 2019 para os atuais 21,5%. Os resultados mais recentes mantêm o Estado como o segundo maior produtor de suínos do País, atrás apenas de Santa Catarina, responsável por 29,1% dos animais abatidos no último ano. A diferença entre os dois, no entanto, caiu, 0,7 ponto percentual entre 2023 e 2024, intervalo de tempo em que o Estado liderou o crescimento absoluto na produção de porcos e de frangos. A expectativa é de que esses números tenham um reflexo direto na geração de novos empregos formais. Apenas no setor industrial, houve a criação de 4.060 vagas nos frigoríficos paranaenses voltados ao abate de suínos em 2023, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho. Naquele ano, o Paraná foi responsável por 67% das vagas com carteira assinada criadas neste segmento. POLÍTICAS ESTADUAIS – O bom desempenho da agropecuária paranaense está ligado, entre outros fatores, às políticas públicas de incentivo ao setor desenvolvidas pelo Governo do Estado. Um dos principais marcos deste esforço aconteceu em maio de 2021, quando a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) reconheceu o Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. A chancela internacional foi um reconhecimento ao trabalho de sanidade feito no campo pelos próprios produtores, assim como as cooperativas agrícolas e os órgãos estaduais, e serviu como uma credencial para abrir novos mercados compradores da proteína animal produzida no Estado. Desde então, as campanhas de vacinação que ocorriam duas vezes por ano foram substituídas pela atualização de rebanhos, cujo cadastro é obrigatório para garantir a rastreabilidade e a sanidade dos animais. Durante a edição mais recente do Show Rural Coopavel, em Cascavel, em fevereiro deste ano, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a biosseguridade (conjunto de medidas para prevenir, controlar e eliminar riscos biológicos) na criação de suínos e aves. “O mundo não compra produtos, compra sanidade. Ao manter esse grau de sanidade e fortalecer a biosseguridade por meio do aprimoramento das técnicas de suinocultura e a avicultura, podemos continuar exportando e buscar novos mercados consumidores”, afirmou. Outro avanço ocorreu nesta terça-feira (18), em Curitiba, com o anúncio de um acordo de cooperação técnica entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa Biogenesis Bagó, da Argentina, que prevê a transferência e internalização de tecnologia para a criação de um banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa. “Mais uma vez o Tecpar está fazendo a sua parte para ajudar não só a pecuária do Paraná, mas toda a estrutura que a produção de frango, suíno e gado traz para a economia do Estado”, disse o vice-governador Darci Piana, que participou do anúncio da nova parceria. “Precisamos nos antecipar contra doenças como a febre aftosa e a brucelose, por isso além dos cuidados que o Estado já toma vamos sair na frente com esta iniciativa para ajudar no crescimento da nossa pecuária”. PRODUÇÃO DE PROTEÍNA – O Paraná liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos no ano passado, de acordo com as Estatísticas da Produção Pecuária de 2024. O Estado produziu 53,3 milhões de frangos e 281,4 mil cabeças de suínos a mais em 2024 em relação a 2023, além de acumular altas também na produção bovina, de ovos e de leite. Na avicultura, o Estado se mantém como líder absoluto, sendo responsável por 34,2% da produção de frango no País. O setor teve um crescimento de 2,47% no abate em relação ao ano anterior, somando mais de 2,2 bilhões de aves produzidas no ano passado no Paraná, superando o recorde de 2023, quando esse número chegou 2,15 bilhões de unidades.
UEPG forma 1ª doutora em Odontologia em cotutela com a Espanha
A pesquisadora Taynara de Souza Carneiro se tornou doutora em Odontologia após defesa de sua pesquisa em banca, no fim de fevereiro. Para além da conquista da titulação, o evento teve uma característica especial, pois seu diploma carrega o nome de duas universidades: a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), do Brasil, e a Universidad Rey Juan Carlos (URJC), da Espanha. A pesquisadora é a primeira da UEPG a conquistar o título de doutorado na área de Odontologia em uma cotutela entre a instituição e uma universidade de outro país. A banca de defesa da pesquisa de Taynara aconteceu na sede da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) em Ponta Grossa e contou com a presença de seus dois orientadores, professor Alessandro Loguercio, do Programa de Pós-graduação em Odontologia (PPGO), da UEPG, e professora Laura Ceballos, da URJC. Sua tese, intitulada “Diferentes estratégias de uso do peróxido de hidrogênio a 6% no clareamento dental”, aborda formas de clareamento dental em baixas concentrações, utilizando estudos em laboratório e ensaios clínicos em pacientes de ambos os países. A modalidade de cotutela consiste na formação simultânea em duas instituições de ensino e pesquisa – uma brasileira e outra estrangeira, que exige do pesquisador realizar diferentes etapas do seu estudo em ambas as universidades, sob supervisão de dois orientadores. A experiência de Taynara se deu por meio de convênio de cooperação assinado entre a UEPG, por meio do seu Escritório de Relações Internacionais, e a URJC, e se tornou o primeiro da modalidade a ser realizado pela instituição. Graças ao processo de cotutela, Taynara realizou parte da sua pesquisa na URJC, em Madrid, capital espanhola, ao longo de seis meses, sob orientação da professora Ceballos. “A experiência fez toda a diferença para mim, tanto para a pesquisa quanto para minha vida pessoal. Foi incrível essa oportunidade de expandir minha vivência acadêmica e profissional”, declara a doutora. Taynara avalia que a cotutela se mostrou extremamente importante para a produção científica da UEPG. “Ela permitiu uma maior troca de conhecimento entre instituições de diferentes países e possibilitou o acesso a novas metodologias, tecnologias e linhas de pesquisa, além de fortalecer colaborações internacionais, que podem resultar em publicações conjuntas e projetos futuros”, celebra. A trajetória acadêmica de Taynara é marcada pelo amor à ciência. Desde a graduação em Odontologia pelo Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), seu interesse pela pesquisa e docência se tornaram objetivos profissionais, que a acompanharam no mestrado, realizado no PPGO entre 2020 e 2022, sob orientação do professor Alessandro Loguercio. Atualmente é professora de graduação e pós-graduação na Universidade Ceuma, em Imperatriz (MA), onde continua a desenvolver sua linha de pesquisa, com ênfase em clareamento dentário. Para o orientador da pesquisadora, professor Alessandro Loguercio, a experiência de cotutela foi uma oportunidade de aprendizado. “Toda oportunidade de entrar em contato com uma nova universidade e seus laboratórios é uma oportunidade de conhecer uma nova forma de produção de conhecimento”, afirma. Loguercio destaca a importância da cotutela para a UEPG, pois sinaliza o reconhecimento da universidade frente à sua parceira e a várias outras instituições de pesquisa na Europa. “A UEPG e a URJC se reconhecem enquanto produtoras de ciência de qualidade. Esta é uma prova da excelência do trabalho desenvolvido pela nossa pós-graduação”, celebra o professor. “Não é sempre que temos a oportunidade de receber uma pesquisadora como Taynara, com uma formação excelente como pesquisadora e muita vontade de trabalhar. O trabalho que iniciamos com a Taynara servirá como base para pesquisas futuras de novos doutores”, exalta a sua orientadora da URJC, Laura Ceballos. A espanhola destaca a importância da parceria estabelecida entre as universidades, por meio da cotutela, que possibilitou abrir novos laços de investigação com a UEPG, considerada uma referência brasileira no campo da Odontologia, graças ao trabalho de pesquisadores como Taynara. TÍTULO – Na última semana, a tese de doutorado “Diferentes estratégias de uso do peróxido de hidrogênio a 6% no clareamento dental” foi publicada com a máxima honraria pela pontuação da sua pesquisa por meio da Universidad Rey Juan Carlos. O título Sobresaliente Cum Laude é equivalente à láurea acadêmica e é ofertado a trabalhos acadêmicos que alcançam a nota máxima pelos professores que compõem a banca de defesa do trabalho.
Influenza: vacinação para crianças, idosos e gestantes entra na rotina anual do SUS
De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), a partir deste ano a vacina contra a Influenza será incorporada ao calendário nacional de vacinação para crianças a partir de seis meses até menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Com a mudança, a imunização desses grupos será realizada de forma contínua, ao longo do ano, e não mais apenas durante as campanhas sazonais. A medida reforça a importância da vacinação como estratégia permanente de proteção contra a gripe, especialmente no período de maior circulação do vírus, entre os meses de março e setembro. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou o impacto positivo dessa mudança para a saúde infantil. “A inclusão da vacina contra a Influenza no calendário nacional é um avanço importante, pois garante proteção contínua para as crianças. A gripe pode trazer complicações sérias, principalmente para os mais vulneráveis. Com a vacinação disponível o ano todo, conseguimos ampliar a cobertura e fortalecer a imunização infantil, reduzindo riscos e internações”, afirmou. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização (DVPI) da Sesa, já encaminhou orientações técnicas aos municípios sobre a mudança na estratégia. A pasta aguarda o envio das diretrizes operacionais e dos imunobiológicos pelo MS, com previsão de início da vacinação nas próximas semanas. Para os demais grupos prioritários, a vacinação contra a Influenza seguirá no modelo de campanha, o que inclui profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros. “Reforçamos a importância da vacinação para todos os públicos elegíveis. Manter a caderneta em dia é fundamental para a proteção individual e coletiva. Por isso, orientamos a população a procurar as unidades de saúde e garantir a imunização”, destacou Beto Preto.
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (19) a parcela de março do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio do benefício sobe para R$ 668,65. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,5 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,7 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Os beneficiários de 550 cidades receberam o pagamento na terça-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes no ano passado, e de mais nove estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 3,11 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
PCPR cumpre 36 mandados contra organização ligada ao tráfico e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (19) para cumprir 36 mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo. As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente em Curitiba, Piraquara, Pinhais, Matinhos e Foz do Iguaçu. São 13 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e uma quebra de sigilo bancário. A ação tem o apoio operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Penal do Paraná (PPPR). Cães da PCPR auxiliam na localização de ilícitos e um helicóptero fornece suporte tático aéreo. Segundo o delegado Thiago Andrade, esta é a terceira fase da operação. As duas primeiras aconteceram em maio e em junho de 2024 e resultaram na prisão de 12 pessoas, apreensão de R$ 42 mil em espécie e de 15 quilos de cocaína, além de veículos, celulares e outros itens que contribuíram com o prosseguimento da investigação. “Em diligências que prosseguimos realizando neste período, verificamos que, de dentro do presídio, esses indivíduos continuaram realizando o tráfico de drogas, expandindo seus domínios, realizando lavagem de dinheiro e até realizando ações sociais para ganhar o silêncio da comunidade”, afirma.
Polícia Militar apreende drogas e objeto suspeito de furto em Carambeí
Na tarde desta terça-feira (18), por volta das 17h, a Polícia Militar realizava patrulhamento na Rua do Basalto, em Carambeí, quando dois indivíduos, ao avistarem a viatura, demonstraram nervosismo e correram em direção a um cômodo improvisado, construído com tapumes de madeira. A equipe policial abordou rapidamente o maior de idade antes que ele entrasse no imóvel. Durante a averiguação, foi possível visualizar sobre uma mesa um pacote plástico contendo 65 pedras de substância análoga ao crack. No interior do cômodo, o menor foi encontrado e submetido a busca pessoal, sem que fosse localizado qualquer item ilícito. Questionados, os dois admitiram que utilizavam o local para a comercialização de drogas. Além dos entorpecentes, os policiais apreenderam uma roçadeira, que teria sido recebida como pagamento por drogas, levantando suspeitas de ser produto de furto. Também foram recolhidos dois celulares e R$ 204,00 em dinheiro. Diante dos fatos, o maior de idade e o menor foram encaminhados à Delegacia de Castro, onde as medidas cabíveis serão adotadas pela autoridade policial. A Polícia Militar segue atuando no combate ao tráfico de drogas e reforça a importância das denúncias anônimas
Carambeí se fortalece como polo industrial com investimento de R$ 285 milhões da Lactalis
A Lactalis Brasil, líder na captação de leite no País, está investindo, com apoio do Governo do Paraná, cerca de R$ 285 milhões para ampliação da linha de produção de suas fábricas em Carambeí, nos Campos Gerais, e Londrina, no Norte do Estado. Diretores da empresa apresentaram nesta terça-feira (18) ao governador Carlos Massa Ratinho Junior um panorama dos investimentos do grupo, que conta com incentivos do programa Paraná Competitivo. “Nosso trabalho é incentivar que novas empresas, nacionais ou internacionais, e aquelas que já atuam no Paraná possam ampliar suas fábricas, linhas de produção, gerando emprego e renda para a nossa gente. Isso tudo passa pela desburocratização de processos, envolvendo o trabalho de diversas secretarias”, afirmou Ratinho Junior. “É motivo de orgulho para nós termos empresas como a Lactalis operando no Estado em um setor que somos referência, que é a produção de leite com qualidade.” O CEO da Lactalis Brasil, Roosevelt Junior, ressaltou o potencial do Paraná na produção de leite e o apoio dado pelo Governo do Estado às empresas que aqui se instalam. “O Paraná é um estado estratégico para a nossa empresa. É o segundo em produção de leite no Brasil, com 4 bilhões de litros anuais, e o que mais cresce na produção nos últimos dez anos. A nossa empresa é do ramo do leite, então a primeira questão que procuramos é a disponibilidade, que encontramos aqui”, disse. “É também um estado que acolhe muito bem as indústrias, parceiro do empreendedor e que dá condição de trabalho, tanto na parte fiscal quanto também de treinamento e disponibilidade dos nossos recursos humanos, então estamos muito animados com essa parceria com o Estado”, acrescentou. No Paraná, a produção da Lactalis é comercializada principalmente com a marca Batavo, criada em 1928 em Carambeí e adquirida pela multinacional em 2015. Por meio de parceria com a cooperativa Castrolanda e a aquisição da Cativa Cooperativa Agropecuária, de Londrina, a empresa faz a captação de 600 milhões de litros de leite por ano e conta com 1.500 colaboradores. Entre 2015 e 2022, a Lactalis investiu R$ 377 milhões em suas atividades no Estado. Outros R$ 20 milhões foram aportados em 2024 para ampliação do Centro de Distribuição de Carambeí, com uma área total de 6.400 metros quadrados. Agora, com o novo investimento dentro do Paraná Competitivo, de quase R$ 285 milhões, serão R$ 682 milhões em 10 anos. Os recursos estão alocados principalmente na fábrica de Carambeí, polo de produção da marca Batavo no Brasil. Serão ampliadas a linha para produção de pudim de leite; de iogurtes, leites fermentados e bebidas lácteas; e de sobremesas e creme de queijo. De acordo com Roosevelt, a empresa cresce, em média, 10% ao ano no setor de iogurte, sendo a Batavo a segunda marca do Brasil no segmento. O Centro de Distribuição em Carambeí serve de hub logístico na distribuição das marcas da empresa. É de lá que as cargas refrigeradas são consolidadas e distribuídas para todo o Brasil. Na fábrica de Londrina, os recursos estão sendo utilizados para modernização da planta, que hoje produz leite UHT, pasteurizado e em pó, composto lácteo, soro em pó e manteiga. PARANÁ COMPETITIVO – O programa Paraná Competitivo, ao qual o investimento da Lactalis Brasil integra, é coordenado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e pela Invest Paraná, agência de captação de investimentos para o Estado. O principal objetivo do programa é fomentar a economia do Paraná, atraindo novos investimentos nacionais e internacionais que gerem emprego, renda e riqueza. O diferencial é que ele permite que empresas enquadradas pleiteiem incentivos fiscais sustentados pela legislação vigente, sem configurar renúncia fiscal. Por meio do programa, empresas que tenham projetos de implantação, expansão, diversificação ou reativação no Estado recebem incentivos como o parcelamento do ICMS incremental, diferimento do ICMS nas operações de energia elétrica (Copel) e gás natural (Compagas), além da possibilidade de transferência de créditos próprios de ICMS para aquisição de ativos. Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o investimento aumentará a capacidade produtiva do Estado, ao mesmo tempo em que trará benefícios significativos para a região, gerando empregos e impulsionando a economia local. “Demonstra a confiança da Lactalis no Paraná, comprometendo-se com o desenvolvimento sustentável na diversificação de seus produtos, diminuindo a busca de itens em outras localidades e contribuindo para a geração de riquezas ao Estado”, afirmou. O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, afirmou que o programa estadual ajuda no fortalecimento de cadeias produtivas. “Eles começaram com 40 milhões de litros de leite, estão em 600 milhões e querem chegar a 1 bilhão de litros de leite nos próximos quatro anos. É um setor em que eles vão investir e pagar melhor para quem produz”, salientou. “A base disso é o Paraná Competitivo, que traz segurança para a empresa investir no nosso Estado, onde ela tem o retorno, os benefícios e os incentivos para isso.” PRODUÇÃO DE LEITE – O Paraná tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil, com 15,4% de participação, atrás apenas de Minas Gerais, com 24,9%, e à frente de Santa Catarina, que aparece em terceiro lugar, com 13%. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidos no Paraná 3,9 bilhões de litros de leite em 2024. Somente no 4º trimestre, foram 1,08 bilhão de litros captados no Estado. EMPRESA – O Grupo Lactalis é líder mundial no mercado de lácteos, com produtos vendidos em mais de 150 países, com 270 fábricas e 80 mil colaboradores. No Brasil, é líder em captação de leite, considerando o número de produtores parceiros, com 2,7 bilhões de litros por ano. Conta com 23 plantas fabris espalhadas (sendo três no Paraná) e 13 mil funcionários. Além da Batavo, estão no portfólio do grupo marcas como Parmalat, Elegê, Itambé e Président. PRESENÇAS – Participaram do anúncio de investimentos o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Natalino Avance de Souza; o
Boletim da Saúde confirma 3.508 novos casos e duas mortes decorrentes da dengue
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (18) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 3.508 novos casos da doença e duas mortes. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam agora 69.066 notificações, 15.501 diagnósticos confirmados e 12 óbitos em decorrência da dengue. Os óbitos são de duas mulheres, uma delas de 64 anos, sem comorbidade, e outra com 83 anos, com comorbidades, ambas residentes no município de Alvorada do Sul, na 17ª Regional de Saúde de Londrina. No total, 387 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 298 possuem casos confirmados. As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 14ª Regional de Saúde de Paranavaí (4.458), 17ª de Londrina (3.168), 15ª de Maringá (1.456), 12ª de Umuarama (1.302) e 18ª de Cornélio Procópio (809). OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 595 casos de Chikungunya, com um total de 1.706 notificações da doença no Estado. Quanto ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 26 notificações e nenhum caso foi confirmado. INFESTAÇÃO PREDIAL – A Sesa divulgou também o novo boletim de infestação predial que apresenta o levantamento entomológico para o Aedes aegypti. O Paraná tem 394 municípios infestados, representando 98,7% do Estado. No período de 1º de janeiro a 28 de fevereiro, dos 399 municípios do Paraná, 33 estavam classificados em situação de risco de epidemia, 181 em alerta e 96 em situação satisfatória para o IIP (Índice de Infestação Predial). Outros 66 não enviaram informações ou não realizaram o monitoramento. A cidade com maior índice de infestação predial é Florai, com IIP de 13,4%. Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.
Paraná lidera crescimento absoluto na produção de frangos e suínos no Brasil
O Paraná liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos no ano passado, de acordo com as Estatísticas da Produção Pecuária de 2024, divulgadas nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produziu 53,3 milhões de frangos e 281,4 mil cabeças de suínos a mais em 2024 em relação a 2023, além de acumular altas também na produção bovina, de ovos e de leite. Na avicultura, o Estado se mantém como líder absoluto, sendo responsável por 34,2% da produção de frango no País. O setor teve um crescimento de 2,47% no abate em relação ao ano anterior, somando mais de 2,2 bilhões de aves produzidas no ano passado no Paraná, superando o recorde de 2023, quando esse número chegou 2,15 bilhões de unidades. Em todo o País, o abate de frangos alcançou 6,46 bilhões de cabeças em 2024, um incremento de 2,7% em relação a 2023, representando um novo recorde na série histórica. Foram abatidas 172,73 milhões de cabeças de frangos a mais em 2024 em relação ao ano anterior, com aumentos em 19 das 25 unidades da federação que participam da pesquisa. A região Sul concentra a maior parte da produção avícola, com Santa Catarina respondendo por 13,8% e o Rio Grande do Sul por 11,4% no número de frangos abatidos no ano passado. Depois do Paraná (+53,28 milhões de cabeças), os maiores crescimentos aconteceram em Santa Catarina (+51,92 milhões), São Paulo (+40,21 milhões), Mato Grosso (+20,13 milhões), Minas Gerais (+13,84 milhões) e Goiás (+12,60 milhões). Já na suinocultura, o Paraná diminuiu a diferença com Santa Catarina e se manteve com a segunda maior produção. Enquanto o Paraná teve um aumento de 2,32% em relação ao ano anterior, totalizando 12,4 milhões de porcos abatidos em 2024, o estado vizinho teve queda de 0,08% nos abates, com 16,6 milhões de cabeças de suínos abatidas. O Brasil registrou novo recorde na série histórica no abate de suínos, com 57,86 milhões de cabeças abatidas no ano passado, 684,24 mil a mais em relação ao ano anterior. Houve aumentos no abate em 14 das 25 unidades da federação participantes da pesquisa. Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2024, com 29,1% do abate nacional, seguido por Paraná (21,5%) e Rio Grande do Sul (17,1%). Depois do Paraná (+281,36 mil cabeças), os principais saltos na produção ocorreram no Rio Grande do Sul (+189,56 mil), Minas Gerais (+149,62 mil), Mato Grosso do Sul (+64,29 mil), São Paulo (+50,87 mil) e Goiás (+5,51 mil). O Estado também bateu recorde na produção bovina, com o abate de 1,4 milhão de cabeças de gado no ano passado, 143,3 mil a mais que no ano anterior. No Brasil, o abate de bovinos registrou alta de 15,2% em 2024 e chegou a 39,27 milhões de cabeças abatidas, 5,17 milhões de cabeças a mais do que em 2023, maior resultado obtido na série histórica da pesquisa. O Paraná segue no top 10 entre os principais produtores. OVOS E LEITE – Além da carne, o Paraná está no pódio na produção de ovos e leite no Brasil, com recorde em ambos os seguimentos. Foram 459,1 milhões de dúzias de ovos produzidas em 2024 no Estado, que é o segundo maior produtor nacional (9,8% de participação), atrás apenas de São Paulo. Isso representa 24 milhões de dúzias a mais que no ano anterior. A produção nacional de ovos de galinha, em 2024, foi de 4,67 bilhões de dúzias, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O total da produção anual é um recorde na série histórica da pesquisa. O Paraná também se mantém na segunda posição na produção leiteira (15,4% de participação), atrás apenas de Minas Gerais, com 3,4 bilhões de litros produzidos para a indústria no ano passado, 257,6 milhões de litros a mais que em 2023. Foi a segunda maior variação do País, atrás de Minas Gerais (441,07 milhões de litros) e na frente de Santa Catarina (93,42 milhões de litros). Em 2024, os laticínios captaram 25,38 bilhões de litros em todo o País, um acréscimo de 3,1% sobre a quantidade registrada em 2023. Os dados completos podem ser consultados no site do IBGE.
PMPR apreende 2,5 mil cigarros eletrônicos contrabandeados no PR
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu na noite de segunda-feira (17) uma carga de mais de 2,5 mil cigarros eletrônicos ilegais na BR-277 em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A apreensão, feita por uma equipe da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), foi durante a abordagem a um caminhão. O veículo vinha do Mato Grosso. De acordo com o tenente William de Moura Ubida, durante a abordagem o condutor alegou que transportava carga de alimentos. Porém, ao averiguar a carga, os policiais militares encontraram os dispositivos irregulares. “Identificamos que dentro da cabine do motorista havia grande quantidade de cigarros eletrônicos de origem estrangeira e não regulamentada”, explicou. A carga ilegal, composta por 10 caixas de cigarros eletrônicos, foi apreendida e encaminhada à Polícia Federal. O motorista do caminhão foi detido. Há algumas semanas a PM apreendeu 21 mil cigarros eletrônicos na PR-986, em Rolândia, no Norte do Paraná. O motorista de um caminhão foi preso em flagrante por contrabando.