Na manhã desta terça-feira (16), por volta das 8h30, um homem foi encontrado em óbito em um galinheiro de uma propriedade rural, na localidade de São João, em Carambeí. O corpo foi localizado por um funcionário, que acionou imediatamente as autoridades. De acordo com relatos, o homem havia saído de casa na noite anterior e não retornou, o que deixou a família preocupada. Pela manhã, o corpo foi localizado na propriedade. A Polícia Civil foi acionada e esteve no local junto da Polícia Científica, realizando os procedimentos de praxe. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa. A Polícia Civil acompanhará as investigações para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 27 milhões
As seis dezenas do concurso 2.915 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 27 milhões. Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Porto de Paranaguá lidera exportação de soja e amplia de farelo e proteínas animais
O Porto de Paranaguá liderou as exportações de soja em todo o Brasil no mês de agosto, com um volume de 2 milhões de toneladas, alcançando a cifra de US$ 845,9 milhões FOB – valor correspondente ao preço do produto no ponto de embarque. A marca representa 21,7% de todo o volume exportado pelo país no mesmo período. De janeiro a agosto de 2025, foram embarcadas no Porto de Paranaguá 11,3 milhões de toneladas de soja, que correspondem a US$ 4,5 bilhões FOB. Esse valor supera em US$ 1,2 bilhão o total exportado pelos produtores paranaenses, de acordo com os dados divulgados na última semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A diferença se deve ao fato de que o Porto de Paranaguá também realizar a operação do produto proveniente de outros estados. “É uma clara demonstração de que estamos prontos para atender toda a nossa hinterlândia, que corresponde ao Paraná e partes de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás”, ressalta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. O principal destino da soja exportada no período foi a China, que representou mais de 90% da demanda. Em seguida aparecem a Tailândia (2,2%) e o Iraque (1,6%). Apesar de um terço do mês ter sido marcado por chuvas, que paralisaram as operações, o Porto de Paranaguá movimentou 7 milhões de toneladas em agosto, maior quantidade registrada para o mês na média histórica. Segundo o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, mesmo com a ampliação dos embarques de grãos, as embarcações não ficam em filas para atracar. “Nosso corredor de exportação não enfrenta um dia de fila além do necessário para os trâmites de liberação e do processo de atracação”, destaca. LIDERANÇA NA EXPORTAÇÃO DE PROTEÍNA ANIMAL – Ao longo do mês, outra commodity de destaque foi o frango congelado, com 185,5 mil toneladas movimentadas, o que corresponde a 49,6% da exportação nacional – praticamente metade de todo o volume brasileiro. A principal origem do produto exportado são os estados do Paraná e parte de Santa Catarina. No acumulado de 2025, já foram exportadas via Paranaguá 1,7 milhão de toneladas de frango. Isso representa 44,4% de toda a exportação nacional, consolidando o porto como maior corredor de exportação de frango do mundo. Em valor FOB, foram mais de US$ 2,4 bilhões referentes ao produto enviado para o exterior. FARELO DE SOJA – Outro produto que vem ganhando cada vez mais espaço é o farelo de soja. As exportações registradas pelo Porto de Paranaguá representam 29,1% da movimentação nacional, segundo maior volume do Brasil, com 4,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Somente em agosto, foram movimentadas 508 mil toneladas. Os principais destinos foram Países Baixos (Holanda), França, Coreia do Sul, Espanha, Indonésia e Alemanha. Neste oitavo mês do ano, a França liderou as importações de farelo.
Emplacamentos de veículos aumentam 11% no Paraná após anúncio de redução do IPVA
O número de emplacamentos de veículos cresceu 11% no Paraná nos 10 dias que sucederam o anúncio do governador Carlos Massa Ratinho Junior sobre a redução de 45% no Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A alíquota atual, de 3,5%, deve passar para 1,9%, a partir do ano que vem, se tornando a menor do Brasil. O projeto está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), entre os dias 10 e 19 de agosto, 10 dias antes do anúncio, feito em 20 de agosto, 10.647 veículos foram emplacados no Paraná. Nos 10 dias seguintes, entre 20 e 29 de agosto este número saltou para 11.807 registros, uma média de 1.118 por dia. Somente em 20 de agosto, foram 1.418 novas placas em um só dia. O Estado já observava uma alta no número de emplacamentos nos primeiros oito meses deste ano, com crescimento de 34% em relação ao mesmo período de 2024. Foram 233.127 novos registros entre janeiro e agosto de 2025, contra 174.033 até agosto do ano passado. Os números dizem respeito a veículos novos, sem incluir a mudança das placas antigas para o padrão Mercosul e a transferência de veículos de outros estados para o Paraná. O total registrado nos últimos oito meses é superior a todos os emplacamentos de 2022, quando houve 215.461 novos registros, e é semelhante a todo o ano de 2023, com 236.254. Em 2024, o Detran-PR realizou 286.111 emplacamentos. Entre as novas placas inscritas no Detran-PR em 2025, 42% são de automóveis, que chegaram a um total de 97.719 registros, 15 mil a mais que no mesmo período do ano passado (82.461). Também houve um salto nos emplacamentos de motocicletas, que passaram de 40.865 nos oito primeiro oito meses de 2024 para 62.149 em 2025, um crescimento de 52%. Neste ano também foram emplacadas 37.522 caminhonetes, 20.119 motonetas, 15.295 camionetas, 13.132 utilitários, 11.496 reboques, 10.038 semirreboques, 7.769 caminhões, 7.283 caminhões tratores, 1.549 ônibus, 968 ciclomotores, 906 micro-ônibus, 114 tratores de rodas, 27 motorhomes, 20 triciclos e cinco quadriciclos. REDUÇÃO DO IPVA – O aumento no número de emplacamentos é um dos motivos porque a redução na alíquota do IPVA não deve causar um impacto grande na arrecadação do Estado. A redução beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos entre automóveis, caminhonetes e motocicletas acima de 170 cilindradas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), isso representa cerca de 83% de toda a frota de 4,1 milhões de veículos tributados no Paraná.
Museu Campos Gerais, símbolo cultural do Interior do Paraná, completa 75 anos
O segundo museu mais antigo do Paraná está de aniversário. O Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG) completou 75 anos nesta semana em meio a recordes de visitação, novas instalações que incluem o prédio histórico restaurado, exposições em constante renovação, parcerias com diversas instituições, um relacionamento intenso com a pesquisa e pós-graduação e um protagonismo nacional no uso da tecnologia, inovação e de inteligência artificial na digitalização e gestão de acervos. “O Museu Campos Gerais é o mais antigo do Interior do Estado e o museu universitário mais antigo do Paraná. Nós chegamos aos 75 anos como um museu dinâmico, que integra ensino, pesquisa, extensão, inovação tecnológica e atividades culturais”, comemora o diretor do MCG, professor Niltonci Batista Chaves. O historiador destaca como fatores essenciais para o sucesso atual da instituição, que a credenciam como o principal museu do interior do Paraná: a estrutura, a integração com o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), a criação do Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e a articulação com outros museus e centros de documentação, por meio de redes. O reitor Miguel Sanches Neto reforça que o MCG está alinhado à vocação da UEPG de valorizar e integrar diferentes áreas do conhecimento. “Dentro de sua missão de agregar as principais iniciativas da área de ensino, cultura, comunicação e esporte, a UEPG incorporou o Museu Campos Gerais à sua estrutura e hoje, totalmente ressignificado, ele se tornou um centro cultural e de pós-graduação e pesquisa, ampliando sua abrangência. Assim, de forma agregadora, estamos construindo a mais sólida instituição pública dos Campos Gerais”, diz. “Vivemos um dos melhores momentos do MCG, sob uma gestão dinâmica e com muitas atividades. O Museu está vivo, cheio de gente, estudantes e jovens. Esse dinamismo nos enche de orgulho em um espaço que preserva a história”, celebra o professor Ivo Mottin Demiate, vice-reitor. Para comemorar a data, uma programação especial será realizada durante o V Colóquio de História do PPGH, 42ª Semana de História da UEPG e Primavera dos Museus, de 22 a 28 de setembro. Além disso, está previsto o lançamento de roteiros históricos especiais, nos mesmos moldes do projeto “Rota Preta”, agora voltados à memória esportiva local e à religiosidade. Os roteiros irão passar por pontos da cidade de Ponta Grossa que têm relevância histórico-cultural, com uma mediação especial em grupo, com início em outubro. HISTÓRIA.– Era 1948 e um grupo de homens da elite ponta-grossense se organizava no Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC) para discutir a necessidade de preservar a cultura e a identidade regional, bem como debater conceitos em voga na época, como o nacionalismo, indianismo e liberalismo. Eram professores, juristas, artistas, músicos, comerciantes, jornalistas, etnógrafos, engenheiros, médicos, radialistas, historiadores, escritores, geógrafos, políticos, padres e militares. O objetivo era criar uma faculdade, que foi autorizada alguns anos depois, mas eles iniciaram com a criação de um museu, espaço que era visto como local de disseminação da ciência, conhecimento histórico, cultura e erudição. Os acervos começaram a ser organizados em 1948 e o Museu Campos Gerais iniciou oficialmente as atividades em 15 de setembro de 1950 – data simbólica escolhida por ser aniversário da cidade de Ponta Grossa. O MCG nasce como um espaço científico: já no anúncio de sua inauguração no jornal literário Tapejara, do CCEC, em 3 de setembro de 1950, há uma descrição de seus primeiros departamentos. “O Centro Cultural ‘Euclides da Cunha’, como é do conhecimento de todos, inaugurará, dentro de poucos dias, o Museu dos Campos Gerais, que é uma das dependências da preciosa entidade. Constará o mesmo de três departamentos, antropológicos, geológico e entomológico, respectivamente dirigidos pelos senhores Faris Antonio Michaele, Frederico Lange e Felippe Justus”. A primeira concepção do museu é justamente essa, voltada à história natural e à pesquisa científica. “Foi o primeiro museu privado, o primeiro museu público, o primeiro museu municipal, o primeiro museu estadual e o primeiro museu universitário da cidade”, conta o historiador Giuvane de Souza Klüppel, que pesquisou a trajetória do Museu Campos Gerais. Entre 1957 e 1965, a instituição esteve sob administração do governo municipal. Em 1965, o museu passa a ser administrado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafi), uma das faculdades precursoras da UEPG. Quando um decreto estadual cria a Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 1969, o Museu Campos Gerais chega à gestão em que permaneceu pelas mais de cinco décadas restantes. Até a década de 1980, o acervo do MCG era exposto em espaços improvisados e emprestados: no Centro Cultural Euclides da Cunha, Edifício Gabriel Bacila, que também era a casa de Faris Michaele; no segundo andar do Edifício Ópera, acima do Cine-Teatro; em uma sala na Concha Acústica; no porão da Prefeitura Municipal; em uma sala junto à Biblioteca Pública Municipal no “Castelinho Lange”; e espalhado por salas de aula, corredores e laboratórios de Geografia da Universidade. Em 1983, o Museu ganha uma sede oficial: o antigo prédio do Fórum de Ponta Grossa, onde funcionou até 2003. O prédio é, por si só, parte do acervo histórico do Museu. Construído há quase 100 anos para ser a imponente sede do Judiciário no Interior do Estado, o prédio do Fórum ocupa seu espaço no imaginário ponta-grossense e na história da cidade. Em 2024, volta à sua sede, depois da maior obra de restauro da história de Ponta Grossa. Ela também contemplou adequações de acessibilidade e a construção de um novo e moderno prédio aos fundos do Fórum, onde estão a reserva técnica, áreas administrativas e laboratório de conservação. Além disso, o MCG segue ocupando a sede do Banestado, com os acervos documentais disponíveis para consulta dos pesquisadores, o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e o PPGH. SERVIÇO – Desde a reabertura do prédio histórico do MCG ao público, em junho de 2024, as exposições vêm batendo recordes de visitação. Hoje, são mais de mil visitantes por mês. Estão em exposição “Cotidiano e vida militar em Roma”, “Mostra Insetário Felipe Justus”, “Africanidades em Máscaras”, “2ª Micro mostra da Reserva Técnica” e “Era
Carambeí anuncia vagas de emprego atualizadas nesta terça-feira
Nesta terça-feira, 16 de setembro, a Agência do Trabalhador de Carambeí anuncia novas vagas de emprego em diversas áreas. As oportunidades reforçam o compromisso do município em facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho e apoiar quem busca recolocação profissional. Entre as vagas abertas hoje estão: ATENDIMENTO – Agência do Trabalhador de Carambeí / Endereço: Rua do Bronze, 227, esquina com a Rua dos Lírios, Centro Cívico – Carambeí, PR. Documentos necessários • RG • CPF • Carteira de Trabalho IMPORTANTE – informações sobre vagas não são fornecidas por telefone. As vagas são atualizadas diariamente, permitindo que os candidatos acompanhem as novas oportunidades disponíveis no município.
Veja a previsão do tempo para Carambeí nesta terça-feira
Confira a previsão do tempo para esta terça-feira, 16 de setembro de 2025, na cidade de Carambeí (PR). A temperatura máxima será de 22°C e a temperatura mínima será de 14°C. Previsão de condições parcialmente nubladas por volta das 16:00. As rajadas de vento estão a 16 km/h. Aproveite o dia, mas esteja preparado para as condições do tempo. *Este conteúdo foi produzido por inteligência artificial com base nos dados divulgados pela Climatempo, serviço de informações meteorológicas.
Moraes autoriza visita do governador de São Paulo a Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (15) o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A visita deverá ocorrer em 29 de setembro, entre 9h e 18h. Mais cedo, o ministro também autorizou a visita do deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), relator do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. O encontro está previsto para o dia 22 de setembro. Prisão domiciliar No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrônica. As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais de seus filhos para burlar a proibição de usar esse tipo de mídia, inclusive por intermédio de terceiros. As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
IAT e Iniciativa Campos Gerais limpam 15 hectares do Parque Pico Paraná
Uma ação voluntária desenvolvida no fim de semana pelo Instituto Água e Terra (IAT) e a Iniciativa Campos Gerais limpou cerca de 15 hectares do Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao longo do sábado (13) e domingo (14), um grupo de 15 voluntários munidos de motosserras percorreu a Unidade de Conservação (UC) para remover o pinus do espaço, planta considerada exótica e invasora, uma forma de evitar prejuízos no desenvolvimento das espécies nativas do parque. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A operação foi concentrada nos campos de altitude do Morro do Getúlio, além de três outros pontos ao longo da área escarpada do morro. O helicóptero do Centro de Operações Aéreas (COA) do Instituto foi utilizado durante os trabalhos para ajudar no transporte dos voluntários e de equipamentos para a área da força-tarefa, além de auxiliar na identificação de locais onde o pinus estava presente. A iniciativa contou com o apoio de empresas locais para suporte, infraestrutura e alimentação. “O pinus é uma espécie que causa um impacto significativo nos nossos ambientes naturais. Ficamos satisfeitos com o resultado, conseguindo eliminar vários espécimes. E a intenção é darmos continuidade a esse trabalho, até conseguirmos eliminar essa espécie totalmente do parque”, afirma a bióloga e chefe do Parque Estadual Pico Paraná, Marina Rampim. “É a primeira vez que o controle de pinus foi feito no morro. Tinham pinus, inclusive, com mais de 40 anos, e nós conseguimos limpar completamente a região”, acrescenta o promotor do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná, e voluntário da Iniciativa Campos Gerais, Fábio Grade. ESPÉCIES EXÓTICAS – Para que uma planta seja considerada exótica e invasora, como o pinus, ela precisa se criar e se adaptar fora da sua área de distribuição natural e, sem a intervenção humana, ter a capacidade de sobreviver e proliferar, avançando sobre espécies locais e ameaçando habitats naturais. De acordo com o Programa do Estado do Paraná para Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo IAT, essa invasão biológica é considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo – a primeira em ilhas e Unidades de Conservação. PINUS – O pinus é uma espécie de pinheiro da América do Norte, inserido no Brasil há mais de um século para fins ornamentais. Porém, desde 1960 é cultivado em larga escala comercial como matéria-prima em indústrias de madeira, laminados, resina, celulose e papel, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do País. A dificuldade do controle do pinus se dá pela anatomia das sementes. Elas são leves e possuem um formato que favorece a aerodinâmica para voarem até oito quilômetros de distância da chamada árvore-mãe. Essa dispersão, quando descontrolada, é prejudicial, pois os galhos que caem da árvore, parecidos com um capim, sufocam e impedem a proliferação da vegetação nativa. PICO PARANÁ – O Parque Estadual Pico Paraná é um complexo ambiental que abriga o maior pico da região Sul do País, com 1.877,39 metros de altitude, e faz a fama de aventureiros e montanhistas. A UC possui cinco picos e um morro que, para serem alcançados, precisam de uma caminhada que varia entre 3,5 km a 10 km. O parque abriga uma grande diversidade de fauna e flora nativas. A floresta é formada por arbustos, xaxins, trepadeiras, bromélias, orquídeas e samambaias, que convivem com árvores de mais de 30 metros de altura como o cedro, a canjarana, a figueira-branca, a canela-preta e o sassafrás. Também é possível encontrar mais de 71 espécies de animais, como bugios, serelepes, pacas, ouriços, quatis, cutias e jaguatiricas, além da onça-pintada e da suçuarana, ameaçadas de extinção.
Paraná lidera ranking nacional de transparência administrativa
O Paraná é o líder nacional em transparência administrativa, de acordo com o Laboratório de Governo (LabGov), da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o estudo, o portal da transparência paranaense é o melhor entre todos os portais brasileiros, considerando estados, capitais e governo federal. Em uma análise sobre transparência, agilidade, facilidade de acesso a dados públicos, qualidade e quantidade das informações prestadas, o Paraná fez 391 pontos, o que corresponde a uma nota de 95,83% do máximo possível de ser atingido. Entre os estados, Santa Catarina ficou com a segunda colocação, com 380 pontos, e Ceará com o terceiro melhor posto, com 380 pontos. Na sequência ficaram Minas Gerais (375 pontos), Bahia (374 pontos), Rondônia (374 pontos) e Pernambuco (371 pontos). Considerando também os demais portais, Porto Alegre ficou com a segunda melhor avaliação, com 390 pontos, atrás somente do Governo do Paraná, seguido de Cuiabá, que fez 382 pontos. O portal do governo federal fez 370 pontos, de acordo com o estudo. A inserção de dados no Portal da Transparência é monitorada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), por meio da Coordenadoria de Transparência e Controle Social. Essa coordenadoria orienta agentes de transparência distribuídos em cada órgão e entidade do Estado do Paraná, nos Núcleos de Integridade e Compliance Setoriais (Nics). “O Paraná tem compromisso com a transparência pública. A Controladoria-Geral do Estado trabalha para aperfeiçoar os mecanismos de transparência e de controle social, buscando promover uma gestão cada vez mais eficiente e próxima do cidadão, com informações de qualidade”, declarou a controladora-geral do Estado, Izabel Marques. Ao todo, foram considerados 44 critérios diferentes, com pontuações que poderiam chegar a até 10 pontos, dependendo do item analisado. A pontuação máxima possível era de 408 pontos, segundo a metodologia criada pelo laboratório, que é especializado em estudos sobre políticas públicas, governança pública, transparência administrativa e governos. Os pesquisadores avaliaram que o portal da transparência do Paraná se destacou pela navegação organizada e intuitiva, permitindo localizar informações importantes, como gastos públicos e investimentos, em poucos minutos e com poucos cliques. O portal é o que mais atende em todo o Brasil os dados exigidos em lei, com apresentação clara e recursos visuais que facilitam a compreensão. Além de trazer informações detalhadas sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI), conta com uma seção de “transparência temática”, que sintetiza dados essenciais em áreas específicas, e uma ferramenta de busca eficiente com filtros que auxiliam o cidadão. AVALIAÇÃO – Esta é a segunda edição do relatório, que considera as informações coletadas em 2023 e 2024. Na primeira edição do estudo, referente aos anos de 2021 e 2022, o Paraná já tinha sido considerado o estado mais transparente do Brasil, com 94,4% da pontuação máxima possível. Mesmo assim, o Estado conseguiu melhorar sua pontuação entre um ano e outro. O estudo sobre transparência pública analisou os portais eletrônicos de governos estaduais e capitais brasileiras, verificando a existência e a acessibilidade de informações obrigatórias por lei, como gastos em saúde, educação, segurança, previdência e dados orçamentários. A pesquisa utilizou como base a Lei de Acesso à Informação (2011), a Lei de Responsabilidade Fiscal (2000) e o Decreto 5.482/2005. Os pesquisadores acessaram os portais para checar se determinados critérios eram atendidos, registrando respostas em formato binário (“sim” ou “não”). A cada item cumprido era atribuída a pontuação prevista, com peso maior para informações consideradas essenciais. Além disso, foram observados o tempo de acesso e o número de cliques necessários para localizar os dados, indicadores da real facilidade de uso pelo cidadão. O processo incluiu revisões sucessivas para garantir a fidelidade dos resultados e relatórios qualitativos sobre pontos positivos e negativos de cada portal. RECONHECIMENTO – O estudo atesta os resultados do Paraná em outros índices que avaliam a transparência e qualidade das informações prestadas pelo Governo do Estado. Por três anos consecutivos, o Paraná conquistou o Selo Diamante pelo Programa Nacional de Transparência Pública. O índice de 97,91% foi concedido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon). Já no Ranking de Competitividade dos Estados, o Paraná foi considerado o líder na transparência de ações de combate ao desmatamento e subiu 12 posições, chegando à 4ª posição, no índice de transparência da máquina pública.