A Cooperativa Frísia, que em 2025 completa 100 anos, reinaugura amanhã (17) sua loja agropecuária no município de Prudentópolis (PR). A unidade, uma das 11 da cooperativa, conta com amplo espaço para atendimento e estrutura moderna. A reinauguração terá a presença de integrantes do Conselho de Administração e do Comitê de Gestão. De acordo com Eduardo Ichikawa, gerente-executivo de Produção da Cooperativa Frísia, a estrutura vai ao encontro do compromisso em excelência no atendimento ao cooperado. “Em Prudentópolis, temos cooperados de pecuária leiteira, suínos e agrícola, e ela vem para atender melhor esses produtores. Na loja, aumentamos o portfólio e o espaço interno, com a ampliação da capacidade de estoque”, explica. A loja agropecuária conta com produtos como medicamentos veterinários para pets e grandes animais, rações para bovinos leiteiros, suínos, frangos, equinos, peças e implementos agrícolas, pneus, ferramentas elétricas e manuais, jardinagem, entre outros. O endereço é rua Coronel João Pedro Martins, número 106, Centro. Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína.
Alimentação saudável: Governo capacita 2 mil merendeiras da rede estadual de ensino
Quase duas mil merendeiras da rede estadual do Paraná participam até 25 de julho de uma formação presencial promovida pelo Governo do Estado por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), em parceria com o Senac. A iniciativa visa aprimorar as boas práticas de manipulação e aproveitamento integral dos alimentos, além do preparo de receitas mais atrativas e nutritivas com os itens que compõe o cardápio do Programa da alimentação escolar, enviado pela Fundepar às escolas. A capacitação acontece em cozinhas-escola de 22 municípios paranaenses. “Essa formação representa nosso respeito e reconhecimento pelo trabalho essencial das merendeiras nas escolas. Elas são parte fundamental da comunidade escolar, e investir em sua qualificação é investir diretamente na saúde e no bem-estar dos nossos estudantes”, afirmou a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona. Esta é a primeira vez que o Estado promove uma capacitação presencial em larga escala voltada exclusivamente às merendeiras. Cada escola indicou uma representante para participar do curso, contribuindo diretamente para a qualificação do serviço de alimentação escolar e para a promoção de hábitos mais saudáveis entre os estudantes da rede estadual. No cardápio estão ingredientes, em geral, menos populares entre os estudantes, como berinjela, couve e beterraba. A proposta é ensinar maneiras criativas de valorizar esses itens, que fazem parte das remessas regulares enviadas às escolas. Em Curitiba, por exemplo, as merendeiras prepararam berinjela assada com queijo e pão de beterraba. A experiência foi enriquecedora para Ivonete Stuck Luiz dos Santos, do Colégio Estadual Santa Rosa, que aproveitou para colocar a mão na massa. “É maravilhoso estar participando, aprendendo coisas novas. Dessa farofa já tinham me falado e eu fiquei curiosa para fazer, por isso que eu participei ali. Eu queria aprender como fazer”, disse. Já Nelma Maria Cardoso, do CEEBJA Professora Maria Deon de Lira, destacou a importância da qualificação contínua. “É necessário aprender, se capacitar, porque muita coisa a gente pensa que sabe, e quando chega aqui vemos que precisamos aprender. Desde as práticas até a manipulação dos alimentos. Maravilhoso”, afirmou. O curso é ofertado nos municípios de Apucarana, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Nova Londrina, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa, Rio Negro, São José dos Pinhais, Toledo, Umuarama e União da Vitória. As merendeiras que precisaram viajar para participar receberam uma bolsa-auxílio. Para o chefe do Departamento de Nutrição e Alimentação da Fundepar, Angelo Marco Mortella, a iniciativa fortalece a alimentação escolar como uma política pública integrada à educação. “As merendeiras, ao serem capacitadas com técnicas atualizadas e práticas seguras, contribuem para uma alimentação mais saudável, atrativa e eficiente, alinhada às necessidades dos alunos”, disse Mortella. Com investimento de R$ 364 mil, a formação ocorre em ambiente profissional, com estrutura adequada, conteúdos atualizados, e durante o recesso escolar, sem comprometer a rotina das escolas. A coordenadora de Planejamento da Alimentação Escolar da Fundepar, Rosangela Slomski, afirmou que a ação é estratégica porque, além da capacitação técnica, reconhece o papel das merendeiras como agentes de transformação na rotina escolar. “Elas levam conhecimento, criatividade e afeto para os pratos que servem todos os dias, e agora estão ainda mais preparadas para esse desafio”, acrescentou Slomski. Ao final da formação, a expectativa é que cada participante atue como multiplicadora em sua unidade escolar, disseminando os aprendizados.
Detran-PR conquista reconhecimento nacional pelas ações do Maio Amarelo
O Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) vai reconhecer em ato público o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) como entidade destaque no Movimento Maio Amarelo 2025. A instituição social fará a entrega de uma premiação no dia 4 de agosto, na sede da autarquia paranaense, a partir das 14h. O objetivo é celebrar as ações que se sobressaíram na promoção da conscientização e na construção de um trânsito mais seguro durante as campanhas deste ano. De acordo com o Observatório, o movimento alcançou grande sucesso graças à contribuição de diversas entidades que se destacaram por sua participação na realização de atividades e programações educativas e informativas. Do Detran-PR, destacam-se três, sendo a produção de um vídeo que abordou de forma sensível e didática os riscos no trânsito e a importância de atitudes seguras; uma série de podcasts educativos com especialistas em trânsito; e ações integradas com a sociedade, como blitz educativas, palestras em escolas e empresas e parcerias com entidades. Em todas essas atuações, conforme o ONSV, o envolvimento dos colaboradores foi um diferencial. Para o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, a homenagem valida os trabalhos desenvolvidos para a campanha e reafirma a importância da disseminação de informações e orientações para transformar o trânsito brasileiro. “Receber esse reconhecimento nacional é, antes de tudo, uma confirmação de que estamos no caminho certo. O Maio Amarelo é mais do que uma campanha, é um movimento de conscientização que envolve toda a sociedade em torno de um objetivo comum, salvar vidas no trânsito. Temos trabalhado com dedicação para levar essa mensagem de forma clara, acessível e impactante a todos os paranaenses. Essa conquista é fruto do empenho de toda a equipe e do engajamento da população”, afirmou. O gestor em Trânsito e conselheiro do ONSV, Mauro Gil Meger, ressaltou que o Departamento de Trânsito do Paraná realizou ações abrangentes e inovadoras, alcançando importante engajamento e transformando o Paraná em modelo. “Essas boas práticas inspiram um objetivo comum: salvar vidas e reduzir os índices de sinistros e óbitos no trânsito brasileiro”, disse. “Em uma iniciativa pioneira, a campanha envolveu diretamente a administração pública e essa mobilização em massa garantiu que a mensagem do Maio Amarelo ressoasse em todo o Paraná”. Para a chefe de Divisão de Programas Educativos para o Trânsito, Orientação Técnica e Assessoramento do Detran-PR, Dayana Cavalli, o reconhecimento valoriza o esforço coletivo das equipes envolvidas, especialmente das Ciretrans e demais parceiros que contribuíram ativamente para o sucesso das ações. “É um trabalho que vai muito além da obrigação profissional, pois é o reflexo de um compromisso genuíno com a vida. Quando lutamos pela paz no trânsito, não estamos apenas cumprindo uma função, mas defendendo a vida. Esse prêmio simboliza que a luta incansável pela conscientização vale a pena”, destacou. Já o chefe interino do Departamento Executivo de Escola Pública de Trânsito, Michael Bogo, mensura os resultados perante os cidadãos. “Mais do que uma conquista institucional, o prêmio simboliza o impacto positivo gerado na sociedade. Ele evidencia que ações de educação para o trânsito, quando bem planejadas e executadas de forma colaborativa, podem transformar realidades e salvar vidas. Assim, o reconhecimento serve como motivação e responsabilidade renovada para continuarmos promovendo um trânsito mais seguro, humano e consciente”, afirmou. Além do Detran-PR, a ABC Trânsito/Setran – Escola Pública de Trânsito de Curitiba será homenageada na ocasião. Pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, deverão estar presentes o CEO, Paulo Guimarães, e os fundadores e membros do Conselho Deliberativo José Aurélio Ramalho e Mauro Gil Meger. MAIO AMARELO – Desde 2014, o movimento Maio Amarelo mobiliza o Brasil em prol da segurança no trânsito. Por meio de parcerias com o poder público, iniciativa privada e o engajamento da sociedade civil, dissemina-se a mensagem sobre a responsabilidade de todos para a redução de mortes e sinistros nas vias e rodovias do país. A escolha do mês de maio se justifica pela proposta da ONU (Organização das Nações Unidas) de realizar a Primeira Década de Ação para Segurança no Trânsito, em 11 de maio de 2011. Já a cor amarela simboliza advertência. A campanha do Maio Amarelo do Detran-PR deste ano de 2025 teve como tema “No seu caminho pode ter uma vida”, cujo foco foi mostrar os problemas causados pelo excesso de velocidade. A temática acompanhou a definida pelo Conselho Nacional de Trânsito, “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.
Chile reconhece status sanitário do Paraná e produtores poderão vender carne ao país
O Chile reconheceu nesta terça-feira (15) o Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica. Esse processo permite a exportação de carne bovina e suína do Estado para o país sul-americano, uma vez que existe o sistema de pre-listing para as exportações de proteína animal, o que traz mais oportunidades para os produtores. O acordo já tinha sido costurado há alguns meses. Em abril deste ano, Chile e Brasil assinaram uma declaração conjunta da abertura do mercado brasileiro para o mel chileno e do reconhecimento do Paraná como zona livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica. O Paraná já tem o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) desde 2021. A conquista é fruto de mais de 50 anos de trabalho e parceria entre iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e governo estadual. O mesmo trabalho resultou na classificação como zona livre de peste suína clássica independente. O Paraná é o segundo maior produtor de suínos do Brasil. A produção de carne suína cresceu por cinco anos consecutivos no Paraná nos anos recentes. Em 2018, foram abatidos 9,3 milhões de porcos, número que ultrapassou a barreira de 12,4 milhões de animais em 2024, uma variação de 34% no período. No 1º trimestre de 2025, uma nova boa notícia para a suinocultura paranaense: houve um aumento de 32,5 mil unidades produzidas em relação aos três primeiros meses de 2024. Com isso, o Estado passou a responder por 21,9% da produção brasileira, atrás apenas de Santa Catarina, responsável por 29,4% da participação nacional. A cadeia econômica ligada à carne suína no Paraná precisou de apenas 14 anos para mais do que dobrar o seu volume de produção. Em 2010, foram 5,4 milhões de porcos abatidos, passando para os atuais 12,4 milhões de abates ao ano. Com novos mercados, a tendência é de expansão. O Paraná já teve o melhor semestre em exportações de carne suína desde 1997. Foram exportadas 110,7 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 39,4% (ou 31,3 mil toneladas a mais) em relação ao mesmo período do ano anterior. O Paraná também bateu recorde na produção bovina em 2024, com o abate de 1,4 milhão de cabeças de gado no ano passado, 143,3 mil a mais que no ano anterior. No Brasil, o abate de bovinos registrou alta de 15,2% em 2024 e chegou a 39,27 milhões de cabeças abatidas, 5,17 milhões de cabeças a mais do que em 2023, maior resultado obtido na série histórica da pesquisa. O Paraná está no top 10 entre os principais produtores.
Aposta feita em Carambeí acerta quina da Mega-Sena e rende prêmio de quase R$ 27 mil
Uma aposta realizada na Lotérica Vila Rica, em Carambeí, foi uma das ganhadoras da quina no concurso 2.888 da Mega-Sena, sorteado na noite desta terça-feira (15), em São Paulo. O bilhete premiado acertou cinco das seis dezenas e rendeu ao apostador o valor de R$ 26.962,60. Os números sorteados foram: 03 – 09 – 15 – 27 – 39 – 59 No total, 131 apostas em todo o Brasil acertaram a quina. A aposta vencedora da sena, com os seis números corretos, foi feita na cidade de Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul, e levou sozinha o prêmio principal de R$ 45.115.606,88. Na região dos Campos Gerais, Ponta Grossa também teve destaque, com uma aposta premiada na quina, além de outras 12 apostas que acertaram a quadra, recebendo R$ 721,24 cada uma. O próximo sorteio da Mega-Sena está agendado para quinta-feira (17), com prêmio estimado em R$ 3,5 milhões.
Festa de São Cristóvão movimenta Carambeí com programação de quatro dias
A comunidade católica se prepara para celebrar São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, com uma programação especial entre os dias 24 e 27 de julho. A festividade contará com tríduo religioso, procissão com a imagem do santo, benção de veículos e um tradicional almoço com alcatra no buffet, seguido de uma tarde recreativa para toda a família. A programação tem início no dia 24 com o 1º dia do tríduo e missa às 19h. O segundo dia será no dia 25, também com missa às 19h, e o terceiro dia em 26 de julho, com celebração às 18h. No domingo, dia 27, às 10h, haverá missa em intenção de todos os motoristas e motociclistas, seguida da tradicional procissão com a imagem de São Cristóvão e a bênção dos caminhões, carros e motos. Logo após, às 12h30, será servido um delicioso almoço com alcatra no buffet, no valor de R$ 50,00, já incluindo uma cartela para o show de prêmios. O cardápio contará com arroz, macarrão, farofa, maionese, saladas e alcatra. Durante a tarde, o público poderá aproveitar uma tarde recreativa, tornando o evento também um momento de confraternização e lazer.
Paraná lidera exportações na região Sul no primeiro semestre com US$ 11,1 bilhões
O Paraná encerrou o primeiro semestre de 2025 com US$ 11,1 bilhões em exportações, o maior valor entre os estados da região Sul – no Rio Grande do Sul as vendas somaram US$ 9,3 bilhões e em Santa Catarina, US$ 5,9 bilhões. O resultado reafirma a liderança regional do Estado no mercado externo, posição que já havia ocupado em 2023 e 2024. Os dados foram disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Eles indicam uma tendência crescente de diversificação tanto dos produtos exportados quanto dos mercados consumidores. Segundo o levantamento, a soja em grão permanece como o principal produto de exportação do Paraná, representando 19,2% do valor arrecadado com vendas ao Exterior nos seis primeiros meses de 2025. Outros produtos de destaque foram a carne de frango in natura (16,4%), o farelo de soja (5,4%), o açúcar bruto (4,6%) e o papel (3,6%). Juntos, esses cinco produtos responderam por 49,2% das receitas obtidas pelo Estado no comércio internacional entre janeiro e junho. O dado indica um movimento de diversificação da produção paranaense, já que, em 2024, os cinco itens mais vendidos concentraram 57,5% das receitas. A balança comercial do primeiro semestre é positiva, em cerca de US$ 1,2 bilhão. Além dos US$ 11,1 bilhões negociados em exportações, foram US$ 9,9 bilhões em importações. Os principais produtos comprados pelos paranaenses foram adubos e fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis, produtos químicos orgânicos e produtos farmacêuticos. PARCEIROS COMERCIAIS – A China permanece como principal mercado consumidor dos produtos paranaenses, com compras no valor de US$ 2,5 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 22,5% do total. Em seguida, aparecem Argentina (7,9%), Estados Unidos (6,6%), México (3,8%) e Índia (2,7%). Assim como na diversificação dos produtos, os dados também apontam para uma menor concentração dos mercados consumidores. No primeiro semestre de 2024, os cinco países que mais compraram do Paraná representavam 45,4% das exportações, contra 43,5% nos seis primeiros meses deste ano. O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, ressalta que o bom desempenho das exportações estaduais ocorre mesmo diante das crescentes barreiras sanitárias do frango. “O cenário global vem passando por mudanças e o Paraná tem demonstrado resiliência e capacidade de enfrentar essas dificuldades”, afirmou. Mesmo com o caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações de frango se mantiveram praticamente estáveis nos primeiros semestres de 2024 e 2025. Na avaliação do secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, os dados mais recentes reafirmam a capacidade do Estado em ser um grande fornecedor global de alimentos, com potencial para ampliar ainda mais as exportações por meio da industrialização. “O Paraná é líder na produção e exportação em segmentos alimentícios importantes e, com o incentivo do Governo do Estado, está se industrializando cada vez mais, agregando valor a uma cadeia produtiva cada vez mais diversificada”, comentou. IMPACTOS DO TARIFAÇO – A partir de agosto a balança comercial pode ser impactada pelo anúncio da taxa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O Paraná vende, em média, US$ 1,5 bilhão por ano em produtos aos Estados Unidos. Neste ano, até junho, foram US$ 735 milhões. Os principais produtos são madeira e carvão vegetal, mas nos últimos quatro anos mais de 90 variedades de produtos paranaenses alcançaram o mercado norte-americano, como máquinas, combustíveis minerais, plástico, alumínio, açúcar, café, adubos, borracha, produtos farmacêuticos, móveis, peixes, óleos vegetais, entre outros. O efeito das tarifas sobre a cadeia produtiva local ainda é incerto. De acordo com um estudo preliminar do Ipardes, a taxação adicional imposta pelos EUA aos produtos brasileiros afetará, no âmbito da economia paranaense, principalmente a indústria madeireira, que é importante fornecedora de materiais para a construção civil norte-americana. Outros segmentos, como a fabricação de máquinas e equipamentos e a produção de café solúvel, também serão atingidos. O agronegócio local, em seu conjunto mais amplo, não deve registrar perdas exacerbadas, uma vez que os EUA não se destacam entre os principais mercados dos alimentos produzidos no Paraná. O Estado já vendeu US$ 6,4 bilhões de produtos alimentícios e bebidas para outros países em 2025.
Estado apresenta programas de urbanização e infraestrutura urbana ao setor produtivo
O Governo do Estado mantém uma política acertiva de liberação de recursos para a pavimentação de vias urbanas, construção de casas populares e modernização da iluminação pública urbana, o que está transformando o Paraná em um grande canteiro de obras. O panorama foi apresentado nesta terça-feira (15) pelo secretário estadual das Cidades, Guto Silva, a engenheiros do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba. Durante o evento, que marcou o anúncio da liberação de R$ 977 milhões para a pavimentação de ruas de pedras irregulares, Silva também mostrou resultados das políticas públicas coordenadas pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid). As ações estão divididas em grandes programas. Entre os principais, estão o Asfalto Novo, Vida Nova, focado na pavimentação de ruas de chão batido; o Casa Fácil Paraná, voltado à construção de casas populares; e o Ilumina Paraná, que envolve a substituição de toda a iluminação pública urbana dos municípios paranaenses. “Tanto o Asfalto Novo quanto o Casa Fácil se tornaram grandes indústrias de geração de emprego no Paraná. O Asfalto Novo já gerou 20 mil empregos no ano passado e deve chegar a 30 mil neste ano. No Casa Fácil, também temos um impacto forte na construção civil, com mais de 100 mil unidades entregues ou contratadas”, afirmou o secretário. “São obras que mudam a realidade das metrópoles, mas que também têm um papel central na geração de empregos. A construção civil tem sido uma alavanca importante para o crescimento do Paraná, que vem mantendo níveis elevados de ocupação e dinamismo econômico”, acrescentou. Silva lembrou ainda que o Paraná tem crescido em um ritmo acelerado e que a infraestrutura urbana precisa acompanhar esse crescimento. “Nosso maior desafio hoje é a engenharia. Já temos relatos de prefeituras com dificuldade para contratar engenheiros ou empresas. É um bom desafio, porque mostra que o Estado está em obras, mas que também exige atenção”, concluiu o secretário das Cidades. Na avaliação do anfitrião do evento, o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Nelson Luiz Gomez, o volume de obras em andamento no Paraná demonstra que o Estado tem feito um planejamento técnico e conta com projetos bem estruturados para garantir eficiência na execução. “Para que um projeto de engenharia aconteça, é preciso planejamento, elaboração técnica, escolha da melhor alternativa e, só então, a execução da obra. Esse é o caminho para garantir obras eficientes, que respeitem o orçamento e atendam de fato às necessidades da sociedade”, disse. Gomez também comentou a evolução tecnológica no setor, citando o uso do modelo BIM (Building Information Modeling), já utilizado nos projetos estaduais, e que integra diferentes áreas da engenharia em uma única plataforma digital. “Hoje conseguimos reunir todos os projetos – civil, elétrico e hidráulico – em um único espaço, com uma visão integrada. Isso permite prever interferências e corrigir falhas ainda na fase de projeto, o que reduz custos e retrabalhos durante a obra”, complementou. ASFALTO – Batizado de Programa Estadual Pavimentação sobre Pedras Irregulares, o novo programa anunciado nesta terça-feira é uma continuação direta do Asfalto Novo, Vida Nova, que é focado na pavimentação de ruas de terra. Inicialmente voltado às cidades de até 7 mil habitantes, o Asfalto Novo, Vida Nova foi ampliado e já recebeu R$ 2,7 bilhões do Governo do Estado para obras de pavimentação em 377 municípios com até 100 mil residentes, totalizando quase 2 mil quilômetros de pavimentações. A exemplo do novo programa, as obras do Asfalto Novo, Vida Nova envolvem infraestrutura completa, com sistema de drenagem, calçadas com acessibilidade, paisagismo, arborização e sinalização viária, promovendo desenvolvimento urbano com qualidade. O orçamento total reservado para os projetos totaliza R$ 6 bilhões. Somente em 2024, as obras do Asfalto Novo, Vida Nova geraram 21 mil novos postos de trabalho e injetaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, o que demonstra um impacto direto do programa sob a economia local. ILUMINAÇÃO PÚBLICA – Inicialmente parte do programa Asfalto Novo, Vida Nova, o Governo do Estado decidiu ampliar a substituição dos sistemas de iluminação pública para todo o Paraná. Para isso, foi criado o Ilumina Paraná, por meio do qual 76 mil luminárias já foram substituídas por novos modelos em LED, que iluminam mais e são mais econômicos. O volume representa 61,6% de toda a iluminação pública do Paraná. Até agora, foram investidos R$ 260 milhões. A ação já resultou em economia de R$ 5,6 milhões aos cofres municipais, com expectativa de atingir R$ 14 milhões por ano ao final das 200 mil substituições previstas, além de ampliar a segurança urbana e reduzir o consumo de energia. HABITAÇÃO POPULAR – O Casa Fácil Paraná, programa habitacional do Governo do Estado, já beneficiou mais de 110 mil famílias desde 2019, com R$ 1,2 bilhão em investimentos, alcançando 365 municípios. A política é considerada uma das maiores do País no setor. Nos últimos 100 dias, mais de 4 mil novas moradias foram entregues, e o programa segue em ritmo acelerado. Para ampliar ainda mais o alcance social, o Casa Fácil passou a contar com novas modalidades a partir de 2025. Entre as novas iniciativas, estão a concessão de subsídios de R$ 80 mil para idosos financiarem imóveis, a regularização fundiária de até 50 mil lotes urbanos, a construção de moradias em cidades de até 25 mil habitantes, a realocação de famílias que vivem em favelas, a construção de casas para agricultores familiares e a instalação de módulos sanitários em casas sem banheiro ou em condições precárias. INTEGRAÇÃO METROPOLITANA – Durante a apresentação, o secretário das Cidades também destacou o andamento de algumas obras relevantes do Estado que estão sob a coordenação da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). Entre elas, está a construção do novo Terminal Metropolitano de Londrina. Avaliado em R$ 43,8 milhões, o projeto final foi apresentado por Silva na cidade no final de junho e deverá ter o edital de licitação publicado ainda em julho, beneficiando cerca de 50 mil pessoas da região Norte. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), as obras da nova ligação entre Mandirituba e São
Luto em Carambeí: jovem não resiste após acidente na PR-151
Faleceu nesta segunda-feira, 14 de julho, o jovem Franke José Rodrigues de Oliveira de 23 anos, que estava internado há mais de um mês após se envolver em um grave acidente na PR-151, que aconteceu na madrugada do dia 7 de junho, no Km 291 + 100 metros da rodovia, entre os municípios de Castro e Carambeí. O jovem conduzia um Fiat Argo, com placas de Carambeí, quando houve a colisão com um caminhão trator Iveco, com placas de Ponta Grossa, que tracionava um semirreboque Randon, de Guarapuava. O impacto foi violento e resultou no tombamento do caminhão e reboque no canteiro central da rodovia. Ambos os condutores sofreram ferimentos graves e foram socorridos pelas equipes da EPR e do SIATE do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhados à UPA de Castro. Franke José Rodrigues de Oliveira foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Grossa, onde permaneceu internado por 1 mês e 7 dias, mas infelizmente não resistiu. A morte do jovem comoveu familiares, amigos e moradores da região, que acompanhavam com esperança sua luta pela vida. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o local de velório e sepultamento do jovem. O jornalismo do portal Carambeí News lamenta profundamente o falecimento, e presta solidariedade a todos os familiares e amigos neste momento de dor. Que encontrem consolo e força para enfrentar essa triste realidade.
Produtores brasileiros começam a sentir efeitos da taxação dos EUA
Produtores brasileiros aguardam reuniões e medidas do governo brasileiro para reverter ou mesmo minimizar a taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. Para alguns setores, o momento é de apreensão e espera, para outros, os impactos já começaram a ser sentidos. O setor de pescados é um dos que foram imediatamente impactados. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), pelo menos 58 contêineres com 1.160 toneladas de pescados que seriam destinadas aos Estados Unidos perderam os compradores e terão que retornar aos produtores. “Os embarques que seriam feitos agora chegam em agosto. Pelo timing aí do translado dos contêineres eles já chegariam sob essa nova tarifa. Então, os compradores de lá suspenderam as compras, suspenderam os embarques”, disse o diretor executivo da Abipesca, Jairo Gund. Segundo Gund, os EUA respondem por 70% do mercado externo brasileiros de pescado. Somente de tilápia, o país é o destino de 90% do produto. Os contêiners que tiveram as compras canceladas eram de congelados. O mercado de produtos frescos, feito por avião, segue normalmente. Os mais impactados são os produtores mais vulneráveis, afirmou Gund. “O principal item de exportação é a lagosta. A lagosta é vista como um produto de gente rica, mas quem produz é gente pobre. É peça artesanal. Então, o impacto nesse público é direto. Quem vai sofrer não é que quem vai comer lagosta, vai sofrer quem produz. Quem produz são pessoas de baixa condição social, geralmente de comunidades tradicionais”, ressaltou. A Abipesca está entre as entidades que se reunirão nesta terça-feira (15) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A principal demanda será pelo menos adiar a taxação para o setor em 90 dias, para que a produção já contratada possa ser escoada. Além disso, os produtores pedirão que se discuta a exclusão dos pescados das tarifas, uma vez que o Brasil representa menos de 1% da importação americana dos itens, acrescentou a Abipesca. “A gente está no meio da safra das principais espécies. E com contratos andando”, informou a associação. “Que a gente consiga, sensibilizar o governo americano de tirar o pescado, pelo menos. Porque a gente representa menos de 1% de todo o abastecimento americano, de tudo o que eles importam. É pouco para eles, mas muito para nós.” Os produtores de cítricos também aguardam os próximos passos. “Temos que ter cautela. Essa tarifa é para o dia 1º de agosto. Temos que deixar o governo fazer as ações, fazer a defesa e negociar. Acho que uma boa conversa é muito melhor do que uma má discussão”, ressaltou o presidente da Câmara Setorial da Citricultura do Estado de São Paulo e vice-presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa, Antonio Carlos Simonetti. O Brasil é o maior fornecedor de suco de laranja para os EUA, que compram mais de 40% das exportações brasileiras. A produção de Simonetti segue com normalidade. “Ainda está tudo normal, sem nada de alertar, tudo correndo normal por enquanto. Não tivemos ainda nenhuma estratégia anunciada.” O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participa de uma série de reuniões com os governos federal e estaduais, entidades de classe e parlamentares que foram marcadas desde esta segunda-feira (14). As reuniões prosseguem até quarta-feira (16), quando, além de falar sobre o que foi discutido, o Cecafé deverá apresentar o desempenho das exportações do grão no fechamento do ano safra 2024/25. O café está entre os dez produtos que representam 57% das exportações brasileiras. Apenas o café torrado representa 4,7%. Indústria Em posicionamento divulgado nesta segunda, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertou que o momento “exige ações enérgicas, contundentes”, para reverter o quadro, tanto interna quanto externamente. “Nas relações exteriores, precisamos de moderação e equilíbrio para contornar a política tarifária dos EUA. Devemos negociar a revogação da taxação na condição de país parceiro e de nação soberana. Cabe ao governo brasileiro defender os interesses da sociedade brasileira, evitando, sobretudo, as armadilhas da polarização política que o episódio coloca no caminho”, diz a confederação. Além disso, a CNI enfatiza que a taxação coloca em risco os planos de investimento e os negócios em andamento. “A taxação põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Aumenta, portanto, o risco de retrocesso de forma substancial, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando mais incerteza sobre planos de investimento e negócios em andamento”, diz a nota. Governo Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, para adoção de medidas de proteção da economia brasileira. O grupo será criado por meio do decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25) e terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio feito Trump de impor tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. A primeira reunião do comitê será realizada nesta terça-feira (15), às 10h, com setores da indústria. Também amanhã, o comitê fará sua segunda reunião com representantes do agronegócio. Até esta terça, deverá ser publicado o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em abril, a lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.