Uma lancha carregada com 1,3 tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) em Santa Helena, na região Oeste do Estado, nesta quarta-feira (16). A ação foi feita em conjunto com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Federal (PF). Durante um patrulhamento próximo ao Lago de Itaipu, as equipes policiais avistaram uma lancha se aproximando do território brasileiro, oriunda do Paraguai. Ao perceberem a presença policial, os ocupantes da embarcação fugiram, abandonando o barco e a carga ilícita. Os agentes realizaram buscas na área de mata próxima, mas nenhum suspeito foi localizado. No interior da embarcação abandonada foram encontrados diversos volumes da droga, que totalizou mais de 1,3 tonelada. A embarcação e a droga foram apreendidas e encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. A ação foi realizada no âmbito da operação “Protetor de Divisas e Fronteiras”, contando com apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) da PMPR, o Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da PF e o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da PCPR.
Com índice de 56,8%, Paraná é o estado que mais recicla embalagens de vidro
O Paraná foi o estado que mais reciclou embalagens de vidro em 2024, chegando a um índice de 56,84% – ou seja de cada 100 unidades coletadas, pouco mais de 56 são recicladas. A marca é um recorde no Brasil e representa mais que o dobro da média nacional, que foi de 25,1%. Alagoas (48,95%) e Mato Grosso do Sul (35,27%) aparecem logo na sequência. Os dados, divulgados na semana passada, são os mais recentes disponíveis no Brasil e integram a auditoria feita pela organização Circula Vidro, do Distrito Federal. A entidade, validada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, promove a economia circular, reunindo associações representativas, fabricantes, empresas e consumidores. Coordenadora de Saneamento Ambiental e Economia Circular da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Paraná (Sedest), Isabella Tioqueta explica que o resultado é reflexo do fortalecimento de políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado, com foco na estruturação da cadeia de reciclagem e apoio e capacitação de cooperativas regionais. Segundo ela, o Estado tem feito o acompanhamento constante dos dados de reciclagem de todos os municípios, atuando para garantir que os Planos Municipais de Gestão de Resíduos estejam alinhados às diretrizes estaduais e nacionais. Devido a esse monitoramento, diz a coordenadora, já havia uma expectativa em relação ao crescimento nos índices de reciclagem. “Mas ser o destaque nacional superou as projeções”, revela. “A Sedest tem trabalhado com o diagnóstico e monitoramento dos resultados nos municípios, nas associações e cooperativas de reciclagem em todo o Paraná. A partir disso, conseguimos alcançar resultados muito mais amplos e significativos, com capacitações e direcionamento de recursos, conforme a necessidade de cada local, de acordo com as metas estabelecidas. Alcançar esse primeiro lugar nos motiva ainda mais”, complementa Isabella. Entre as estratégias do Estado, a coordenadora destaca o projeto Recicla Paraná, que é focado em atendimento à capacitação e construção da melhoria do processo dentro das associações e cooperativas de reciclagem. “Embora o programa não seja específico para o vidro, ajuda a fortalecer toda a cadeia, beneficiando também esse tipo de material”, diz. Isabella relaciona ainda o resultado à presença da indústria de bebidas no Estado, que conta com plantas de diferentes marcas de cerveja, refrigerantes, chás e sucos, entre outros. “Há uma grande mobilização por parte da própria indústria, que busca fortalecer cada vez mais o consumo do vidro reciclado também na produção”, afirma. Um exemplo é a Ambev, que está erguendo uma nova planta em Carambeí, nos Campos Gerais. Com investimento de R$ 870 milhões, a fábrica de garrafas será uma das mais modernas e sustentáveis da América Latina e deve entrar em funcionamento ainda neste ano. A previsão é fabricar até 1,5 mil garrafas por minuto, chegando a 15 milhões por mês. Segundo a empresa, uma garrafa de vidro retornável de 600 ml, por exemplo, pode ir e voltar 20 vezes, em média, diminuindo a geração de resíduos no meio ambiente. “O trabalho compartilhado entre o setor público, setor produtivo e a cadeia da reciclagem é extremamente importante para a otimização dos resultados”, ressalta Isabella. A coordenadora destaca também a importância da participação da população na separação adequada dos materiais. “O processo de educação ambiental tem que acontecer inicialmente dentro de casa. É preciso fazer a separação adequada de todos os produtos, e não somente do vidro, para que se tenha um produto reciclável mais adequado chegando na cooperativa e conseguindo ser distribuído novamente”, diz. A meta estabelecida pelo Ministério do Meio Ambiente é que, até 2030, a reciclagem de embalagens de vidro atinja uma média nacional de pelo menos 40%. CIRCULA VIDRO – A Circula Vidro é a única entidade gestora dos resíduos gerados por embalagens de vidro no Brasil e foi instituída em 2024 pela parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro), a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), instituições que representam fabricantes e grandes consumidores. De acordo com a organização, para cada seis toneladas de vidro reciclado, evita-se a produção de uma tonelada de CO2 no processo produtivo. “Começamos a gerar resíduos de vidro ainda bebês, a partir do uso da mamadeira. O vidro é uma matéria-prima 100% reciclável e que pode ser reaproveitada infinitas vezes, fomentando a economia circular”, destaca o CEO da Circula Vidro, Fábio Ferreira.
Reforma Tributária: Nota Paraná se torna aliado poderoso para arrecadação dos municípios
Mais do que prêmios e devolução de créditos para os consumidores, o Nota Paraná pode ser também um poderoso aliado dos municípios, principalmente às vésperas das mudanças trazidas pela Reforma Tributária nos próximos anos. Por isso mesmo, o programa de conscientização fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) tem intensificado a articulação com as cidades para ampliar a conscientização da população sobre a importância de pedir CPF nas notas fiscais para a arrecadação das prefeituras. E isso se torna ainda mais necessário às vésperas da reforma. O novo modelo tributário passará a considerar o consumo no destino e não mais na origem como base de cálculo do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e que será compartilhado por estados e municípios. E o critério inicial para a distribuição dos recursos do IBS será baseado na média da receita de cada cidade com ICMS e ISS no período de 2024 a 2028 – e é aí que o Nota Paraná se torna um parceiro valioso. Como relembra a coordenadora do programa, Marta Gambini, a principal função do programa é combater a sonegação de impostos – o que faz o Estado arrecadar mais e, por consequência, repassar mais recursos para os municípios. A Constituição define que 25% do ICMS arrecadado pelos estados seja transferido para as cidades. No primeiro semestre de 2025, o Paraná encaminhou mais de R$ 5 bilhões. “Por isso é tão importante que os municípios estimulem sua população a utilizar o Nota Paraná e a pedir o CPF na nota, pois é um ato de cidadania no qual todos ganham: o Estado, a cidade e o próprio consumidor”, reforça Gambini. “Ampliar agora a emissão de notas com CPF é uma forma estratégica de assegurar que o Estado e os municípios não sofram perdas no futuro”. MAIOR PARTICIPAÇÃO – Por isso, o programa tem reforçado a parceria com as prefeituras para potencializar a participação dos municípios paranaenses no IBS. Atualmente, cerca de 58,25% da população do Estado está cadastrada no Nota Paraná, o que já mostra a necessidade desse esforço de ampliar o número de participantes, principalmente em cidades menores. Nos grandes centros, como Curitiba e Maringá, mais de 70% da população já faz parte do programa de cidadania fiscal. A Capital é a líder nesse engajamento, com uma adesão de 83,79%, a maior de todo o Paraná. Em compensação, há municípios em que essa taxa está abaixo dos 20% – o que significa que apenas um a cada cinco moradores costuma pedir o CPF em suas notas fiscais. “E são essas cidades que queremos alcançar, mostrando a importância de combater a sonegação tanto para o agora quanto já de olho na Reforma. É um trabalho que fazemos hoje para que todos possam colher frutos quando o novo modelo tributário for adotado. É algo que vai impactar positivamente lá na frente”, afirma Gambini. Ainda de acordo com ela, uma arrecadação maior de ICMS entre 2024 e 2028 resultará em uma fatia inicial maior do bolo nacional do IBS para os municípios do Paraná. Essa vantagem será sentida durante todo o longo período de transição, que deve se estender até 2078. “Em resumo, o Nota Paraná, que já era um instrumento importante de cidadania fiscal e justiça tributária, ganha uma nova dimensão estratégica. Ele se torna uma ferramenta fundamental para garantir a saúde financeira e a capacidade de investimento dos municípios paranaenses nas próximas décadas”, conclui a coordenadora. “Incentivar a população a pedir o CPF na nota nunca foi tão importante para o futuro das cidades do Estado”. As 10 cidades com mais participantes no Nota Paraná Curitiba – 83,79% Pinhais – 76,54% Paranaguá – 73,75% Maringá – 72,89% Ponta Grossa – 70,17% São José dos Pinhais – 69,93% Pato Branco – 68,71% Cascavel – 67,43% Foz do Iguaçu – 66,55% As 10 cidades com menos participantes no Nota Paraná Bom Jesus do Sul – 17,94% Santana do Itararé – 19,15% Bela Vista da Caroba – 19,18% Laranjal – 19,3% Ribeirão Claro – 20,41% Doutor Ulysses – 21,06% Salto do Itararé – 21,49% Carlópolis – 21,96% Esperança Nova – 22,23% São José da Boa Vista – 22,86%
Polícia Ambiental combate pesca predatória e desmatamento ilegal na região
Em resposta a denúncias de crimes ambientais, policiais militares ambientais realizaram ações de fiscalização em diferentes regiões, resultando na apreensão de armas, equipamentos ilegais e na identificação de desmatamento ilegal. Em Pitanga, durante uma abordagem a uma embarcação no Rio Cantu, os policiais encontraram um indivíduo com uma espingarda e cartuchos calibre 36. Próximo ao local, em um rancho, foi localizada uma espingarda de pressão modificada para calibre 22, além de cartuchos, uma tarrafa e 30 metros de redes utilizadas na pesca predatória. Diante dos fatos, o homem foi preso e encaminhado à delegacia da Polícia Civil para as providências cabíveis. Já em Sengés, atendendo à denúncia 181, os policiais localizaram uma área na localidade de Bairro dos Limas onde havia o corte de 101 árvores de pinheiro araucária, uma espécie protegida por lei. Além disso, foi constatado o dano a vegetação nativa, com o corte de árvores em uma área de aproximadamente 2,72 hectares. O proprietário não possuía autorização do órgão ambiental competente para realizar o corte, sendo autuado em R$ 71.500,00. Além disso, ele responderá criminalmente pelos danos ambientais causados.
Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas
O Paraná encerrou a colheita da segunda safra de feijão nesta semana com 526,6 mil toneladas. Somando-se à produção de 338 mil toneladas da primeira, o Estado estabeleceu um novo recorde, chegando próximo a 865 mil toneladas. O resultado mantém na liderança nacional, com participação aproximada de um quarto da produção brasileira. O assunto é tratado no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de julho. A segunda safra de feijão foi plantada quase toda entre janeiro e fevereiro, com semeadura de 328 mil hectares. Essa área foi 25% inferior à semeada no ano passado – 437 mil hectares. Assim, a produção também recuou quase nos mesmos percentuais – em 2024 foram colhidas 681 mil toneladas. “Apesar desse recuo da segunda safra, a produção da primeira, ofertada especialmente em janeiro, teve um aumento expressivo de 102% em relação às 112 mil toneladas do ano anterior”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura no Deral. “Essas duas safras praticamente definem a oferta estadual, tendo a terceira safra uma relevância mínima”. A previsão é de 600 toneladas para essa. De acordo com o agrônomo, um dos reflexos da oferta expressiva é a queda nas cotações. Atualmente a saca do feijão preto está cotada em cerca de R$ 121,00, valor 44% inferior a julho do ano passado, quando estava em R$ 228,38. Mas também pode levar o produtor a plantar menos. “Com maior disponibilidade interna do produto, a tendência é de redução na área a ser plantada a partir de agosto, em relação à primeira safra 2025/26”, disse Godinho. MILHO E MEL – O documento do Departamento de Economia Rural (Deral) também aborda a colheita de milho, a participação da horticultura no Valor Bruto de Produção, a exportação de suínos e as consequências da imposição de tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos na exportação da pecuária bovina e mel. A colheita da segunda safra de milho 2024/25 alcançou nesta semana 29% da área de 2,7 milhões de hectares. O desempenho está ligeiramente acima da média registrada neste período nas últimas cinco safras, que era de aproximadamente 20%. Mas as condições das lavouras que aguardam a campo pioraram. As áreas classificadas como em condições boas caíram de 68% para 64%. As lavouras em situação mediana foram de 18% para 20%, enquanto as consideradas ruins subiram de 14% para 15%. Provavelmente essa situação se deve às geadas ocorridas no final de junho. Em razão das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, o setor de mel deve ser afetado no Paraná. Os EUA absorvem 84,1% do volume total de mel exportado. No primeiro semestre de 2025 foram enviadas 16.170 toneladas, totalizando US$ 52,2 milhões. O Paraná é o terceiro maior exportador de mel natural no Brasil, atrás de Minas Gerais e Piauí. No primeiro semestre foram enviadas ao exterior 3,8 mil toneladas de mel paranaense com arrecadação de US$ 12,3 milhões. Para os Estados Unidos foram 2,9 mil toneladas por US$ 9,6 milhões. HORTICULTURA – O boletim também fala sobre o levantamento do Valor Bruto de Produção (VBP) de 2024 em relação à horticultura. Nesse segmento, a olericultura apresentou R$ 6,2 bilhões, com base em mais de 50 hortaliças. A batata, com R$ 1,4 bilhão, ocupa a dianteira, seguido pelo tomate, com R$ 1,1 bilhão. Na fruticultura, a liderança ficou com a laranja, que teve valor bruto de R$ 1,2 bilhão. É seguida pelo morango, com R$ 705,3 milhões, uva (R$ 323 milhões) e banana (R$ 256,5 milhões). Já a floricultura movimentou R$ 271,7 milhões. “Mesmo com participação acanhada na economia rural do estado, a horticultura se reveste de importância nas regiões e nos municípios onde está inserida, gerando empregos e renda tanto no campo como nas cidades nos mais diversos elos das cadeias de fornecimento e produção”, afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Paulo Andrade. SUÍNOS E BOVINOS – O Paraná se destacou como principal exportador brasileiro de suínos reprodutores de raça pura no primeiro semestre de 2025. Essas exportações geraram US$ 352 mil ao Estado, ou 48,8% da receita total de US$ 720 mil gerada no País. É seguido por Minas Gerais, com US$ 315 mil, e São Paulo, com US$ 53 mil. O Paraguai é o principal destino das exportações desses suínos. Em relação à importação de suínos reprodutores de raça pura, o Brasil investiu US$ 1,4 milhão. O principal comprador foi Minas Gerais, com gasto de US$ 625 mil. É seguido por São Paulo, com US$ 173 mil, e o Paraná, que investiu US$ 164 mil. No setor de bovinos, a imposição de tarifas de 50% na exportação de produtos brasileiros para os Estados Unidos gera preocupação. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os próximos embarques estão sob análise. Essa preocupação é legítima porque em 2024 os Estados Unidos foram o segundo principal mercado comprador da carne brasileira. Em julho, as cotações da arroba bovina já acumulam queda de 5,29%, com negociação a R$ 300,65.
Prefeitos da AMCG aprovam alterações no estatuto da Associação
A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) aprovou, na manhã de quarta-feira (16), durante Assembleia Geral realizada em Ponta Grossa, a atualização de seu Estatuto Social. As alterações têm como principal objetivo alinhar o documento à Lei Federal nº 14.341/2022, que estabelece diretrizes para associações representativas de municípios. As mudanças visam modernizar a gestão, fortalecer a governança e promover maior transparência na atuação institucional. A presidente da AMCG e prefeita de Imbaú, Dayane Sovinski, destacou a importância do novo texto. “Essas mudanças representam um avanço institucional necessário, alinhado às exigências legais e à complexidade da gestão pública contemporânea. A AMCG se atualiza para continuar sendo referência na articulação regional, com mais eficiência e transparência”, afirmou a gestora, que também agradeceu as contribuições dos demais prefeitos. Principais tópicosAs mudanças contemplam uma série de aprimoramentos voltados à modernização da entidade, com foco em governança, transparência e segurança jurídica. Entre os principais pontos aprovados estão a atualização da base legal — com menção expressa às Leis nº 10.406/2002 e nº 14.341/2022 —, a revisão da estrutura interna e o fortalecimento dos mecanismos de controle e prestação de contas. Entre as modificações mais significativas, está a exclusão da possibilidade de prestação direta de serviços públicos. A medida corrige um ponto da versão anterior do estatuto, em consonância com a nova legislação, e reafirma a natureza jurídica da AMCG como associação civil de direito privado, sem fins lucrativos — voltada à representação e ao apoio técnico e institucional dos municípios, e não à execução direta de serviços próprios dos entes associados. Também foi formalizado um conjunto de regras voltadas à transparência. A partir de agora, torna-se obrigatória a publicação anual, em meio eletrônico acessível ao público, de relatórios financeiros, receitas, despesas, folha de pagamento, contratos e instrumentos firmados com órgãos públicos e privados. Com isso, a AMCG fortalece a confiança dos municípios associados e da sociedade quanto à lisura de suas ações. Apoio à agricultura e fontes de receitaOutro destaque é a ampliação dos objetivos institucionais da entidade, com a inclusão da agricultura como eixo formal de atuação. A medida reconhece a relevância estratégica do setor agrícola para os Campos Gerais e permite que a AMCG atue com ainda mais legitimidade no apoio técnico, institucional e político às políticas públicas voltadas ao meio rural. A Assembleia também aprovou a inclusão das emendas parlamentares como fonte de receita da entidade. O novo documento ainda promove alterações referentes à nomenclatura dos cargos internos, à modernização da linguagem e à revisão das regras de filiação e desfiliação, agora mais claras, diretas e compatíveis com a realidade dos municípios. Fica mantido o período de um ano de mandato para a diretoria administrativa e conselho fiscal, com possibilidade de uma reeleição consecutiva. As alterações entram em vigor após a publicação oficial do novo Estatuto, prevista para os próximos dias, e consolidam um novo marco jurídico e organizacional para a AMCG, fortalecendo sua capacidade de atuação e representatividade em prol do desenvolvimento regional dos Campos Gerais.
Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões
As seis dezenas do concurso 2.889 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Governo conclui modernização da PRC-280 com 140 quilômetros de concreto
O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou nesta quarta-feira (16) o terceiro e último lote da restauração em concreto da PRC-280, entre Pato Branco e Clevelândia, no Sudoeste. Foram investidos R$ 180,9 milhões pelo Governo do Estado nesta etapa para a recuperação de pouco mais de 37 quilômetros. Com os dois outros lotes já entregues são 140 quilômetros revitalizados, transformando o que antes era considerada a pior rodovia do Paraná em referência para o País. Durante a inauguração, Ratinho Junior também assinou a ordem de serviço para as obras do Lote 2 do Contorno Noroeste de Pato Branco (PR-916), que será construído entre a PR-493 e a PRC-158, somando 14,34 quilômetros. O investimento do Estado é de R$ 148,9 milhões, com prazo de execução de 900 dias, entre elaboração dos projetos e execução da obra. “Um dia histórico para todos nós, entregando a PRC-280, uma rodovia que é muito importante para o Paraná. Quando assumi o governo, essa era considerada a pior rodovia do Estado: a pior em acidentes, em número de mortes, em buracos, totalmente destruída, sendo que só o recapeamento não resolveria o problema”, destacou Ratinho Junior. “Buscamos o que havia de mais tecnológico e inovador no mundo e hoje entregamos uma rodovia de 140 quilômetros, toda feita em concreto com a tecnologia whitetopping, que tem uma base muito mais robusta para suportar o peso de grandes cargas que transitam pelo Sudoeste”, acrescentou. A restauração da PRC-280 era uma demanda antiga da população que vive na região Sudoeste. Ela é caminho para grande parte da produção agropecuária e industrial da região até Curitiba e o Porto de Paranaguá, no Litoral. Justamente pensando em melhorar a logística do Sudoeste que a técnica whitetopping foi escolhida, utilizando o asfalto já existente para ser aproveitado como base para a execução do pavimento de concreto. Na prática, o método garante vida útil de 20 anos, o dobro da durabilidade em relação ao asfalto. Como consequência, o custo de manutenção é menor; oferece mais segurança em frenagens, evitando derrapagens; e lida melhor com a drenagem de água da chuva. “Além de ser um grande produtor na parte industrial e no agronegócio, o Sudoeste também é um corredor logístico para quem vem do Oeste do Paraná, de Santa Catarina e de outras regiões do Brasil, cruzando o Estado até o Porto de Paranaguá. Essa rodovia é uma artéria fundamental e já está contribuindo com a diminuição de acidentes, trazendo mais segurança e impulsionando ainda mais o crescimento dessa região”, finalizou Ratinho Junior. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), foi o responsável pela administração e fiscalização da obra, concluída cerca de quatro meses antes do prazo final, de novembro deste ano. “Essa rodovia é um símbolo para o Paraná e se tornou referência para o País. Estamos tocando outras rodovias por toda a região justamente porque a PRC-280 demonstrou eficiência e mais segurança, ou seja, o novo modelo introduzido aqui deu certo”, explicou o secretário da SEIL, Sandro Alex. “Investimos quase R$ 500 milhões em toda a restauração da PRC-280, porém salvar vidas não tem preço. Estamos muito felizes em poder entregar esse trecho até Pato Branco. Voltaremos nos próximos dias porque teremos ampliações de capacidade e novas rodovias sendo construídas em toda a região Sudoeste do Paraná”, complementou. Para o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, a restauração da PRC-280 era não só um sonho, mas também uma necessidade para alavancar ainda mais o desenvolvimento da região. “Estamos falando de uma rodovia com enormes dificuldades de pavimentação. Infelizmente, muitas pessoas perderam a vida nessa rodovia e, desde o primeiro momento, o governador foi muito assertivo em buscar uma solução. Nosso coração está transbordando de alegria, porque sabemos que essa rodovia trará dignidade, oferecerá condições reais de competitividade para o Sudoeste, conectando a região com outros eixos industriais e rodoviários”, ressaltou Guto Silva. OBRA – O trecho final da restauração da PRC-280 tem extensão de 37,49 quilômetros e liga o perímetro urbano de Pato Branco até o trevo com a Avenida Nossa Senhora da Luz, em Clevelândia, passando pelo município de Mariópolis. A partir de Pato Branco até Marmeleiro a rodovia integra o Lote 6 das concessões rodoviárias, administrado pela EPR Iguaçu. As faixas de rolamento medem 3,50 metros de largura, com acostamentos de 2,50 metros em ambos os lados da pista, exceto nos segmentos com terceiras faixas, implantadas nos pontos mais críticos da rodovia, oferecendo mais segurança aos usuários em ultrapassagens. As placas de concreto possuem uma espessura de aproximadamente 22 centímetros. Além do pavimento já finalizado, a empresa está realizando serviços complementares, como melhorias no sistema de drenagem de águas, plantio de grama nos espaços ao lado da pista, novas sinalizações horizontal e vertical e implantação de dispositivos de segurança viária, como tachas refletivas e defensas metálicas. A PRC-280 é uma rodovia antiga, de pista simples com segmentos de terceiras faixas. O volume diário médio de tráfego pode chegar a até oito mil veículos nos pontos de maior movimento, principalmente de caminhões de carga, escoando a produção agropecuária e também transportando produtos da indústria extrativista e de transformação. O primeiro lote da rodovia foi entregue em março de 2023, ligando o Trevo Novo Horizonte e Palmas, com investimento de R$ 107 milhões. Em dezembro do ano passado, foi a vez do trecho entre Palmas e Clevelândia, com aporte de R$ 188,5 milhões. Com a entrega do terceiro lote nesta quarta-feira entre Clevelândia e Pato Branco, o Governo do Estado completa cerca de 140 quilômetros, com investimento total de R$ 476,4 milhões. Para o prefeito de Pato Branco, Géri Natalino Dutra, a restauração da PRC-280 traz qualidade para o deslocamento e mais segurança para toda a população. “É um momento único para o Sudoeste. Agora temos uma obra nos padrões mundiais de qualidade sendo entregue e já assinando o início de uma segunda etapa, que é o nosso Contorno Noroeste. Somos muito gratos ao Governo do Estado, que tem um olhar diferenciado
Paraná registra queda de 35,6% nos crimes ambientais contra a flora no 1º semestre
O Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), confirmou nesta quinta-feira (17), Dia de Proteção às Florestas, a queda de 35,6% na ocorrência de crimes ambientais contra a flora no primeiro semestre de 2025 no Paraná. Foram emitidos, entre janeiro e junho, 1.763 Autos de Infração Ambiental (AIA) ante 2.737 ocorrências registradas no mesmo período do ano passado. Redução que se refletiu também no valor total das advertências, que passaram, no recorte de seis meses, de R$ 69,3 milhões em 2024 para R$ 46,07 milhões neste ano (-33,6%). Entre as infrações verificadas no período estão o desmatamento ilegal do bioma, a movimentação do solo de maneira irregular em áreas de regeneração natural, o transporte de madeiras sem procedência legal e o funcionamento de madereiras clandestinas. “Celebramos, neste Dia de Proteção às Florestas, os frutos de uma política ambiental firme e eficaz. O Paraná registra expressiva queda nos crimes contra a flora, com menos desmatamento, menos infrações e mais respeito à Mãe Natureza. É o zelo ambiental em ação, com tecnologia, fiscalização e amor às nossas matas”, destaca o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. Gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes condiciona a redução dos números à intensificação da fiscalização em todo o Paraná. “Em 2021, nós tivemos uma área desmatada de praticamente 7 mil hectares e agora, em 2025, no primeiro semestre, não devemos ter passado de 325 hectares. Ou seja, redução tanto do número de alertas quanto da área desmatada no Estado. Isso é fruto da política ambiental implementada a partir de 2019, de rigor na fiscalização e na repressão, fazendo da tecnologia uma grande aliada”, afirma. “Os infratores perceberam que tem punição e estão mais receosos, o que é ótimo para o meio ambiente, para as nossas florestas”, completa o gerente. O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000. REGIONALIZAÇÃO – Os dados do IAT revelam ainda que as regionais de Francisco Beltrão (272), Curitiba (245), Guarapuava (186), Ponta Grossa (144), Litoral (126), Irati (122) e Pato Branco (101) foram as que mais aplicaram advertências no primeiro semestre. Do outro lado do ranking, entre os que menos emitiram multas, estão os núcleos das regiões de Cianorte (16), Maringá (21), Paranavaí (25), Foz do Iguaçu (26) e Cornélio Procópio (26). “Hoje identificamos o desmatamento ilegal por meio de satélite e constatamos o dano ambiental que foi praticado com maior rapidez. Utilizamos helicópteros, drones, além de organizamos forças-tarefas de combate ao crime. Tudo isso tem um pacto muito siginificativo”, ressalta Goes. É justamente o rigor no serviço de fiscalização, reforçou ele, um dos pilares da redução do desflorestamento e de outros crimes ambientais no Estado, como a pesca predatória e a ocupação irregular do solo. Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica ao longo do ano passado. A área desmatada no Estado passou de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024, segundo levantamento da Plataforma MapBiomas, uma iniciativa do Observatório do Clima. Além disso, também com base em dados do MapBiomas, 75% dos municípios do Paraná ampliaram a área de mata nativa entre 2019 e 2023 e 71% das cidades paranaenses tiveram desmatamento zero em 2024. COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão. No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco,ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.
Lula veta aumento no número de deputados na Câmara
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou na íntegra o projeto de lei que aumentaria o número de deputados federais de 513 para 531. O veto foi feito na noite de quarta (16) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta (17), e pode abrir uma nova crise entre o Executivo e o Legislativo. O impacto orçamentário da medida era estimado em R$ 64,8 milhões ao ano. O texto foi aprovadopela Câmara dos Deputados, em maio, por 270 votos a favor e 207 contra. O placar também foi apertado na votação no Senado, foram 41 votos a favor, o mínimo necessário, e 33 contra. A Câmara acatou as mudanças feitas pelos senadores e o projeto seguiu para a sanção presidencial em 26 de junho. “Decidi vetar integramente, por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade. […] Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos” (Constituição Federal, art. 27, caput)”, escreveu Lula no veto (veja na íntegra). De acordo com o despacho no DOU, Lula foi orientado pelos ministérios da Justiça, Fazenda e Planejamento e Orçamento (MPO), além da Advocacia-Geral da União (AGU), para vetar a proposta na íntegra. Após a aprovação, Lula deveria sancionar ou vetar a proposta em 15 dias. A legislação determina que, caso o chefe do Executivo não se manifeste no prazo, “o silêncio do Presidente da República importará sanção”. Com isso, caberia ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgar o texto. Na semana passada, o senador afirmou quepromulgaria a proposta, caso Lula não se manifestasse. “Se chegar às 10h [da data-limite para promulgação], vai ser promulgado às 10h01”, disse.