O Paraná encerrou o primeiro semestre de 2025 com US$ 11,1 bilhões em exportações, o maior valor entre os estados da região Sul – no Rio Grande do Sul as vendas somaram US$ 9,3 bilhões e em Santa Catarina, US$ 5,9 bilhões. O resultado reafirma a liderança regional do Estado no mercado externo, posição que já havia ocupado em 2023 e 2024. Os dados foram disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Eles indicam uma tendência crescente de diversificação tanto dos produtos exportados quanto dos mercados consumidores. Segundo o levantamento, a soja em grão permanece como o principal produto de exportação do Paraná, representando 19,2% do valor arrecadado com vendas ao Exterior nos seis primeiros meses de 2025. Outros produtos de destaque foram a carne de frango in natura (16,4%), o farelo de soja (5,4%), o açúcar bruto (4,6%) e o papel (3,6%). Juntos, esses cinco produtos responderam por 49,2% das receitas obtidas pelo Estado no comércio internacional entre janeiro e junho. O dado indica um movimento de diversificação da produção paranaense, já que, em 2024, os cinco itens mais vendidos concentraram 57,5% das receitas. A balança comercial do primeiro semestre é positiva, em cerca de US$ 1,2 bilhão. Além dos US$ 11,1 bilhões negociados em exportações, foram US$ 9,9 bilhões em importações. Os principais produtos comprados pelos paranaenses foram adubos e fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis, produtos químicos orgânicos e produtos farmacêuticos. PARCEIROS COMERCIAIS – A China permanece como principal mercado consumidor dos produtos paranaenses, com compras no valor de US$ 2,5 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 22,5% do total. Em seguida, aparecem Argentina (7,9%), Estados Unidos (6,6%), México (3,8%) e Índia (2,7%). Assim como na diversificação dos produtos, os dados também apontam para uma menor concentração dos mercados consumidores. No primeiro semestre de 2024, os cinco países que mais compraram do Paraná representavam 45,4% das exportações, contra 43,5% nos seis primeiros meses deste ano. O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, ressalta que o bom desempenho das exportações estaduais ocorre mesmo diante das crescentes barreiras sanitárias do frango. “O cenário global vem passando por mudanças e o Paraná tem demonstrado resiliência e capacidade de enfrentar essas dificuldades”, afirmou. Mesmo com o caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações de frango se mantiveram praticamente estáveis nos primeiros semestres de 2024 e 2025. Na avaliação do secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, os dados mais recentes reafirmam a capacidade do Estado em ser um grande fornecedor global de alimentos, com potencial para ampliar ainda mais as exportações por meio da industrialização. “O Paraná é líder na produção e exportação em segmentos alimentícios importantes e, com o incentivo do Governo do Estado, está se industrializando cada vez mais, agregando valor a uma cadeia produtiva cada vez mais diversificada”, comentou. IMPACTOS DO TARIFAÇO – A partir de agosto a balança comercial pode ser impactada pelo anúncio da taxa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O Paraná vende, em média, US$ 1,5 bilhão por ano em produtos aos Estados Unidos. Neste ano, até junho, foram US$ 735 milhões. Os principais produtos são madeira e carvão vegetal, mas nos últimos quatro anos mais de 90 variedades de produtos paranaenses alcançaram o mercado norte-americano, como máquinas, combustíveis minerais, plástico, alumínio, açúcar, café, adubos, borracha, produtos farmacêuticos, móveis, peixes, óleos vegetais, entre outros. O efeito das tarifas sobre a cadeia produtiva local ainda é incerto. De acordo com um estudo preliminar do Ipardes, a taxação adicional imposta pelos EUA aos produtos brasileiros afetará, no âmbito da economia paranaense, principalmente a indústria madeireira, que é importante fornecedora de materiais para a construção civil norte-americana. Outros segmentos, como a fabricação de máquinas e equipamentos e a produção de café solúvel, também serão atingidos. O agronegócio local, em seu conjunto mais amplo, não deve registrar perdas exacerbadas, uma vez que os EUA não se destacam entre os principais mercados dos alimentos produzidos no Paraná. O Estado já vendeu US$ 6,4 bilhões de produtos alimentícios e bebidas para outros países em 2025.
Estado apresenta programas de urbanização e infraestrutura urbana ao setor produtivo
O Governo do Estado mantém uma política acertiva de liberação de recursos para a pavimentação de vias urbanas, construção de casas populares e modernização da iluminação pública urbana, o que está transformando o Paraná em um grande canteiro de obras. O panorama foi apresentado nesta terça-feira (15) pelo secretário estadual das Cidades, Guto Silva, a engenheiros do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba. Durante o evento, que marcou o anúncio da liberação de R$ 977 milhões para a pavimentação de ruas de pedras irregulares, Silva também mostrou resultados das políticas públicas coordenadas pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid). As ações estão divididas em grandes programas. Entre os principais, estão o Asfalto Novo, Vida Nova, focado na pavimentação de ruas de chão batido; o Casa Fácil Paraná, voltado à construção de casas populares; e o Ilumina Paraná, que envolve a substituição de toda a iluminação pública urbana dos municípios paranaenses. “Tanto o Asfalto Novo quanto o Casa Fácil se tornaram grandes indústrias de geração de emprego no Paraná. O Asfalto Novo já gerou 20 mil empregos no ano passado e deve chegar a 30 mil neste ano. No Casa Fácil, também temos um impacto forte na construção civil, com mais de 100 mil unidades entregues ou contratadas”, afirmou o secretário. “São obras que mudam a realidade das metrópoles, mas que também têm um papel central na geração de empregos. A construção civil tem sido uma alavanca importante para o crescimento do Paraná, que vem mantendo níveis elevados de ocupação e dinamismo econômico”, acrescentou. Silva lembrou ainda que o Paraná tem crescido em um ritmo acelerado e que a infraestrutura urbana precisa acompanhar esse crescimento. “Nosso maior desafio hoje é a engenharia. Já temos relatos de prefeituras com dificuldade para contratar engenheiros ou empresas. É um bom desafio, porque mostra que o Estado está em obras, mas que também exige atenção”, concluiu o secretário das Cidades. Na avaliação do anfitrião do evento, o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Nelson Luiz Gomez, o volume de obras em andamento no Paraná demonstra que o Estado tem feito um planejamento técnico e conta com projetos bem estruturados para garantir eficiência na execução. “Para que um projeto de engenharia aconteça, é preciso planejamento, elaboração técnica, escolha da melhor alternativa e, só então, a execução da obra. Esse é o caminho para garantir obras eficientes, que respeitem o orçamento e atendam de fato às necessidades da sociedade”, disse. Gomez também comentou a evolução tecnológica no setor, citando o uso do modelo BIM (Building Information Modeling), já utilizado nos projetos estaduais, e que integra diferentes áreas da engenharia em uma única plataforma digital. “Hoje conseguimos reunir todos os projetos – civil, elétrico e hidráulico – em um único espaço, com uma visão integrada. Isso permite prever interferências e corrigir falhas ainda na fase de projeto, o que reduz custos e retrabalhos durante a obra”, complementou. ASFALTO – Batizado de Programa Estadual Pavimentação sobre Pedras Irregulares, o novo programa anunciado nesta terça-feira é uma continuação direta do Asfalto Novo, Vida Nova, que é focado na pavimentação de ruas de terra. Inicialmente voltado às cidades de até 7 mil habitantes, o Asfalto Novo, Vida Nova foi ampliado e já recebeu R$ 2,7 bilhões do Governo do Estado para obras de pavimentação em 377 municípios com até 100 mil residentes, totalizando quase 2 mil quilômetros de pavimentações. A exemplo do novo programa, as obras do Asfalto Novo, Vida Nova envolvem infraestrutura completa, com sistema de drenagem, calçadas com acessibilidade, paisagismo, arborização e sinalização viária, promovendo desenvolvimento urbano com qualidade. O orçamento total reservado para os projetos totaliza R$ 6 bilhões. Somente em 2024, as obras do Asfalto Novo, Vida Nova geraram 21 mil novos postos de trabalho e injetaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, o que demonstra um impacto direto do programa sob a economia local. ILUMINAÇÃO PÚBLICA – Inicialmente parte do programa Asfalto Novo, Vida Nova, o Governo do Estado decidiu ampliar a substituição dos sistemas de iluminação pública para todo o Paraná. Para isso, foi criado o Ilumina Paraná, por meio do qual 76 mil luminárias já foram substituídas por novos modelos em LED, que iluminam mais e são mais econômicos. O volume representa 61,6% de toda a iluminação pública do Paraná. Até agora, foram investidos R$ 260 milhões. A ação já resultou em economia de R$ 5,6 milhões aos cofres municipais, com expectativa de atingir R$ 14 milhões por ano ao final das 200 mil substituições previstas, além de ampliar a segurança urbana e reduzir o consumo de energia. HABITAÇÃO POPULAR – O Casa Fácil Paraná, programa habitacional do Governo do Estado, já beneficiou mais de 110 mil famílias desde 2019, com R$ 1,2 bilhão em investimentos, alcançando 365 municípios. A política é considerada uma das maiores do País no setor. Nos últimos 100 dias, mais de 4 mil novas moradias foram entregues, e o programa segue em ritmo acelerado. Para ampliar ainda mais o alcance social, o Casa Fácil passou a contar com novas modalidades a partir de 2025. Entre as novas iniciativas, estão a concessão de subsídios de R$ 80 mil para idosos financiarem imóveis, a regularização fundiária de até 50 mil lotes urbanos, a construção de moradias em cidades de até 25 mil habitantes, a realocação de famílias que vivem em favelas, a construção de casas para agricultores familiares e a instalação de módulos sanitários em casas sem banheiro ou em condições precárias. INTEGRAÇÃO METROPOLITANA – Durante a apresentação, o secretário das Cidades também destacou o andamento de algumas obras relevantes do Estado que estão sob a coordenação da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). Entre elas, está a construção do novo Terminal Metropolitano de Londrina. Avaliado em R$ 43,8 milhões, o projeto final foi apresentado por Silva na cidade no final de junho e deverá ter o edital de licitação publicado ainda em julho, beneficiando cerca de 50 mil pessoas da região Norte. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), as obras da nova ligação entre Mandirituba e São
Luto em Carambeí: jovem não resiste após acidente na PR-151
Faleceu nesta segunda-feira, 14 de julho, o jovem Franke José Rodrigues de Oliveira de 23 anos, que estava internado há mais de um mês após se envolver em um grave acidente na PR-151, que aconteceu na madrugada do dia 7 de junho, no Km 291 + 100 metros da rodovia, entre os municípios de Castro e Carambeí. O jovem conduzia um Fiat Argo, com placas de Carambeí, quando houve a colisão com um caminhão trator Iveco, com placas de Ponta Grossa, que tracionava um semirreboque Randon, de Guarapuava. O impacto foi violento e resultou no tombamento do caminhão e reboque no canteiro central da rodovia. Ambos os condutores sofreram ferimentos graves e foram socorridos pelas equipes da EPR e do SIATE do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhados à UPA de Castro. Franke José Rodrigues de Oliveira foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Grossa, onde permaneceu internado por 1 mês e 7 dias, mas infelizmente não resistiu. A morte do jovem comoveu familiares, amigos e moradores da região, que acompanhavam com esperança sua luta pela vida. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o local de velório e sepultamento do jovem. O jornalismo do portal Carambeí News lamenta profundamente o falecimento, e presta solidariedade a todos os familiares e amigos neste momento de dor. Que encontrem consolo e força para enfrentar essa triste realidade.
Produtores brasileiros começam a sentir efeitos da taxação dos EUA
Produtores brasileiros aguardam reuniões e medidas do governo brasileiro para reverter ou mesmo minimizar a taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. Para alguns setores, o momento é de apreensão e espera, para outros, os impactos já começaram a ser sentidos. O setor de pescados é um dos que foram imediatamente impactados. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), pelo menos 58 contêineres com 1.160 toneladas de pescados que seriam destinadas aos Estados Unidos perderam os compradores e terão que retornar aos produtores. “Os embarques que seriam feitos agora chegam em agosto. Pelo timing aí do translado dos contêineres eles já chegariam sob essa nova tarifa. Então, os compradores de lá suspenderam as compras, suspenderam os embarques”, disse o diretor executivo da Abipesca, Jairo Gund. Segundo Gund, os EUA respondem por 70% do mercado externo brasileiros de pescado. Somente de tilápia, o país é o destino de 90% do produto. Os contêiners que tiveram as compras canceladas eram de congelados. O mercado de produtos frescos, feito por avião, segue normalmente. Os mais impactados são os produtores mais vulneráveis, afirmou Gund. “O principal item de exportação é a lagosta. A lagosta é vista como um produto de gente rica, mas quem produz é gente pobre. É peça artesanal. Então, o impacto nesse público é direto. Quem vai sofrer não é que quem vai comer lagosta, vai sofrer quem produz. Quem produz são pessoas de baixa condição social, geralmente de comunidades tradicionais”, ressaltou. A Abipesca está entre as entidades que se reunirão nesta terça-feira (15) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A principal demanda será pelo menos adiar a taxação para o setor em 90 dias, para que a produção já contratada possa ser escoada. Além disso, os produtores pedirão que se discuta a exclusão dos pescados das tarifas, uma vez que o Brasil representa menos de 1% da importação americana dos itens, acrescentou a Abipesca. “A gente está no meio da safra das principais espécies. E com contratos andando”, informou a associação. “Que a gente consiga, sensibilizar o governo americano de tirar o pescado, pelo menos. Porque a gente representa menos de 1% de todo o abastecimento americano, de tudo o que eles importam. É pouco para eles, mas muito para nós.” Os produtores de cítricos também aguardam os próximos passos. “Temos que ter cautela. Essa tarifa é para o dia 1º de agosto. Temos que deixar o governo fazer as ações, fazer a defesa e negociar. Acho que uma boa conversa é muito melhor do que uma má discussão”, ressaltou o presidente da Câmara Setorial da Citricultura do Estado de São Paulo e vice-presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa, Antonio Carlos Simonetti. O Brasil é o maior fornecedor de suco de laranja para os EUA, que compram mais de 40% das exportações brasileiras. A produção de Simonetti segue com normalidade. “Ainda está tudo normal, sem nada de alertar, tudo correndo normal por enquanto. Não tivemos ainda nenhuma estratégia anunciada.” O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participa de uma série de reuniões com os governos federal e estaduais, entidades de classe e parlamentares que foram marcadas desde esta segunda-feira (14). As reuniões prosseguem até quarta-feira (16), quando, além de falar sobre o que foi discutido, o Cecafé deverá apresentar o desempenho das exportações do grão no fechamento do ano safra 2024/25. O café está entre os dez produtos que representam 57% das exportações brasileiras. Apenas o café torrado representa 4,7%. Indústria Em posicionamento divulgado nesta segunda, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertou que o momento “exige ações enérgicas, contundentes”, para reverter o quadro, tanto interna quanto externamente. “Nas relações exteriores, precisamos de moderação e equilíbrio para contornar a política tarifária dos EUA. Devemos negociar a revogação da taxação na condição de país parceiro e de nação soberana. Cabe ao governo brasileiro defender os interesses da sociedade brasileira, evitando, sobretudo, as armadilhas da polarização política que o episódio coloca no caminho”, diz a confederação. Além disso, a CNI enfatiza que a taxação coloca em risco os planos de investimento e os negócios em andamento. “A taxação põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Aumenta, portanto, o risco de retrocesso de forma substancial, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando mais incerteza sobre planos de investimento e negócios em andamento”, diz a nota. Governo Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, para adoção de medidas de proteção da economia brasileira. O grupo será criado por meio do decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25) e terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio feito Trump de impor tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. A primeira reunião do comitê será realizada nesta terça-feira (15), às 10h, com setores da indústria. Também amanhã, o comitê fará sua segunda reunião com representantes do agronegócio. Até esta terça, deverá ser publicado o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em abril, a lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
Mãe e filha mantidas em cárcere pediram socorro com bilhetes pela sacada no PR
Um caso de cárcere privado em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), terminou com um homem preso em flagrante. As vítimas, mãe e filha, foram resgatadas após conseguirem escrever bilhetes pedindo socorro. De acordo com a Polícia Civil, elas escreveram os bilhetes enquanto o homem dormia entre a noite de sexta-feira (11) e a madrugada de sábado (12). Depois, os recados foram jogados pela sacada do apartamento onde elas estavam. Cárcere privado em Pinhais Na sequência, um vizinho encontrou um dos bilhetes na manhã de sábado e acionou a Polícia Militar (PM). O suspeito, identificado como Glauber Gandra Severino, foi preso em flagrante no mesmo dia pelo cárcere privado em Pinhais. Conforme as vítimas, o suspeito teve um relacionamento com uma prima delas e morou no prédio em 2023. Ele entrou no apartamento na quinta-feira (10) e deixou mãe e filha amarradas em um quarto. Mãe e filha são resgatadas após jogarem bilhete pela janela Ao serem mantidas em cárcere privado, as vítimas relataram que o homem as obrigou a preencher dois cheques. O suspeito também pegou cartões bancários. De acordo com a polícia, mãe e filha estavam amarradas com abraçadeiras plásticas. O homem, ao escutar os agentes, tentou fugir e pulou para o apartamento vizinho. As equipes entraram no apartamento do vizinho e encontraram o suspeito, que foi preso pelo cárcere privado em Pinhais. A ação também contou com a ajuda de outro vizinho, que também é policial militar.
PCPR cumpre mandados contra investigado por sequestro e homicídio no PR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas na manhã desta terça-feira (15) para cumprir quatro mandados judiciais contra um homem investigado pelo sequestro e homicídio de um homem de 36 anos. A ação acontece em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Os policiais civis têm a missão de cumprir um mandado de prisão e três de busca e apreensão. Cães de faro da PCPR participam da operação. O crime ocorreu em 19 de junho deste ano. Segundo as investigações, a vítima foi sequestrada em frente à própria casa e mantida em cativeiro por algumas horas. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado na Estrada da Graciosa, entre os quilômetros 10 e 11, em Morretes, no Litoral do Estado. A investigação aponta que a morte aconteceu no mesmo dia do sequestro. “Apuramos que, no fim da tarde do dia 19, ao menos dois suspeitos estiveram na residência e chamaram por seu pai e seu irmão. Quem os atendeu foi a vítima, que acabou levada pelos autores”, afirmou o delegado André Rosa Silva, responsável pela investigação. Depoimentos indicam que o alvo dos criminosos não seria ele. O principal suspeito foi identificado e a PCPR representou pela expedição dos mandados judiciais. As investigações continuam para localizar os demais envolvidos no crime.
Caixa libera abono salarial para nascidos em setembro e outubro
Cerca de 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos e nasceram em setembro e outubro podem sacar, a partir desta terça-feira (15), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no Portal Gov.br. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará pouco mais de R$ 4,4 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro e vão até 15 de agosto.O trabalhador pode conferir a situação do benefício no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep. O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil (BB). Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. Os saques terão início nas datas de liberação dos lotes e acabarão em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho. Quem tem direito Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518. O abono salarial não se confunde com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, que podem ser sacadas por meio de outra plataforma, lançada em março deste ano. O antigo fundo abriga cotas de cerca de 10,5 milhões de pessoas que tinham empregos formais antes da Constituição de 1988. O abono salarial beneficia trabalhadores com carteira assinada após a Constituição de 1988, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Pagamento Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento. Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento. O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento, portal na internet ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade. Quem não é correntista da Caixa ou do Banco do Brasil e tem direito ao benefício também pode sacar o valor por meio do Portal Gov.br, no serviço Receber o abono salarial, mas é necessário ter conta prata ou ouro. Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.
Reunião do CONSEG reúne lideranças e comunidade para fortalecer a segurança em Carambeí
A Delegacia de Polícia Civil de Carambeí foi palco, nesta segunda-feira (14), de mais uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG). O encontro reuniu representantes da comunidade, lideranças locais e instituições parceiras com o objetivo de alinhar estratégias e ampliar as ações de segurança no município. Durante a reunião, foram apresentados e discutidos diversos projetos e propostas: Projeto Sicredi: Implantação de uma sala de atendimento dedicada ao Programa Mulher Segura, voltada ao acolhimento e orientação de vítimas de violência. Projeto COPOM: Proposta de melhorias na comunicação e resposta das forças de segurança. Parceria com a Receita Federal: Iniciativa para equipar as polícias civil e militar com recursos oriundos de doações institucionais. Apresentação do Projeto “Essência da Segurança”: Programa com foco na prevenção e na construção de uma cultura de paz e cidadania. Assembleia com a comunidade e lideranças locais: Espaço de escuta e fortalecimento da participação popular. Adesão de novos membros ao CONSEG: Ampliando o conselho e garantindo maior representatividade. A reunião reafirmou o compromisso coletivo com uma Carambeí mais segura, integrando comunidade e instituições em uma rede de cooperação permanente.
Dólar sobe para R$ 5,58 com agravamento de tensões com EUA
Em um dia de tensões no Brasil e no exterior, o dólar aproximou-se de R$ 5,60 e fechou no valor mais alto em mais de um mês. A bolsa de valores caiu pela sexta vez seguida e alcançou o menor patamar em 35 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14) vendido a R$ 5,584, com alta de R$ 0,036 (+0,65%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade durante a manhã, mas disparou após a abertura dos mercados norte-americanos. Na máxima do dia, por volta das 16h45, chegou a R$ 5,59. A moeda norte-americana está no nível mais alto desde 5 de junho. A divisa acumula alta de 2,76% em julho, mas cai 9,67% em 2025. O mercado de ações também teve um dia turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.299 pontos, com queda de 0,65%. O indicador está no menor patamar desde 9 de junho. Tanto fatores domésticos como internacionais contribuíram para a instabilidade no mercado financeiro. No Brasil, os investidores estão na expectativa para a audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutirá a validade do decreto que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), prevista para esta terça-feira (15). No entanto, o fator que dominou o mercado financeiro global foi a escalada das ameaças do governo de Donald Trump em elevar as tarifas comerciais. No fim de semana, o presidente norte-americano anunciou a elevação para 30% das tarifas para produtos da União Europeia e do México a partir de 1º de agosto. Nesta segunda, Trump anunciou a intenção de aplicar tarifa de 50% sobre os produtos da Rússia, se o país não interromper os ataques à Ucrânia pelos próximos 50 dias. O dólar chegou ao maior valor em três semanas perante moedas de economias avançadas. *Com informações da Reuters
Com aumento da vacinação no Paraná, casos e internações por síndromes gripais diminuem
O Paraná já aplicou 3,4 milhões de doses da vacina contra a gripe em 2025. Entre os grupos prioritários, 51,67% das gestantes, crianças e idosos foram imunizados. Com esse índice, o Estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional de cobertura vacinal, ficando atrás apenas do Piauí, que registra 54,47%. A alta adesão à vacinação já apresenta reflexos positivos: os casos, óbitos e internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) começaram a apresentar queda em todo o Paraná. Na comparação entre as semanas epidemiológicas nº 28 dos anos de 2023, 2024 e 2025 (que compreende os dados entre os dias 6 e 12 de julho) observa-se uma redução expressiva na curva de casos confirmados de SRAG. Em 2023 foram registrados 550 casos; em 2024, o número subiu para 581; em 2025, caiu para 293, numa redução de quase 50% em relação ao ano anterior. Entre as 924 amostras processadas na última semana pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), a Influenza A segue em queda, passando de 21,24% do total de confirmações na semana anterior para 18,38% na atual. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) manteve-se praticamente estável, com leve variação de 28,16% para 28,13%. Já o Rinovírus apresentou crescimento, passando de 18% para 20,03%. Segundo dados da Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care/PR), da Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação hospitalar também indica tendência de estabilidade. Atualmente, os leitos de enfermaria adulto estão com 55% de ocupação, enquanto os de enfermaria pediátrica registram 36,5%. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam ocupação de 89% para adultos e 78% pediátrica. Do total de leitos ocupados, apenas 5% são referentes a casos de SRAG. “Os números indicam que talvez já tenhamos passado o pior momento, pelo pico dessas síndromes gripais deste ano e, somado a isso, temos uma campanha de vacinação muito forte, sendo o segundo Estado que mais vacinou seus grupos prioritários, dentro dessas quase quatro milhões de doses administradas na população paranaense”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. MEDIDAS DE PREVENÇÃO – No mês passado, a Sesa emitiu a Resolução nº 1.014/2025, destacando o estado de alerta para as SRAGs no Paraná. A iniciativa teve por objetivo reforçar as ações de prevenção e frear o aumento de casos e óbitos no Estado. O documento detalhou as medidas que deveriam ser adotadas pelos municípios, como atendimento prioritário para pacientes com sintomas de SRAG e reforço da vacinação. Desde o alerta, 1 milhão de vacinas contra a gripe foram aplicadas e o Paraná subiu de 42,11% de cobertura do grupo prioritário para os atuais 51,67%. “É importante que, neste momento, todas as doses de vacina contra a gripe influenza que ainda temos em estoque sejam utilizadas”, afirmou o secretário. “Essa orientação é para as secretarias municipais de saúde de todo o Estado. Vamos gastar todo o estoque. Isso vai demonstrar que nós fizemos uma grande campanha, todos juntos, Secretaria de Estado e secretarias municipais de saúde, e demos uma demonstração de ciência, que a vacina é vida”. O Estado também ampliou o número de leitos hospitalares para atender à demanda de SRAG no Estado. Ao todo, foram 135 leitos, sendo 20 de enfermaria no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo; 13 no Hospital do Coração Bom Jesus, em Ponta Grossa, sendo três de UTI adulto e dez de enfermaria; 25 no Instituto Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu, com 10 de UTI pediátrica e 15 de enfermaria; 12 no Hospital Hoesp, em Toledo, entre UTI adulto, enfermaria adulto e pediátrica; oito de UTI adulto no Hospital Municipal de Retaguarda Allan Brame Pinho, em Cascavel; 12 de enfermaria pediátrica no Hospital da Providência Materno Infantil, em Apucarana; 27 no Hospital Honpar, em Arapongas, sendo 15 de UTI adulto e 12 de enfermaria adulto; dez de enfermaria adulto no Hospital de Clínicas de Medianeira; oito no Hospital Regional de Toledo, divididos entre quatro leitos de UTI adulto e quatro de enfermaria adulto. DADOS – Dados atualizados nesta segunda-feira (14) mostram que o Paraná registrou 17.258 casos e 981 óbitos por SRAG este ano. Dentre os diagnósticos deste ano, 2.743 casos e 305 óbitos foram confirmados como SRAG por Influenza. Cerca de 74,5% dos casos confirmados correspondem a crianças abaixo de seis anos e a idosos acima de 60 anos. Crianças com idades abaixo de seis anos foram as mais acometidas pelos vírus, representando 39% das confirmações, num total de 6.735 casos, seguidas por idosos acima de 60 anos, num total de 6.128 casos (35,50% dos casos). Na faixa etária de seis a nove anos, foram confirmados 914 casos; de 10 a 19 anos, 657. O público de 20 a 29 anos registrou 510 casos confirmados, seguido pela faixa de 30 a 39 anos, com 576 casos; e de 40 a 49 anos, com 683. As pessoas de 50 a 59 anos registraram 1.055 casos. Já com relação aos óbitos, o público mais acometido foi o de idosos acima de 60 anos, com 709 mortes, ou 72,27% do total; seguido pela faixa de 50 a 59 anos, com 104 mortes; e crianças menores de seis anos, com 52. Na faixa etária de 40 a 49 anos foram registradas 46 mortes; de 30 a 39 anos, 33; de 20 a 29 anos, 20; de 10 a 19 anos, 10; e de seis a nove anos, sete óbitos.