O Paraná tem se consolidado como um dos principais motores da geração de emprego formal no Brasil há alguns anos. Um dos destaques recentes do mercado de trabalho paranaense é o aumento significativo das contratações de pessoas com 50 anos ou mais. De acordo com o Boletim do Novo Caged, elaborado pelo Ministério do Trabalho, entre janeiro e maio de 2025 foram criadas 1.481 vagas formais para trabalhadores desta faixa etária no Estado, representando um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo era de 1.256 vagas. Em relação às novas contratações de 2025, a maioria dentro dessa faixa tem ensino médio completo. As áreas que mais empregaram trabalhadores com 50 anos ou mais foram produção de bens e serviços industriais, como indústria extrativa e da construção civil e transformação de metais. Também há registros em vendedores do comércio e professores do ensino médio. Esse aumento reforça a valorização da maturidade profissional. Cada vez mais, empresas estão reconhecendo a importância da experiência e do conhecimento acumulado por esses trabalhadores, derrubando mitos sobre dificuldades de adaptação tecnológica. O Paraná desponta como um dos estados mais engajados nesse processo de inclusão etária. Para o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná, Do Carmo, o avanço é resultado direto de políticas públicas bem direcionadas e da preocupação com essa faixa etária. “Estamos mostrando que o conhecimento acumulado ao longo da vida é um ativo precioso. Valorizar esses profissionais é também garantir mais produtividade e estabilidade para as empresas”, destaca. Esse movimento de inclusão etária acontece em um contexto de forte expansão econômica no Estado. Em maio de 2025, o Paraná registrou 6.866 novas vagas com carteira assinada, sendo o melhor resultado da região Sul. O saldo positivo decorre de 170.297 admissões e 163.431 desligamentos no mês. No acumulado do ano, o Paraná já soma 86.318 empregos formais, o terceiro melhor resultado do País, atrás apenas de São Paulo (314.166) e Minas Gerais (124.182). O setor de serviços foi o setor que apresentou o melhor resultado no acumulado de janeiro a maio de 2025, com 43.585 novos postos. Na sequência vem a indústria (20.573), construção (10.239), comércio (9.715) e agropecuária (2.206). A agropecuária foi o setor com maior crescimento proporcional, com um salto de 82% em comparação ao mesmo período de 2024. Esses dados demonstram a diversificação da base produtiva do estado, que consegue gerar empregos de forma equilibrada e abrangente. Além disso, a atuação das agências do trabalhador tem contribuído para suprir as necessidades do mercado. Atualmente, existem 22.442 vagas abertas em todo o Paraná. Cargos como alimentador de linha de produção (6.435 vagas), abatedor (986), operador de caixa (699) e magarefe – cortador de carne (696) são os mais ofertados, com forte presença nas regiões de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá. As vagas refletem tanto a expansão da indústria quanto a manutenção da atividade no comércio e nos serviços. QUALIFICAÇÃO – Esse desempenho positivo não ocorre por acaso. As ações articuladas entre a Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda e os demais entes públicos e privados têm sido fundamentais. A intermediação ativa de mão de obra e estímulo a políticas de diversidade contribuem para que grupos historicamente marginalizados como idosos, mulheres e jovens tenham vez e voz no mundo do trabalho. O Projeto Qualifica Paraná, no ano passado, passou a oferecer bolsa-auxílio com um aporte de R$ 16 milhões do Tesouro Estadual e ofertou 8 mil vagas em 2024. Já em 2025, o investimento no projeto chega a R$ 30 milhões, ampliando ainda mais sua capilaridade e impacto em todo o Estado e até junho deste ano, mais de 3.500 alunos já se formaram em diferentes cursos do projeto em todo o Paraná – muitos desses no perfil de 50 anos ou mais. Para Do Carmo, a combinação entre ações concretas de qualificação e abertura de vagas em setores estratégicos é fundamental para esse avanço. “A disposição empresarial em promover a diversidade está mudando o perfil do mercado de trabalho no estado. Com isso, a economia paranaense cresce, porque está mais inclusiva, mais representativa e melhor preparada para os desafios do presente e do futuro”, resume.
Polícia Militar apreende 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), prendeu um homem e apreendeu uma carga de 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados em Cascavel. A ação ocorreu no âmbito das operações Protetor de Divisas e Força Total Brasil XVII, e contou com o apoio do 19° Batalhão de Polícia Militar (19° BPM) e da Polícia Rodoviária Federal. Equipes policiais receberam informações de que um caminhão estaria transitando pela rodovia estadual PR-467 sentido Cascavel e possivelmente sendo utilizado para transporte de ilícitos. Após identificarem o veículo, foi iniciada tentativa de abordagem, mas o condutor não obedeceu, sendo necessário um cerco para parar o caminhão. Na busca veicular, os militares estaduais localizaram 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai. O condutor relatou que teria pego o caminhão em um posto de combustíveis em Toledo e que o levaria até o estado de Minas Gerais. Diante dos fatos, o caminhão e a carga foram entregues à Delegacia da Receita Federal de Cascavel, e o condutor foi preso e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal de Cascavel para as providências cabíveis. A apreensão corresponde a um prejuízo de quase R$ 2 milhões ao contrabando.
Acidente com caminhão deixa rastro de destruição e mobiliza resgate
Um grave acidente de trânsito mobilizou diversas equipes de emergência na tarde desta quinta-feira (17), por volta das 17h, no km 488 da BR-376, em Ponta Grossa. A ocorrência envolveu ao menos nove veículos, incluindo três caminhões e cinco automóveis, além de um ponto de ônibus atingido. Segundo informações repassadas pelas equipes que atenderam o sinistro, tudo começou quando um caminhão que passava por manutenção em uma oficina, sem calços de segurança nas rodas, perdeu os freios e saiu desgovernado. O veículo atingiu inicialmente outro caminhão estacionado no local e, em seguida, atravessou a pista no sentido crescente, derrubando a defensa metálica. Na sequência, colidiu com um caminhão que trafegava no sentido oposto e também atingiu cinco automóveis: um GM Cruze, um Renault Fluence, um VW Polo, uma Fiat Strada e uma VW Saveiro. A trajetória do caminhão desgovernado continuou pela pista no sentido decrescente, onde ainda atingiu um ponto de ônibus e só parou após colidir contra um talude. Um terceiro caminhão que trafegava nesse mesmo sentido foi atingido e, devido ao impacto, desceu de ré, tombou e caiu em uma trincheira. Equipes do SIATE/Corpo de Bombeiros, SAMU e da concessionária PR Vias foram acionadas para o resgate das vítimas. Três pessoas foram encaminhadas para hospitais da região: duas estavam no VW Polo e a terceira era o condutor do caminhão que caiu na trincheira. O condutor do caminhão que originou o acidente não estava no veículo no momento do sinistro. Todos os motoristas envolvidos passaram por teste do etilômetro, com resultados negativos para ingestão de álcool. A pista foi completamente liberada por volta das 19h, após trabalhos de remoção e sinalização realizados pelas equipes de apoio.
Caixa começa a pagar Bolsa Família de julho
A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de julho do Bolsa Família nesta sexta-feira (18), e os primeiros a receber são os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 19,6 milhões de famílias receberão o benefício neste mês. No caso de cidades em situação de emergência ou em calamidade pública em Alagoas, Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo, os beneficiários receberão o pagamento na próxima segunda (21), independentemente do NIS. O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600, que podem ser acrescidos de três adicionais cumulativos: No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 3 milhões de famílias estão na regra de proteção em julho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante da família receba o equivalente a até meio salário mínimo. No mês passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança vale apenas para as famílias que acionaram a regra a partir de junho. Quem se enquadrou na proteção até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema, quando as espécies pescadas se reproduzem. Auxílio Gás Neste mês, não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em agosto. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Forças de segurança apreendem 1,3 tonelada de maconha em lancha vinda do Paraguai
Uma lancha carregada com 1,3 tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) em Santa Helena, na região Oeste do Estado, nesta quarta-feira (16). A ação foi feita em conjunto com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Federal (PF). Durante um patrulhamento próximo ao Lago de Itaipu, as equipes policiais avistaram uma lancha se aproximando do território brasileiro, oriunda do Paraguai. Ao perceberem a presença policial, os ocupantes da embarcação fugiram, abandonando o barco e a carga ilícita. Os agentes realizaram buscas na área de mata próxima, mas nenhum suspeito foi localizado. No interior da embarcação abandonada foram encontrados diversos volumes da droga, que totalizou mais de 1,3 tonelada. A embarcação e a droga foram apreendidas e encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. A ação foi realizada no âmbito da operação “Protetor de Divisas e Fronteiras”, contando com apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) da PMPR, o Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da PF e o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da PCPR.
Com índice de 56,8%, Paraná é o estado que mais recicla embalagens de vidro
O Paraná foi o estado que mais reciclou embalagens de vidro em 2024, chegando a um índice de 56,84% – ou seja de cada 100 unidades coletadas, pouco mais de 56 são recicladas. A marca é um recorde no Brasil e representa mais que o dobro da média nacional, que foi de 25,1%. Alagoas (48,95%) e Mato Grosso do Sul (35,27%) aparecem logo na sequência. Os dados, divulgados na semana passada, são os mais recentes disponíveis no Brasil e integram a auditoria feita pela organização Circula Vidro, do Distrito Federal. A entidade, validada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, promove a economia circular, reunindo associações representativas, fabricantes, empresas e consumidores. Coordenadora de Saneamento Ambiental e Economia Circular da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Paraná (Sedest), Isabella Tioqueta explica que o resultado é reflexo do fortalecimento de políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado, com foco na estruturação da cadeia de reciclagem e apoio e capacitação de cooperativas regionais. Segundo ela, o Estado tem feito o acompanhamento constante dos dados de reciclagem de todos os municípios, atuando para garantir que os Planos Municipais de Gestão de Resíduos estejam alinhados às diretrizes estaduais e nacionais. Devido a esse monitoramento, diz a coordenadora, já havia uma expectativa em relação ao crescimento nos índices de reciclagem. “Mas ser o destaque nacional superou as projeções”, revela. “A Sedest tem trabalhado com o diagnóstico e monitoramento dos resultados nos municípios, nas associações e cooperativas de reciclagem em todo o Paraná. A partir disso, conseguimos alcançar resultados muito mais amplos e significativos, com capacitações e direcionamento de recursos, conforme a necessidade de cada local, de acordo com as metas estabelecidas. Alcançar esse primeiro lugar nos motiva ainda mais”, complementa Isabella. Entre as estratégias do Estado, a coordenadora destaca o projeto Recicla Paraná, que é focado em atendimento à capacitação e construção da melhoria do processo dentro das associações e cooperativas de reciclagem. “Embora o programa não seja específico para o vidro, ajuda a fortalecer toda a cadeia, beneficiando também esse tipo de material”, diz. Isabella relaciona ainda o resultado à presença da indústria de bebidas no Estado, que conta com plantas de diferentes marcas de cerveja, refrigerantes, chás e sucos, entre outros. “Há uma grande mobilização por parte da própria indústria, que busca fortalecer cada vez mais o consumo do vidro reciclado também na produção”, afirma. Um exemplo é a Ambev, que está erguendo uma nova planta em Carambeí, nos Campos Gerais. Com investimento de R$ 870 milhões, a fábrica de garrafas será uma das mais modernas e sustentáveis da América Latina e deve entrar em funcionamento ainda neste ano. A previsão é fabricar até 1,5 mil garrafas por minuto, chegando a 15 milhões por mês. Segundo a empresa, uma garrafa de vidro retornável de 600 ml, por exemplo, pode ir e voltar 20 vezes, em média, diminuindo a geração de resíduos no meio ambiente. “O trabalho compartilhado entre o setor público, setor produtivo e a cadeia da reciclagem é extremamente importante para a otimização dos resultados”, ressalta Isabella. A coordenadora destaca também a importância da participação da população na separação adequada dos materiais. “O processo de educação ambiental tem que acontecer inicialmente dentro de casa. É preciso fazer a separação adequada de todos os produtos, e não somente do vidro, para que se tenha um produto reciclável mais adequado chegando na cooperativa e conseguindo ser distribuído novamente”, diz. A meta estabelecida pelo Ministério do Meio Ambiente é que, até 2030, a reciclagem de embalagens de vidro atinja uma média nacional de pelo menos 40%. CIRCULA VIDRO – A Circula Vidro é a única entidade gestora dos resíduos gerados por embalagens de vidro no Brasil e foi instituída em 2024 pela parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro), a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), instituições que representam fabricantes e grandes consumidores. De acordo com a organização, para cada seis toneladas de vidro reciclado, evita-se a produção de uma tonelada de CO2 no processo produtivo. “Começamos a gerar resíduos de vidro ainda bebês, a partir do uso da mamadeira. O vidro é uma matéria-prima 100% reciclável e que pode ser reaproveitada infinitas vezes, fomentando a economia circular”, destaca o CEO da Circula Vidro, Fábio Ferreira.
Reforma Tributária: Nota Paraná se torna aliado poderoso para arrecadação dos municípios
Mais do que prêmios e devolução de créditos para os consumidores, o Nota Paraná pode ser também um poderoso aliado dos municípios, principalmente às vésperas das mudanças trazidas pela Reforma Tributária nos próximos anos. Por isso mesmo, o programa de conscientização fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) tem intensificado a articulação com as cidades para ampliar a conscientização da população sobre a importância de pedir CPF nas notas fiscais para a arrecadação das prefeituras. E isso se torna ainda mais necessário às vésperas da reforma. O novo modelo tributário passará a considerar o consumo no destino e não mais na origem como base de cálculo do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e que será compartilhado por estados e municípios. E o critério inicial para a distribuição dos recursos do IBS será baseado na média da receita de cada cidade com ICMS e ISS no período de 2024 a 2028 – e é aí que o Nota Paraná se torna um parceiro valioso. Como relembra a coordenadora do programa, Marta Gambini, a principal função do programa é combater a sonegação de impostos – o que faz o Estado arrecadar mais e, por consequência, repassar mais recursos para os municípios. A Constituição define que 25% do ICMS arrecadado pelos estados seja transferido para as cidades. No primeiro semestre de 2025, o Paraná encaminhou mais de R$ 5 bilhões. “Por isso é tão importante que os municípios estimulem sua população a utilizar o Nota Paraná e a pedir o CPF na nota, pois é um ato de cidadania no qual todos ganham: o Estado, a cidade e o próprio consumidor”, reforça Gambini. “Ampliar agora a emissão de notas com CPF é uma forma estratégica de assegurar que o Estado e os municípios não sofram perdas no futuro”. MAIOR PARTICIPAÇÃO – Por isso, o programa tem reforçado a parceria com as prefeituras para potencializar a participação dos municípios paranaenses no IBS. Atualmente, cerca de 58,25% da população do Estado está cadastrada no Nota Paraná, o que já mostra a necessidade desse esforço de ampliar o número de participantes, principalmente em cidades menores. Nos grandes centros, como Curitiba e Maringá, mais de 70% da população já faz parte do programa de cidadania fiscal. A Capital é a líder nesse engajamento, com uma adesão de 83,79%, a maior de todo o Paraná. Em compensação, há municípios em que essa taxa está abaixo dos 20% – o que significa que apenas um a cada cinco moradores costuma pedir o CPF em suas notas fiscais. “E são essas cidades que queremos alcançar, mostrando a importância de combater a sonegação tanto para o agora quanto já de olho na Reforma. É um trabalho que fazemos hoje para que todos possam colher frutos quando o novo modelo tributário for adotado. É algo que vai impactar positivamente lá na frente”, afirma Gambini. Ainda de acordo com ela, uma arrecadação maior de ICMS entre 2024 e 2028 resultará em uma fatia inicial maior do bolo nacional do IBS para os municípios do Paraná. Essa vantagem será sentida durante todo o longo período de transição, que deve se estender até 2078. “Em resumo, o Nota Paraná, que já era um instrumento importante de cidadania fiscal e justiça tributária, ganha uma nova dimensão estratégica. Ele se torna uma ferramenta fundamental para garantir a saúde financeira e a capacidade de investimento dos municípios paranaenses nas próximas décadas”, conclui a coordenadora. “Incentivar a população a pedir o CPF na nota nunca foi tão importante para o futuro das cidades do Estado”. As 10 cidades com mais participantes no Nota Paraná Curitiba – 83,79% Pinhais – 76,54% Paranaguá – 73,75% Maringá – 72,89% Ponta Grossa – 70,17% São José dos Pinhais – 69,93% Pato Branco – 68,71% Cascavel – 67,43% Foz do Iguaçu – 66,55% As 10 cidades com menos participantes no Nota Paraná Bom Jesus do Sul – 17,94% Santana do Itararé – 19,15% Bela Vista da Caroba – 19,18% Laranjal – 19,3% Ribeirão Claro – 20,41% Doutor Ulysses – 21,06% Salto do Itararé – 21,49% Carlópolis – 21,96% Esperança Nova – 22,23% São José da Boa Vista – 22,86%
Polícia Ambiental combate pesca predatória e desmatamento ilegal na região
Em resposta a denúncias de crimes ambientais, policiais militares ambientais realizaram ações de fiscalização em diferentes regiões, resultando na apreensão de armas, equipamentos ilegais e na identificação de desmatamento ilegal. Em Pitanga, durante uma abordagem a uma embarcação no Rio Cantu, os policiais encontraram um indivíduo com uma espingarda e cartuchos calibre 36. Próximo ao local, em um rancho, foi localizada uma espingarda de pressão modificada para calibre 22, além de cartuchos, uma tarrafa e 30 metros de redes utilizadas na pesca predatória. Diante dos fatos, o homem foi preso e encaminhado à delegacia da Polícia Civil para as providências cabíveis. Já em Sengés, atendendo à denúncia 181, os policiais localizaram uma área na localidade de Bairro dos Limas onde havia o corte de 101 árvores de pinheiro araucária, uma espécie protegida por lei. Além disso, foi constatado o dano a vegetação nativa, com o corte de árvores em uma área de aproximadamente 2,72 hectares. O proprietário não possuía autorização do órgão ambiental competente para realizar o corte, sendo autuado em R$ 71.500,00. Além disso, ele responderá criminalmente pelos danos ambientais causados.
Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas
O Paraná encerrou a colheita da segunda safra de feijão nesta semana com 526,6 mil toneladas. Somando-se à produção de 338 mil toneladas da primeira, o Estado estabeleceu um novo recorde, chegando próximo a 865 mil toneladas. O resultado mantém na liderança nacional, com participação aproximada de um quarto da produção brasileira. O assunto é tratado no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de julho. A segunda safra de feijão foi plantada quase toda entre janeiro e fevereiro, com semeadura de 328 mil hectares. Essa área foi 25% inferior à semeada no ano passado – 437 mil hectares. Assim, a produção também recuou quase nos mesmos percentuais – em 2024 foram colhidas 681 mil toneladas. “Apesar desse recuo da segunda safra, a produção da primeira, ofertada especialmente em janeiro, teve um aumento expressivo de 102% em relação às 112 mil toneladas do ano anterior”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura no Deral. “Essas duas safras praticamente definem a oferta estadual, tendo a terceira safra uma relevância mínima”. A previsão é de 600 toneladas para essa. De acordo com o agrônomo, um dos reflexos da oferta expressiva é a queda nas cotações. Atualmente a saca do feijão preto está cotada em cerca de R$ 121,00, valor 44% inferior a julho do ano passado, quando estava em R$ 228,38. Mas também pode levar o produtor a plantar menos. “Com maior disponibilidade interna do produto, a tendência é de redução na área a ser plantada a partir de agosto, em relação à primeira safra 2025/26”, disse Godinho. MILHO E MEL – O documento do Departamento de Economia Rural (Deral) também aborda a colheita de milho, a participação da horticultura no Valor Bruto de Produção, a exportação de suínos e as consequências da imposição de tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos na exportação da pecuária bovina e mel. A colheita da segunda safra de milho 2024/25 alcançou nesta semana 29% da área de 2,7 milhões de hectares. O desempenho está ligeiramente acima da média registrada neste período nas últimas cinco safras, que era de aproximadamente 20%. Mas as condições das lavouras que aguardam a campo pioraram. As áreas classificadas como em condições boas caíram de 68% para 64%. As lavouras em situação mediana foram de 18% para 20%, enquanto as consideradas ruins subiram de 14% para 15%. Provavelmente essa situação se deve às geadas ocorridas no final de junho. Em razão das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, o setor de mel deve ser afetado no Paraná. Os EUA absorvem 84,1% do volume total de mel exportado. No primeiro semestre de 2025 foram enviadas 16.170 toneladas, totalizando US$ 52,2 milhões. O Paraná é o terceiro maior exportador de mel natural no Brasil, atrás de Minas Gerais e Piauí. No primeiro semestre foram enviadas ao exterior 3,8 mil toneladas de mel paranaense com arrecadação de US$ 12,3 milhões. Para os Estados Unidos foram 2,9 mil toneladas por US$ 9,6 milhões. HORTICULTURA – O boletim também fala sobre o levantamento do Valor Bruto de Produção (VBP) de 2024 em relação à horticultura. Nesse segmento, a olericultura apresentou R$ 6,2 bilhões, com base em mais de 50 hortaliças. A batata, com R$ 1,4 bilhão, ocupa a dianteira, seguido pelo tomate, com R$ 1,1 bilhão. Na fruticultura, a liderança ficou com a laranja, que teve valor bruto de R$ 1,2 bilhão. É seguida pelo morango, com R$ 705,3 milhões, uva (R$ 323 milhões) e banana (R$ 256,5 milhões). Já a floricultura movimentou R$ 271,7 milhões. “Mesmo com participação acanhada na economia rural do estado, a horticultura se reveste de importância nas regiões e nos municípios onde está inserida, gerando empregos e renda tanto no campo como nas cidades nos mais diversos elos das cadeias de fornecimento e produção”, afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Paulo Andrade. SUÍNOS E BOVINOS – O Paraná se destacou como principal exportador brasileiro de suínos reprodutores de raça pura no primeiro semestre de 2025. Essas exportações geraram US$ 352 mil ao Estado, ou 48,8% da receita total de US$ 720 mil gerada no País. É seguido por Minas Gerais, com US$ 315 mil, e São Paulo, com US$ 53 mil. O Paraguai é o principal destino das exportações desses suínos. Em relação à importação de suínos reprodutores de raça pura, o Brasil investiu US$ 1,4 milhão. O principal comprador foi Minas Gerais, com gasto de US$ 625 mil. É seguido por São Paulo, com US$ 173 mil, e o Paraná, que investiu US$ 164 mil. No setor de bovinos, a imposição de tarifas de 50% na exportação de produtos brasileiros para os Estados Unidos gera preocupação. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os próximos embarques estão sob análise. Essa preocupação é legítima porque em 2024 os Estados Unidos foram o segundo principal mercado comprador da carne brasileira. Em julho, as cotações da arroba bovina já acumulam queda de 5,29%, com negociação a R$ 300,65.
Prefeitos da AMCG aprovam alterações no estatuto da Associação
A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) aprovou, na manhã de quarta-feira (16), durante Assembleia Geral realizada em Ponta Grossa, a atualização de seu Estatuto Social. As alterações têm como principal objetivo alinhar o documento à Lei Federal nº 14.341/2022, que estabelece diretrizes para associações representativas de municípios. As mudanças visam modernizar a gestão, fortalecer a governança e promover maior transparência na atuação institucional. A presidente da AMCG e prefeita de Imbaú, Dayane Sovinski, destacou a importância do novo texto. “Essas mudanças representam um avanço institucional necessário, alinhado às exigências legais e à complexidade da gestão pública contemporânea. A AMCG se atualiza para continuar sendo referência na articulação regional, com mais eficiência e transparência”, afirmou a gestora, que também agradeceu as contribuições dos demais prefeitos. Principais tópicosAs mudanças contemplam uma série de aprimoramentos voltados à modernização da entidade, com foco em governança, transparência e segurança jurídica. Entre os principais pontos aprovados estão a atualização da base legal — com menção expressa às Leis nº 10.406/2002 e nº 14.341/2022 —, a revisão da estrutura interna e o fortalecimento dos mecanismos de controle e prestação de contas. Entre as modificações mais significativas, está a exclusão da possibilidade de prestação direta de serviços públicos. A medida corrige um ponto da versão anterior do estatuto, em consonância com a nova legislação, e reafirma a natureza jurídica da AMCG como associação civil de direito privado, sem fins lucrativos — voltada à representação e ao apoio técnico e institucional dos municípios, e não à execução direta de serviços próprios dos entes associados. Também foi formalizado um conjunto de regras voltadas à transparência. A partir de agora, torna-se obrigatória a publicação anual, em meio eletrônico acessível ao público, de relatórios financeiros, receitas, despesas, folha de pagamento, contratos e instrumentos firmados com órgãos públicos e privados. Com isso, a AMCG fortalece a confiança dos municípios associados e da sociedade quanto à lisura de suas ações. Apoio à agricultura e fontes de receitaOutro destaque é a ampliação dos objetivos institucionais da entidade, com a inclusão da agricultura como eixo formal de atuação. A medida reconhece a relevância estratégica do setor agrícola para os Campos Gerais e permite que a AMCG atue com ainda mais legitimidade no apoio técnico, institucional e político às políticas públicas voltadas ao meio rural. A Assembleia também aprovou a inclusão das emendas parlamentares como fonte de receita da entidade. O novo documento ainda promove alterações referentes à nomenclatura dos cargos internos, à modernização da linguagem e à revisão das regras de filiação e desfiliação, agora mais claras, diretas e compatíveis com a realidade dos municípios. Fica mantido o período de um ano de mandato para a diretoria administrativa e conselho fiscal, com possibilidade de uma reeleição consecutiva. As alterações entram em vigor após a publicação oficial do novo Estatuto, prevista para os próximos dias, e consolidam um novo marco jurídico e organizacional para a AMCG, fortalecendo sua capacidade de atuação e representatividade em prol do desenvolvimento regional dos Campos Gerais.