Entre novembro de 2024 e julho de 2025, um mutirão de cirurgias eletivas de ortopedia no Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) reduziu a espera por procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para 306 pessoas. Os últimos procedimentos previstos pelo mutirão aconteceram no sábado (26). Foram realizadas cirurgias de quadril, joelho e mão: prótese de quadril, prótese total de joelho, lesão ligamentar de joelho, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho e dedo em martelo. O mutirão não interferiu na rotina do Centro Cirúrgico do HU porque as cirurgias foram feitas aos fins de semana. No ritmo normal do setor, em que também acontecem outros procedimentos eletivos e emergenciais (o HU é referência para cirurgia geral, ortopédica, pediátrica, otorrinolaringologia, ginecológica, vascular, entre outras), o hospital também tem registrado, todos os meses, números recordes de cirurgias. O mutirão integra uma ação do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, chamada Opera Paraná, que visa reduzir a espera por cirurgias eletivas. Atualmente, o Estado realiza cerca de 2.100 cirurgias por dia, o equivalente a 87,5 por hora. O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, ressalta a parceria intersetorial que contribui para a população por meio de ações como o mutirão de ortopedia do HU-UEPG. “É uma grande colaboração desse hospital que é importante para toda a região dos Campos Gerais e para o Estado do Paraná como um todo”, disse. “A Universidade Estadual de Ponta Grossa cumpre a sua função social através desse importante mutirão, que muda a vida das pessoas. Alguns pacientes estavam na fila há seis anos e agora já estão de volta com saúde nos seus lares”, comemorou o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto. De acordo com o secretário da Saúde, Beto Preto, o Paraná é hoje o estado que mais realiza cirurgias eletivas no País. “Nosso programa Opera Paraná é um sucesso e o investimento veio do próprio Governo do Estado, mais de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos e meio. Essa é a vontade do governador, eliminar essas filas, dar resposta às pessoas, e nós estamos diminuindo a espera. Seguimos trabalhando, pois ainda temos muito a avançar”, afirmou. “Foi o maior mutirão da história do HU, e eu tenho certeza que outras oportunidades virão na sequência”. EXEMPLOS – Denice Rosa foi uma das primeiras pacientes a realizar a artroplastia de quadril pelo mutirão, em dezembro do ano passado. Ela sentia muitas dores para sentar, levantar e até para se mexer na cama, desde 2016. Em 2023, operou um dos lados do quadril e recebeu a notícia de que precisava realizar a cirurgia no outro lado – e rápido. “Quando eu recebi a ligação falando que tinha um mutirão e perguntando se eu ainda estava aguardando pela cirurgia, quase nem acreditei. Eu fiquei muito feliz. Finalmente ia acabar aquela dor”, disse. “Começou a piorar muito, e o tempo passava e a fila não andava tão rápido quanto eu precisava. Esses mutirões são muito bons pra gente. Agora, sim, há qualidade de vida para finalmente devolver a bengala emprestada de uma amiga em 2016. Agora eu ando, sou outra pessoa”. Essa também é a realidade de Adair Rodrigues Machado, que é de Jaguariaíva e operou o quadril no início de dezembro. “Ótimo trabalho dos médicos e profissionais envolvidos nesse mutirão, acabou as dores que eu tinha”, enalteceu. “Ajuda muitas pessoas que sofrem, e estão na fila de espera” A diretora-geral dos HUs da UEPG, Fabiana Mansani, explica que a fila de espera pelas cirurgias eletivas ficou represada pela pandemia de Covid-19. “Com o mutirão, o giro dessa fila se tornou muito mais ágil, com toda a qualidade, cuidado e segurança dos atendimentos de excelência dos HU. A agilidade do atendimento para esses pacientes, qualidade de vida e um futuro melhor são as principais conquistas desse mutirão”, disse. O vice-reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate, destacou o empenho das equipes do HU, que se desdobraram para tornar possível o mutirão. “É uma ação completa, com consultas pré-cirúrgicas, cirurgias e o acompanhamento pós-cirúrgico, que beneficiou muito nossa população, fazendo com que as filas consigam avançar. Nossos agradecimentos às equipes que se dedicaram bastante para que nós atingíssemos esse objetivo tão importante para a comunidade”, afirmou.
Cidades perto de 0ºC e sensação térmica negativa: frio volta ao Paraná e só vai embora na sexta
A chegada de uma massa de ar polar trouxe novamente o frio para o Paraná neste inverno. Com exceção do Litoral, esta terça-feira (29) amanheceu com temperaturas abaixo de 9°C em praticamente todo o Estado, e algumas cidades tiveram sensação térmica negativa por conta da presença de vento. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), esse é só o começo: na quarta (30) o frio ficará mais intenso e só perderá força na sexta-feira (01). O declínio acentuado das temperaturas começou na segunda-feira (28). Entre o início da tarde e o fim da noite os valores caíram entre 10°C e até 14°C em algumas cidades. Na Capital, por exemplo, 14h a temperatura média era de 19,4°C e à 0h de terça (29) já estava em apenas 9°C. Em Cambará às 16h a temperatura média era de 23,8°C e à 0h de terça era de 11,7°C. Em Cerro Azul às 14h a temperatura média era de 24,4°C e à 0h de terça estava em 10,6°C. As menores temperaturas no amanhecer desta terça-feira (29) foram em Guarapuava (1,9°C), São Mateus do Sul (2°C) e Lapa (2,5°C). As mais altas e únicas acima de 9°C em todo o estado foram no Litoral: Paranaguá (12,4°C), Guaratuba (12,2°C) e Morretes (11,8°C). A sensação térmica foi ainda mais baixa, chegando a valores negativos em algumas cidades, por conta da presença de vento: Santa Maria do Oeste (-1,2°C às 6h30), Lapa (-0,4°C às 7h), e Guarapuava (-0,5°C às 6h30). Algumas estações meteorológicas do Simepar registraram nesta terça-feira a temperatura mais baixa de julho de 2025. Elas ficam em Antonina (8,6°C), Cerro Azul (5°C), Distrito de Entre Rios em Guarapuava (1,9°C), Cornélio Procópio (7°C), Santa Maria do Oeste (3,8°C) e Santo Antônio da Platina (6,5°C). “Ao longo do dia, com o predomínio do sol, o vento perde intensidade e deixa a sensação térmica mais condizente com o valor de termômetro. Mas mesmo assim não esquenta muito. As máximas mais altas estão previstas perto do Noroeste e Norte Pioneiro, em torno dos 20°C”, explica Lizandro Jacobsen, meteorologista do Simepar. No Litoral as temperaturas podem chegar a 19°C nesta terça (29), e no resto do estado não devem passar de 15°C. Já na quarta-feira (30), o frio ganha intensidade e aumenta o risco de formação de geadas. “Como fica sem vento e as temperaturas inferiores aos 5°C nos termômetros em toda a metade Sul paranaense, há risco de geada forte no Centro-Sul, moderada nos Campos Gerais, e fraca a moderada na Região Metropolitana de Curitiba”, afirma Jacobsen. Na quinta-feira (30) o frio continua e há risco de geadas menos abrangentes nas mesmas regiões. A massa de ar polar só perde força na sexta-feira. SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas. Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 8
A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (29) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 8. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 671,52. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,6 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,16 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Os beneficiários de 516 cidades receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul e moradores de algumas cidades em cinco estados: Alagoas (6 municípios), Amazonas (3), Paraná (3), Roraima (6) e São Paulo (1, cidade de Diadema). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,68 milhões de famílias estão na regra de proteção em julho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição desde o mês passado. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos. Auxílio Gás Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico.Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em agosto. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Produtores celebram produtividade e menor custo com adubo gratuito da Sanepar
O Programa de Destinação de Lodo de Esgoto para agricultura, da Sanepar, comemora nesta segunda-feira (28), Dia do Agricultor, mais de duas décadas proporcionando aumento de produtividade e beneficiando pequenos produtores das mais diversas culturas agrícolas do Estado. Só no ano passado, 132 agricultores participaram do programa que disponibiliza gratuitamente o produto, também chamado de biossólido, um excelente adubo para a agricultura. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, ressalta que, como empresa pública, a companhia está presente na vida dos paranaenses. “Somos uma empresa comprometida com a qualidade de vida e por meio do incentivo à economia circular e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, mantemos programas que atendem às diversas necessidades das pessoas. Desde a promoção da saúde, com água tratada e coleta e tratamento de esgoto até desenvolvimento socioeconômico, com impulso na geração de renda e produtividade agrícola”, diz. Em mais de duas décadas, o programa já destinou cerca de 500 mil toneladas de fertilizantes para a agricultura, beneficiando mais de mil agricultores. Somente em 2024, foram atendidos 59 municípios do Paraná, totalizando 3.350 hectares. Rico em matéria orgânica e nutrientes (principalmente nitrogênio, fósforo e enxofre), o lodo auxilia na correção do pH do solo e fornece cálcio e magnésio por receber aplicação de cal no processo de higienização. A Sanepar mantém 60 Unidades de Gerenciamento de Lodo (UGLs) espalhadas pelo Estado. No local, o material é devidamente higienizado para atender a legislação. Até a aplicação no solo, todo o processo é acompanhado e monitorado para o uso seguro. Responsável técnico pelo Programa da Sanepar no Noroeste, a agrônoma Sandra Regina da Silveira diz que é possível conhecer mais sobre a iniciativa no site da Sanepar. “Na aba Sustentabilidade existem questionários com perguntas e respostas, o processo completo, folder de divulgação, além do pré-cadastro para quem deseja saber mais e participar do Programa”, afirma. Ela lembra que a Sanepar fornece o lodo de forma gratuita para agricultores cadastrados, com áreas agrícolas aptas e culturas permitidas. Isto, conforme a disponibilidade do lodo em cada região do Paraná. “O agricultor não paga nada pelo material, nem pelo transporte, e ainda recebe acompanhamento técnico para a aplicação”, ressalta. BENEFÍCIOS – O biossólido pode ser aplicado em culturas frutíferas, de cobertura, como aveia, café, cana-de açúcar, milho, soja e trigo. Não é recomendado o uso em pastagens, áreas de integração lavoura-pecuária-floresta, hortas, tubérculos, raízes, culturas inundadas e cuja parte comestível entre em contato com o solo. Dirceu Vitorino é um dos agricultores que destaca os benefícios do Programa. Ele tem cultura de abacate na região Norte do Paraná, e há quatro anos é um dos parceiros da Sanepar. Dono de uma pequena propriedade, ele lembra que de início ficou um pouco desconfiado, mas com as explicações dos técnicos da Sanepar resolveu aderir. “Depois que passei a usar, a lavoura ficou mais uniforme, os frutos mais lisos, sem manchas e aumentou a produtividade. Na primeira vez, depois de seis meses, já vi diferença na lavoura. Outro benefício que percebi foi em relação à compactação da terra. Depois que usei o biossólido, a terra ficou naturalmente mais fofa, o que é muito bom pra lavoura”, afirma Dirceu, que também diz que já ajudou a divulgar o programa e convenceu agricultores vizinhos a fazerem a inscrição para receber o produto. Para o engenheiro agrônomo Julio Augusto, que trabalha com 236 famílias de um assentamento rural em Mariluz, no Noroeste do Estado, além dos benefícios para a terra, com melhora do solo, o lodo distribuído pela Sanepar também contribui para o aumento da produtividade e, consequentemente, para o aumento de renda. “Tem o caso de uma das famílias que plantam milho para silagem. Eles estavam com baixa produtividade e não tinham recursos financeiros para comprar fertilizantes. Com o Programa da Sanepar, eles conseguiram aplicar e já têm resultados positivos. O aumento na produtividade na primeira aplicação foi de 10%. E, provavelmente, no próximo ano também haverá maior produtividade, aumentando a renda da família”, diz. O agrônomo também ressalta que os pequenos agricultores muitas vezes não têm como investir em fertilizantes industriais. “Muitas vezes, eles não conseguem ter recursos para investir e com o lodo podem, além melhorar o solo, economizar até em aplicação de calcário, por exemplo, reduzindo o custo de produção”, comenta. HISTÓRIA – O programa de uso do lodo de esgoto existe na Sanepar desde 2000. Os primeiros agricultores a utilizarem o biossólido foram os da Região Metropolitana de Curitiba. No Interior, a primeira cidade a participar do Programa foi Foz do Iguaçu, no Oeste, onde a distribuição para os agricultores começou em 2002. O Programa de Lodo Agrícola da Sanepar já foi premiado e reconhecido nacional e internacionalmente. Uma das premiações foi pelo Instituto Trata Brasil na categoria Inovação e Tecnologia. Além disso, a Sanepar também foi reconhecida pelo Pacto Global da ONU na COP28 por seu programa, que inclui o uso do lodo em áreas agrícolas. Os agricultores que tenham interesse em participar do programa podem fazer seu cadastramento/inscrição no site da Companhia, na aba Sustentabilidade.
Hands-On oferece bolsas para curso de Robótica Desplugada em Carambeí
A cidade de Carambeí passa a contar com uma iniciativa diferenciada voltada ao desenvolvimento educacional e cognitivo das crianças: a Hands-On – Robótica Desplugada está oferecendo bolsas e descontos especiais para alunos da rede pública de ensino. O curso é destinado a crianças de 8 a 12 anos e trabalha com o conceito de robótica desplugada — ou seja, sem o uso de dispositivos eletrônicos. Por meio de atividades práticas, como montagem de estruturas e resolução de desafios manuais, os alunos desenvolvem habilidades fundamentais como raciocínio lógico, coordenação motora fina, criatividade, noção espacial e trabalho em equipe. A proposta pedagógica é centrada na experiência sensorial e colaborativa, estimulando os estudantes a pensarem de forma estruturada e criativa ao mesmo tempo, por meio de brincadeiras educativas e construção com peças. As aulas acontecem na Avenida dos Pioneiros, nº 1310, no Centro de Carambeí, junto ao espaço da Idiom House. As vagas são limitadas e os interessados podem obter mais informações diretamente pelo WhatsApp: (42) 98816‑2825.
Homem faz vídeo e mostra bíblia intacta após carro destruído por incêndio na região
Um episódio surpreendente e comovente marcou a tarde da última sexta-feira (25) na PR-092, entre os municípios de Arapoti e Jaguariaíva. Por volta das 15h30, um veículo Land Rover Freelander 2, com placas de Ibaiti/PR, foi totalmente consumido pelas chamas no quilômetro 213 da rodovia estadual. Segundo informações apuradas no local, a condutora do veículo, identificada como G.A.C., de 35 anos, viajava com a mãe quando percebeu fumaça saindo da parte frontal do automóvel. As duas seguiam no sentido Arapoti–Jaguariaíva. Ao encostar no acostamento, o fogo já se espalhava rapidamente pelo compartimento do motor. A condutora e a mãe conseguiram sair a tempo e não sofreram ferimentos, apesar do susto. A Defesa Civil de Arapoti foi acionada para conter o incêndio e a pista precisou ser interditada temporariamente para garantir a segurança durante a operação. O incidente resultou em perda total do veículo, mas sem vítimas. Milagre em meio às chamas: Bíblia sai intacta do carro carbonizado Mais tarde, o irmão da motorista retornou ao local do incêndio para verificar os destroços. Em meio ao cenário de destruição, ele se deparou com algo surpreendente: a Bíblia da família estava intacta. Em um vídeo gravado e compartilhado nas redes sociais, o homem mostra o livro sagrado, que estava aberto no livro de Rute, e faz um relato comovente: “Por fim, Rute entregou o coração a Deus. O maior testemunho que podemos ter é a presença da graça. Seja graciosa e veja Deus tocar em sua vida”, declarou emocionado, segurando a Bíblia como único objeto preservado do incêndio. A cena comoveu internautas e gerou uma onda de mensagens de solidariedade. Muitos consideraram o episódio um sinal de fé, livramento e esperança em meio à perda material.
Castro recebe a Assembleia Itinerante em agosto
A Assembleia Legislativa do Paraná realiza, no mês de agosto, mais três edições da Assembleia Itinerante, projeto que reforça o compromisso do Parlamento com a interiorização das ações legislativas e o diálogo direto com a população. Os encontros ocorrerão nos municípios de Castro (6/8), Goioerê (8/8) e Santo Antônio da Platina (21/8). Instituída em 2023, a Assembleia Itinerante tem como objetivo descentralizar as atividades do Poder Legislativo, ampliar a escuta qualificada da sociedade, fortalecer a transparência institucional e incentivar a participação cidadã. Durante os eventos, moradores e representantes de entidades públicas e privadas podem apresentar sugestões, demandas e propostas que contribuem para o aprimoramento das políticas públicas. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi (PSD), a iniciativa reafirma o papel do Legislativo como agente ativo no desenvolvimento regional. “A Assembleia Itinerante é uma oportunidade de escutar de perto os anseios da população e tornar a atuação dos deputados ainda mais conectada com a realidade de cada região. O Poder Legislativo precisa estar onde o povo está, nas cidades onde eles vivem, para atuar com mais responsabilidade e assertividade”, afirmou. Interiorização A Assembleia Itinerante é uma ação da Assembleia Legislativa do Paraná que leva a estrutura do Parlamento para diferentes regiões do estado, em eventos regionais de grande visibilidade. O objetivo é ouvir diretamente a população, acolher sugestões e apresentar o trabalho realizado pela Casa. A proposta é fortalecer os laços entre a instituição e os cidadãos, promovendo maior transparência, escuta ativa e aproximação com os temas que impactam a vida das comunidades. Desde sua criação, o projeto já realizou 24 edições e percorreu cidades como Londrina, Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa, Cascavel, Umuarama, Campo Mourão, Jacarezinho, entre outras. Mais de 5,7 mil sugestões foram coletadas nessas ocasiões, abordando temas como saúde, educação, infraestrutura, agricultura e segurança pública. A iniciativa tem se consolidado como um canal efetivo de participação democrática, permitindo que as demandas regionais cheguem diretamente aos parlamentares. Programação: Castro (6/8) – A Assembleia Itinerante será realizada durante a Agroleite, tradicional evento do setor agropecuário. Goioerê (8/8) – A edição ocorrerá no espaço da Expo Goio, feira que movimenta a economia e o comércio da região Noroeste. Santo Antônio da Platina (21/8) – A iniciativa será integrada à programação da EFAPI Expo, referência no Norte Pioneiro.
Dia do Agricultor: Ceasa Paraná orienta os produtores rurais sobre os cuidados com o sol
A manhã desta segunda-feira, 28 de julho, começou diferente no Mercado do Produtor da Ceasa Paraná, em Curitiba. Logo às 4 horas da manhã, na chegada dos trabalhadores rurais, uma ação especial marcou o Dia do Agricultor. Como um gesto de cuidado e reconhecimento por quem planta, cuida e colhe os alimentos, foram entregues 300 kits com itens para reforçar o cuidado com a saúde aos produtores e produtoras nesta segunda-feira. Cada kit continha um chapéu feito em tecido com proteção UVA/UVB, em duas versões: verde caqui para os homens e rosa para as mulheres. Tinha também um material educativo com orientações práticas sobre exposição segura ao sol, uso correto do protetor solar, horários de maior risco e sinais de alerta para a pele. Informações essenciais, principalmente para quem trabalha no campo. E para completar, cada um ganhou também uma maçã e um suco natural. A entrega dos kits foi feita por uma equipe da Ceasa Paraná formada pelo diretor-presidente Éder Bublitz, pelo diretor técnico Antônio Leonardecz, além de colaboradores de pelo menos três setores diferentes da instituição. A Associação Sindical da Agricultura Familiar do Paraná (Asiaf-PR) também participou da entrega. “Nesse Dia do Agricultor, o gesto da Ceasa Paraná em oferecer uma lembrança como forma de reconhecimento foi muito gratificante. É uma maneira de valorizar aqueles que fazem a semente germinar e que, naquele espaço, tornam possível a comercialização dos alimentos que produzem”, afirmou Elivelton José Nodari, responsável pelo setor administrativo da Asiaf. Para o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Bublitz, a maioria dos agricultores ainda não se protege do sol como deveria. “O que a gente quer é mudar esse cenário, é fazer com que o agricultor tenha a consciência de que ele tem um papel fundamental na nossa sociedade e é preciso se prevenir. O importante é criar uma rotina de colocar um chapéu, passar um protetor solar nos braços, ter um cuidado um pouco maior com o horário de exposição solar”, disse. “Com essa ação, queremos mostrar o quanto nos preocupamos com o bem-estar de quem é responsável pela produção do nosso alimento. Queremos que o Dia do Agricultor de 2025 fique marcado como o início de novos hábitos, mais saudáveis e conscientes”, afirmou. A exposição solar sem proteção é a principal causa de câncer de pele entre trabalhadores rurais, e a prevenção, embora simples, ainda é pouco aplicada por vários motivos: falta de acesso aos itens de proteção, falta de informação, desconforto no calor por causa das roupas com tecido mais denso, mas o principal deles ainda é a dificuldade em mudar hábitos culturais em prol da saúde. IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO – O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, e os dados preocupam. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), ele representa cerca de 31% de todos os casos de câncer no país. Só em 2023, foram estimados mais de 220 mil novos diagnósticos , e a previsão segue alta até o fim de 2025. No Paraná, a situação merece atenção redobrada: o estado registra mais de 9 mil casos por ano de câncer de pele não melanoma, o que o coloca entre os estados com maior número de ocorrências. E dentro dessa realidade, os trabalhadores rurais estão entre os mais vulneráveis. Estudos mostram que essa população está especialmente exposta. Em Cascavel, por exemplo, entre 2011 e 2016, os diagnósticos de câncer de pele entre agricultores aumentaram 210%, principalmente em áreas como rosto e cabeça. Apesar disso, em várias regiões do país, ainda são muitos os produtores que não usam protetor solar ou chapéus adequados no dia a dia. No noroeste do Rio Grande do Sul, a maioria dos trabalhadores entrevistados reconhecia o risco, mas 87,9% não usavam protetor solar e 62% não usavam chapéu de proteção. Esse descuido custa caro: mesmo os tipos de câncer de pele que têm alta chance de cura podem causar mutilações sérias se não forem tratados a tempo. E o melanoma, embora menos comum, é agressivo e também atinge essa população.
Furtos e roubos de celulares caem 21% no Paraná; número de aparelhos recuperados cresce 50%
O Paraná registrou a 4ª maior queda do País no número de furtos e roubos a celulares em 2024, na comparação com 2023. Segundo o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última semana, a redução foi de 21% na soma dos dois tipos de crime, passando de 40.723 para 32.368 em números absolutos. O Estado também obteve a 4º maior variação no número de aparelhos recuperados pelas forças de segurança. Com a redução no número de ocorrências envolvendo celulares, a taxa no Paraná a cada 100 mil habitantes passou de 346,5 para 273,7. No País, esse índice é de 400,2. O Estado só ficou atrás de Piauí (-29,7%), Goiás (-26,6%) e Roraima (-22,3%) em relação às maiores diminuições nos números de furtos e roubos entre um ano e outro da análise. Se considerado somente o crime de furto de celulares (quando a ação não envolve violência), o número de ocorrências reduziu 20,5%, passando de 28.685 em 2023 para 22.936 em 2024. Foi a segunda maior redução no País, atrás apenas de Goiás, com -24,5%. Esse resultado fez com que a taxa a cada 100 mil habitantes passasse de 244 para 194 no Estado. Quando isolado o crime de roubo, a redução é ainda maior, de 22,1% entre 2023 e 2024, caindo de 12.038 para 9.432. A taxa desse tipo de ocorrência diminuiu de 102,4/100 mil habitantes para 79,8/100 mil habitantes. No Brasil, a taxa é mais que o dobro do Paraná, de 176,3 a cada 100 mil habitantes. Números da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) apontam que o cenário de queda nos números de furtos e roubos de celulares apontado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2024 continua em 2025. De janeiro a maio, houve queda de 45,6% na comparação com 2018, passando de 23.608 casos naquele ano para 12.826 nos primeiros cinco meses de 2025. RECUPERAÇÃO – Outro dado analisado pelo Anuário diz respeito à quantidade de celulares recuperados pelas forças de segurança, com crescimento de 49,7%. Foram 1.711 aparelhos devolvidos aos seus donos em 2024, contra 1.136 em 2023. Foi o 4º maior avanço do País na taxa de devolução, atrás de Santa Catarina (132,6%), Acre (67,9%) e Rondônia (59,1%), e empatado com Roraima. “Esse resultado é reflexo direto dos investimentos em tecnologia, infraestrutura e planejamento, somados a uma integração plena e eficiente entre as nossas polícias, que hoje atuam de forma coordenada e estratégica. A recuperação de celulares é apenas um dos muitos exemplos de como esse modelo impacta positivamente a vida da população”, afirmou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira. HOMICÍDIOS, ROUBOS E DROGAS – Dados do 19º Anuário de Segurança Pública também mostram que homicídios dolosos caíram 10% e o número de roubos reduziu 23,7% no Paraná em 2024, em relação a 2023. O Paraná não tem nenhum município entre os mais violentos do País e está entre os seis com as menores taxas de mortes violentas intencionais, acima da média nacional. Outro destaque é o volume de apreensão de drogas, com o Paraná responsável por mais de um terço de todos os entorpecentes retirados de circulação no Brasil no ano passado. O Estado respondeu por 36,5% das apreensões de maconha e cocaína no País em 2024. Foram 769,4 mil kg (769 toneladas) apreendidos, tanto pelas forças de segurança estaduais (Polícia Militar e Polícia Civil), quanto pelas forças federais. Em todo o País foram retiradas de circulação cerca de 2,1 milhões de quilos de drogas. ORIENTAÇÃO – A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta as vítimas de furto e roubo de celulares a registrarem Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima. Em casos de furtos, a ocorrência pode ser registrada pelo site da PCPR. É importante informar o IMEI do aparelho no momento da confecção do BO, dado essencial para o rastreamento dos aparelhos. O código pode ser localizado na caixa do aparelho, na nota fiscal ou nos dados da conta do Google ou do iOS vinculada.
Com 42 mil empregos, Paraná lidera abertura de vagas para mulheres na região Sul
Entre janeiro e maio de 2025, 42.248 mulheres conseguiram ocupação formal no mercado de trabalho no Paraná. O resultado supera os números do Rio Grande do Sul (38.710) e de Santa Catarina (36.856) no mesmo período. No cenário nacional, o Estado tem o terceiro maior saldo nesse público, atrás apenas de Minas Gerais (53.835) e São Paulo (160.283). Os segmentos que mais empregaram mulheres foram serviços (26.941), indústria (9.473), comércio (4.500), construção (1.002) e agropecuária (342). Entre as cidades que mais contrataram mão-de-obra feminina nesse período estão Curitiba (9.862), Londrina (3.104), Toledo (2.568), Maringá (2.119), Cascavel (1.768), Ponta Grossa (742) e Foz do Iguaçu (707). Em relação à faixa etária, a maioria das contratações envolvem mulheres de 18 a 24 anos (16.728), 40 a 49 anos (6.353) e 30 a 39 anos (6.291). As 42,2 mil vagas de 2025 já representam 63% de todas as contratações femininas de 2024 (66.841) e são maiores do que o consolidado de 2023 (38.900). Segundo o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, do Paraná, Do Carmo, o resultado reforça o compromisso do governo estadual com a construção de um mercado mais justo, diverso e preparado para os desafios da economia atual. “O crescimento do emprego entre as mulheres mostra que estamos no caminho certo. Programas como o Qualifica Paraná estão abrindo portas, principalmente para quem precisa de uma nova chance ou quer se recolocar. A força de trabalho feminina é essencial para o desenvolvimento do nosso Estado, e é por isso que seguimos investindo em políticas de capacitação, inclusão e empregabilidade”, destacou. Os cursos oferecidos pelo Qualifica Paraná são totalmente gratuitos, com certificado reconhecido, e podem ser acessados por meio da plataforma oficial do programa. As formações são presenciais ou híbridas, em áreas como tecnologia, indústria, comércio e serviços. Há diversos com inscrições abertas, como Mecânica Automotiva, Manutenção para Operadores de Máquinas, Técnicas de Confeitaria e Panificação e Noções de Climatização Residencial e Refrigeração Comercial. IDOSOS – Outro destaque recente do mercado de trabalho paranaense é o aumento significativo das contratações de pessoas com 50 anos ou mais. De acordo com o Boletim do Novo Caged, elaborado pelo Ministério do Trabalho, entre janeiro e maio de 2025 foram criadas 1.481 vagas formais para trabalhadores desta faixa etária no Estado, representando um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo era de 1.256 vagas.