O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento (SEPL), e o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) firmaram nesta segunda-feira (18) um Termo de Cooperação que objetiva o fortalecimento da gestão pública municipal. Isso se dará por meio da integração de dados e capacitações sobre boas práticas junto a associações locais. A solenidade ocorreu na sede da SEPL, em Curitiba. Com vigência inicial prevista de 24 meses, o acordo, sem transferência de recursos financeiros, prevê uma série de ações conjuntas, com destaque para capacitação de gestores municipais, uso estratégico de dados do ProGov – utilizado pelo TCE para avaliar políticas públicas implementadas nos municípios –, e atuação integrada das gestões municipais. Com a parceria, os municípios terão acesso a capacitações qualificadas, orientações técnicas personalizadas e ferramentas modernas de gestão e transparência. Isso significa mais apoio para estruturar políticas públicas baseadas em evidências, fortalecimento do planejamento municipal e maior segurança no cumprimento das normas legais. Além disso, a iniciativa permitirá que as administrações locais identifiquem fragilidades e adotem medidas corretivas com maior agilidade, resultando em economia de recursos, prevenção de falhas e melhoria da qualidade dos serviços públicos oferecidos à população. “Esta parceria entre a Secretaria do Planejamento e o Tribunal de Contas vai permitir que possamos percorrer todos os municípios do Paraná, levando instrumentos de planejamento municipal e também tratando do ProGov”, explicou o secretário Ulisses Maia. “Pela Escola do Planejamento, uma iniciativa da nossa Pasta, vamos auxiliar os municípios para que cada vez possam melhorar a prestação de serviço e a vida da população”. POTENCIALIZA – A atuação da SEPL apoia o planejamento das Unidades de Controle Interno dos municípios, sem se sobrepor ao trabalho exercido pela Controladoria Geral do Estado (CGE/PR). É uma aliança do TCE com a SEPL, através de atividades desenvolvidas na Escola do Planejamento. A união de esforços potencializa programas da Secretaria do Planejamento, como o Conecta399, que busca capacitar e possibilitar que os gestores públicos municipais tenham acesso a fomento e a projetos do Estado, e o Rota do Progresso, que tem a finalidade de promover o desenvolvimento em territórios com menores índices de renda em comparação a outros municípios do Estado. A cooperação visa o alinhamento destes dois programas do Governo do Estado com as diretrizes do ProGov, do TCE-PR, que avalia a implementação de políticas públicas pelos municípios do Paraná. “Este é um acordo estratégico. Com o apoio da Secretaria do Planejamento, poderemos aprofundar esse programa de fiscalização das políticas públicas que o Tribunal de Contas desenvolveu. É uma parceria com as associações municipais para o TCE-PR se aproximar ainda mais dos prefeitos e difundir as ideias de boas práticas. Isso tudo em prol do benefício da população”, disse o presidente do TCE-PR, Ivens Linhares. “Esse projeto veio para nos orientar, conectar os 399 municípios do Estado do Paraná. Essa junção vai facilitar para que os prefeitos possam ter melhor nota. Se eles tiverem melhor nota, consequentemente, quem vai ganhar com isso é a população, com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios das pessoas que vivem nos municípios”, avaliou a prefeita de Mandaguari e presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), Ivoneia Furtado. PROGOV – O ProGov é um programa do TCE-PR que busca coletar informações dos interlocutores que atuam na política pública, para depois avaliar e verificar se o governo municipal está executando as ações esperadas. É um instrumento que o tribunal utiliza para evitar o desperdício do dinheiro público e também evitar a atuação repressiva, ao promover o aperfeiçoamento da gestão e a melhoria das políticas públicas. PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente do Ipardes, Jorge Callado; o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo; o presidente da Assomec e prefeito de Colombo, Helder Luiz Lazarotto; o presidente da Amsulep e prefeito de Contenda, Antonio Adamir Digner; a presidente da AMCG e prefeita de Imbaú, Dayane Sovinski; o presidente da Amunpar e prefeito de Mirador, Fabiano Travain; o presidente da Amunop e prefeito de Sapopema, Paulinho Branco; o presidente da Amsulpar e prefeito de Paula Freitas, Sebastião Dalpra; o presidente da Amsop e prefeito de Dois Vizinhos, Carlinhos Turatto; o presidente da Amcespar e prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski; o presidente da Amerios e prefeito de Francisco Alves, Alírio Mistura; o presidente da Cantuquiriguaçu e prefeito de Foz do Jordão, Francisco Clei da Silva; o presidente da Amocentro e prefeito de Manoel Ribas, José Carlos da Silva Corona; o presidente da Amunorpi e prefeito de Jaboti, Regis William Siqueira Rodrigues.
Salários da agropecuária do Paraná crescem no 2º trimestre e superam em 58% a média nacional
O salário médio mensal dos trabalhadores da agropecuária paranaense atingiu R$ 3.428 no 2º trimestre de 2025, superando em 58,5% o rendimento médio de R$ 2.163 alcançado pelos ocupados no setor em âmbito nacional. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. No período de um ano, a remuneração média dos trabalhadores da agropecuária estadual registrou aumento real de 23%, ou seja, já com o desconto da inflação, enquanto os rendimentos no setor primário brasileiro avançaram 5,2% no mesmo intervalo. Com isso, o salário médio dos ocupados na agropecuária brasileira correspondeu a apenas 63,1% do rendimento médio referente ao Paraná, abaixo do percentual de 73,7% observado há um ano. O rendimento médio do Paraná está acima de outros estados com forte produção agrícola: em Santa Catarina, é de R$ 3.229, no Mato Grosso do Sul, R$ 3.149, em Goiás, R$ 3.071, em São Paulo, R$ 2.989, em Minas Gerais, R$ 2.440, e no Pará, R$ 1.425. O maior aumento dos salários no Paraná é resultado, entre outros fatores, da elevação da produção agrícola. Segundo levantamento mais recente do IBGE, acompanhado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá totalizar 45,7 milhões de toneladas no Paraná na safra 2025, superando em 21,8% o volume produzido no ano passado (37,5 milhões de toneladas). No Brasil, estima-se um incremento da ordem de 16,3%. Na pauta da agricultura paranaense, verifica-se que a produção de soja apresentará ampliação de 14,2%, saltando de 18,6 milhões de toneladas em 2024 para 21,3 milhões em 2025. Já a produção de milho deverá exibir acréscimo de 33,3%, considerando a 1ª e a 2ª safras, subindo de 15,1 milhões para 20,1 milhões de toneladas. Outras culturas, como a cevada e a aveia, poderão registrar aumentos ainda mais relevantes. Nesses dois casos, são esperadas taxas de crescimento da produção de, respectivamente, 50,3% e 47,3% na safra 2025. O Estado deve fechar o ano com 78,6% de participação na safra brasileira de cevada. Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, ressalta a influência que a elevação da renda agrícola exerce sobre toda a economia paranaense. “Considerando que o Estado apresenta 511 mil ocupados na atividade agropecuária e que o salário médio do setor atinge R$ 3.428, temos aproximadamente R$ 1,75 bilhão injetados mensalmente na economia local sob a forma de salário, o que impulsiona uma série de segmentos produtivos”, analisa. Já o secretário do Planejamento do Estado do Paraná, Ulisses Maia, destaca o nível de excelência alcançado pelo Paraná na atividade agropecuária. “O território paranaense corresponde a 2,3% da área do País e a nossa participação na produção nacional de grãos ultrapassa 13%, o que não deixa dúvida à elevada produtividade do Estado”, afirma. O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de grão, com 13,4% do mercado nacional. Em julho, ficou com o terceiro maior incremento na expectativa de safra em relação ao mês anterior: as principais variações positivas ocorreram no Mato Grosso (5 536 658 t), em Minas Gerais (561 874 t) e no Paraná (479 700 t).
Onça-parda é encontrada morta às margens de rodovia na região
Na manhã da última segunda-feira (18), uma onça-parda foi encontrada morta no acostamento da BR-376, na altura do km 511, sentido Curitiba, no município de Ortigueira. A equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em deslocamento pela rodovia por volta das 8h30, localizou o animal já sem vida. De acordo com a PRF, a suspeita é de que a onça tenha sido atropelada ao tentar atravessar a pista. O Instituto Água e Terra (IAT) foi acionado e fez o recolhimento do animal, que foi encaminhado à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para os procedimentos de análise.
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2
A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 671,54. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 19,19 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,86 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Os beneficiários de 521 cidades receberam o pagamento na sexta-feira (15), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul e moradores de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (três), Paraná (quatro), Roraima (seis) e Sergipe (11). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,63 milhões de famílias estão na regra de proteção em agosto. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 365,81. Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos. Auxílio Gás O Auxílio Gás também será pago nesta terça-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 2. O valor para este mês foi mantido em R$ 108. Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,13 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Prefeitos da AMCG participam de evento sobre sustentabilidade com o Governador Ratinho Junior
Prefeitos da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) estarão, nesta terça-feira (19), em Curitiba para participar da abertura da 13ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). O encontro será realizado no Teatro Guaíra e contará com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, além dos governadores e autoridades dos sete estados que compõem o consórcio: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A solenidade integra a Conferência da Mata Atlântica, que seguirá até quinta-feira (21), na capital paranaense. O evento terá como foco a sustentabilidade e a preservação da Mata Atlântica, segundo maior bioma do País e onde vive a maior parte da população brasileira. Durante a solenidade, Ratinho Junior apresentará iniciativas voltadas ao tema, e os demais governadores compartilharão experiências de seus estados. Também está prevista a assinatura da Carta de Curitiba, documento que reunirá propostas conjuntas sobre meio ambiente e mudanças climáticas, a ser encaminhado à presidência da COP30, programada para novembro em Belém (PA). Integração Criado em 2019, o Cosud reúne sete estados que concentram 56% da população brasileira e são responsáveis por 70% do PIB nacional. O consórcio busca fortalecer a integração regional e defender pautas estratégicas de interesse comum, com especial atenção à sustentabilidade e às mudanças climáticas. A Conferência da Mata Atlântica, que começa nesta terça-feira e segue até o dia 21 no Parque Barigui, reunirá lideranças nacionais e internacionais para debater biodiversidade, mudanças climáticas, financiamento e governança ambiental. Com informações da Agência Estadual de Notícias
Audiência pública em Carambeí reforça importância do aleitamento materno e da saúde mental materna
Na tarde desta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Carambeí sediou uma audiência pública em alusão ao Agosto Dourado, mês de conscientização sobre o aleitamento materno. O encontro também destacou a importância da saúde mental materna, promovendo uma roda de conversa aberta ao público. Entre as palestrantes esteve a Dra. Fernanda Fogaça Netto, dentista da Prefeitura de Carambeí desde 1997. Atualmente atuando na UBS Boqueirão, ela atende bebês, crianças e gestantes, sendo capacitada pela Bebê Clínica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – referência nacional em odontologia para bebês. Também participou a Dra. Monika, médica da UBS Boqueirão, que compartilhou experiências e orientações relacionadas ao cuidado integral das gestantes e lactantes. Durante o evento, foram apresentados os serviços já disponíveis no município. Em Carambeí, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam acompanhamento pré-natal, puerpério e puericultura. Desde a abertura da carteirinha, gestantes e lactantes recebem orientação para procurar a UBS sempre que tiverem dúvidas ou inseguranças. As consultas iniciais de puericultura também são utilizadas para avaliar a pega e a dinâmica entre mãe e filho, além de oferecer pesagem semanal, quando solicitada pelo médico. No puerpério, as mulheres recebem orientação sobre planejamento familiar, com possibilidade de avaliação ginecológica para implantação do DIU. Quando há indicação médica para complementação com fórmula infantil, o município, por meio da assistência social da saúde, realiza o cadastro e acompanhamento das famílias. As palestrantes reforçaram que a UBS é a porta de entrada para todo o sistema de saúde brasileiro e que todos os pacientes — sejam usuários do SUS, convênios ou particulares — são acolhidos e encaminhados conforme suas necessidades. O encontro contou ainda com a participação da comunidade, que pôde fazer perguntas e esclarecer dúvidas, tornando o debate um espaço de troca e fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil.
Prova de Vida já foi feita por 90% dos beneficiários do INSS
O governo federal calcula que, em 2025, mais de 30,5 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) validaram a prova de vida, procedimento anual que garante a continuidade dos repasses previdenciários. O número corresponde a 90% dos que precisam fazer o procedimento de comprovação de vida para garantir a continuidade dos benefícios. “Trata-se de um procedimento importante para evitar fraudes e pagamentos indevidos e, por isso, ocorre periodicamente”, justifica a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A verificação costuma ser feita por meio de cruzamento de dados oficiais, o que possibilita, à maioria dos beneficiários, não ser necessária a ida ao banco ou mesmo o acesso ao Meu INSS para manter o benefício ativo. No caso de beneficiários não localizados pelo sistema automático, uma notificação exclusiva é enviada pelo banco responsável pelo pagamento do benefício. Alerta contra golpistas O governo alerta que há golpistas tentando enganar aposentados e pensionistas com ligações e mensagens falsas, ameaçando corte do benefício, solicitando dados pessoais ou até marcando falsos agendamentos. O INSS não liga pedindo a realização da Prova de Vida nem envia mensagens por WhatsApp, SMS ou aplicativos, ameaçando bloqueio imediato do benefício. Também não envia servidores às residências dos beneficiários para recolher documentos ou para fazer o procedimento de comprovação de vida. “Desconfie de qualquer contato fora dos canais oficiais. Nunca informe dados pessoais, senhas ou documentos por telefone, mensagem ou para desconhecidos”, explicou a Secom. Meu INSS e 135 Caso alguma dúvida persista, é possível, ao beneficiário, fazer consultas sobre a necessidade ou não de fazer a comprovação de vida por meio do aplicativo Meu INSS; e do telefone 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h). Pelo Meu INSS, basta acessar o site ou aplicativo, fazer login com CPF e senha, e seguir as instruções para reconhecimento facial, caso seja solicitado. Procure então o serviço “Prova de Vida”. Se aparecer a data da última atualização, está tudo certo. “Caso apareça a mensagem ‘Comprovação de vida não realizada’, será preciso regularizar a situação”, informou o Planalto.
Paraná registra superávit recorde de R$ 144 bilhões no comércio interestadual em 2024
O Paraná bateu recorde positivo na balança comercial interestadual em 2024, com superávit de R$ 144 bilhões nas transações com outros estados brasileiros. O valor representa o maior saldo positivo da história do Estado, de acordo com o levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O superávit é resultado da diferença entre as vendas do Paraná para os demais estados, no valor total de R$ 981 bilhões ao longo do ano, e as compras de R$ 837 bilhões. O saldo positivo demonstra a robustez da economia paranaense e sua capacidade de abastecimento no mercado nacional. A performance excepcional reflete a diversificação e o fortalecimento do parque produtivo paranaense, que consegue atender não apenas à demanda interna, mas também gerar significativos excedentes para distribuição em todo o território nacional. Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os dados mostram que o Paraná é um fornecedor estratégico de diversos segmentos da economia brasileira. “O Estado tem se destacado como protagonista na produção de alimentos, combustíveis, eletrodomésticos e veículos, por exemplo, com vários destes produtos sendo distribuídos para todo o País, o que evidencia o alto patamar produtivo paranaense”, disse. EVOLUÇÃO – O saldo recorde é fruto também de uma evolução constante registrada desde 2019, resultado do bom ambiente de negócios vivido pelo Paraná nos últimos anos. Neste período de cinco anos, o saldo da balança interestadual paranaense saltou de R$ 23,6 bilhões em 2019 para os R$ 144 bilhões registrados em 2024, um crescimento de mais de seis vezes no superávit estadual. Ao longo deste período, o Estado recebeu mais de R$ 300 bilhões em investimentos privados para a construção de novas fábricas ou para a ampliação de plantas industriais. O aumento no saldo é fruto de um crescimento tanto nas saídas quanto nas entradas de produtos no Paraná. Em relação às vendas, o crescimento foi de 175%, saindo de R$ 356,4 bilhões em 2019 para R$ 981,7 bilhões em 2024. Nas compras, o aumento foi R$ 332,7 bilhões em 2019 para R$ 837,7 em 2024, o que significa um crescimento de 151%. O crescimento tanto nas entradas quanto nas saídas, revela o dinamismo da economia local, que tem se especializado na industrialização de produtos agropecuários. “Alta produção significa geração de emprego e renda no Estado, beneficiando a população local”, afirmou o secretário do Planejamento do Estado do Paraná, Ulisses Maia. ESTADOS – A análise por estado revela que o Paraná mantém saldos positivos com a maioria das unidades federativas do País. Os maiores superávits de 2024 foram registrados com São Paulo (R$ 26,37 bilhões), Santa Catarina (R$ 22,70 bilhões), Mato Grosso (R$ 16,18 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 13,80 bilhões), Minas Gerais (R$ 12,97 bilhões) e Bahia (R$ 9,67 bilhões) o que evidencia a integração comercial com os principais polos econômicos do País. Entre os produtos vendidos pelo Paraná estão aqueles do complexo agrícola (feijão, cevada, milho, soja e frutas), alimentos (leite, carnes e bebidas) e industrial automotivo (veículos, peças e eletroeletrônicos).
Secretaria da Fazenda alerta empresas do Simples Nacional sobre regularização
Quase 10% das empresas optantes do Simples Nacional no Paraná podem ser excluídas do regime em 2026 por causa de dívidas com a Receita Estadual. São mais de 28 mil contribuintes com pendências que precisam regularizar sua situação para não serem retiradas do regime tributário simplificado. O Simples Nacional é um regime tributário criado pela Lei Complementar n.123/2006 voltado para micro e pequenas empresas e que conta com um sistema favorecido e simplificado de recolhimento de tributos. Das cerca de 300 mil empresas paranaenses optantes pelo Simples Nacional, 28.834 foram notificadas pela Receita Estadual por causa de débitos tributários. O número é mais do que o dobro do registrado no ano passado, quando pouco mais de 14 mil contribuintes foram notificados. Essas notificações são originadas por dívidas pendentes em impostos estaduais, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços), TA (Termo de Acordo de Parcelamento) e a Dívida Ativa. Somadas, as pendências somam quase R$ 129 milhões. O regulamento do Simples Nacional exige que estejam em dia tanto com os impostos federais quanto os estaduais. “É muito comum empresas ficarem em vias de serem excluídas do regime por se esquecerem de pagar o IPVA, por exemplo, já que não é um imposto decorrente da sua atividade empresarial”, explica a diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta. “Ainda assim, é fundamental estar em dia com o fisco para evitar dores de cabeça”. REGULARIZAÇÃO – Segundo a Receita Estadual, as empresas notificadas têm 90 dias a partir da ciência do termo para acertar as contas, ou serão excluídas desse regime a partir de 1º janeiro de 2026. A regularização pode ser feita por meio de pagamento integral do débito, via parcelamento ou por meio de outras medidas previstas no artigo 151 do Código Tributário Nacional (CTN) que suspendam a exigibilidade dos débitos. A consulta aos termos de exclusão está disponível aos contribuintes e a seus representantes contábeis na área restrita do Portal do Simples Nacional, na opção “Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional”. Após a regularização dos débitos dentro do prazo, não há a necessidade de acionar a Receita Estadual. Como a verificação é efetuada de forma eletrônica, a regularização é feita automaticamente. Para o caso de apresentar impugnação à exclusão, o pedido deverá ser protocolado no Sistema de Protocolo Integrado (eProtocolo) ou na repartição fiscal do domicílio tributário do contribuinte dentro do prazo de 90 dias da ciência do termo.
Homem é encontrado morto às margens da linha férrea na região
Na tarde desta segunda-feira (18), o corpo de um homem foi encontrado caído às margens da linha férrea, na região do bairro Boa Vista, em Ponta Grossa. Segundo informações iniciais, o maquinista de uma composição ferroviária avistou a vítima e acionou imediatamente a equipe de segurança da ferrovia, que comunicou os órgãos competentes. O homem vestia blusa cinza e calça azul-marinho. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram até o local, mas apenas puderam confirmar o óbito. A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM) realizaram o isolamento da área, enquanto a Criminalística foi acionada para os trabalhos periciais. O Instituto Médico-Legal (IML) fez o recolhimento do corpo. Até o momento, a vítima permanece sem identificação.