Carambeí viveu um momento histórico nesta quinta-feira (11/) com a celebração da aprovação da Lei Estadual nº 22.534/2025, que oficializa o município como a Capital Estadual das Tortas. A lei, de autoria do deputado estadual Moacyr Fadel (PSD), reconhece a identidade gastronômica de Carambeí e reforça sua vocação turística e cultural no cenário paranaense. A entrega oficial do título aconteceu no Choupana Coffee Bar em uma solenidade que reuniu autoridades e lideranças locais e regionais. Estiveram presentes o deputado estadual Moacyr Fadel, a prefeita Elisangela Pedroso, o vice-prefeito Dr. Otávio, vereadores do município, além dos proprietários das tradicionais tortarias de Carambeí, que são símbolos da cultura e da hospitalidade local. Também participaram representantes de diversas entidades e autoridades da região, reforçando a importância da conquista. O deputado Moacyr Fadel destacou que a iniciativa reconhece um dos maiores patrimônios culturais e econômicos da cidade. “As tortas de Carambeí são conhecidas em todo o Paraná e já fazem parte da identidade do município. A lei é um reconhecimento oficial daquilo que já é uma marca consolidada da cidade”, afirmou. A prefeita Elisangela Pedroso ressaltou o impacto positivo que o título trará para o município. “Esse é um marco que fortalece nossa tradição, valoriza nossos empreendedores e amplia o potencial turístico de Carambeí. É um orgulho para todos nós ver nossa cidade reconhecida como a Capital Estadual das Tortas”, destacou. Com a oficialização, Carambeí passa a ocupar lugar de destaque nos roteiros turísticos do Paraná, consolidando-se como destino gastronômico de referência e ampliando as oportunidades de crescimento econômico e cultural.
Preços de alimentos e bebidas caem pelo 3º mês consecutivo no Paraná, aponta Ipardes
O Paraná registrou, em agosto, o terceiro mês de queda consecutiva nos preços de alimentos e bebidas, de acordo com o Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas). Elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (Ipardes), o índice recuou 0,58% no último mês, reduzindo a variação acumulada em 2025 para apenas 1,85%. Essa redução generalizada beneficia diretamente o bolso das famílias paranaenses, refletindo as boas condições de produção no campo e uma oferta maior nos mercados, principalmente de hortifrutis. Dos 18 subgrupos que compõem o IPR – e Alimentos e Bebidas, 11 registraram preços menores, com maior impacto em tubérculos, raízes e legumes (-8,11%), que reduziram o índice mensal em -0,32 p.p. Outros destaques foram ovos de galinha (-3,49%), sal e condimentos (-3,01%) e cereais (-2,43%). Entre os 91 produtos pesquisados, 54 apresentaram preços menores. O impacto em mais de metade dos produtos pesquisados mostra que a redução de preços foi generalizada no Estado. A maior queda proporcional de preços ocorreu na manga (-18,26%), favorecida pela maior oferta no mercado interno após redução das exportações, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O tomate (-15,63%), a cebola (-14,26%), o brócolis (-9,25%) e a abobrinha (-8,49%) também registraram diminuições expressivas. O clima favorável e a boa produtividade das colheitas ampliaram a oferta desses produtos, refletindo diretamente no preço final ao consumidor. Outros itens com quedas relevantes incluíram batata-doce, cenoura, repolho e alface, reforçando a tendência de redução generalizada nos hortifrutis. VARIAÇÃO EM 12 MESES – Apesar de pequenas altas pontuais em alguns produtos – como a carne bovina, que foi impactada pelo aumento da demanda interna e externa – o comportamento geral do índice mostra controle da inflação de alimentos no Paraná. Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, cereais (-22,54%), tubérculos, raízes e legumes (-11,17%) e frutas (-9,40%) registraram quedas importantes, contribuindo para manter o custo de vida mais equilibrado para a população. DESEMPENHO REGIONAL – A queda do IPR em agosto foi observada em oito dos nove municípios pesquisados, sendo mais intensa em Ponta Grossa (-0,93%), Curitiba (-0,91%) e Pato Branco (-0,76%). Apenas Foz do Iguaçu registrou leve alta (0,13%). O subgrupo tubérculos, raízes e legumes apresentou a maior retração em todas as localidades, variando de -9,99% em Curitiba a -4,92% em Foz do Iguaçu. Produtos como cebola e tomate registraram queda em todos os municípios, com destaque para a cebola em Guarapuava (-22,72%) e o tomate em Curitiba (-25,49%). Outros produtos com recuos expressivos em diferentes municípios incluíram cenoura, alface, batata-doce e pepino, reforçando a tendência de preços mais baixos em hortifrutis no Estado. Entre os produtos com maior retração, a batata-inglesa apresentou queda de até 55,93% em Curitiba, e a cebola caiu 51,18% em Guarapuava, confirmando a forte influência da produção agrícola local na redução dos preços. METODOLOGIA – O IPR – Alimentos e Bebidas é calculado mensalmente pelo Ipardes, com base em 91 produtos distribuídos em 18 subgrupos, abrangendo o Paraná e nove municípios: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama. Os preços utilizados são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, totalizando cerca de 2,5 milhões de registros. A cesta de produtos reflete o padrão de consumo das famílias, identificado por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, que mostra como os brasileiros distribuem seus gastos em alimentação e outros itens de consumo.
Cármen Lúcia forma maioria pela condenação de Bolsonaro e aliados
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (11) maioria de votos para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados na ação penal da trama golpista. A maioria foi formada com o voto da ministra Cármen Lúcia. Com o entendimento da ministra, o placar pela condenação de todos os réus está em 3 votos a 1. Falta o último voto, que será proferido em seguida pelo ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado. Nas duas sessões anteriores, Alexandre de Moraes e Flávio Dino se manifestaram pela condenação de todos os réus. Luiz Fux absolveu Bolsonaro e mais cinco aliados e votou pela condenação de Mauro Cid e o general Braga Netto pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito. O tempo de pena ainda não foi anunciado e será definido somente ao final dos votos dos cinco ministros, quando é feita a chamada dosimetria. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado. Voto Em sua manifestação, a ministra disse que o julgamento da trama golpista remete ao passado do Brasil, com rupturas institucionais. “O que há de inédito nesta ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro na área das políticas públicas dos órgãos de Estado”, afirmou. Cármen Lúcia também destacou que Bolsonaro e os demais réus não podem questionar a legitimidade da Lei 14.197/21, norma que definiu os crimes contra a democracia e que foi usada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para basear a acusação. A norma foi sancionada pelo ex-presidente e os réus Anderson Torres, Braga Netto e Augusto Heleno, ex-integrantes do governo. “Não é apenas legitima [a lei], como ainda não se pode dizer que se desconhecia que tentaram atentar contra a democracia. Quatro dos oito réus são exatamente os autores, os que têm a autoria do autógrafo”, disse. 8 de janeiro A ministra também disse que os atos golpistas foram fruto de um “conjunto de acontecimentos” contra a democracia. “O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”, completou. “Prova cabal” A ministra afirmou que há “prova cabal” da participação do ex-presidente Bolsonaro e os demais acusados em uma “empreitada criminosa”. “A procuradoria fez prova cabal de que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legitima de poder nas eleições de 2022, minar o exercício dos demais poderes constituídos, especialmente o Poder Judiciário”, disse. Confira o resumo dos votos Votos pela condenação de todos os réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Voto pela absolvição de Bolsonaro, Ramagem, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres e Almir Garnier de todos os crimes. Voto pela condenação de Mauro Cid e Braga Nettosomente pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito.
Com estratégia de vacinação, Paraná encerra estado de alerta para síndromes respiratórias
O Paraná saiu oficialmente do estado de alerta que havia sido instituído por meio da Resolução da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nº 1.014/2025 para os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). A informação foi confirmada pelo secretário da pasta, Beto Preto, nesta semana, após uma nova análise dos dados, que demonstraram uma queda na circulação dos vírus. O alerta durou 90 dias. Neste período, diversas ações foram realizadas para minimizar os agravamentos das doenças e aumentar a cobertura vacinal contra a gripe na população paranaense. Segundo o secretário, apesar da gravidade da situação, que levou ao alerta, a estratégia adotada pela Sesa apresentou bons resultados. “Tivemos diversos momentos tensos, mas podemos destacar que deu certo. O Paraná foi o único Estado do Sul e Sudeste que não entrou em estado de emergência em saúde pública por conta das síndromes respiratórias e devemos isso ao apoio dos municípios nas ações”, disse. Além de iniciar a vacinação antes do restante do país, abrindo a imunização no dia 1º de abril, a Sesa também viabilizou a abertura de 204 leitos, entre clínicos e de UTIs, para adultos e de pediatria, com o objetivo de ampliar o atendimento hospitalar no Estado. Destes leitos, 132 seguem integrando a rede estadual. Também como medida de combate, a Sesa adquiriu 100 mil testes rápidos do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para detecção de Influenza A, B e Covid-19. O material teve um investimento de R$ 800 mil do Tesouro do Estado e foi distribuído para os municípios, principalmente, para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento (PA) e Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo o atendimento de casos suspeitos de síndromes respiratórias na rede pública. Segundo os dados do Vacinômetro Nacional, desde o início da vacinação, o Paraná já registrou 3.643.187 doses contra a Influenza aplicadas, num percentual de 54,35% de cobertura vacinal dentro dos grupos prioritários: crianças, gestantes e idosos. A imunização ficou aberta para o público em geral, com o objetivo de atingir o maior número de paranaenses. De acordo com um levantamento da Sesa, os municípios possuem atualmente 150 mil doses em estoque. A diferença entre o número de doses aplicadas no sistema do Ministério da Saúde e as doses em estoque dos municípios deve-se ao tempo entre a aplicação e a inserção dos dados na plataforma. NOVA FASE – Após o período mais crítico da circulação dos vírus respiratórios, o Paraná inicia agora um novo momento na vacinação contra a gripe. O Ministério da Saúde deverá enviar 100 mil novas doses ao Estado nas próximas semanas, e orienta que essas vacinas sejam destinadas exclusivamente aos grupos prioritários. “Vacinar a população em geral foi uma estratégia que deu certo porque contamos com mais pessoas, mas na saúde não tem vitória completa, é trabalhar todos os dias. Por isso, nosso trabalho segue e agora iniciamos uma nova fase, nos grupos que mais precisam”, explicou o secretário. QUEDA – Os números mostram queda significativa dos casos de SRAG nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Entre as semanas 33 a 36 foram 1.969 notificações e 41 óbitos. Na comparação com as semanas 20 a 23, anteriores à Resolução de 6 de junho que instituiu o alerta, a redução é bastante clara, quando foram notificados 4.736 casos e registrados 323 óbitos. Em todo ano epidemiológico de 2025 foram notificados 22.866 casos e 1.436 óbitos. Dos casos confirmados 3.279 foram de Influenza, 713 de Covid-19 e 6.958 de outros vírus respiratórios. Outros 9.659 registros foram de SRAG não especificada, 126 de outros agentes etiológicos e 2.131 seguem em investigação. Entre os óbitos, 404 foram por Influenza; 107 por Covid-19 e 30 de outros vírus respiratórios. Também houve 26 mortes de outros agentes etiológicos e, ainda, 668 como SRAG não especificadas. Há também uma morte em investigação e 697 por outras causas que não se enquadram nos critérios de SRAG. Com a redução nos casos, consequentemente ocorre também a queda nos internamentos e a ocupação de leitos por casos de SRAG. Em maio, houve 6.013 internamentos e em junho, antes da Resolução, as internações chegaram a 6.395. No mês de julho já é possível observar uma redução para 4.924 internações. Em agosto a queda é ainda mais acentuada chegando a 3.988.
Paraná teve maior crescimento do Brasil nas exportações de carne de peru de janeiro a julho
O Paraná teve o maior crescimento porcentual em exportação de carne de peru nos sete primeiros meses do ano do Brasil. O aumento foi de 5,5% em volume, contrastando com a retração de 11% registrada pelo País. Em receita cambial o Paraná arrecadou 21,3% a mais, bastante superior aos 2,5% de alta em âmbito nacional. O Agrostat Brasil, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que acompanha o comércio exterior do setor agropecuário, apontou que entre janeiro e julho de 2025 as empresas brasileiras exportaram 30.141 toneladas, com receita de US$ 81,832 milhões. No ano anterior tinham sido 33.851 toneladas e US$ 83,914 milhões em divisas. “O Brasil não é um dos maiores produtores mundiais de peru, mas a atividade desempenha um papel significativo no mercado interno e também na exportação”, comentou o veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva no Boletim de Conjuntura Agropecuária, do Departamento de Economia Rural (Deral), referente à semana de 5 a 11 de setembro. O Paraná é o terceiro produtor e exportador, mas foi o único a aumentar o volume de exportação no comparativo com os sete primeiros meses do ano passado, quando enviou 7.244 toneladas ao Exterior, faturando US$ 17,932 milhões. Este ano foram 7.642 toneladas a um valor de US$ 21,746 milhões. Santa Catarina, que lidera o segmento no Brasil, reduziu de 14.537 toneladas para 13.300 (menos 8,5%), embora tenha aumentado em 8,9% a receita cambial, de US$ 35,524 milhões para US$ 38,691 milhões. O Rio Grande do Sul reduziu em 25,6% o volume, de 12.051 para 8.962 toneladas, e em 31,4% o faturamento, de US$ 30,383 milhões para US$ 20,834 milhões. O principal destino da carne de peru brasileira nos primeiros sete meses de 2025 foi o México, com 4.529 toneladas. É seguido pelo Chile (3.129 toneladas), África do Sul (2.734 toneladas), Países Baixos (2.062) e Peru (2.039 toneladas). ABACATE – O boletim feito pelo Deral analisa ainda a exportação de abacate brasileiro. Ainda que seja um dos principais produtores da fruta, colocando-se na sétima posição mundial, com 4% dos volumes colhidos em 2023, figurou como o 18º em exportação, com 26,2 mil toneladas. EUA – Ainda em relação às exportações, o documento apresenta uma análise do agrônomo Carlos Hugo Godinho sobre as consequências das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. No Paraná, o setor mais impactado foi o madeireiro, com menos US$ 25 milhões de divisas em relação a agosto do ano passado. Pela análise, o segmento cafeeiro foi menos impactado financeiramente devido ao alto preço do produto, mas os exportadores também conseguiram diversificar os destinos, com destaque para México, El Salvador e Colômbia. Já a bovinocultura avançou, com forte alta em sebo e ganhos em couros e gelatina. OVOS – No primeiro semestre de 2025 a produção nacional de ovos chegou a 2,447 bilhões de dúzias. O desempenho corresponde a uma elevação de 7,6% sobre as 2,273 bilhões de dúzias do mesmo período do ano passado. O Paraná apareceu na terceira colocação, com 231,278 milhões de dúzias, o que corresponde a 9,5% do total. O volume foi 1,8% superior às 227,079 dúzias de 2024. A liderança é de São Paulo, que produziu 662,371 milhões de dúzias, seguido de Minas Gerais, com 239,622 milhões de dúzias. SOJA – A partir desta quinta-feira (11) está liberada a emersão das plantas de soja na Região 3, que compreende o Sudoeste do Paraná. Na Região 1, onde estão os municípios mais ao sul, o vazio sanitário termina no dia 20 de setembro. A Região 2, que foi liberada desde o dia 1.º e engloba Norte, Noroeste e Oeste, ainda está com plantio tímido. Até o momento foram semeados 17,4 mil dos 5,8 milhões de hectares previstos para a safra. MILHO – Os trabalhos de colheita do milho de segunda safra 2024/25 estão praticamente encerrados no Paraná, com 96% dos 2,79 milhões de hectares já liberados. De outra parte, o plantio da primeira safra no ciclo 2025/26 avançou para 24% dos 315 mil hectares projetados. As condições de campo são boas para 98% das lavouras, e medianas para o restante.
Motorista e bebê que morreram em acidente na região são identificados
O motorista e o bebê que morreram em um grave acidente registrado na BR-153, na manhã dessa quarta-feira (10), foram identificados como Cleverson Luis Lemes e Nathan Lemes. A colisão fatal ocorreu na localidade de Arroio Grande, área rural de Imbituva. Cleverson, de 31 anos, era o pai do bebê, Nathan, de apenas três meses. Conforme o Serviço Funerário Municipal, o homem e o filho eram naturais de Irati, mas residiam em Imbituva. Cleverson trabalhava como operador de máquinas, em uma madeireira. SEPULTAMENTO – O corpo do pai e do bebê estão sendo velados na Capela Municipal de Imbituva e serão sepultados no Cemitério Municipal de Imbituva, às 14h desta quinta-feira (11). SOBRE – O homem dirigia o carro VW Gol, no momento do acidente, que envolveu uma camionete. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão aconteceu por volta das 10h50 da manhã dessa quarta, no km 308 da rodovia. No interior do veículo Gol, com placas de Imbituva, havia três ocupantes: Cleverson, a esposa e o bebê, Nathan. O motorista entrou em óbito ainda no local do sinistro e a passageira ficou presa às ferragens, com ferimentos graves. O bebê chegou a ser transportado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Imbituva, por populares, mas acabou falecendo. A passageira do Gol foi socorrida pelos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após ser retirada em meio às ferragens, sendo transportada ao Hospital Santa Casa de Ponta Grossa, por um helicóptero. Na camionete envolvida, com placas de Imbituva, duas pessoas sofreram ferimentos moderados. A passageira também ficou presa às ferragens e foi encaminhada Hospital Santa Casa de Irati, por uma ambulância da Polícia Militar de Imbituva. Já o condutor, foi conduzido ao Pronto Socorro de Imbituva, pelo Samu. Com informações: Kiko de Oliveira
Investimentos do Estado nos municípios chegarão a R$ 6,4 bilhões até o fim de 2026
O Governo do Estado vai investir mais de R$ 6,4 bilhões nos municípios paranaenses até o fim de 2026. O valor deve superar os volume de 2024 e será o maior da história. A projeção é da Secretaria de Estado da Fazenda. De acordo com o cronograma, são R$ 2 bilhões para a pavimentação de cerca de 1 mil quilômetros de estradas rurais, mais de R$ 1,7 bilhão em equipamentos e máquinas agrícolas, R$ 1 bilhão para o financiamento de moradias populares do programa Casa Fácil, R$ 700 milhões em pavimentação urbana para novas fases do programa Asfalto Novo, Vida Nova, e cerca de R$ 300 milhões para instalar iluminação em LED em todas as cidades do Estado. “Nós temos o maior pacote de investimentos da nossa história, com rodovias, duplicações, trincheiras, viadutos, além do maior investimento em educação do Brasil, com 35% da nossa arrecadação corrente líquida destinada para isso”, diz o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “É um investimento contínuo em todos os municípios do Paraná, muito maior do que aquilo que os municípios projetavam”. Como explica o secretário, as intervenções em infraestrutura dão uma boa dimensão do quanto o Paraná está empenhado com investimentos. Mais do que isso, segundo ele, o Estado é parceiro de cada um dos 399 municípios para fazer com que essas melhorias cheguem ao cidadão. “Estamos de portas abertas para conversar com qualquer um dos prefeitos para falar de investimentos e saber como podemos ajudar. Nosso objetivo é dar propulsão a obras e iniciativas que melhorem a qualidade de vida do paranaense”, diz. A esses recursos se somam as transferências constitucionais. O Governo do Paraná mandou mais de R$ 10,2 bilhões aos municípios entre janeiro e agosto de 2025, o que representa um crescimento nominal de 84% ao longo dos últimos sete anos. Nos primeiros oito meses de 2018, por exemplo, o total repassado às prefeituras foi de R$ 5,5 bilhões. Além do crescimento nominal, houve aumento real de 27% ao longo dos últimos sete anos. “Os municípios são nossos grandes parceiros e continuarão recebendo atenção total, com obras e projetos, por isso não há preocupação nem com as mudanças propostas no IPVA”, ressaltou Norberto Ortigara. “Queremos que a redução do IPVA seja motivo de orgulho para o paranaense, que terá o menor imposto do Brasil ao mesmo tempo em que o ritmo de investimentos só tende a crescer. Não vamos tirar o pé do acelerador”. De acordo com projeções da Receita Estadual, a mudança na alíquota dos atuais 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos deve reduzir a arrecadação de 2026 em cerca de R$ 2,8 bilhões. Contudo, com novos emplacamentos e a continuidade dos investimentos, o volume de recursos previstos para as cidades do Paraná vai continuar alto. NOVOS INVESTIMENTOS – Um dos principais exemplos desses investimentos são as estradas rurais e o foco no desenvolvimento rural do Estado. São R$ 2 bilhões destinados à pavimentação de trechos relevantes de estradas rurais, especialmente aqueles ligados às cadeias de produção de leite, suíno e frango. A previsão é de que as obras abranjam de 800 a 1.000 quilômetros de estradas. Os recursos vão atender o programa Estradas da Integração, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que já garantiu obras em mais de 1.350 quilômetros de estradas rurais em todo o Paraná, beneficiando cerca de 100 mil famílias com a melhora no transporte de insumos e produtos agrícolas. O programa, que já recebeu investimentos de R$ 521 milhões desde 2019, também garante mais conforto e agilidade na mobilidade dos agricultores, estudantes, turistas e toda a comunidade. Além disso, os investimentos previstos incluem ainda R$ 1,7 bilhão na aquisição de equipamentos e maquinários agrícolas. Serão disponibilizados 406 kits de equipamentos, incluindo motoniveladoras, tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, caminhões basculantes e rolos compactadores. Os repasses são limitados a R$ 3,7 milhões por cidade, com dispensa de contrapartida por parte dos municípios. A ideia é equipar as cidades com maquinários para serem usados no meio rural, para adequação de estradas rurais, manejo de solo, terraplanagem e auxiliar na infraestrutura de produção. ASFALTO E CASA – Outro exemplo de como os investimentos do Estado vão alcançar diretamente os municípios é o Asfalto Novo, Vida Nova. Trata-se do maior programa de pavimentação urbana da América do Sul e que avança para garantir 100% de asfalto nas vias urbanas de todas as cidades. Já foram investidos cerca de R$ 872 milhões para 363 quilômetros. Outro pilar central nessa estratégia de espalhar os investimentos do Estado é turbinar o investimento em serviços, como o Casa Fácil Paraná, o maior programa habitacional do Brasil. O principal eixo do programa é o subsídio de R$ 20 mil para custear a entrada de imóveis a famílias com renda de até quatro salários mínimos, viabilizando as contratações habitacionais via Caixa Econômica Federal. A medida resolve o principal gargalo do Minha Casa Minha Vida, cujo financiamento abrange, no máximo 80%, do valor dos imóveis. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, ele já realizou o sonho da casa própria para mais de 116 mil famílias de 366 municípios desde 2021 – e se já planeja um novo salto. Em maio, o governador Ratinho Junior anunciou um novo ciclo do programa, com o lançamento de modalidades que visam a inclusão de públicos que historicamente enfrentam dificuldades para adquirir a casa própria ou regularizar sua propriedade. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão. Além disso, o Governo do Estado também lançou o Casa Fácil Paraná Terceira Idade, modalidade inédita que garante subsídios de R$ 80 mil para que pessoas acima de 60 anos usem para entrada na aquisição da moradia. O aporte inicial previsto para atender a novidade é de R$ 80 milhões, o suficiente para atender mil idosos paranaenses nesta primeira etapa. OUTRAS AÇÕES – Outros investimentos também estão previstos para os municípios paranaenses, como os R$ 300 milhões do programa Ilumina Paraná. O objetivo é levar iluminação de LED para todas as cidades, melhorando não apenas o aspecto visual como a própria segurança urbana nessas regiões. Além disso,
Comércio do Paraná cresce 2,3% em julho, melhor desempenho dos estados do Sul e Sudeste
As vendas do comércio varejista ampliado do Paraná cresceram 2,3% entre junho e julho deste ano, resultado que coloca o Estado na liderança entre as unidades federativas das regiões Sul e Sudeste do Brasil, também um ponto percentual acima da média nacional, que foi de 1,3% no mesmo período. O levantamento é da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além das atividades tradicionais do setor, o comércio varejista ampliado considera as vendas de veículos e de materiais de construção. Por incluir estes dois segmentos estratégicos da economia, o recorte ajuda a analisar a real dinâmica do consumo da população e da geração de receita de todo o segmento. O Paraná se destacou ao superar estados de maior mercado consumidor, como São Paulo (0,7%) e Rio de Janeiro (2,1%), além de apresentar desempenho superior aos registrados por Santa Catarina (0,6%), Rio Grande do Sul (0,6%), Minas Gerais (0,3%) e Espírito Santo (-2,6%). No acumulado do ano, o comércio varejista ampliado do Paraná avançou 1,4%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses a alta foi de 2,8%. Os números reforçam a consistência do setor no Estado, mesmo diante de um cenário nacional marcado por oscilações sazonais em alguns segmentos específicos. SEGMENTOS – As vendas de materiais de construção, por exemplo, cresceram 6,4% em julho na comparação com o mesmo mês de 2024, com altas de 6% no ano e de 9,1% nos últimos 12 meses. Já as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças tiveram aumento de 0,3% no acumulado de 2025 e de 7,5% em 12 meses. Os resultados contribuíram de forma significativa para o desempenho geral do comércio ampliado. O varejo restrito também apresentou avanço importante no Estado. Em julho, as vendas cresceram 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, mais do que o triplo da média nacional, que foi de apenas 1%. No ano, o comércio varejista restrito acumula alta de 2,5% no Paraná, ante um crescimento de 1,7% de todo o setor no País. Entre os segmentos do varejo restrito com melhor desempenho estão aqueles voltados para a venda de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 9,2%. Também apresentaram bons indicadores as vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (6,2%) e hipermercados e supermercados (4,9%). FATURAMENTO – O bom resultado em volume se refletiu também nas receitas nominais, que medem o faturamento do comércio. Diferentemente do volume de vendas, que considera apenas a quantidade comercializada, a receita nominal capta o valor financeiro total gerado pelas transações. O índice é relevante por mostrar o quanto o aumento das atividades no setor se converteu em maior entrada de recursos para os caixas das empresas. No caso do varejo ampliado, houve crescimento de 2,3% em julho frente a junho, 3,1% em relação a julho de 2024 e 5,6% no acumulado do ano. Entre os destaques da receita nominal estão os materiais de construção, cujas receitas cresceram 11% em julho e 10,8% no acumulado do ano. No setor de veículos e peças, os aumentos foram de 2% no acumulado de 2025 e de 8,2% nos últimos 12 meses. No varejo restrito, móveis e eletrodomésticos tiveram crescimento de 13,2% no faturamento em julho, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico subiram 12,1% e o segmento de livros, jornais e papelaria avançou 12%. Esses resultados mostram que o comércio paranaense, além de vender mais, também movimentou mais recursos financeiros em diversos segmentos. PMC – A Pesquisa Mensal do Comércio produz, desde 1995, indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. No Sidra, o banco de dados do IBGE, é possível consultar os dados detalhados para o Paraná, em nível nacional e dos outros estados.
Fux absolve Bolsonaro e condena Braga Netto e Cid pela trama golpista
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais cinco aliados na ação penal da trama golpista. Após cerca de 13 horas de voto, o ministro ainda votou pela condenação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Apesar do entendimento do ministro nas absolvições, o placar pela condenação de Bolsonaro e mais sete réus está 2 votos a 1. Os votos pela condenação foram proferidos ontem pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Faltam os votos dos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que serão proferidos na sessão desta quinta-feira (11), a partir das 14h. Bolsonaro Fux rejeitou integralmente a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR solicitou a condenação do ex-presidente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A pena poderia chegar a 30 anos de prisão. No entendimento de Fux, Bolsonaro apenas cogitou medidas de exceção, e “não aconteceu nada”. No entendimento dele, a cogitação não é suficiente para punir o ex-presidente. Sobre as acusações de responsabilidade pelos atos golpistas, Fux classificou como “ilações” da PGR a suposta ligação de Bolsonaro com os golpistas que depredaram a sede do Supremo, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. “Esses elementos jamais podem sustentar a ilação de que Jair Bolsonaro tinha algum tipo de ligação com os vândalos que depredaram as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023”, declarou. Mauro Cid Apesar de também estar na condição de delator, Fux entendeu que Cid não atuou somente como ajudante de Bolsonaro e trocou mensagens com militares kids-pretos sobre medidas de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, ele participou de uma reunião na casa do general Braga Netto, em 2022, onde, segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), teria sido repassado dinheiro para o financiamento de trama golpista. “Todos aqueles que queriam convencer o então presidente da República da necessidade de adotar ações concretas para abolição do Estado Democrático de Direito faziam solicitações e encaminhamentos por meio do colaborador”, disse o ministro. Além de réu na ação penal, Cid também é delator e deve ter a pena reduzida. Pelo voto de Fux, o militar não deve ser condenado por organização criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado Braga Netto Fux votou ainda para condenação do general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Com o entendimento de Fux, há maioria de três votos pela condenação do general. Os outros dois votos foram proferidos ontem (9) pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A maioria absolveu o militar dos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. General da reserva e vice na chapa de Bolsonaro em 2022, o militar está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigaçãosobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Garnier Fux absolveu o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Conforme a denúncia, o almirante participou de uma reunião em que o ex-presidente apresentou minutas com estudos para decretação das medidas de exceção. A ideia teria sido rechaçada pelos comandantes da Aeronáutica e Exército. No entendimento de Fux, o militar não praticou atos executórios e que a mera presença em reuniões não é suficiente para a condenação. “A conduta narrada na denúncia e atribuída ao réu Almir Garnier está muito longe de corresponder a de um membro de associação criminosa”, afirmou. General Heleno O ministro também se pronunciou pela absolvição do general do Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo de Jair Bolsonaro. No voto favorável ao general, Fux disse que não é possível “punir rascunhos privados”. Durante busca e apreensão autorizada pelo STF, a Polícia Federal apreendeu uma agenda de Heleno com anotações contra o sistema eleitoral e citações sobre ações da Abin. Paulo Sergio Nogueira O ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira também foi absolvido por Fux. No entendimento de Fux, não há provas de que o ex-ministro tenha participado de uma organização criminosa. Anderson Torres O ex-ministro da Justiça Anderson Torres também entrou na lista de absolvições de Fux. Para o ministro, Torres não tinha proximidade com militares e não há provas de que ele teria aderido à tentativa de golpe. Alexandre Ramagem Último réu que teve a condenação analisada por Fux,também foi absolvido. No entendimento do ministro, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), não deve ser condenado pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Atualmente, Ramagem é deputado federal. Por estar na função, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes imputados pela PGR. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Poliniza Paraná: xarope à base de água e açúcar garantiu a saúde das abelhas no inverno
Um xarope à base de água e açúcar, com uma pitada leve de sal e uma colher rasa de suco de limão. Essa foi a receita da alimentação suplementar elaborada por técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) para garantir a saúde das colônias de abelhas que compõe o Projeto Poliniza Paraná durante o inverno. A estratégia é necessária porque em períodos mais frios e chuvosos há escassez de flores em pontos específicos do Paraná como Curitiba, e, por consequência, de néctar e pólen, peças-chave da nutrição das abelhas sem ferrão. Assim, para conservar a reserva energéticas das colônias, a suplementação é feita semanalmente, de uma a duas vezes. “É um modo concentrado que servimos para as abelhas em temperatura ambiente, com uma complementação. Isso garante todo o alimento necessário para que esses insetos tenham condição de exercer o seu papel na natureza”, explica a coordenadora de Patrimônio Natural e Educação Ambiental da Sedest, Nara Lúcia. As abelhas são responsáveis por aproximadamente 90% da polinização das espécies nativas do bioma da Mata Atlântica e 70% do total das plantas cultivadas e utilizadas na alimentação humana. Atraídas pelo cheiro e pelas cores, as abelhas voam de flor em flor, transportam o pólen e promovem a reprodução das plantas. Além disso, garantem a produção de frutos de melhor qualidade e com maior número de sementes. “É importante garantirmos a saúde das abelhas porque a perda de polinizadores é uma ameaça à segurança alimentar, reduz a diversidade de espécies e com isso compromete a sustentabilidade dos ecossistemas”, destaca a coordenadora. O Poliniza Paraná, implementado pelo Governo do Estado em 2022, consiste na instalação de meliponários em áreas verdes do Paraná, em municípios que demonstram interesse na multiplicação das ações visando à conservação e preservação ambiental. Atualmente, 29 municípios e 10 Unidades de Conservação são beneficiadas pelo projeto. Além da conservação e preservação como estratégia pedagógica, o Poliniza Paraná incorpora também ações voltadas à educação ambiental atuando para sensibilizar e engajar a sociedade sobre a importância dos polinizadores na conservação da biodiversidade e na produção de alimentos. “As abelhas contribuem diretamente para a produção de alimentos, visto que muitas culturas agrícolas dependem da polinização para gerar frutos e sementes de qualidade. Sua ação também fortalece os solos, regula o ciclo ecológico e auxilia na mitigação das mudanças climáticas”, explica Nara. A proposta é um dos meios de se alcançar as metas definidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), relacionado principalmente ao objetivo 15 – Vida Terrestre. O programa também pretende transformar o Paraná em referência na preservação das abelhas nativas, chamadas de melíponas. PREMIAÇÃO – Em 2022, o sucesso do projeto garantiu o 2º lugar no 9º Prêmio A3P, na categoria “Destaque da Rede A3P”, concedido pelo Programa Agenda Ambiental na Administração Pública, do Ministério do Meio Ambiente. O prêmio reconhece o mérito de iniciativas de organizações pública na promoção e realização de melhores práticas de sustentabilidade. No ano passado, o Poliniza foi escolhido pela principal instituição de gestão de projetos do mundo, a Project Management Institute (PMI), como um dos 20 projetos mais influentes de 2024 da América Latina.