O novo Cartão Nacional de Saúde (CNS), a partir de agora, passa a exibir nome e CPF no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026 – desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, disse. “Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, completou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Higienização Para tornar a unificação possível, a pasta iniciou uma espécie de limpeza da base de cadastros de usuários do SUS, conhecida como CadSUS. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões de cadastros ativos. Desse total, 246 milhões já estão vinculadas ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo de higienização, de acordo com o ministério, alcança ainda cadastros inconsistentes ou duplicados. “Estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”, avaliou Padilha, ao citar que o sistema nacional de saúde pública inglês, ao criar seu cartão de unificação, demorou 10 anos para conseguir implementar a ação. Integração A estimativa do governo é que 11 milhões de registros sejam inativados todos os meses, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta é que, ao final da ação, a base de cadastros de usuários do SUS seja equivalente ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões. O avanço, segundo o ministério, foi possível graças à interoperabilidade do CadSUS e da base de dados da Receita Federal, utilizando o CPF como identificador único do cidadão e viabilizando acesso a dados como histórico de vacinas e medicamentos garantidos no programa Farmácia Popular. Usuários sem CPF Em nota, a pasta informou ter estabelecido um cadastro temporário para cidadãos atendidos no SUS sem CPF, válido por um ano. A medida, de acordo com o comunicado, atende a situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em casos de emergência. “Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF”, destacou o ministério. Populações que não utilizam CPF, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, permanecem identificadas pelo Cadastro Nacional de Saúde, nomenclatura que vai substituir a expressão Cartão Nacional de Saúde “para reforçar que se trata de um registro secundário e complementar”, reforçou a pasta. Bases de dados O ministério informou que vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para que passem a utilizar o CPF do paciente – a começar pelos mais utilizados por estados e municípios, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária. O calendário, segundo Padilha, será pactuado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo para conclusão é dezembro de 2026. Ainda de acordo com a pasta, o CadSUS será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), coordenada pelo MGI. “A medida permitirá receber informações de outros ministérios e órgão, como IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e CadÚnico [Cadastro Único], e compartilhar dados de saúde de forma segura, sem transferência integral da base”. “A ação vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública”, concluiu o ministério na nota.
Com primeiras RAMs da história, Paraná reforça frota de viaturas da segurança pública
O Paraná tem, pela primeira vez em sua história, caminhonetes RAM 3500 na frota da segurança pública. No total, 35 veículos deste modelo, além de outras 56 L200, foram entregues nesta terça-feira (16) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em Curitiba, dentro de um pacote histórico de investimentos do Governo do Estado para as forças policiais. Apenas a compra dos automóveis recebeu um aporte de R$ 38,3 milhões. “Essas viaturas são uma demonstração de que o Estado está presente em todas as regiões e preparado para atuar rapidamente onde a população mais precisa. Elas fortalecem nossas operações integradas e fazem parte de uma estratégia ampla para reduzir a criminalidade e garantir mais segurança para todos os paranaenses”, afirmou Ratinho Junior. “Com essas entregas, estamos fortalecendo a força física das nossas equipes, dando mais mobilidade e capacidade de resposta. O Paraná já vive um momento de queda histórica nos índices de criminalidade, e esses investimentos contribuem diretamente para que essa tendência continue”, completou o governador. As novas caminhonetes pesadas foram adquiridas com o objetivo de ampliar e modernizar as frotas à disposição da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Os recursos são oriundos do tesouro estadual e de emendas parlamentares. No total, os novos equipamentos entregues – que também incluem aeronaves, armamentos e acessórios de alta tecnologia – somam R$ 116 milhões. O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, ressaltou que a entrega amplia a capacidade operacional das polícias do Paraná e reforça projetos estratégicos em todo o Estado. Segundo ele, os veículos serão distribuídas em regiões-chave, com as RAM destinadas inicialmente às fronteiras e as L200 para todo o Estado. “Isso garante que nossas equipes tenham o equipamento adequado para atuar em qualquer situação, com rapidez e segurança”, afirmou Teixeira. Ele ressaltou ainda que os investimentos fortalecem o planejamento do Estado para combater o crime organizado e aprimorar a integração entre as forças policiais. “O Paraná está se preparando há muito tempo, com inteligência da Polícia Penal, Polícia Civil e Polícia Militar, para que nossas operações tenham armamento e equipamento condizentes com a necessidade de enfrentamento do crime organizado. Há um foco muito grande na fronteira, para prevenir que atividades criminosas se estabeleçam”, disse o secretário, reforçando a importância de ações integradas com municípios e sistemas de monitoramento locais. ALTA POTÊNCIA – Com investimento de R$ 22 milhões, as RAMs se destacam pela autonomia elevada, alta capacidade e potência para transporte de cargas e operações pesadas, sobretudo em regiões de fronteira e áreas rurais. O modelo também possui capacidade para longos percursos sem suporte logístico e adaptações específicas, como reforço de suspensão, para transporte de cargas e apreensões pesadas. O modelo 3500 possui motor diesel de alta performance, capacidade de reboque de até 6,5 toneladas e carga útil de cerca de uma tonelada. As unidades entregues ao Governo do Paraná receberam blindagem balística (escudo balístico frontal e laterais reforçadas), garantindo mais proteção às equipes durante as operações. Além de blindadas e potentes, as RAMs 3500 possuem capacidade para transportar equipes completas e seus equipamentos, podendo rebocar veículos apreendidos e cargas pesadas, como grandes quantidades de drogas ou contrabando. Essa versatilidade torna o modelo ideal para operações em áreas isoladas e fronteiras, onde o acesso é limitado e o apoio logístico é reduzido, garantindo maior eficiência e segurança para as forças policiais em missões estratégicas. De acordo com o comandante da Polícia Militar do Paraná (PMPR), coronel Jefferson Silva, as características das RAMs permitirão que elas sejam usadas em operações específicas onde o acesso é mais difícil, o que as torna essenciais no trabalho do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). “Essas viaturas vão facilitar nosso trabalho em locais onde o acesso é mais difícil, garantindo que a PM possa chegar mais rápido em regiões rurais e fronteiriças, atuando de forma mais eficiente e segura”, afirmou o coronel. Silva acrescentou que a modernização da frota contribui para a rotina das equipes e para a proteção da população, integrando-se de forma estratégica às operações já realizadas no Estado. Ele lembrou que os veículos fazem parte da uma estratégia mais ampla que incluic armamentos e equipamentos de apoio, fortalecendo a capacidade de resposta da PMPR em ações essenciais. Além do BPFron e BPRv, também haverá RAMs à disposição de outras unidades da PMPR, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além de veículos para a Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros Militar. Já as 56 viaturas Mitsubishi L200 são voltadas principalmente para ações de patrulhamento rural. Os modelos possuem tração 4×4, motor diesel de alta durabilidade, capacidade de carga de cerca de uma tonelada e resistência a terrenos acidentados, incluindo estradas de chão e áreas de difícil acesso. As novas L200 deverão ser utilizadas principalmente em operações de rádio patrulha e rotas de localidades isoladas, garantindo um acesso mais ágil dos policiais. COMBATE AO TRÁFICO – Entre as finalidades dos novos veículos, o destaque é o seu uso em operações de combate ao tráfico de drogas, crime que tem sido enfrentado com eficiência no Paraná. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, os policiais paranaenses apreenderam 287,9 toneladas de drogas, um volume 27,5% superior ao mesmo período de 2024 e 532% acima do registrado em 2018. Os dados são corroborados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o Anuário de Segurança Pública, as forças de segurança pública estaduais foram responsáveis por mais de um terço do total de maconha e cocaína retirados de circulação no Brasil em todo o ano de 2024. PACOTE DE INVESTIMENTOS – A modernização não se restringe aos veículos. Durante a cerimônia, também foram entregues três novas aeronaves adaptadas para o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), um helicóptero para o Corpo de Bombeiros e melhorias em uma aeronave da Polícia Civil, que somam R$ 49,3 milhões. A Sesp também distribuiu 1.544 novos fuzis – a maior aquisição deste tipo de armamento na história do Estado – de um total de 3.711 que serão entregues até o fim de 2025.
Homem é encontrado morto em galinheiro na área rural de Carambeí
Na manhã desta terça-feira (16), por volta das 8h30, um homem foi encontrado em óbito em um galinheiro de uma propriedade rural, na localidade de São João, em Carambeí. O corpo foi localizado por um funcionário, que acionou imediatamente as autoridades. De acordo com relatos, o homem havia saído de casa na noite anterior e não retornou, o que deixou a família preocupada. Pela manhã, o corpo foi localizado na propriedade. A Polícia Civil foi acionada e esteve no local junto da Polícia Científica, realizando os procedimentos de praxe. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa. A Polícia Civil acompanhará as investigações para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 27 milhões
As seis dezenas do concurso 2.915 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 27 milhões. Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Porto de Paranaguá lidera exportação de soja e amplia de farelo e proteínas animais
O Porto de Paranaguá liderou as exportações de soja em todo o Brasil no mês de agosto, com um volume de 2 milhões de toneladas, alcançando a cifra de US$ 845,9 milhões FOB – valor correspondente ao preço do produto no ponto de embarque. A marca representa 21,7% de todo o volume exportado pelo país no mesmo período. De janeiro a agosto de 2025, foram embarcadas no Porto de Paranaguá 11,3 milhões de toneladas de soja, que correspondem a US$ 4,5 bilhões FOB. Esse valor supera em US$ 1,2 bilhão o total exportado pelos produtores paranaenses, de acordo com os dados divulgados na última semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A diferença se deve ao fato de que o Porto de Paranaguá também realizar a operação do produto proveniente de outros estados. “É uma clara demonstração de que estamos prontos para atender toda a nossa hinterlândia, que corresponde ao Paraná e partes de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás”, ressalta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. O principal destino da soja exportada no período foi a China, que representou mais de 90% da demanda. Em seguida aparecem a Tailândia (2,2%) e o Iraque (1,6%). Apesar de um terço do mês ter sido marcado por chuvas, que paralisaram as operações, o Porto de Paranaguá movimentou 7 milhões de toneladas em agosto, maior quantidade registrada para o mês na média histórica. Segundo o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, mesmo com a ampliação dos embarques de grãos, as embarcações não ficam em filas para atracar. “Nosso corredor de exportação não enfrenta um dia de fila além do necessário para os trâmites de liberação e do processo de atracação”, destaca. LIDERANÇA NA EXPORTAÇÃO DE PROTEÍNA ANIMAL – Ao longo do mês, outra commodity de destaque foi o frango congelado, com 185,5 mil toneladas movimentadas, o que corresponde a 49,6% da exportação nacional – praticamente metade de todo o volume brasileiro. A principal origem do produto exportado são os estados do Paraná e parte de Santa Catarina. No acumulado de 2025, já foram exportadas via Paranaguá 1,7 milhão de toneladas de frango. Isso representa 44,4% de toda a exportação nacional, consolidando o porto como maior corredor de exportação de frango do mundo. Em valor FOB, foram mais de US$ 2,4 bilhões referentes ao produto enviado para o exterior. FARELO DE SOJA – Outro produto que vem ganhando cada vez mais espaço é o farelo de soja. As exportações registradas pelo Porto de Paranaguá representam 29,1% da movimentação nacional, segundo maior volume do Brasil, com 4,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Somente em agosto, foram movimentadas 508 mil toneladas. Os principais destinos foram Países Baixos (Holanda), França, Coreia do Sul, Espanha, Indonésia e Alemanha. Neste oitavo mês do ano, a França liderou as importações de farelo.
Emplacamentos de veículos aumentam 11% no Paraná após anúncio de redução do IPVA
O número de emplacamentos de veículos cresceu 11% no Paraná nos 10 dias que sucederam o anúncio do governador Carlos Massa Ratinho Junior sobre a redução de 45% no Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A alíquota atual, de 3,5%, deve passar para 1,9%, a partir do ano que vem, se tornando a menor do Brasil. O projeto está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), entre os dias 10 e 19 de agosto, 10 dias antes do anúncio, feito em 20 de agosto, 10.647 veículos foram emplacados no Paraná. Nos 10 dias seguintes, entre 20 e 29 de agosto este número saltou para 11.807 registros, uma média de 1.118 por dia. Somente em 20 de agosto, foram 1.418 novas placas em um só dia. O Estado já observava uma alta no número de emplacamentos nos primeiros oito meses deste ano, com crescimento de 34% em relação ao mesmo período de 2024. Foram 233.127 novos registros entre janeiro e agosto de 2025, contra 174.033 até agosto do ano passado. Os números dizem respeito a veículos novos, sem incluir a mudança das placas antigas para o padrão Mercosul e a transferência de veículos de outros estados para o Paraná. O total registrado nos últimos oito meses é superior a todos os emplacamentos de 2022, quando houve 215.461 novos registros, e é semelhante a todo o ano de 2023, com 236.254. Em 2024, o Detran-PR realizou 286.111 emplacamentos. Entre as novas placas inscritas no Detran-PR em 2025, 42% são de automóveis, que chegaram a um total de 97.719 registros, 15 mil a mais que no mesmo período do ano passado (82.461). Também houve um salto nos emplacamentos de motocicletas, que passaram de 40.865 nos oito primeiro oito meses de 2024 para 62.149 em 2025, um crescimento de 52%. Neste ano também foram emplacadas 37.522 caminhonetes, 20.119 motonetas, 15.295 camionetas, 13.132 utilitários, 11.496 reboques, 10.038 semirreboques, 7.769 caminhões, 7.283 caminhões tratores, 1.549 ônibus, 968 ciclomotores, 906 micro-ônibus, 114 tratores de rodas, 27 motorhomes, 20 triciclos e cinco quadriciclos. REDUÇÃO DO IPVA – O aumento no número de emplacamentos é um dos motivos porque a redução na alíquota do IPVA não deve causar um impacto grande na arrecadação do Estado. A redução beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos entre automóveis, caminhonetes e motocicletas acima de 170 cilindradas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), isso representa cerca de 83% de toda a frota de 4,1 milhões de veículos tributados no Paraná.
Museu Campos Gerais, símbolo cultural do Interior do Paraná, completa 75 anos
O segundo museu mais antigo do Paraná está de aniversário. O Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG) completou 75 anos nesta semana em meio a recordes de visitação, novas instalações que incluem o prédio histórico restaurado, exposições em constante renovação, parcerias com diversas instituições, um relacionamento intenso com a pesquisa e pós-graduação e um protagonismo nacional no uso da tecnologia, inovação e de inteligência artificial na digitalização e gestão de acervos. “O Museu Campos Gerais é o mais antigo do Interior do Estado e o museu universitário mais antigo do Paraná. Nós chegamos aos 75 anos como um museu dinâmico, que integra ensino, pesquisa, extensão, inovação tecnológica e atividades culturais”, comemora o diretor do MCG, professor Niltonci Batista Chaves. O historiador destaca como fatores essenciais para o sucesso atual da instituição, que a credenciam como o principal museu do interior do Paraná: a estrutura, a integração com o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), a criação do Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e a articulação com outros museus e centros de documentação, por meio de redes. O reitor Miguel Sanches Neto reforça que o MCG está alinhado à vocação da UEPG de valorizar e integrar diferentes áreas do conhecimento. “Dentro de sua missão de agregar as principais iniciativas da área de ensino, cultura, comunicação e esporte, a UEPG incorporou o Museu Campos Gerais à sua estrutura e hoje, totalmente ressignificado, ele se tornou um centro cultural e de pós-graduação e pesquisa, ampliando sua abrangência. Assim, de forma agregadora, estamos construindo a mais sólida instituição pública dos Campos Gerais”, diz. “Vivemos um dos melhores momentos do MCG, sob uma gestão dinâmica e com muitas atividades. O Museu está vivo, cheio de gente, estudantes e jovens. Esse dinamismo nos enche de orgulho em um espaço que preserva a história”, celebra o professor Ivo Mottin Demiate, vice-reitor. Para comemorar a data, uma programação especial será realizada durante o V Colóquio de História do PPGH, 42ª Semana de História da UEPG e Primavera dos Museus, de 22 a 28 de setembro. Além disso, está previsto o lançamento de roteiros históricos especiais, nos mesmos moldes do projeto “Rota Preta”, agora voltados à memória esportiva local e à religiosidade. Os roteiros irão passar por pontos da cidade de Ponta Grossa que têm relevância histórico-cultural, com uma mediação especial em grupo, com início em outubro. HISTÓRIA.– Era 1948 e um grupo de homens da elite ponta-grossense se organizava no Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC) para discutir a necessidade de preservar a cultura e a identidade regional, bem como debater conceitos em voga na época, como o nacionalismo, indianismo e liberalismo. Eram professores, juristas, artistas, músicos, comerciantes, jornalistas, etnógrafos, engenheiros, médicos, radialistas, historiadores, escritores, geógrafos, políticos, padres e militares. O objetivo era criar uma faculdade, que foi autorizada alguns anos depois, mas eles iniciaram com a criação de um museu, espaço que era visto como local de disseminação da ciência, conhecimento histórico, cultura e erudição. Os acervos começaram a ser organizados em 1948 e o Museu Campos Gerais iniciou oficialmente as atividades em 15 de setembro de 1950 – data simbólica escolhida por ser aniversário da cidade de Ponta Grossa. O MCG nasce como um espaço científico: já no anúncio de sua inauguração no jornal literário Tapejara, do CCEC, em 3 de setembro de 1950, há uma descrição de seus primeiros departamentos. “O Centro Cultural ‘Euclides da Cunha’, como é do conhecimento de todos, inaugurará, dentro de poucos dias, o Museu dos Campos Gerais, que é uma das dependências da preciosa entidade. Constará o mesmo de três departamentos, antropológicos, geológico e entomológico, respectivamente dirigidos pelos senhores Faris Antonio Michaele, Frederico Lange e Felippe Justus”. A primeira concepção do museu é justamente essa, voltada à história natural e à pesquisa científica. “Foi o primeiro museu privado, o primeiro museu público, o primeiro museu municipal, o primeiro museu estadual e o primeiro museu universitário da cidade”, conta o historiador Giuvane de Souza Klüppel, que pesquisou a trajetória do Museu Campos Gerais. Entre 1957 e 1965, a instituição esteve sob administração do governo municipal. Em 1965, o museu passa a ser administrado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafi), uma das faculdades precursoras da UEPG. Quando um decreto estadual cria a Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 1969, o Museu Campos Gerais chega à gestão em que permaneceu pelas mais de cinco décadas restantes. Até a década de 1980, o acervo do MCG era exposto em espaços improvisados e emprestados: no Centro Cultural Euclides da Cunha, Edifício Gabriel Bacila, que também era a casa de Faris Michaele; no segundo andar do Edifício Ópera, acima do Cine-Teatro; em uma sala na Concha Acústica; no porão da Prefeitura Municipal; em uma sala junto à Biblioteca Pública Municipal no “Castelinho Lange”; e espalhado por salas de aula, corredores e laboratórios de Geografia da Universidade. Em 1983, o Museu ganha uma sede oficial: o antigo prédio do Fórum de Ponta Grossa, onde funcionou até 2003. O prédio é, por si só, parte do acervo histórico do Museu. Construído há quase 100 anos para ser a imponente sede do Judiciário no Interior do Estado, o prédio do Fórum ocupa seu espaço no imaginário ponta-grossense e na história da cidade. Em 2024, volta à sua sede, depois da maior obra de restauro da história de Ponta Grossa. Ela também contemplou adequações de acessibilidade e a construção de um novo e moderno prédio aos fundos do Fórum, onde estão a reserva técnica, áreas administrativas e laboratório de conservação. Além disso, o MCG segue ocupando a sede do Banestado, com os acervos documentais disponíveis para consulta dos pesquisadores, o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e o PPGH. SERVIÇO – Desde a reabertura do prédio histórico do MCG ao público, em junho de 2024, as exposições vêm batendo recordes de visitação. Hoje, são mais de mil visitantes por mês. Estão em exposição “Cotidiano e vida militar em Roma”, “Mostra Insetário Felipe Justus”, “Africanidades em Máscaras”, “2ª Micro mostra da Reserva Técnica” e “Era
Carambeí anuncia vagas de emprego atualizadas nesta terça-feira
Nesta terça-feira, 16 de setembro, a Agência do Trabalhador de Carambeí anuncia novas vagas de emprego em diversas áreas. As oportunidades reforçam o compromisso do município em facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho e apoiar quem busca recolocação profissional. Entre as vagas abertas hoje estão: ATENDIMENTO – Agência do Trabalhador de Carambeí / Endereço: Rua do Bronze, 227, esquina com a Rua dos Lírios, Centro Cívico – Carambeí, PR. Documentos necessários • RG • CPF • Carteira de Trabalho IMPORTANTE – informações sobre vagas não são fornecidas por telefone. As vagas são atualizadas diariamente, permitindo que os candidatos acompanhem as novas oportunidades disponíveis no município.
Veja a previsão do tempo para Carambeí nesta terça-feira
Confira a previsão do tempo para esta terça-feira, 16 de setembro de 2025, na cidade de Carambeí (PR). A temperatura máxima será de 22°C e a temperatura mínima será de 14°C. Previsão de condições parcialmente nubladas por volta das 16:00. As rajadas de vento estão a 16 km/h. Aproveite o dia, mas esteja preparado para as condições do tempo. *Este conteúdo foi produzido por inteligência artificial com base nos dados divulgados pela Climatempo, serviço de informações meteorológicas.
Moraes autoriza visita do governador de São Paulo a Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (15) o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A visita deverá ocorrer em 29 de setembro, entre 9h e 18h. Mais cedo, o ministro também autorizou a visita do deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), relator do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. O encontro está previsto para o dia 22 de setembro. Prisão domiciliar No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrônica. As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais de seus filhos para burlar a proibição de usar esse tipo de mídia, inclusive por intermédio de terceiros. As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.