O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (9), destaca que em 2025 o Paraná destacou-se como principal fornecedor de carne suína para o mercado interno brasileiro pelo oitavo ano consecutivo, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate do IBGE e do Agrostat/Mapa. Do total de 1,23 milhão de toneladas (t) produzidas no Estado, aproximadamente 990,48 mil t foram destinadas ao consumo interno. Esse montante representa 23,7% do comércio interno de carne suína no Brasil, que alcançou 4,18 milhões de t. Santa Catarina manteve-se na segunda colocação, com 851,91 mil t comercializadas internamente, equivalentes a 20,4% do total. Na sequência vieram Rio Grande do Sul, com 676,96 mil t (16,2%), Minas Gerais, com 642,31 mil t (15,3%), e Mato Grosso do Sul, com 263,59 mil t (6,3%). O desempenho do Paraná como principal fornecedor pode ser atribuído a um conjunto de fatores. Entre eles, destaca-se o fato de o Estado ser o segundo maior produtor de carne suína do País e o terceiro maior exportador, tendo destinado apenas 19,2% de sua produção ao mercado externo no último ano. Em comparação, Santa Catarina, líder em produção e exportação, direcionou 46,8% de sua produção às exportações, enquanto o Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor e segundo maior exportador, destinou 33,5% ao mercado externo. BOVINOS – Na pecuária de corte, o cenário para os bovinos é de cotações firmes no atacado, ao longo de março, impulsionadas pela oferta restrita de animais prontos e pela demanda externa aquecida. Dados do Deral apontam valorização de 4% e 4,3% no dianteiro e traseiro, respectivamente, no atacado. Vale ressaltar que, mesmo durante a Quaresma, quando o consumo tende a enfraquecer, não houve pressão relevante de queda nas cotações. COGUMELOS – O setor de cogumelos comestíveis registrou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 21,09 milhões no Paraná em 2024. A produção estadual, focada em Shiitake e Champignon de Paris, somou mais de 982 toneladas, concentrada em polos como Castro, nos Campos Gerais, e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O eixo da produção no Brasil fica entre o Paraná e São Paulo e, como aponta o boletim, há espaço para crescimento da cultura no mercado interno, que ainda é pequeno. O consumo nacional per capita é de 160 gramas, quantidade abaixo dos 2 kg da Europa ou dos 8 kg da Ásia. “A produção brasileira de cogumelos não é capaz de suprir a demanda, sendo necessária a importação do produto de outros países para o mercado interno, demonstrando que é um mercado promissor. Isso coloca o Paraná em posição estratégica para expandir sua produção e reduzir a dependência de importações brasileiras, que em 2025 somaram mais de 12 mil toneladas”, destaca o médico veterinário e analista do Deral, Roberto Carlos Andrade. BETERRABA – Outra cultura de nicho que se destaca é a da beterraba, que registrou um VBP de R$ 188,3 milhões no Paraná em 2024. A cultura está presente em 303 municípios, com Marilândia do Sul respondendo por 34,5% das colheitas estaduais. Segundo o Deral, a beterraba apresentou um aumento de 60% no atacado neste início de ano, com a caixa de 20 kg chegando a R$ 80,00. Já o preço médio mensal recebido pelos produtores paranaenses em março foi de R$ 2,86 o quilo, um acréscimo de 27,31% em relação aos R$ 2,25 em fevereiro. CHUVAS NO CAMPO – A resiliência do setor agropecuário paranaense diante dos desafios ocasionados pela falta de chuvas em algumas regiões do Estado também é destaque do boletim. No Paraná, as lavouras de milho e feijão da segunda safra enfrentam um período de atenção devido à irregularidade das chuvas e ondas de calor. Mas, segundo o Deral, o retorno recente das precipitações em algumas regiões trouxe um alívio momentâneo ao estresse hídrico, mantendo a perspectiva de recuperação produtiva caso o clima se estabilize. “No campo do feijão, por exemplo, os produtores viram uma valorização expressiva do tipo carioca, que acumulou alta de 48% em 12 meses, incentivando um aumento de 3% na área deste cultivar”, explica o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho.
Prefeitura de Castro apreende cavalos soltos e convoca proprietários para retirada imediata
A Prefeitura de Castro apreendeu oito cavalos que estavam soltos em vias públicas nesta quarta-feira (08). Seis animais foram encontrados no campo do Estádio Lulo Nunes, o Caramuru, na Vila Rio Branco, e outros dois no bairro Jardim dos Bancários. Os animais estão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Agricultura, localizada na Rua Francisco de Assis Andrade, 47, na Vila Rio Branco. Os proprietários devem entrar em contato pelo telefone (42) 2122-5300 e comparecer ao local para realizar a retirada. De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Reinaldo Cardoso Filho, a ação foi realizada após denúncia e contou com apoio da Vigilância Sanitária. “Fomos informados da situação e fizemos a apreensão. São animais de grande porte que podem sofrer e até causar acidentes de trânsito. Pedimos que os donos desses cavalos venham até aqui para recolher e dar o cuidado devido a eles”, afirma. Para reaver os animais, o proprietário precisa comprovar a posse e quitar uma multa, que será calculada pela fiscalização da Prefeitura, além da taxa de manutenção. A medida está prevista no Código de Posturas do Município, instituído pela Lei Complementar 36/2011, que proíbe a permanência de animais de grande porte em área urbana e estabelece a apreensão em casos de descumprimento. A legislação também determina que é responsabilidade do tutor garantir o bem-estar dos animais, sendo proibido abandoná-los ou submetê-los a maus-tratos. O prazo para retirada é de até três dias úteis. Após esse período, os animais poderão ser destinados a terceiros, doados, encaminhados a instituições ou avaliados por órgãos competentes. Em caso de reincidência, a legislação prevê agravamento das penalidades, com multa em dobro para pessoas físicas e outras sanções administrativas. O secretário reforça que a fiscalização será intensificada. “É um problema antigo e crônico. Além dos cavalos, todos os dias recolhemos cães e gatos das ruas, levamos para o Canil Municipal, fazemos os cuidados necessários e encaminhamos para adoção. Vamos intensificar ainda mais essas ações”, destaca. A Prefeitura orienta que os proprietários mantenham seus animais em locais adequados, evitando riscos à população e garantindo o bem-estar dos próprios animais.
Paraná tem a menor taxa de recusa para doação de órgãos do Brasil
O Paraná se consolidou como o estado com a menor taxa de recusa familiar para doações de órgãos com o fortalecimento estratégico e contínuo do Sistema Estadual de Transplantes. Ao lado de Santa Catarina, o Paraná mantém um índice de 30%, em contrapartida ao índice nacional que é de 45% na recusa familiar para a doação de órgãos, de acordo com o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT). Uma das beneficiadas com a doação foi Mariana Chuch, que aprendeu desde muito cedo o significado da palavra “sobrevivência”. Transplantada de coração há quase um ano, ela faz parte de um grupo de pacientes que encontrou na doação de órgãos a alegria de voltar a ter uma vida saudável e repleta de sonhos e planos. Aos 17 anos, está cursando o terceiro ano do Ensino Médio, com foco em prestar vestibular para Psicologia, carreira inspirada pela mãe. “Estou pronta para viver plenamente todas as oportunidades que vierem pela frente”, afirma com alegria. Mas a trajetória até a recuperação total foi longa. O diagnóstico de miocardiopatia dilatada no ventrículo esquerdo veio cedo, aos sete dias de vida, dando início a uma longa batalha por sua saúde. Entre idas e vindas aos hospitais, manteve-se bem com a medicação, mas após um AVC no ano passado, seguido de uma trombose na veia ilíaca, o coração descompensou e a indicação de transplante foi imediata. Um mês após à internação, veio a boa notícia de um coração compatível. “Enfrentei o centro cirúrgico com uma mistura de medo e esperança, acreditando firmemente na vida apesar dos riscos elevados do procedimento”, relembra. A recuperação após a cirurgia exigiu um mês de internação, adaptação aos medicamentos e reajustes à nova condição. Hoje, totalmente recuperada, quer apenas seguir em frente. A condição de Mariana é genética; o irmão, Henrique, de 11 anos, e a mãe, Sibele Chuch, também compartilham o diagnóstico. Para ela e o marido, Adriano Chuch, a jornada pela saúde dos filhos sempre foi guiada por uma rigorosa rotina médica e um profundo exercício de espiritualidade. “Sempre tivemos a convicção, por meio da nossa fé, de que o amparo viria na hora certa”, relembra a mãe. Desde o diagnóstico de Mariana, Sibele conta que nunca permitiu que a filha se sentisse incapaz ou fosse rotulada como doente, independentemente do ambiente. A mesma postura foi adotada com o filho, visando proporcionar uma infância tão plena quanto possível. “Acreditamos que a vida não deve ser definida pela enfermidade, mas pela qualidade dos momentos vividos”. Ela ainda ressalta o imenso desejo da filha de viver. “Mariana nunca reclamou, nunca desistiu. A força dela é impressionante”, conclui. A experiência moldou a consciência de toda a família, que hoje é composta por doadores de órgãos declarados. Com o olhar atento ao irmão, Mariana vive cada dia com gratidão, encarando seu novo coração como o recomeço de uma história de liberdade. “É uma segunda chance para quem recebe e para todos aqueles que amam esse paciente”. SOLIDARIEDADE – A doação de órgãos e tecidos é um ato de solidariedade que pode beneficiar inúmeras pessoas. Um único doador pode impactar até 8 pacientes. Em 2025, foram realizados 773 transplantes, sendo 31 de coração. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de órgãos doado foi de 123. Entre esse dado está a realização de três transplantes de coração. No cenário nacional, os rins e as córneas lideram as estatísticas. Segundo dados preliminares da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, o Brasil registrou a marca de 4.969 transplantes de rim e 13.366 de córnea. No Paraná, a tendência se repete. A Central Estadual de Transplantes (CET/PR), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, coordenou a viabilização de 445 transplantes de rins e 1.066 de córneas, de um total de 773 órgãos captados no Estado, alguns com apoio de aeronaves. Em 2024, o Paraná foi recordista nacional com a doação de 896 órgãos e 1247 córneas. “O paranaense é um povo solidário por natureza, mas a qualificação das equipes que realizam a entrevista familiar e a ampliação do diálogo social sobre a importância da doação de órgãos, impactam diretamente no resultado”, diz o secretário de Estado da Saúde, César Neves. Ele ainda destaca a padronização de fluxos, o monitoramento rigoroso de indicadores e uma atuação sinérgica entre a Central Estadual, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) e a rede hospitalar. “Priorizamos um acolhimento familiar humanizado e multiprofissional, garantindo que as melhores práticas de abordagem sejam aplicadas de forma uniforme em todas as unidades de saúde”, completa. Para a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni, declarar à família (cônjuge, pais, filhos ou irmãos maiores de idade) o desejo de ser um doador é a forma mais rápida e eficaz para contribuir com o fluxo. “No Brasil, somente os parentes mais próximos podem liberar a captação dos órgãos, após a viabilidade comprovada pela equipe médica. Sem esse aval, é impossível. Portanto, a informação é imprescindível para que a família sinta-se segura em um momento tão delicado e que o tempo é relevante para o sucesso da ação”, orienta. Os órgãos doados são destinados a pacientes que estão aguardando em uma lista única de espera. Esta lista é fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e Centrais Estaduais de Transplantes. A seleção de um paciente que aguarda por um transplante, ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas importantes.
Castro recebe oficina gratuita de gastronomia tropeira
O projeto Experiência Tropeira realiza no dia 16 de abril (quarta-feira), uma oficina de preparação de pratos tropeiros no município de Castro. A atividade, realizada em parceria com o Senac Castro, ocorre em sua sede, na Rua Alfredo Luiz de Matos, 273, das 19h às 22h. A realização é da Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais (Adetur), em conjunto com a Estratégia Projetos Criativos e Inspire Projetos Criativos, com parceria da Prefeitura de Castro e Fecomércio Senac PR. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link:https://www.sympla.com.br/adeturcamposgerais São 20 vagas destinadas a gestores de empreendimentos gastronômicos da região, cozinheiros, chefs e demais interessados no tema. Durante a oficina, os participantes irão aprender a preparação do feijão tropeiro, prato tradicional da cultura tropeira, além de compreender seu valor sócio-histórico e receber orientações sobre a operacionalização de cozinha para experiências gastronômicas. A gerente do Senac Castro, Elda de Araújo, afirma que a oficina tem como objetivo valorizar e preservar a tradição cultural da região, resgatando saberes e sabores ligados à história dos tropeiros e à identidade local. Segundo ela, a proposta é oferecer uma experiência que conecte os participantes às origens dessa culinária. “Durante o workshop, realizado na cozinha pedagógica do Senac de Castro, os participantes podem esperar um momento prático, interativo e cheio de significado, onde irão aprender o preparo do tradicional feijão tropeiro e vivenciar uma verdadeira imersão gastronômica. Será uma oportunidade de aprendizado, troca de experiências e, principalmente, de apreciação de um prato que carrega história, afeto e tradição”, destaca. A gerente executiva da Adetur, Karen Kobilarz, destaca que o projeto, iniciado no ano passado, já apresentou resultados positivos, tanto pela participação quanto pelo interesse dos profissionais em valorizar a culinária tropeira. Segundo ela, a proposta amplia as atividades para municípios que ainda não receberam a oficina. “A expectativa é manter o mesmo nível de qualidade e entrega, proporcionando uma experiência prática e enriquecedora para toda a comunidade”, afirma. A proposta integra um conjunto de ações voltadas à valorização do tropeirismo nos Campos Gerais e ao fortalecimento de produtos turísticos com essa temática. O projeto conta com o patrocínio da Copel, por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná – Governo do Paraná. Experiência Tropeira O projeto Experiência Tropeira é uma iniciativa que oferece a imersão na cultura tropeira nos Campos Gerais do Paraná. As noites tropeiras combinam história, música, teatro e gastronomia, proporcionando a valorização do tropeirismo e o fomento ao turismo. A imersão é realizada em áreas rurais de cada município, com roda de viola, causos, café tropeiro passado na hora e degustação gastronômica. A produção do projeto é da Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais (Adetur), em parceria com a Estratégia Projetos Criativos e a Inspire Projetos Criativos. Conta com patrocínio da Copel, colaboração das prefeituras dos municípios participantes e incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. As atividades recebem o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac – e Sebrae Ponta Grossa.
Polícia Ambiental autua desmatamento irregular em área protegida na região
A Polícia Militar Ambiental autuou um caso de desmatamento irregular, a ocorrência foi finalizada nesta quinta-feira (8), após a equipe constatar a supressão de vegetação nativa para a abertura de uma estrada dentro de uma propriedade rural na localidade de Anta Magra, no município de Quitandinha. De acordo com os policiais, houve roçada de sub-bosque em uma área de 0,43 hectare, atingindo vegetação em estágio médio de regeneração. Além disso, a intervenção também afetou cerca de 1 hectare de Área de Preservação Permanente (APP), incluindo mata ciliar de um córrego no entorno de uma lagoa natural. O responsável pelo imóvel não possuía autorização do órgão ambiental competente para realizar o desmatamento. Diante da irregularidade, foi aplicado um auto de infração no valor de R$ 17 mil. As áreas afetadas foram embargadas, e o responsável deverá responder criminalmente junto à Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Rio Negro.
Com R$ 703,6 milhões, Paraná foi o estado que mais investiu no 1º bimestre de 2026
O Paraná foi o estado que mais investiu no primeiro bimestre de 2026 em todo o Brasil. Com R$ 703,6 milhões liquidados apenas entre os meses de janeiro e fevereiro, o Estado ficou à frente de Maranhão (R$ 684,1 milhões) e Bahia (R$ 449,1 milhões), que completam o pódio, e estados como Santa Catarina (R$ 350 milhões), São Paulo (R$ 213 milhões) Rio de Janeiro (R$ 119 milhões) e Minas Gerais (R$ 113 milhões). Os dados são da Assessoria Técnica de Economia (ATE) da Secretaria da Fazenda. A primeira colocação em 2026 também representa um salto do Paraná em relação ao ano anterior. No primeiro bimestre de 2025, o Estado ocupava a 13ª colocação no ranking de investimentos liquidados, com um total de R$ 119 milhões no período. Os investimentos liquidados são aqueles que saíram efetivamente do papel na forma de obras, escolas e hospitais ou novos equipamentos. Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a liderança é emblemática. “Não são apenas números. São obras sendo entregues e que mudam a vida e a realidade do cidadão. São mais viaturas, mais saúde e educação. Essa liderança nos enche de orgulho, pois representa bem o nosso compromisso com o povo paranaense”, celebra. “Em um ano, o valor cresceu quase seis vezes e alcançamos o topo do ranking nacional, superando grandes economias, como nossos vizinhos de São Paulo e Santa Catarina”. Enquanto o Paraná teve um aumento de mais de 490% nos investimentos no bimestre em relação ao ano passado, Santa Catarina cresceu 37%, indo de R$ 255 milhões em 2025 para os atuais R$ 350,2 milhões. Já São Paulo diminuiu o volume investido em 30%, de R$ 306 milhões para R$ 213,6 milhões. RECORDE NO TRIMESTRE – E os bons resultados paranaenses não se limitaram apenas aos dois primeiros meses de 2026. Os investimentos realizados no trimestre também já quebraram recordes. Apenas em março, foram R$ 742 milhões, um valor que superou o total liquidado nos dois meses anteriores. Com isso, o investimento total registrado no trimestre atingiu a marca de R$ 1,44 bilhão. A cifra é 285,3% maior do que os R$ 375 milhões dos três primeiros meses de 2025. Norberto Ortigara destaca que esse valor representa apenas uma parcela daquilo que o Estado reservou em seu orçamento para investimentos em 2026. “A Lei Orçamentária Anual 2026 prevê R$ 7,1 bilhões em investimentos ao longo de todo o ano e estamos trabalhando duro não apenas para alcançar esse total, mas para superá-lo”, conclui. OBRAS EM ANDAMENTO – Os recursos estão sendo empregados em uma série de investimentos. Na infraestrutura, as obras vão das duplicações em concreto às trincheiras, pavimentações, terceiras faixas e Ponte de Guaratuba. Na moradia, os recursos são usados para aquisição de casas por meio do Valor de Entrada. A Secretaria da Saúde anunciou um pacote com mais de dez novos hospitais para o ano e tem centenas de obras em andamento. A Secretaria da Segurança Pública também toca novos investimentos, como as bases da Polícia de Fronteira e os novos blindados.
Governo anuncia três secretários após período de desincompatibilização
O Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (9) os primeiros três novos secretários após o período de desincompatibilização da Justiça Eleitoral. Os decretos assinados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nomeiam César Neves para comandar a Secretaria da Saúde, Fernando Furiatti para a Secretaria da Infraestrutura e Logística e Walmir da Silva Matos para a Secretaria do Esporte. César Neves já foi secretário da Saúde em alguns períodos da gestão. Ele é médico, formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), e especialista em cirurgia geral e gastroenterologia pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, além de pós-graduado em Endoscopia Digestiva, Medicina do Trabalho e Gestão Pública e Auditoria. Também já foi chefe de gabinete e diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, além de coordenar a Assessoria Técnica de Judicialização da Saúde. Fernando Furiatti era diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), ele é analista de Infraestrutura do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com especialização em Gestão Ambiental Rodoviária. Foi chefe da Unidade do Paraná do DNIT e assessor do ministro dos Transportes. Walmir da Silva Matos era diretor-presidente da Paraná Esporte. É graduado em Engenharia Civil (UFPR) e em Ciências e pós-graduado em Engenharia de Avaliação de Bens e Perícia e também em Administração Estratégica e Financeira. Foi servidor público na Secretaria de Obras do Estado do Paraná (1988-2010), vereador de Cornélio Procópio por dois mandatos e secretário de Obras de Londrina (2014-2016).
Defesa Civil do Paraná abre inscrições para curso de formação de voluntários
Estão abertas as inscrições para capacitação de novos voluntários da Defesa Civil Estadual. O curso da Escola de Defesa Civil, com apoio da Escola de Gestão, é voltado para pessoas acima de 18 anos que tenham interesse em atuar em momentos de desastre, em funções ligadas à logística, comunicação, saúde animal e combate a incêndio florestal. A inscrição é gratuita e pode ser feita até 4 de maio no site oficial. O tenente-coronel Daniel Lorenzetto, chefe da Divisão de Gestão de Riscos e Desastres, ressalta a importância de aumentar o número de voluntários ativos. “ A formação foi pensada para ampliar a capacidade de resposta do Estado em situações críticas e fortalecer uma rede de apoio preparada para diferentes cenários. Nos últimos anos tivemos situações em grande escala em União da Vitória e Rio Bonito do Iguaçu e os voluntários foram essenciais nesses casos”, explica. Entre 5 de maio e 1 de junho os candidatos poderão acessar o conteúdo online com aulas gravadas e material de apoio em PDF. Serão repassados conceitos básicos de Defesa Civil, bem como a estrutura disponível e a atuação no Paraná. O conteúdo foi organizado em sete módulos, com progressão mediante aprovação nas avaliações. Entre os principais temas estão, além de conceitos básicos de Defesa Civil, legislação nacional e estadual, gestão de risco, Sistema de Comando de Incidentes (SCI), logística humanitária, noções de primeiros socorros, combate a incêndio florestal. Quem finalizar o curso e ainda não estiver cadastrado poderá ser incluído na Plataforma de Voluntários. Aqueles que já estiverem cadastrados permanecerão ativos no banco de voluntários, podendo ser acionados em caso de necessidade. “O contato será realizado por e-mail ou mensagem de SMS, e a mobilização ocorrerá preferencialmente conforme o município ou a região de residência”, detalha Lorenzetto. As atividades de logística englobam o recebimento, organização e entrega de donativos, auxílio no transporte, organização e atendimento nos abrigos e distribuição de alimentos. Candidatos com perfil e formação específica ainda podem participar em outras três áreas, através das Rede Estadual de Radioamadores (REER), da Rede Estadual de Manejo de Animais em Desastre (Remad) e do Programa de Prevenção a Incêndios na Natureza (Previna). Para quem já atua na rede, o voluntariado é uma oportunidade concreta de colocar habilidades a serviço da sociedade. É o caso do jornalista André Rêgo que auxilia em situações adversas há 13 anos como voluntário da REER. “Participei de buscas na Serra do Mar, deslizamentos na BR-376, ocorrências com aeronaves e gerenciamento de crises. O que me motiva é poder auxiliar pessoas em momentos difíceis, fazer pelo outro aquilo que eu gostaria que fizessem por mim”, declara. A empresária Luciane de Andrade Wamser, participa da rede do Previna há cinco anos e já foi acionada em situações de combate a incêndio florestal. “A atividade em si, o trabalho de campo e a possibilidade de utilizar as habilidades adquiridas para um bem maior são o que mais me motivam. Ao final de cada ação, fica a sensação de dever cumprido. É cansativo, exige disciplina e responsabilidade, mas é extremamente gratificante”, afirma.
Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão
Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista. A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo
Carambeí anuncia vagas de emprego atualizadas nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira, 9 de abril, a Agência do Trabalhador de Carambeí anuncia novas vagas de emprego em diversas áreas. As oportunidades reforçam o compromisso do município em facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho e apoiar quem busca recolocação profissional. Entre as vagas abertas hoje estão: ATENDIMENTO – Agência do Trabalhador de Carambeí / Endereço: Rua do Bronze, 227, esquina com a Rua dos Lírios, Centro Cívico – Carambeí, PR. Documentos necessários • RG • CPF • Carteira de Trabalho IMPORTANTE – informações sobre vagas não são fornecidas por telefone. As vagas são atualizadas diariamente, permitindo que os candidatos acompanhem as novas oportunidades disponíveis no município.