
A Prefeitura de Castro entregou, na quinta-feira (22), a escritura de um terreno de mais de 2 mil metros quadrados destinado à comunidade indígena. A área fica na Rua Arthur Nitzke da Silva, na Vila Santa Cruz, próxima à PR-151, o que facilita o acesso e a comercialização dos produtos e do artesanato das famílias. A entrega cumpre o compromisso anunciado pelo prefeito Reinaldo Cardoso na posse do novo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), realizada no dia 8 de outubro.
O ato de entrega foi realizado em frente ao portão do terreno e contou com a presença do prefeito, do secretário municipal de Assistência Social, Günter Lesnau, e de representantes da comunidade indígena. O espaço será entregue com estrutura básica: ponto de luz, ponto de água e banheiro. A ideia é que o local sirva também como ponto de apoio para as famílias indígenas que percorrem o estado comercializando artesanato.
Durante a cerimônia, o prefeito destacou que a entrega faz parte dos compromissos assumidos pela gestão com a igualdade racial e com a área social. “Nós temos cumprido o nosso compromisso de campanha com a igualdade racial, com a parte social, e entregando à comunidade indígena um local para que eles possam ter aonde ficar e montar a sua estrutura comercial”, afirmou.
Reinaldo Cardoso ressaltou que o terreno é um espaço adequado e bem localizado para a comercialização de produtos. “É um local adequado e perto da rodovia, que é muito bom para a comercialização de produtos. Parabéns e sejam bem-vindos ao novo espaço”, disse.
Para o secretário Günter Lesnau, a entrega marca um dia especial para a Secretaria de Assistência Social. “Estamos cumprindo o compromisso de campanha e é com muita satisfação que hoje destinamos esse terreno à comunidade indígena”, declarou.
O representante da comunidade indígena, Thierry Ivan Benitez, classificou a entrega como uma conquista para a comunidade. Segundo ele, há anos as famílias vêm a Castro vender seu artesanato e nunca contaram com um apoio como esse. “É uma vitória para os irmãos indígenas, que precisavam muito disso. Agora isso aqui é muito bom e vai ser muito bom para eles mesmos, significa dignidade”, afirmou.
Texto: Mateus Pitela