
O deputado Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e pré-candidato ao Senado, defende uma maior participação da União no financiamento da saúde pública. Segundo ele, a revisão da Tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma medida indispensável para fortalecer hospitais públicos e filantrópicos, reduzir filas de espera e ampliar o acesso da população aos atendimentos especializados.
“Esta será uma pauta prioritária em Brasília. O Paraná avançou muito na descentralização da saúde e construiu uma rede eficiente de atendimento regionalizado. Mas ainda precisamos reduzir filas e ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias especializadas. Para isso, é fundamental que o Governo Federal assuma uma participação maior no financiamento da saúde”, afirmou.
Curi destacou que a defasagem da Tabela SUS compromete a sustentabilidade financeira dos hospitais que atendem a população. De acordo com a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), os valores pagos pelo sistema estão até 60% abaixo dos custos reais dos procedimentos. Na prática, para cada R$ 100 gastos por um hospital, o governo federal reembolsa cerca de R$ 40.
“A revisão da Tabela SUS é essencial para ampliar o apoio federal à saúde pública. Os hospitais filantrópicos e públicos respondem por 70% dos procedimentos de alta complexidade e desempenham um papel fundamental no atendimento da população que busca hospitais públicos”, afirmou Curi. “Por isso, nossos hospitais precisam de condições financeiras compatíveis com a realidade para continuar prestando serviços de qualidade”, afirmou.
PARANÁ – O deputado ressaltou que o Governo do Paraná tem buscado compensar parte dessa defasagem por meio de programas próprios que ampliam o financiamento da rede pública e conveniada. Entre as iniciativas, ele cita o Opera Paraná, criado para acelerar a realização de cirurgias eletivas e reduzir as filas de espera. Outro destaque é o HOSPSUS, que destina incentivos financeiros adicionais aos hospitais públicos e filantrópicos conveniados ao SUS para custeio e qualificação dos serviços de média e alta complexidade.
“Programas como o Opera Paraná demonstram que é possível reduzir filas e ampliar o acesso da população aos serviços especializados. Com uma participação maior da União e a atualização da Tabela SUS, será possível fortalecer ainda mais essas iniciativas e oferecer um atendimento cada vez mais ágil e eficiente aos paranaenses”, considerou Curi.
EMPENHO – Além disso, o deputado destaca o empenho de prefeitas e prefeitos de cidades do Paraná que integram os consórcios intermunicipais de saúde e que utilizam tabelas próprias para complementar o pagamento de consultas e exames especializados, garantindo a manutenção da rede credenciada e evitando o descredenciamento de clínicas e hospitais parceiros.
Curi observou que também apoia entidades como a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (FEMIPA), uma das instituições que reivindicam uma atualização permanente do financiamento federal para assegurar a sustentabilidade do atendimento cotidiano.