
A Polícia Civil do Paraná informou a conclusão do inquérito policial que apurou a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, crime ocorrido no dia 21 de fevereiro de 2026, no município de Ivaí, região dos Campos Gerais do Paraná
Após a coleta de depoimentos, análise de imagens de segurança e laudos periciais, o investigado, identificado pelas iniciais M.P.S., foi formalmente indiciado por quatro crimes: homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
De acordo com o relatório da autoridade policial, o homicídio foi enquadrado como qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de agravantes relacionados à idade avançada e às limitações físicas decorrentes de um AVC prévio. O estupro também foi qualificado em razão da gravidade das lesões constatadas.
A investigação apontou que o suspeito teria invadido o convento mediante escalada. No momento da prisão, ainda segundo a Polícia Civil, houve resistência à abordagem policial.
As provas reunidas incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrados nas roupas do investigado. Embora ele tenha admitido parte das agressões durante interrogatório, alegando ter agido sob influência de “vozes”, os laudos técnicos reforçaram os elementos que caracterizam a violência física e sexual descrita no inquérito.
Com a conclusão do procedimento, o investigado permanece preso preventivamente e à disposição do Poder Judiciário. Somadas, as penas máximas previstas para os crimes apontados podem ultrapassar 50 anos de reclusão, conforme previsão legal em abstrato.
A Polícia Civil declarou que o caso foi tratado com prioridade, ressaltando o compromisso com a apuração rigorosa de crimes praticados contra pessoas em situação de vulnerabilidade.