
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou na noite desta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, marcando um novo capítulo em sua trajetória política e reforçando a articulação de governadores que se apresentam como pré-candidatos à Presidência da República. O anúncio foi feito ao lado dos governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que também integram o partido.
Durante a apresentação pública, Caiado afirmou que o grupo pretende atuar de forma conjunta na disputa presidencial. Segundo ele, “o que sair daqui candidato, terá o apoio dos demais”, sinalizando um compromisso de unidade entre os três governadores. A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio dos novos correligionários. Eduardo Leite classificou o momento como de “alegria” e destacou que, antes de projetos individuais, o grupo afirma pensar “como brasileiros”. Ratinho Jr., por sua vez, ressaltou a importância da chegada de Caiado ao partido, descrevendo o governador goiano como uma liderança de peso para o projeto político em construção.
Na fala divulgada por Ratinho Jr., o governador paranaense afirmou ser um prazer ter Caiado integrado ao mesmo projeto político e destacou a ideia de união em torno de um plano para o país. Ele mencionou a proposta de construção de um “Brasil moderno”, voltado ao atendimento das necessidades da população, especialmente das pessoas em situação de maior vulnerabilidade, e deu as boas-vindas ao novo filiado ao lado de Eduardo Leite.
O governador de Goiás chega ao PSD com índices elevados de aprovação em seu estado, onde alcança 88% de avaliação positiva, segundo dados citados no anúncio.
Ronaldo Caiado tem longa trajetória partidária. Filiou-se ao PFL em 1991, legenda que posteriormente se transformou em Democratas e, mais tarde, deu origem ao União Brasil. Desde então, permaneceu vinculado a esse campo político até sua migração para o PSD, oficializada nesta semana.
Com a entrada de Caiado, o PSD passa a reunir três governadores com projeção nacional e discurso voltado à construção de uma candidatura comum. A articulação indica que o partido busca se consolidar como um dos polos de oposição ao atual governo, apostando na união de lideranças estaduais para ampliar sua influência no cenário eleitoral de 2026.