Fórum Origens Paraná conecta empresários a produtos com IG e fortalece negócios

O Fórum Origens Paraná, realizado em municípios dos Campos Gerais, nos dias 27 e 28, reuniu empresários, produtores, especialistas e parceiros estratégicos para debater e fortalecer a comercialização de produtos com Indicação Geográfica (IG) no Estado. O evento oportunizou a troca de conhecimento e experiências, por meio de visitas técnicas, palestras, rodadas de negócios, momentos de degustação e encontros entre produtores e empreendedores.

Durante o Fórum, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer alguns produtos que já têm ou estão em busca da IG, que representam a tradição, a qualidade e a autenticidade de produtos paranaenses, como erva-mate São Matheus; goiaba de Carlópolis; pão no bafo de Palmeira; queijos de Witmarsum, queijos de Purungo de Palmeira; tortas de Carambeí; morango do Norte Pioneiro; mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil; café do Norte Pioneiro; balas de banana de Antonina e caprinos e ovinos da Cantuquiriguaçu.

“Além de divulgar os produtos com selo de Indicação Geográfica, o Fórum Origens Paraná reforça a valorização da cultura local e da identidade dos territórios produtores, gerando conexões estratégicas e novas oportunidades de negócios para os envolvidos”, frisa a consultora do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães.

A programação foi distribuída entre as cidades de Palmeira, Ponta Grossa e Carambeí. No primeiro dia, os participantes visitaram a Colônia Witmarsum, onde conheceram a Cooperativa de Queijo local, e participaram de um almoço típico à base de pão no bafo, que está em busca do registro de IG, e de queijo Purungo, ambos de Palmeira.

A presidente da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo), Rosane Radecki, ressalta que a expectativa em torno da conquista da IG é alta. Em janeiro deste ano, a Apafo depositou o pedido de registro de IG, na modalidade de Indicação de Procedência (IP), para o pão no bafo de Palmeira. A receita gastronômica de valor histórico foi introduzida na cidade em 1878 junto com os primeiros imigrantes russo-alemães, que se instalaram em Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.

“A participação no Fórum Origens Paraná foi uma oportunidade para mostrarmos a tradição e a importância do pão no bafo como parte da identidade gastronômica de Palmeira. O evento nos permitiu trocar experiências com outros produtores e reforçar o valor da IG, não apenas como um selo de qualidade, mas como uma ferramenta para fortalecer a economia local e preservar nossa cultura”, destaca Rosane Radecki.

No período da noite, o evento seguiu para um encontro de negócios promovido na sede Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg), em Ponta Grossa, que proporcionou networking e apresentação dos empresários.

No segundo dia, em Carambeí, a programação teve início com um café da manhã na Tortas Wolf, um empreendimento com mais de uma década. O empresário Diego Wolf relembra que sua trajetória no setor começou após participar da segunda edição do Festival de Tortas, evento que o inspirou a transformar as receitas familiares em um negócio consolidado. As tortas, criadas pela matriarca da família, ganharam adaptações e toques especiais com a contribuição do próprio empreendedor.

“Incentivei minha mãe a produzir as tortas, a montarmos um café e abrimos o empreendimento na frente da casa dela. A busca pela IG é fundamental, pois dá visibilidade à cidade e aos negócios locais”, destaca Wolf.

A programação seguiu com uma visita técnica ao Museu Parque Histórico, onde foram realizadas análises sensoriais de produtos. Um dos destaques do dia foi a palestra da professora Paola Stefanutti, que abordou histórias de sucesso de Indicações Geográficas italianas e estratégias para agregar valor aos produtos certificados.

A agenda incluiu ainda visitas a estabelecimentos locais, como o Lavandário e Queijaria Het Dorp e a Frederica’s Koffiehuis, uma das empresas que integra a Associação dos Produtores de Tortas de Carambeí, responsável por protocolar, em julho do ano passado, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o pedido de reconhecimento do registro de IG, na modalidade Indicação de Procedência (IP), para as tortas de Carambeí.

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